quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A TRISTE FIGURA PORTUGUESA NO PASSAMENTO DO BARBUDO FIDEL





 A TRISTE FIGURA PORTUGUESA NO PASSAMENTO DO BARBUDO FIDEL
14/12/16

“Em 1957 Fidel Castro prometeu aos cubanos paz, liberdade, riqueza, democracia e eleições livres. Infelizmente, sua morte prematura não permitiu que ele cumprisse a sua promessa.”
Dilma Roussef, discursando no velório de Fidel (do anedotário nacional).

No fundo foi idêntica à que tem sido feita nos últimos 40 anos.
Expliquemo-nos.
Após a emergência do PCP e das forças políticas de extrema-esquerda, na sequência do 25 de Novembro de 1975, como forças políticas respeitáveis (em vez de terem sido ilegalizados e os seus responsáveis julgados e presos), o branqueamento das ideologias comunistas e afins, continua a ser feito despudoradamente.
O assalto feito durante o “PREC”, às variadas estruturas do Estado e o acesso livre a todos os níveis de responsabilidade da generalidade das áreas sociais e do Estado, garantiu um poder efectivo que nada tinha (e tem) a ver com a sua expressão eleitoral.
As áreas da sociedade mais afectadas foram os Sindicatos, a Comunicação Social, a PGR e o Ministério da Educação Nacional, os quais até hoje não foram expurgados, sequer dos elementos mais nocivos.
Com estas “ferramentas” na mão e uma gestão inteligente do arrazoado contido na vermelha Constituição (na capa, nas intenções e no conteúdo…), têm mantido a sociedade portuguesa absolutamente condicionada e subvertida.
O restante espectro partidário tem sido de uma pobreza confrangedora permitindo a desbunda existente e fazendo com que a Democracia não passe de uma ficção.
A única coisa que lhes interessa são negócios e o “laisser faire laisser passer”!
Enfim vivemos o triunfo das ideias e estratégia do Gramsci e da “Escola de Frankfurt”.
A ignorância, o desleixo e a cobardia têm sido pasmosas!
Por isso, hoje em dia – começando pela Igreja – ninguém tem a decência e a coragem de proclamar alto e bom som que as ideologias comunistas marxistas, maoistas, trotskistas e outros “istas” de semelhante jaez, deviam jazer no cemitério das inutilidades; no inferno dos horrores mais profundos e na fossa asséptica dos erros humanos.
E que todos os regimes que as defendem quando implantados nos povos que tiveram a desdita e a desgraça de os sofrer actuaram, sem excepção, de uma forma criminosa, ruinosa e infamante, como não existe paralelo em toda a História da Humanidade.
Haver cidadãos que continuam a defender semelhantes desconchavos sem levarem de imediato com um pano encharcado no “fácies”, só pode ser explicado pela mais negra ignorância, pelos defeitos da natureza humana e pela eterna luta entre o Bem e o Mal.
O Comunismo foi implantado na Rússia em 1917, numa luta que vinha de trás, por a Coroa Russa se recusar, aparentemente pelo menos, desde 1815 (Congresso de Viena), em aceitar a existência de um “banco central”, ferramenta fundamental e “iniciática”, pela qual as famílias que dominavam o grande capital, tentavam e tentam, controlar as finanças de cada país – o que tem origem consolidada com a criação do banco de Inglaterra, em 1694. O qual era um banco privado…
Os principais próceres dos Bolcheviques eram judeus Azkenazis e receberam financiamento de próceres seus que viviam na Costa Leste … dos EUA.
Receberam ainda uma contribuição prestimosa, por questões de circunstância, do II Reich Alemão, que além de os subsidiar também, pegou no Lenine, que estava exilado na Suíça, e transportou-o de comboio até à Rússia.
A circunstância explica-se facilmente: a I Guerra Mundial estava num impasse, e a Revolução Bolchevique, provocou a queda da frente oriental, permitindo aos alemães deslocar cerca de um milhão de soldados para a frente ocidental, o que decidiu o lançamento da última grande ofensiva da guerra…
A qual foi parada (depois do Corpo Expedicionário Português ter sido quase todo aniquilado no Lys …), com a ajuda de tropas americanas chegadas em grande número à Europa, após manobras de bastidores efectuadas pelo Movimento Sionista entretanto criado oficialmente, em 1897, e todo ele dominado por judeus Azkenazis!...
Espero com o atrás apontado ter dado um pequeno enquadramento à coisa…
É possível que o fumador inveterado, Fidel, tenha morrido sem nunca ter suspeitado de tudo isto: enfim, que diabo, o homem era latino, vivia num país tropical e só a inabilidade algo “gangsteriana”, do governo americano, o empurrou para os braços dos soviéticos.
Que lhe chamaram um figo.
Além disto, o homem do caqui verde oliva, mais o seu executor de eleição, um tal Che Guevara, passaram a ter fama de incorrigíveis românticos…
“Manadas” de jovens ocidentais passaram até, a usar alegremente uma “T-Shirt” com a carantonha do dito, como se tal constituísse a coisa mais ufana do mundo.
Pelos vistos nas últimas décadas (eu tenho termo de comparação pois nasci num país que se comportava com decência e tinha vergonha na cara) a generalidade da sociedade portuguesa capitaneada pelos expoentes político-militares que os lideravam, passaram a comungar e a pactuar com toda esta destrambulhice.
Mas ainda não cheguei ao ponto que pretendo realçar e que é este:
Desde que a subversão internacional se abateu sobre os territórios portugueses ultramarinos, que o governo de Cuba apoiou ostensivamente em todos os âmbitos, incluindo o militar, os movimentos que combatiam a presença política portuguesa fora do continente europeu, nos subvertia, capturava, roubava e matava as populações e emboscava as tropas.
Mais tarde, já durante o período revolucionário, após 1974, interferiu abusivamente no processo de descolonização, nomeadamente em Angola, em nome do internacionalismo revolucionário e como marionetas de Moscovo, chegando a desembarcar tropas em Luanda, antes do governo de Lisboa ter arriado “vergonhosamente” o Estandarte das Quinas.
Não obstante tudo isto a loucura que se apoderou das ruas do País, forçou a libertação do Capitão Rodriguez Peralta, um oficial do Exército Cubano que estava preso em Lisboa, depois de ter sido capturado por tropas paraquedistas no Teatro de Operações da Guiné, em 1969, fazendo dele um herói.
Só faltou condecorá-lo com a Torre e Espada!
A tal chegou o desconcerto das mentes e a traição, que percorreu o país, em 1974/5 e que nos infamou para todo o sempre. Sobretudo porque até hoje, nunca se julgou ninguém e separou o trigo do joio!
Mais tarde o “Barbudo”, agora defunto, ainda passou por cá assistindo-se à genuflexão escabrosa de tantos, o que ele agradeceu, praxando-os com um dos seus costumeiros discursos de horas.
Pelos vistos o caviloso gostava de se ouvir a si próprio.
Por tudo isto – e não disse nem um cem avos – as reacções piedosas à sua morte foram absolutamente deslocadas, fora do conhecido estribilho “a luta continua”.
Salvou-se apenas o facto do Estado se ter coibido de enviar ao funeral algum responsável importante fazer figuras tristes, e só lamentamos a escusada visita recente do PR a semelhante personagem.
Marcelo Rebelo de Sousa, não deve ter resistido à sua curiosidade e a poder lançar no futuro livro de memórias, os fugazes momentos que passou com semelhante “Dinossauro” das tragédias políticas do Século XX.


                              João José Brandão Ferreira
                                   Oficial Piloto Aviador

3 comentários:

Zeca Gancia disse...

Pois é, pois é...às vezes acabamos por ter certas simpatias, porque não dominamos o passado, nem como as coisas se passaram. Direi mais, fico frustrado por pensar ter sido assim. Afinal não há fumo sem fogo, mas a minha perplexidade aumenta muito mais, quando vi e senti gente de outros naipes, que assumindo-se como presidente, abdicaram de louvar um escritor Nobel, não se dignando sequer comparecer ao seu funeral, ou ainda vergonhosamente ocultando-se numa indiferença ignóbil perante um prémio internacional atribuído a um fadista, ao mesmo tempo que seus pares passeando-se, por bastidores europeus conspirativos, venderam-se e venderam todas as empresas estratégias de Portugal ou ainda conspirando que não hajam governos sustentáveis no país, que não os deles. Os tais patriotas que de bandeirinha ao peito, governaram vendendo e empenhando o Portugal, não restando nada ao país. Conspiração ou assalto? Após esta minha divagação, estou perdido, não sei qual o Norte, mantenho-me inquieto, não sei a quem seguir, precisamos de heróis, não esta vil gente, que nos anda a tramar há 40 anos

Anónimo disse...

"O mundo continua bipolarizado, mas os seus pólos já não são a direita e a esquerda, nem o capitalismo e o socialismo, nem o liberalismo e o proteccionismo, nem a razão e a fé. O pêndulo oscila agora entre o centrífugo (a globalização, a imigração, o multiculturalismo, o plágio) e o centrípeto (a soberania, a identidade, a homogeneidade, a tradição), no entanto, o fiel da balança se inclina para o último. Tomem nota meus contemporâneos do que já aconteceu - Putin, Orban, o Brexit, Trump - e o que está por vir... Fillon, Le Pen, Hofer, Wilders? E ai, eles não são a extrema-direita? são - somos - a Reacção. " (Fernando Sanchez Drago)

Aprendemos com a História que nenhum regime é eterno. Os ciclos, sim, são uma constante, tudo muda passado algum tempo. A ânsia de mudança é agora maior do que nunca, estamos a acordar do pesadelo subversivo das últimas décadas e, finalmente, a sonhar com a prosperidade e a felicidade que justificam a nossa vida. Acredito na Verdade, o que é mentira, falso, ilusório não pode continuar a reinar por longo tempo. Chegou a hora de inversão do ciclo que nos impingiu o rumo ao socialismo. É hora para agarrarmos o rumo da rectidão. Portanto, calma e esperemos com rejúbilo a grande mudança que se aproxima. A amálgama iníqua de globalistas está a dar o último canto do cisne. Os povos europeus, terão que lutar com coragem pela liberdade que garante o futuro, e esmagar para sempre a falsa liberdade, inculcada pelo marxismo cultural, que transforma um criminoso assumido num caricato cidadão respeitável.

António Silva

Manuel Álvares disse...

Só o Sr. Tenente-Coronel Brandão Ferreira escreve estas verdades em tempos de "liberdade", perdão, libertinagem.

Para lá de tudo isto um Santo e Feliz Natal.