quinta-feira, 21 de maio de 2020

COVID19: COMO NOS PORTÁMOS?


COVID19: COMO NOS PORTÁMOS?
20/05/20

“Vocês não sabem o limite da vossa resistência…”.
Frase proferida pelo instrutor durante uma sessão de instrução de “Aplicação Militar” (que é linda!), Santa Margarida, curso de entrada na Academia Militar, 1971/72.

            E de facto ninguém sabe, até ser testado.
            Fiquemos por uma análise sumária e a quente, do tempo desta “pandemia” (cerca de três meses).
            Primeiro o Estado. O Estado começou por andar atrás da sociedade. Não previu. Não previu porque não está para aí virado. Porque não quer saber da Segurança Nacional e não dispõe (e não quer dispor) de capacidade de informação estratégica e de segurança adequada. Porque não gosta de más notícias, porque vive para os votos.
            Podíamos continuar.
            Por isso as autoridades de saúde começaram por esconjurar o perigo para longe, como se, numa atitude típica portuguesa, o mal só acontecesse aos outros…
            Por isso as pessoas, no seu sexto sentido, começaram a meter-se em casa antes das autoridades enveredarem por esse caminho.
            Só foi pena as fronteiras não terem sido encerradas 15 dias antes mas, á “posteriori”, é mais fácil ter certezas…
            Apesar de tudo e de todos os erros que poluem o sistema político nacional, as coisas decorreram de um modo geral bem, tendo sido garantida a unidade do Estado e a coesão nacional.
            No entanto, houve azo a ocorrerem um conjunto de “incidentes”, que podiam ter degenerado em gravidade elevada, pelo que há que aproveitar os ensinamentos obtidos para os corrigir.
            Vou expor alguns, a maioria dos quais passaram despercebidos à opinião pública, foram desvalorizados pelos “média” e rapidamente silenciados ou resolvidos pelas autoridades.
             O primeiro foi ter-se fechado a fronteira perto de Elvas, cuja estrada dá para o Termo de Olivença. Ora por razões de Direito e de Princípio, a fronteira devia ser vigiada, mas não encerrada, por a parte de lá do território ser portuguesa “de jure” e espanhola “de facto”, sendo território usurpado. Não se pode dormir em serviço…
            Depois houve vários casos nas chamadas “Regiões Autónomas”, onde houve alguns sinais de exorbitação de poderes, que são apenas nacionais. O último dos quais teve a ver com a obrigação dos cidadãos oriundos do “Continente” terem que fazer confinamento, chegando o Governo Regional dos Açores a obrigar ao pagamento dos hotéis para onde iam confinados, ao contrário dos açorianos.
            Isto foi grave e teve que ser um tribunal a resolver a questão.
            Mais uma vez se tornou evidente a inutilidade muito cara, da parafernália política constituída pelo Ministro da República, Assembleias e Governos Regionais, que só o desnorte da situação política e social ocorrida após o 25 de Abril (de 74) permitiu.
            Formula procurada para evitar que pudesse acontecer aos Açores e Madeira o que tinha acontecido a Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe e ao restante mundo lusitano. Não contentes com isto, ainda há quem queira prosseguir com a estúpida regionalização do Continente…
            Depois houve o caso de descoordenação aquando da declaração do confinamento do concelho de Ovar, o que se prolongou, mais tarde, com o desaguisado azedo quando se sugeriu a probabilidade do mesmo poder acontecer ao Porto, protagonizado pelo edil da Invicta e a Directora Geral da Saúde. As linhas de autoridade têm que ser claras; o comando e controlo centralizado e a execução descentralizada, bem como o estabelecimento de níveis diferenciados de decisão. Que é o mais difícil de organizar e decidir e para o qual somos especialmente relapsos.
            A declaração do estado de emergência suscitou claras divergências entre o PR e o Governo, divergências que nunca apareceram claras à luz pública.
            Mas é proverbial o mau relacionamento que PS, PC e BE têm quando se fala de “fardas” e a urticária que isso lhes causa. Entre outras coisas que agora não vêm ao caso.
            A coisa lá se foi resolvendo com as pessoas a colaborarem muito significativamente com as medidas tomadas.
            De tal modo que o Governo parece que passou a gostar…
            De resto foi um alívio, ter havido um decréscimo de ruído vindo dos lados do Parlamento.
            Pareceu até que funcionavam melhor confinados a um terço…
            De resto os episódios mal cheirosos relacionados com as comemorações do 25 de Abril e 1º de Maio, já foram suficientemente dilucidados para perdermos tempo com eles. Falta só a vergonhosa postura perante a Festa do Avante. Nós sabemos que há estados dentro do Estado…. E vacas sagradas.
            Por falar em fardas, ocorreu um incidente inadmissível e que não foi bem resolvido, não se podendo louvar nenhum dos intervenientes.
            Estou a referir-me a uma actuação “esdrúxula” de uma “patrulha” da PSP que tomou a iniciativa, ou foi instruída (não está claro), de identificar (e questionar o facto de estar armada) uma subunidade militar que estava a proceder a uma operação de descontaminação de um lar de idosos em Vila Real.
            Depois de vários incidentes o Chefe do Estado-Maior do Exército, nas declarações que fez, aquando da sua última interpelação parlamentar, reabriu a questão. Que não foi fechada…
            Questão que a ficar como está não dignifica as chefias das Forças Armadas e da PSP, bem como as respectivas tutelas. Ficámos numa “paz podre”, que irá rebentar a qualquer momento. E enquanto não rebenta, cria muito mau hálito.
            A ideia veiculada de enviar Fuzileiros para as praias a fim de reforçar as patrulhas da Polícia Marítima (o que já acontece do anterior, mas que passa despercebido), também não é nada aconselhável. Em primeiro lugar porque eles não têm funções de polícia; depois porque não devem andar desarmados (como andavam do anterior, só com um cassetete, e agora por o estarem impedidos por ordem do CEMGFA ou soprada pelos MDN e MAI); finalmente porque não se justifica gastar-se uma pipa de dinheiro e esforço a preparar tropas especiais para as colocar a “fazer piscinas”, nas praias. Ou já agora a apagar fogos… A situação é ainda mais delicada, por as praias serem da exclusiva competência da Autoridade Marítima, ou seja mais nenhuma outra Força de Segurança lá tem jurisdição. E se não há Polícia Marítima suficiente porque não se contrata mais? Mas se for para ir para as Ilhas Gregas e Italianas participarem no “negócio” de “salvar” “migrantes” (e ganhar ajudas de custo), já há?
            Finalmente optou-se pelo “estado de calamidade” não se estendendo mais o “estado de emergência”.
            Só que o Governo manteve várias restrições aos tão decantados “Direitos, Liberdades e Garantias”, que só era lícito fazer no estado de emergência, como foi logo denunciado por vários juristas, mas a que se juntou o silêncio cúmplice da AR e do PR. Afinal as leis em Portugal são muito “flexíveis” bem como o córtex dos legisladores. Facto, aliás, que não constitui novidade para ninguém…
            Por ultimo uma palavra para a Hierarquia da Igreja que por detrás da sua prudência de séculos, quis ser mais “papista que o Papa”. Neste âmbito adiantou-se até às autoridades “laicas” e auto confinou-se.
            Mas digamos que talvez não tenha defendido na sua plenitude o povo de Deus - que se dividiu neste âmbito, apesar de ter obedecido na sua enorme maioria. Sobretudo relativamente à abertura das igrejas e missas, no que concerne à equitatividade das actividades das restantes áreas da sociedade e à importância da espiritualidade sobre a matéria.
            Já esteve bem em recusar, mais tarde, a realização das cerimónias em Fátima não só por uma questão de coerência e exemplo, como também por ter dado uma bofetada de luva branca na desastrada actuação governamental e da maioria do espectro político, relativamente à manifestação do 1º de Maio e da Festa do Avante!
            O PR coitado – que de coitado não tem nada – lá vai fazendo de bonzinho, dando uma no cravo outra na ferradura. Ao fim destes anos todos, também, só engana quem quiser ser enganado.
            Uma palavra apenas para a questão do “Covid”, uma história ainda cheia de pontos escuros e mal contados.
            Depois de várias trapalhadas de comunicação da equipa nomeada para o efeito e que melhorou muito depois da entrada do Secretário de Estado da Saúde, parece ser necessário arranjar tempo para reformular as estatísticas no sentido de se perceber quem morreu de Covid das que faleceram com Covid e juntar a estes números, aqueles que se referem a quem morreu de todas as outras causas (uma média de 300 pessoas/dia, do anterior). Só assim poderemos ter uma ideia global e comparável, do impacto que esta nova “doença” teve na sociedade portuguesa e assim nos podermos preparar melhor para o futuro.
            Também me parece que não devemos ter em grande conta e muito menos andarmos a reboque da Organização Mundial de Saúde, organização descredibilizada, aliás como todas aquelas que estão no âmbito desse mamute branco que dá pelo nome de ONU.
            E por uma questão de princípio, de senso e de qualidade dos produtos, o governo português deve abster-se de fazer negócios com a China. Regime pouco recomendável.
            Isto do mal de uns, ser o bem de outros, é antigo, mas também tem que passar a ter regras. Assim como os negócios albardados para os “amigos”.





                                                   João José Brandão Ferreira
                                                        Oficial Piloto Aviador

domingo, 10 de maio de 2020

AUSTERIDADE OU IMBECILIDADE MILITANTE?


                                      AUSTERIDADE OU IMBECILIDADE MILITANTE?
9/5/20
                                      “A Política passou de ser (se é que alguma vez foi)
                                        a “arte” de governar para ser a arte de mentir”.
                                       Autor: espero ter sido eu.


        Austeridade, do latim, “austeritas”, qualidade do que é austero (rigor, severo); o que aplicado à Economia significa “rigor teórico no controle dos gastos”. Uma política de austeridade é utilizada quando o nível do “deficit” é considerado insustentável e é implementada através do corte de despesas.
    Imbecil, do latim, “imbecillis”, fraco, sem carácter, humilde; quem demonstra fraca inteligência ou discernimento; idiota, parvo, tolo; o que manifesta imbecilidade. Em Psicopatologia representa um atraso mental equivalente a uma idade mental entre os três e os sete anos e um QI entre os 30 e os 50.
    Agora que estamos situados, vamos imaginar uma família que tenha um rendimento mensal de 9.000 euros. Se devido a uma doença, um acidente, um mau investimento, ou qualquer outra coisa que corra mal (em que a vida é fértil), perder um terço do seu rendimento, no mês seguinte tem apenas 6.000 euros para gastar.
    Daqui decorre uma coisa simples e que é esta, a família não pode viver do mesmo modo como vivia no mês anterior (isto é, manter o nível de vida). Vai ter de se adaptar. Vai ter de se tornar mais austera…
    Tal só não acontecerá se dispuser de reservas acumuladas (poupança) ou se tenha precavido com planos de contingência (seguros, aplicações financeiras, etc..).
    Mesmo alguns muito ricos, que vivem de especulação bolsista (ou bolseira?) podem cair de um dia para o outro…
    Ora a esmagadora maioria das famílias e empresas portuguesas, além de terem baixos rendimentos; guardarem pouquíssimas reservas (poupanças), ou estarem descapitalizadas, estão afogadas em dívidas, sem fim à vista.
    O Estado está exactamente na mesma posição. Arrasta-se em falência técnica permanente; vive de habilidades (a que chamam “engenharia financeira”); de alienação de património (às vezes para resolver problemas de tesouraria), aliena a Soberania a troco de “apoios” investimentos e “solidariedades” várias e prostitui a nacionalidade. E tudo isto sacando ao cidadão, uma quantia que já ultrapassa os 40% da sua riqueza, em carga fiscal (impostos directos e indirectos).
    A banca então nem se fala, há décadas que é um desastre inominável (mas nunca paga pelos erros…), está também descapitalizada; cheia de crédito mal parado; metendo-se amiúde em negócios especulativos ruinosos e “empréstimos duvidosos a amigos”, etc.. E foi esticando a corda tão inconscientemente (o termo correcto é outro) que, estou em crer que se 10% dos depositantes fosse levantar metade do que lá têm a maioria dos bancos colapsava em horas. Mas nunca se regateia dividendos aos administradores; eles nem admitem discussões sobre a sua ganância…
    Em síntese a banca em vez de investir dinheiro na economia, tem sobrevivido com o dinheiro que suga aos depositantes e com o dinheiro que o Estado (essa figura anónima de costas largas) lá mete, sacado dos impostos dos contribuintes. Desde os anos 80 calcula-se que o “saque” já vá em cerca de 50 mil milhões de euros, ninguém sabe ao certo. O que se sabe é que foi sempre a piorar e cada vez com menos pudor. Assaz educativo.
   O que tem acontecido debaixo do olhar vigilante de uma corte de supervisores, principescamente paga, cuja característica maior tem sido a de nunca dar conta, ter presente nem se lembrar de nada! É obra.
     Tudo isto vai passando sempre embrulhado em papel celofane com perfume rasca e mentiras q.b.. Perdão, “inverdades” pois é feio mentir!
    Estávamos nós neste preparo e doce remanso que a ampla liberdade para mentir não chegava já para esconder, quando nos cai em cima esta história mal contada do “Covid19”, o qual por obra e graça do confinamento profilático nos meteu em casa, fazendo a vida social e económica cair a pique.
    As estimativas projectadas a esmo vão variando, mas podemos fixar isto: as consequências económicas, financeiras e sociais vão ser muito, muito graves. E ainda só passaram dois meses.
    Preparam-se agora as “forças vivas” do país para encetar a volta à “normalidade” e o retomar da vida – tanto quanto possível - a que estávamos habituados - e bem seria útil aproveitarmos para reverter as más práticas, que são muitas.
    Eis senão quando, aparecem uns cómicos que dizem que tudo se tem que resolver sem a tal austeridade…
    Eu sei que a maioria dos políticos de que temos sido servidos erraram a “profissão” pois deviam ter ido para ilusionistas, mas irrita-me que queiram fazer de nós todos imbecis, ou reduzirem-nos à imbecilidade!
    A Economia não é uma ciência exacta e possui muitas variáveis. A única coisa que é exacta é a soma algébrica das operações, que é zero. Mas para ser zero há um fluxo de meios - o mais conhecido dos quais se chama dinheiro – que se movem de um lado para outros. E não é fácil saírem todos a ganhar.
    Muitos factores contribuem para isso, mas quando se actua num, tal vai replicar-se noutros. Sempre. E tudo tem consequências. Por isso a Economia não é apenas ciência também tem algo de “arte”. De que resulta ser difícil encontrar dois economistas a defender a mesma coisa…
    Como a Estratégia, que deriva de uma política a qual tem origem numa ideia. Ora quanto melhores forem a ideia, a política e a estratégia, melhor será a economia.
    Acontece, porém, que há muito que não existe uma Ideia para Portugal; a Política é medíocre e escreve-se com minúscula e a estratégia desprezada. Não é de estranhar que a economia e as finanças (e tudo o resto) se ressintam disso…
    Ou seja a Economia deve derivar de uma Política e ser instrumento de uma Estratégia e as Finanças devem servir a Economia e ambas terem preocupações sociais. Não devem apenas servir para engordar banqueiros, promover negociatas e corrupções ou ser objecto de influência de “lóbis” político/empresariais.
    Por este encadeamento simples de entender (ou falta dele), se pode perceber o descalabro das últimas décadas, do qual só saíremos com muitos sacrifícios e mudanças radicais de comportamento e organização política.
    Ora não se tem encontrado um filho d’Algo interessado e na disposição de o fazer. E também jamais haverá enquanto não se vislumbrar nos altos cargos do Poder pessoas dispostas a dar o exemplo. Vai-se fugindo para a frente…
    E, deste modo, a “liberdade” mais utilizada na sociedade seja a do livre arbítrio de mentir. Mentir muito e impunemente (a que alguns se atrevem a chamar de “certezas ideológicas”).
    Por isso a “tanga” da austeridade ou falta dela, vai continuar com as "nuances" necessárias a prepararem a opinião pública para mudarem de agulha quando necessário. E tal vai acontecer quando finalmente, a nível da UE, se tiver acordado (ou não) no pacote de ajudas para fazer face à débacle. E independentemente daquelas que surgirem haverá aí sempre, campo de manobra a ser usado como desculpa…
    Não há, todavia, alternativa para Portugal, que não seja o tal rigor prático no controlo dos gastos!
     A preocupação deveria ser então, procurar distribuir os custos e danos que tal vai acarretar de um modo equitativo por toda a Nação, com os órgãos do Estado a darem o exemplo…
    Em conclusão já vimos que não temos reservas de nada (nem de divisas – o que resta do ouro não se pode tocar pois está “hipotecado” ao BCE – de cereais; de outros alimentos (a não ser algum vinho e azeite); de metais e outras matérias primas; até de água, etc..). Dispomos apenas de três meses de reservas de crude, mas a maioria está guardada na Alemanha… E alguma capacidade recente para guardar gaz natural por via das cavernas construídas na zona de Pombal, cujo montante desconheço.
    O Estado está sempre em fio de bancarrota, e os bancos não têm dinheiro para emprestar.
    A Economia (partindo do princípio que a balança comercial seria positiva) não tem capacidade de nos retirar só por si do fundo do poço onde nos encontramos.
    Ainda se consegue financiamento externo, mas tal já não será ao preço baixo a que nos habituámos últimamente, mas deitar mão dessa ferramenta é absolutamente desaconselhável, pelo gravíssimo endividamento em que já estamos e ao estado de escravatura a que nos sujeitamos; e vender património é a mesma coisa por outra via… Mas parece que ainda se aventa a hipótese de despejar na TAP centenas de milhões de euros, depois de se andar a fazer asneiras grossas com ela desde… 1974!
    De facto só resta o dinheiro da UE, mas mesmo esse é uma ilusão de óptica. Ninguém dá nada a ninguém…
    Mas de onde sairá o dinheiro?
    Do orçamento comunitário? Mas esse pertence a todos os países.
    Serão os países ricos que disponham de “superavit” a emprestar aos mais necessitados? Mas isso implica juros; seria a fundo perdido? Mas como justificar tal medida? As formigas vão dar dinheiro sempre que as cigarras precisem?
    Portanto o dinheiro só pode vir do BCE, mas o bolo lá guardado também é de todos (os que aderiram à moeda única – e há que resolver também o problemas dos outros) além de que tem accionistas privados, algo que é por norma escamoteado.
    Há sempre a solução de produzir moeda – a maioria em circulação é já escritural há muito tempo (ou seja é algo fictícia pois não tem nenhum “bem” a sustentá - la) e é baseada numa coisa a que chamam “confiança” - que ninguém sabe definir muito bem - mas tal iria depreciar o valor da moeda, incorrer em inflação e afectar a concorrência das exportações e o preço das importações.
    E, mais uma vez neste âmbito, para o valor final ser zero há uns que perdem e outros que ganham.
    Como qualquer agricultor sabe, por mais humilde que seja, não se pode ter sol na eira e chuva no nabal ao mesmo tempo, que é o que os espertos da política – querendo fazer dos outros cidadãos, imbecis (não é por acaso que se tem assistido à imbecilização da sociedade) - andam a tentar fazer há muito. Democraticamente é claro.
     Não era pois necessário o governo ter-se dado ao trabalho de declarar o “estado de calamidade” no país. Há mais de quatro décadas que ele existe.



                                             João José Brandão Ferreira
                                            Oficial Piloto Aviador (Ref.)




   

"Bom video sobre a Europa"; mas português primeiro!

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25 perguntas e respostas de Gandhi

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sábado, 2 de maio de 2020

A DATA DO 1º DE MAIO DEVE DEIXAR DE SER FERIADO NACIONAL!


                                     A DATA DO 1º DE MAIO DEVE DEIXAR DE SER FERIADO NACIONAL!
1/5/20


                              “Não discutimos a glória do trabalho e o seu dever”.
                                                         Oliveira Salazar, Discursos.

    Já que estamos em maré de feriados e deixando o “Covid 19” de parte.
    Tão pouco estamos contra que se comemore o dia; cada um que o festeje à sua vontade.
    Aliás, todos os dias são dias de comemorar qualquer coisa. Já nem chegam os dias para tanta evocação, vamos ter de passar a utilizar também as noites…
    A única comemoração (creio) para a qual ainda se não se dedicou um dia (quem será que “decreta” estes dias?) é o Homem. Sobretudo se for branco, cristão e hétero…
    Ora o que entendemos é que não se deve comemorar a data como feriado nacional.
    Impõe-se uma pequena incursão histórica.
    Em 1864 é criada a primeira Associação Internacional dos trabalhadores, em Londres, a que se chamou, mais tarde, a “Primeira Internacional Socialista”. As divisões ideológicas determinaram a sua extinção ao fim de sete anos. Uma das suas principais reivindicações era a de a jornada diária de trabalho passar a ser de 10 horas.
    As reivindicações desta “primeira internacional” repercutiram-se no IV Congresso da “American Federation of Labour”, em 1884. Mas todas as negociações havidas com as entidades patronais lançaram a revolta nos principais núcleos industriais do país.
    Tal estado de espírito levou a que a 1 de Maio de 1886, fosse convocada uma greve geral, que teve a adesão de entre 350.000 a um milhão de pessoas (os autores dividem-se).
    Porquê a um de Maio? Pois porque era a data em que a maioria das empresas iniciava o seu “ano financeiro” e se dava início ou término aos contratos de trabalho.
    A repressão a esta greve foi violenta e especialmente dura na cidade de Chicago. Nesta cidade, ao quarto dia de manifestações, explodiu uma bomba e a refregas subsequentes que causaram a morte de vários manifestantes e polícias. Deste incidente resultou a prisão de oito líderes do movimento grevista. Quatro deles foram enforcados e os restantes quatro condenados a prisão perpétua (um deles suicidou-se).
    A luta não parou e pressões várias levaram à constituição de um novo júri, em 1888, que determinou a anulação do anterior julgamento, ordenando a absolvição dos réus e a libertação dos três que estavam presos. Reconheceu ainda que a bomba tinha sido colocada pela própria polícia!
    Em 1890 o Congresso Americano votou a lei que estabeleceu que a jornada diária de trabalho passaria a ter oito horas.
    Todos estes eventos tiveram repercussão na Europa, com a “Segunda Internacional Socialista, criada em Paris, em 14 de Julho de 1889, por insistência de Frederic Engels, a proclamar o 1º de Maio, o Dia do Trabalhador, em memória dos que morreram em Chicago.
    Só a 23 de Abril de 1919, o Senado Francês ratificou a jornada de oito horas e proclamou o 1º de Maio, feriado naquele ano.
    Em 1920, a então União Soviética, adoptou a data como feriado nacional sendo seguida por alguns países.
    Os EUA nunca reconheceram o 1º de Maio como dia do trabalhador e comemoram o “Dia do Trabalho” (Labour Day) a 3 de Setembro, data relacionada com o período das colheitas e o fim do Verão (e, já agora, para evitar associar a festa do trabalho a qualquer movimento socialista). O mesmo é válido para o Canadá, tomando aí a designação do “Dia das Oito Horas”.
    Com isto dito vejamos porque não nos parece fazer sentido ter uma data destas como feriado nacional, em Portugal. E a primeira é já esta: é que a data de nacional não tem nada e não tem qualquer ligação ao nosso país. É, aliás, uma data e um evento de cariz internacionalista. Um internacionalismo de cariz ideológico, socialista, anarquista e comunista.
    Em Portugal a decisão da comuna de Paris em tornar o 1º de Maio feriado teve alguma repercussão, fomentando a luta operária por melhores condições de vida. Estão contabilizadas 559 greves entre 1852 e 1910 (entre 9 a 10 greves por ano, em média), sem que houvesse propriamente o que hoje se apelida de sindicatos. O cúmulo destas reivindicações pode considerar-se a manifestação que juntou em Lisboa cerca de 40.000 pessoas, no dia 1 de Maio de 1900. Sem embargo o número de aderentes às “novas ideias” sempre foi diminuto, até porque a industrialização era incipiente (Portugal falhou grandemente as duas primeiras “revoluções industriais…). 
    A I República nunca deixou comemorar o 1º de Maio (e até reprimiu violentamente as greves) o que se prolongou pela Ditadura Militar até que, em 1933, se deu uma espécie de nacionalização dos Grémios, Casas do Povo e dos Pescadores e Sindicatos, dentro da organização Corporativa instituída, e tanto a greve como o “lockout” foram proibidos, sendo os problemas laborais resolvidos através de concertação.
    A implantação do feriado do 1º de Maio só ocorreu após o Decreto – Lei 175/74 de 27 de Abril, da Junta de Salvação Nacional, apenas dois dias após o golpe de estado então ocorrido. O que não deixa de ser revelador.
    Como revelador é – a vários títulos – que em 1975, através do Dec. Lei nº 210-A/75, de 18 de Abril, se tenha renomeado o feriado de 25/4 como “Dia de Portugal”; ora o Dia de Portugal era assinalado a 10 de Junho, e só voltou a sê-lo três anos depois, em 1977, entretanto rebaptizado de “Dia de Camões e Dia das Comunidades. Só em 1978, o 25/4, foi renomeado “Dia da Liberdade” e o 10/6 passou a “Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas”. E as Forças Armadas Portuguesas só passaram a participar nestas comemorações, novamente, no primeiro mandato de Cavaco Silva como PR, em 2006…
    A actual Constituição da República (CR), que inicialmente nos impunha um caminho para a utopia do Socialismo (na prática a arte de retirar a quem trabalha para dar a quem não quer fazer nada…) - e que agora apenas é referido no seu “preâmbulo” – tem consignado um enquadramento legal dos “direitos dos trabalhadores” (que agora passaram a designar-se, socialmente, por “colaboradores”…) completamente desajustado relativamente a outras entidades e aos deveres correlativos. Para já não falar na deficiente separação entre a liberdade intrínseca dos sindicatos relativamente à Política e às correias de transmissão dos Partidos e a facilidade como podem usar a greve para luta política e paralisação de sectores do país e prejudicar as populações. Para além de incentivar a greve e proibir o “lockout”.
     Podemos assim verificar que à semelhança de muitas outras realidades da evolução da Humanidade, as relações de trabalho foram fazendo o seu caminho, com recuos e avanços, lágrimas e alegrias. Não é por isso, por exemplo, que o fim da escravatura, ou a invenção da máquina a vapor, têm um feriado.
    A comemoração do dia do trabalhador nasceu no seio de uma sociedade capitalista algo selvagem, mas que rapidamente se tornou numa comemoração de carácter marxista, anarquista e comunista. Não representa a totalidade da população trabalhadora. É ideológica. Além disso é veículo e faz apelo à “guerra de classes” divisora da sociedade e originadora de ódios e conflitos permanentes.
    O trabalho contribui (e tem de contribuir) para a economia, as finanças e a vida social como um todo. Ora não se pode ter empresas a funcionar sem o trabalho e o capital. Temos que gerar harmonia, não dissensão. O que diz respeito a todos e não apenas a alguns.
    O próprio termo “trabalhadores” é enganador, pois não seremos todos nós trabalhadores? Há uns que trabalham e outros não? Um banqueiro não trabalha?
    Os únicos que em boa verdade não podem ser englobados no termo são os militares, pois prestam “serviço”. À Pátria. Um modo superlativo de “trabalho” e por isso tratado de modo diferente. Realidade que tem sido subvertida e destruída, mas isso é outra história (ou talvez não…).
    Há patrões que tentam explorar os trabalhadores? Há, e não são poucos; em vez de “empresários comportam-se como “donos”? Também; e muitas outras atitudes negativas existem. O mesmo acontecendo do lado dos colaboradores, perdão, trabalhadores: quantos são calaceiros, metem baixas fraudulentas, exorbitam, são enganadores? Pois é, mas tudo isso tem a ver com a natureza humana e com o Bem e o Mal. É outro campeonato.
     Fazer do 1º de Maio feriado apresenta também duas aparentes contradições: se somos todos trabalhadores não faz muito sentido que nos estejamos a evocar e a comemorar a nós próprios; além disso não é muito curial que estejamos a exaltar quem devia estar a trabalhar, não fazendo nada. Para isso a Divina Providência já tinha decretado os domingos…
    Aquilo que devia preocupar os promotores do 1º de Maio (enfim de todos) seria então a promoção de boas práticas de gestão e liderança; de como melhorar os meios de produção; promover as boas práticas profissionais; assegurar o cumprimento de normas deontológicas; organização e disciplina na Segurança e Higiene nas condições em que o trabalho é realizado; procurar que os impostos incidam no consumo e não no trabalho; estudar formas harmoniosas de participação na gestão e dividendos das empresas; impôr regras apertadas no funcionamento dos bancos e bolsas e proibir os paraísos fiscais, etc..
    Mas isto não parece estar na preocupação de ninguém: apenas sobram a luta por ideologias estéreis e viciosas e a ganância …
    Mas a verdadeira essência da coisa tem a ver com um equívoco de base, que é considerar o Trabalho como um direito (o que também está plasmado na nossa CR); ora o trabalho é sobretudo um dever, como tão bem o caracterizou o Professor Salazar, que era um profundo conhecedor e “filósofo”, das coisas dos homens e da vida.
    Pela simples razão que o trabalho é tão fulcral à vida que sem ele esta não poderia existir.
    Por isso faz algum sentido comemorar o “dia do Trabalho”, mas nunca o dia do trabalhador.
    Neste âmbito bom seria olhar para a Doutrina Social da Igreja, cuja notável encíclica “Rerum Novarum”, de 1 de Maio de 1891, do Papa Leão XIII, constitui a pedra basilar. E no dia 1º de Maio lembrar S. José, operário, santo padroeiro dos trabalhadores.
    Mas como fazê-lo devidamente se as Igrejas estão fechadas e nem sequer montaram um altar perto da Fonte Luminosa?
    Sim as Igrejas continuam fechadas (embora as autoridades tenham mostrado muita preocupação relativamente ao Ramadão).
    Parabéns ao “vírus”, conseguiu aquilo que os virulentos Lenine, o Mao, o Pol Pot, o Hitler (que não deixava de ser socialista), etc., e todos os mais acrisolados extremistas de outras religiões, jamais tinham conseguido. Fechar as Igrejas e com a complacência da própria hierarquia.
                                                    

                                                      João José Brandão Ferreira
                                                          Oficial Piloto Aviador

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Nepotismo no Portugal de hoje

 "Eles" parecem agirem sem qualquer tipo de escrúpulos nem vergonha.
  O "resto" do País parece assistir a tudo, com idêntica postura...
   BF



sábado, 25 de abril de 2020

Azar o deles versus sorte a deles

AINDA NINGUÉM ME EXPLICOU é COMO UM DOS 19 FUGITIVOS A 
ESTE APARATO, APARECE  CERCA DE 24H DEPOIS EM INGLATERRA, ESTANDO AS 
FRONTEIRAS TERRESTRES E AÉREAS FECHADAS



19 DE ABRIL DE 2020 – Ficamos a saber que existem espalhados por “Hosteis” (nome pomposo baptizado pelos progressistas  às antigas pensões), cerca de 1.000 jovens “refugiados”, afro-muçulmanos, requerentes de nacionalidade portuguesa.
Ficamos a saber ainda que estes jovens, só machos, robustos, pujantes, bem tratados  são “refugiados” das “terríveis guerras” entre o Egipto e a Costa do Marfim e “tenebrosos conflitos” entre o Burkina Farso e a Eritreia. E que são transportados aos magotes, através de milhares de Quilómetros,  pelas ONG’s esquerdistas e recebidos com estrondo pelos governos socialistas de  alguns países ocidentais, na efectivação do Plano Kalergi, que mais não visa que a destruição da Europa e da civilização branca ocidental.

20 DE ABRIL DE 2020 – Ficamos a saber que, num desses “hosteis”, situado na Rua Morais Soares, zona multicultural lisboeta, gaudio dos iluminados e superiores pensantes da nossa praça, viviam e eram sustentados com os impostos dos portugueses, cerca de 200 jovens “refugiados”, surgiu um infectado com o Virus Chinês.
Alarme nas hostes. Impacto monumental. Zona interdita, dezenas de ambulâncias da Cruz Vermelha, Inem, Bombeiros, e 112. Policia. Protecção civil. Pessoal médico. Paramédico. Enfermeiros. Auxiliares. Rádios, jornais e emissões em directo nas Televisões. De imediato testes de despistagem a todos os 200 jovens “refugiados”. 
Sorte a deles não serem velhos portugueses utentes de Lares de Idosos.
Ao fim de 3 horas resultados céleres dos testes. Afinal não era um, mas  138 positivos. De imediato tudo evacuado e separado com pompa e circunstância com a supervisão dos mais altos dignatários da Camara Municipal de Lisboa. Uns para a Mesquita de Lisboa. Outros para pousadas da juventude. Sorte a deles não serem velhos portugueses utentes de Lares de Idosos.
Às janelas de uma das pousadas, na Rua Andrade Corvo, era vê-los em directo nas varandas, garbosos e aprumados, falando aos telemoveis e de auscultadores na cabeça, para gáudio das jornalistas das Televisões, deslumbradas e impressionadas com porte gracioso e esbelto dos jovens “refugiados”. Sorte a deles não serem velhos portugueses utentes de Lares de Idosos.
Decisões rápidas à quase velocidade do som. Requisição da Base Aérea da Ota. Todos os 138 infectados são mudados para a base, rapidamente e em força. Base preparada com todos os requisitos médico sanitários e de logística, para receber as importantes personagens de jovens “refugiados”. Sorte a deles não serem velhos 
portugueses utentes de Lares de Idosos.
Emissões em directo nas televisões a acompanhar as viaturas de transporte dos jovens “refugiados” de Lisboa para a Ota, onde foram recebidos pelos Majores e Coroneis. Sorte a deles não serem velhos portugueses utentes de Lares de Idosos.

21 DE ABRIL DE 2020 – Já se sabia dos tristes acontecimentos que tiveram lugar no Lar Nossa Senhora das Dores em Vila Real em que dezenas de portugueses idosos, abandonados pelo SNS, esperaram vários dias por testes e para serem evacuados, com o Vírus Chinês à solta entre os utentes e funcionários, sempre em convívio directo com a morte.
Soube-se agora que em Gaia dezenas de utentes de lares estiveram 3 dias à espera de testes do SNS e que os mesmos só tiveram lugar com a intervenção directa da Camara Municipal da cidade. Os resultados do SNS chegaram ao fim de 5 dias. A morte chegou antes.

AZAR O DELES NÃO SEREM JOVENS “REFUGIADOS.




Este texto tem andado a circular e bem. Só não entendo é porque não está assinado...

   A situação é lamentável, escabrosa mesmo, pelo que denota e pressupõe. E está para além de qualquer "humanitarismo" de meia tigela; visa objectivos geopolíticos mais ou menos inconfessáveis. A 
imigração ilegal e esta "fantochada" dos migrantes, tem de ser parada a bem ou a mal (até para bem deles).Cada País tem de aprender a resolver os seus problemas. 
     O chamado "Pacto das Migrações" assinado em Marraquexe, em 18/12/18, sob os auspícios da ONU, deve ser denunciado(a ONU devia, até, ser fechada, pois nunca serviu para nada que jeito tenha...).
   As autoridades portuguesas que não entendam isto ou sejam coniventes, devem ser removidas dos seus cargos, o mais depressa possível. Há coisas que não são a feijões.
    Trata-se, simplesmente (e literalmente) da sobrevivência do Estado-Nação mais antigo (e coeso) do mundo: Portugal.

           Brandão Ferreira
           BI (militar) 014391-L
           CC 02171021

PS. Aguardo em jubilosa esperança, para saber se a PSP (ou algum governante por ela) também irá tentar desarmar os militares que estão a tomar conta deles (os a aguardar asilo) na OTA (não na Base Aérea 2 
- de saudosa memória), mas no CENTRO DE FORMAÇÃO TÉCNICA E MILITAR DA FORÇA AÉREA.

quarta-feira, 25 de março de 2020

A Propósito de um comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa

 A Propósito de um comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa (na imagem)

       Excelentíssimos/Caros Destinatários

    A Conferência Episcopal Portuguesa teve a inspiração benévola - e espero que o Espírito Santo tenha sido alheio a tal inspiração, seria bom sinal - de consagrar o nosso País, Portugal (que alargou para toda a Península Ibérica - o que resulta comprido por não ter a participação do Episcopado Espanhol, ou curto por não englobar mais nenhum país), ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria (o que foi sendo feito "por degraus" no seguimento da "Mensagem de Fátima"). 
      Tal vai ter lugar amanhã (25/3/20) no Santuário de Fátima, pelas 18:30L.
      Esperemos que as televisões transmitam, agora que já não têm futebol para derramar e dos eventuais fenómenos do foro dermatológico, que tal simbólico evento, possa trazer a ateus, agnósticos, jacobinos raivosos ou membros de outras confissões religiosas ou de ideologias políticas. Ou até dos mais exigentes (para o que lhes interessa) da pureza do Estado Laico. Pois é, o Estado poderá ser laico, mas a Nação (que aquele devia representar), não o é!
    Ora quer-me parecer a mim, infatigável (até ver) crítico dos poderes públicos, que ficaria bem complementar este gesto magnifico que encontra justificação, para além de tudo o que se possa dissertar, na frase "implorava para ele misericórdia divina, que é o supremo recurso das almas aflitas"(Conde de Sabugosa,"A Rainha D. Leonor", pag. 128; 2ª ed., Livraria Sam Carlos, Lisboa, 1974), com este outro:
    À mesma hora (teria de ser mais cedo por causa do pôr do sol) da Consagração, a Força Aérea Portuguesa sobrevoaria o território nacional (com um C-295 no Continente e Açores, e um EH-101, na Madeira, por ex.) com a imagem da Nossa Senhora do Ar (ou de Fátima, ou de Vila Viçosa - Rainha de Portugal, pese embora aos republicanos mais empedernidos...).
    Na hora da Consagração em Fátima, sobrevoaria o Santuário, a parelha de alerta de F-16, em vigilância do espaço aéreo nacional (se é que ainda não acabou por via do estado comatoso em que colocaram as Forças Armadas). De resto a Cruz de Cristo acompanha sempre as aeronaves da FA nas suas asas. Não é seguramente por acaso!
    Faço este apelo, apesar de ter estado quieto e calado à espera que um gesto de uma qualquer autoridade espoleta-se o evento, à semelhança do que já fez a F. A. italiana, que fez sobrevoar Roma com os "Frecci Tricolori" (patrulha acrobática), que desenhou nos céus da cidade eterna as cores da bandeira italiana, a fim de levantar o Moral da população; e também já fez sobrevoar a mesma cidade (não sei se outras) com uma aeronave transportando a imagem de N. S. do Loreto acompanhada de um padre.
    Mas, até agora, nada aconteceu. E faltam menos de 24 horas...
    Julgo até saber que houve desculpas na F. A. de que está quase toda a gente em casa, há poucas tripulações, etc..
    Que não seja por isso; eu ainda tenho algumas qualificações para voar aviões (e ainda arranjo uns voluntários para irem comigo). Só preciso que me digam como se põe em marcha e a velocidade de perda; o resto eu desenrasco-me. E nada me acontecerá pois vou em nome da nossa mãe do céu; e se morrer não há problema pois é por uma boa causa e também já cá ando a mais.
    Faça-se alguma coisa, não fiquem a olhar para ontem.
     Não se anda agora a encher a boca dizendo que "para situações extraordinárias, medidas extraordinárias"?
    Esta nem tem nada de extraordinário, vem de Afonso Henriques, do "Milagre" de Ourique.
      Beijos e abraços voadores...


                                                                            João José Brandão Ferreira
                                                                             Oficial Piloto Aviador (Ref.) 



segunda-feira, 23 de março de 2020

Chinese Navy

Senhorias (como dizem os espanhóis no parlamento)
   A China não "exporta" só vírus e "bugigangas"...
   E ao contrário do que diz o texto não é depois do Covid-19,já era antes.
   Não vai ficar por aqui.
   Boa sorte.
   BF
PS. E se querem ficar os únicos donos e senhores do mundo é o que resta ver. Parece que nunca faltaram concorrentes...
PS. O filme está bem feito. Resta saber se a prontidão da frota corresponde ao que o filme pretende demonstrar.



quarta-feira, 18 de março de 2020


ACHEGAS PARA A “FOGUEIRA” DO COVI19. Á VOL D’OISEAUX
18/03/20
                                                          “A Natureza para ser comandada,
                                                           Precisa ser obedecida”.
                                                           Francis Bacon
                                                          (Strand, 22/1/1561 – Londres, 9/4/1626)
                                                          (Considerado o pai da Ciência moderna)



    Esta frase de Bacon bem podia constituir o princípio fundamental dos (verdadeiros) ecologistas…
    De facto nós para vivermos, melhor dizendo, sobrevivermos precisamos basicamente de quatro coisas (a ordem dos termos não é arbitrária):
  • Ar (não poluído) para respirar – sem isso não há caixa torácica que aguente mais de 3’;
  • Água para beber – sem água potável morremos em dois/três dias, é uma limpeza;
  • Alimentos para comer – sem comida mesmo os mais nutridos dizem adeus à existência em duas/três semanas;
  • Energia – para a espécie humana viver necessita de uma fonte/forma, de energia exterior ao corpo (os alimentos e líquidos que ingerimos são eles próprios a fonte de energia que mantém o nosso corpo a funcionar); começou com a invenção do fogo, dos moinhos de água e de vento, etc., e acabou na energia nuclear, laser, etc., e no mais que se descubra e invente.
    Tudo isto gera equilíbrios e obriga a equilíbrios.
    A necessidade de possuir e garantir estes quatro tipos de elementos obrigou os homens a ter de trabalhar para os descobrir, obter, modificar e guardar, para finalmente os usufruir e, deste modo, conseguir manter-se mais um dia a viver sobre a terra.
    Seja qual tenha sido o Poder Criador que fez a vida e deu vida à vida, pôs cá tudo o que é necessário, mas não sob a forma de “maná em regime de self- service”!
    As razões para tal ser assim, ninguém as sabe e, estou em crer, ninguém as virá a saber.
    Serve isto para alertar que na fase em que vivemos do surto deste “Corona vírus”, ou “Covid 19”, que devemos ter cuidado para em vez de morrermos da doença, não morrermos da cura…
    E para conseguirmos manter os tais ar, água, alimentos e uma qualquer forma de energia, vai obrigar muita gente a ter que continuar a trabalhar, numa situação que parece a mais avisada que é a de colocar o maior número possível de pessoas em casa, mesmo com as consequências gravíssimas que tal vai acarretar.
    Ou seja fazer regressar todos ao seio da sua família e do seu País. Esta deve representar uma das primeiras reflexões das muitas que convém fazer: o valor da família e do seu país (Pátria, para quem a tem) …
    A União Europeia, neste âmbito, tem dado mais uma prova – e ainda bem – da sua virtualidade…
    Em síntese, há serviços mínimos que é preciso manter, mesmo correndo riscos – tirando os serviços de saúde e de segurança que vão ficar em “serviços máximos”!
    Pois é preciso manter o Ar respirável; haja água potável (de preferência nas torneiras); é preciso que os campos produzam; se faça a safra no mar e “alguém” coloque os produtos nos locais de venda (que também têm que estar abertos). Imaginem se as padarias fecham (é que o Exército também já perdeu a capacidade de produzir esse alimento base…)!
    Depois temos a energia; neste âmbito as coisas ainda vão ser mais complicadas: é preciso que a eletricidade não falte (já pensaram se houver um “apagão” de duas semanas, o que acontece? Diria que convinha pensar no cenário…); idem para o gás, os combustíveis, etc., sob pena de voltarmos às lareiras dos séculos XVIII e XIX…
     Também é fundamental que os “Almeidas” não entrem de quarentena: lixo na rua cria outros vírus…
    Creio que já ilustrei o ponto.
    E se não acautelarmos a liquidez das empresas e dos particulares, o sistema bancário entra em colapso e ninguém vai poder levantar dinheiro…
    Enfim, esta “crise” a que já chamam “guerra” além de ir causar uma debacle económica terrível vai condicionar toda a vida social; alterar as próprias relações na família; reinvenção de hábitos, etc.. Vai acarretar consequências, das quais algumas ainda não suspeitamos.
    Aqueles que passarem por esta “experiência” e sobreviverem vão, seguramente, encarar a vida de modo diferente quando ela acabar. Espero – a Esperança ao contrário do cabelo, nunca morre – que aprendamos a ser melhores.
                                                                     *****
    Bom, mas para já há que tratar da saúde às pessoas e liquidar a saúde ao tal do covid 19.
    O Estado Português e os políticos (e não só) que o enformam não estão preparados para uma crise destas. Vão ter de se desenrascar – uma habilidade que até as novas gerações estão também a perder apesar de estar no ADN…
    Nem prepararam o País para tal. Porventura nenhum país está preparado, mas a nossa realidade demostra que nós não estamos. As razões para tal, não as vou enunciar aqui e agora, mas são bastas, variadas e peculiares. É outra discussão.
    Agora é preciso prudência e simultaneamente audácia, para lidar com o actual cenário.
    Na hora que escrevo pondera-se a eventual declaração do Estado de Emergência. Não sei qual vai ser a decisão final, pois já me apercebi que o PR (entretanto desaparecido em combate) não está em sintonia com o Governo e no Parlamento a coisa como sempre não vai ser liquida.[1]
    Elaboremos um pouco sobre esta matéria.
    A declaração do Estado de Sítio/Emergência – não é a mesma coisa – está prevista no Artº 138 da Constituição da República (CR) e contempla a restrição de numerosos direitos, liberdades e garantias – em extremo permitem que o Governo governe em ditadura – implicando, no Estado de Sítio, que a autoridade sobre a situação passe das entidades civis para as militares.
    Ou seja, a CR que basicamente só prevê direitos e quase nenhuns deveres (excepção feita para o pagamento de impostos), ao aplicar o artigo 138 vira a situação do avesso…
    Imagine-se as possíveis consequências na sociedade que criámos…
    A última vez que tal foi decretado foi durante os eventos desencadeados a 25 de Novembro de 1975 – e vá-se lá saber porque não foi decretado a mesma situação, em 25 de Abril de 1974, nem pelo Governo de então, nem por quem o deitou abaixo…
    Ora por razões que também não vou aduzir, para a classe política que tem estruturado esta III República a declaração do Estado de Sítio/Emergência está prevista na CR por uma questão de “Princípio”, direi até, académica, mas nunca lhes deve ter passado pela cabeça que alguma vez fosse para aplicar.
     Ainda publicaram a Lei nº 44/86, de 30 de Setembro, que deu alguma substância ao tal artigo 138 da CR, mas até hoje “esqueceram-se”, muito convenientemente, de a regulamentar (e não vamos falar das contradições que encerra). Ou seja, na prática ninguém sabe como e quem vai implementar as medidas a decretar, nomeadamente a estrutura de comando e controle, o mais importante de tudo. E já começou a haver grande descoordenação nas medidas decretadas pelos governos das Regiões Autónomas e sobre a declaração de calamidade pública em Ovar.
    Muito mais haveria a dizer, mas estas situações de crise tem a vantagem (e a desgraça) de trazer à luz do dia os erros, omissões e insuficiências existentes. O que tem vindo num crescendo, incêndios, vendavais, Tancos…
    Ocorre-me dizer, outrossim, que o Exército cancelou as recrutas previstas para os tempos mais próximos. Esta decisão parece-me um erro e muito pouco ponderada. E inscreve-se também na rúbrica em que o país não pode entrar todo de quarentena.
    Então o Exército (A Força Aérea e a Armada, idem) têm uma falta de efectivos terrível (sobretudo em praças) e vão cancelar as recrutas? Irão fechar os quartéis, também? A que propósito?
    A Defesa (Segurança) Nacional não pode ter soluções de continuidade. Ou pode?
    Então numa altura em que os militares vão ser chamados a colaborar activamente no esforço geral, é o próprio Exército que fecha as suas portas?
     Acaso a NATO vai cancelar o maior exercício (“Defender 2020”) que já começou nos seus preliminares, e que implica, por exemplo, a vinda de 20.000 militares americanos e imenso material, para a Europa (num total de 37.000 participantes de 17 países, onde Portugal já nem consegue participar nem com um pelotão!)? Veremos.
    Qual será o problema do Exército? Cortaram-lhe novamente as verbas? Corre riscos? Mas os militares não existem para correr riscos? E numa recruta o/as militares não foram escrutinadas em termos de saúde e compleição física? Os quarteis não representam em si mesmo, um local de quarentena? Não dispõem de serviço de saúde privativo?
     Se não podem dar recrutas como vão conseguir suportar as exigências de uma declaração de estado de emergência? Sim porque uma unidade militar tem que ser autossuficiente e as nossas há muito que o deixaram de ser…
    Para compensar aqueles que não entram vão pedir aos que acabam o contrato para ficarem mais tempo? Vão pôr os oficiais e sargentos a fazer o serviço das praças? A PSP e a GNR vão seguir o exemplo?
    Não deviam era pensar em mandar apresentar todo o pessoal na reserva (como já fez o Director da PSP)? Não é para isso que serve o estatuto, ou também já o mudaram? E que tal pensar-se em poder fazer-se recrutamento compulsivo? Estrutura que havia e foi “demolida”!
    Por último e para já, uma palavra para a Igreja Católica.
     Então numa altura em que os fieis (Portugal ainda é uma Nação de maioria católica) – e também os outros – mais precisam de uma palavra de conforto, de amor, compaixão e de Misericórdia, a Igreja fecha-se (e ainda nenhuma autoridade civil deu ordem alguma) sobre si mesma? Quase suspende os Sacramentos? Deixa de invocar e de se entregar ao Transcendente, para se confinar à ciência e à laicidade? Não lhes bastava cumprir as regras de segurança idênticas a quem lida com o público? Perderam a Fé?
    Agora que o Papa Francisco, num gesto inaudito (e infeliz), proibiu as Ordens e os Mosteiros de contemplação vão ficar a olhar uns para os outros à espera que o tempo passe? Era assim que procediam quando havia peste na Idade Média? Foi assim que fizeram aquando da gripe espanhola, que vitimou cerca de 100.000 portugueses incluindo dois dos pastorinhos de Fátima?
    Façam o favor de se pôr em campo, sob pena de serem considerados “dispensáveis”!
                                                                           *****
    Com tudo isto dito, não parece haver ninguém preocupado com a origem exacta da pandemia, nem se o vírus é de uma estirpe natural ou artificial.
    Ora isto parece-me da maior importância para o tratamento e medidas a serem tomadas, bem como se estamos apenas perante um problema de saúde pública, ou se há outras considerações a ter em conta.
    Vamos deixar esse âmbito para o próximo escrito, esperando que as autoridades deixem de andar atrás dos acontecimentos.
    Até lá façam o favor de se cuidarem e de pensarem na vida.
    É uma excelente oportunidade.


                                                João José Brandão Ferreira
                                                    Oficial Piloto Aviador


[1] Entretanto já sei que o Estado de Emergência foi declarado, mas tal não me sugere a mudar nada do que escrevi.