quarta-feira, 25 de junho de 2014

JULGAMENTO

Para quem possa estar interessado, informo que a sessão destinada às alegações finais, no julgamento que me opõe a Manuel Alegre, se realiza no dia 10 de Julho, pelas 10.00h.
Brandão Ferreira

terça-feira, 24 de junho de 2014

Retratos de uma época que já foi...

O PR, O 10 DE JUNHO E O DIREITO À MANIFESTAÇÃO

“De Formião, filósofo elegante,
vereis como Aníbal escarnecia,
quando das artes bélicas, diante dele,
com larga voz tratava e lia.
A disciplina militar prestante
não se aprende, Senhor, na fantasia,
sonhando, imaginando ou estudando,
senão vendo, tratando e pelejando.”

Lusíadas, Canto X, 153
Numa semana em que se comemorou o 886º aniversário do nascimento de Portugal – consideramos a data de 1128, 4/6 (Batalha de S. Mamede), por ser a independência “de facto”, a que realmente interessa, pois só se reconhece o que já existe – é natural que escreva sobre o mesmo. [1]
Por enquanto a falta de tino político que se tem evidenciado em ritmo alucinante, ainda mantém o dia 10 de Junho como feriado nacional. Mas se as coisas continuarem por este caminho talvez não falte muito que o mesmo feriado seja passado para o dia primeiro de janeiro…[2]
Infelizmente a mola que me impulsionou a escrever não foram as boas razões, mas razões que não seria suposto existirem.

Poderia discorrer sobre a secundarização que os próprios órgãos de soberania, as autarquias e, sobretudo, os órgãos de comunicação social (OCS) praticam quanto à data relativamente, por exemplo, ao “pontapé na bola”, que impera em todo o lado.
Dá ideia que a República vive no reino do futebol e que, só gostamos de ser portugueses e de nos sentirmos patriotas quando a selecção joga – mesmo quando o futebol em vez de ser um desporto de eleição, virou um negócio monumental (com muitos casos de polícia pelo meio) e tudo se faz para forjar naturalizações…
Poderia ainda referir que a maior manifestação de iniciativa da sociedade civil existente no país, independente de qualquer apoio do Estado ou de entidade política, não merece a atenção nem é considerada notícia, ou objecto de reportagem, pela esmagadora maioria dos nossos libérrimos e democratíssimos OCS.
Refiro-me à homenagem nacional aos combatentes portugueses, que se realiza todos os anos, nos Jerónimos e junto ao monumento aos mortos do Ultramar, em Pedrouços.
O facto de cerca de meia dezena de milhar de pessoas de todo o país, se juntarem ordeiramente, sem reivindicarem nada, sem ofenderem ninguém, sem ódios de espécie alguma, apenas para prestarem, respeitosa e sentidamente, as suas homenagens a quem se sacrificou combatendo debaixo da Bandeira das Quinas, não deixa de ser uma afirmação política e patriótica de Portugalidade.
Não é pois, inocentemente, que se faz silêncio sobre a mesma, mas uma demonstração inequívoca de sentimentos e ideologias que atravessam a sociedade, o que deveria ser objecto da mais profunda reflexão.
Mas o ponto que gostaríamos de salientar ocorreu durante as cerimónias oficiais do Dia de Portugal – dia que, é bom recordar, chegou a ser proibido nos tempos do “PREC”, sendo durante anos uma cerimónia soporífera e das quais as FA estiveram arredadas (escovadas?) durante mais de três décadas, sendo recuperadas para as mesmas no 1º ano do consulado do actual PR.
Ora quando o Professor Cavaco Silva, na sua qualidade de PR – frisa-se – iniciava o seu discurso frente a formatura de tropas, uma parte da assistência começou a manifestar-se ruidosamente contra ele e contra o Governo. Protestos que continuaram durante o incidente de saúde que acometeu o Presidente.
Não está em causa o grau de simpatia política que cada um de nós possa ter relativamente a qualquer órgão de soberania mas, que diabo há ocasiões, formas e lugares, para tudo. E temos que nos saber comportar em cada uma delas, sob pena de regredirmos à selva e às suas leis.
Estamos perante a cerimónia que é a mais importante do calendário nacional – e, por definição, não pode haver outra; diante dos exércitos de terra, mar e ar, que servem e defendem a Nação sendo, em simultâneo, o mais poderoso instrumento do Estado; cerimónia que é presidida pelo mais alto magistrado, o qual apesar de ser eleito por uma parte da população é suposto todos representar.[3]
Cerimónia que é pública, à qual assiste a população que assim o entende e que também tem o direito de não ser incomodada.
Ora o que aconteceu é que existem grupos de cidadãos que nada respeitam e para os quais, pelos vistos, os fins justificam os meios.
Grupos de cidadãos, alguns dos quais identificados como simpatizantes de organizações políticas, ou outras – que, no fundo, não passam de correias de transmissão das primeiras – com responsáveis conhecidos, que depois não se podem vir a desculpar ou a chorar lágrimas de crocodilo por eventos que, entretanto, se deram.
Tais atitudes não configuram apenas hipocrisia política, entram no campo da subversão.
Esteve bem o General CEMGFA na intervenção que fez. Mostrou coragem, senso e presença de espírito.

Uma última reflexão.
Não chegámos a uma situação destas, que leva já muitos anos, por uma espécie de osmose cósmica, tipo “chuva de radiações ultravioleta”.
Tudo tem causas terrenas e comezinhas, de cuja responsabilidade atribuo à generalidade da classe política – sem embargo das responsabilidades dos militares consubstanciado no MFA/CR - [4], que, ao contrário de conseguirem serenar os ânimos e disciplinar as hostes e organizar a sociedade, têm pejado o éter de maus exemplos.
Em primeiro lugar pelo desrespeito e ataques aos órgãos de soberania; às instituições nacionais – das quais a família é a primeira entre todas – e á constante e acintosa prática, de falta de elevação no debate político.
Quase toda a prática política (desde 1975) – o exemplo vem de cima – tem sido no sentido de “nivelar” por baixo, quebrando o sentido da hierarquia, sem o que não há autoridade que resista; deformando-se conceitos fundamentais, como foi, por ex., o de confundir “Democracia” com cada um fazer o que quer; liberdade, com libertinagem; liberdade de expressão com irresponsabilidade, e muitas mais, que tiveram efeitos devastadores no comportamento das gentes.
Com especial relevo no seio da família, na escola, nas relações laborais e na Justiça.[5]
Tudo isto passou para os OCS, enformados por um libérrimo enquadramento jurídico, talvez ainda pior daquele que vigorou no fim da Monarquia Constitucional e na 1ª República, e que tanto contribuiu para a sua queda, como para a justificação da “censura e exame prévio” que se lhes seguiu!
Inevitavelmente, tudo o atrás exposto teria, um dia, de se voltar contra os seus fautores e, por isso, é que hoje em dia, ninguém tem respeito por ninguém, nem por nada, e os governantes evitam sair à rua e andam guardados por “pelotões” de seguranças.[6]
É preciso pôr ordem no beco.
E não se vislumbra horizonte para tal.


[1] Aliás, a independência não é um direito, mas antes uma evidência, que tem que ser conquistada e mantida!…
[2] De 1986. Data da adesão de Portugal à CEE…
[3] Problema que não se coloca nas Monarquias
[4] Movimento das Forças Armadas/ Conselho da Revolução
[5] Lembram-se, por ex., dos Presidentes Mário Soares e Sampaio a apelarem à indignação e a maltratarem agentes da autoridade?
[6] O “perigosíssimo” Almirante Tomás tinha um agente da PSP à sua porta…

sábado, 7 de junho de 2014

AS ELEIÇÕES, MARINHO PINTO E A REUNIÃO DA PENHA LONGA

O resultado das últimas eleições para o Parlamento Europeu, estiveram dentro dos resultados previsíveis face à conjuntura actual e ao lastro de 40 anos que as precedem.

A única relevância passa por ser apenas esta: a demonstração de um grau de maturidade mais elevado por parte da generalidade do eleitorado, apesar do desconhecimento aprofundado das matérias em causa, e da demagogia e desinformação infrene, que nos submerge.

É pena esta maturidade e tomada de consciência da realidade política e social, demorasse tanto tempo a tomar forma e pelos piores motivos.

Por um lado, tal deveu-se a que a grande maioria das pessoas não se preocupa, por razões diversas, com o “governo da cidade” e, também, por gostar que lhes mintam, ao contrário de serem confrontados com a verdade nua e crua – uma espécie de “mente-me, mas faz-me feliz”…

Pelos piores motivos, pela complacência generalizada com os motivos que levaram à actual crise – que é mais moral do que outra coisa qualquer – e só terem começado a despertar quando lhe foram ao bolso. Enfim, faz parte da natureza humana.

Deste modo as conclusões das eleições são fáceis de resumir: castigo dos partidos no governo, não tanto pela austeridade, mas mais pela ausência de uma estratégia integrada, erros e mentiras na comunicação, desentendimentos, falhas na execução e, sobretudo, pela tremenda falta de exemplo, que em boa verdade é extensiva a todos os órgãos de soberania e a toda a classe política.[1]

 Assim não levam ninguém atrás!

O principal partido da oposição, o PS, teve uma vitória de Pirro, ficando derrotado pela cisão que de imediato, ocorreu. O eleitorado castigava o governo, ao mesmo tempo que dava um cartão amarelo à oposição dizendo-lhe que a sua prestação como alternativa ficou abaixo dos mínimos. Para já não falar nas responsabilidades imensas que têm no passado recente.

O PS continua, sem embargo, a ser perspectivado como alternativa, dado o sistema político partidário estar bloqueado e … senil.

O PC aguenta-se pois o seu eleitorado é fiel e disciplinado. O PC é o único que sabe o que faz – não é por acaso que é um misto de organização militar e ordem religiosa – só que o que defendem provou ser um desastre em todos os campos mas, enfim, parece que continua a haver muitos discípulos de “S. Tomé”, que só acreditam quando virem…

É claro que quanto menos gente votar, maior percentagem têm.

O BE está em dissolução acelerada, não só por desorganização interna (isto de ter uma direcção bicéfala, por ex., é não perceber nada de chefia e liderança) como, principalmente, por representarem um equívoco. Em termos de doutrinação política são um desastre e socialmente comportam-se como … anti - sociais.

O aumento da abstenção acompanhou o aumento da votação nos pequenos partidos e nos votos brancos e nulos, e também representa uma atitude de protesto, sobretudo contra os partidos do “Sistema” e contra as falácias do actual “Regime”, que de democrático tem cada vez menos.

E um grande desprezo pela União Europeia.

Aproveitou-se ainda o facto, das eleições serem para o Parlamento Europeu, o que ninguém discutiu, dando uma maior liberdade aos eleitores para votarem de uma forma diferente do que possivelmente fariam nas autárquicas ou nas legislativas.

A razão é simples: 95% dos eleitores não sabe onde fica Estrasburgo, muito menos o que lá se passa. E ainda nem sequer intuíram no seu íntimo, que o Parlamento e o governo português, não manda já nada do que possa ser importante.

Quando perceberem já se pode ter atingido o ponto de não retorno…

Resta o fenómeno Marinho Pinto (MP), que não tem nada a ver com o Partido MPT, que todos desconhecem.

As pessoas não votaram no partido, mas sim em MP, que se habituaram a ver na televisão há mais de 10 anos.

MP tem a seu favor falar claro, grosso e de dizer o que lhe vai na alma e não tem, aparentemente, medo de afrontar poderes instituídos. Ou seja é um homem corajoso e politicamente incorrecto q.b..

Sai fora do desvio padrão, por isso foi premiado.

O facto de ir para longe também ajuda, pois não incomodará por cá muito (embora a ideia deva ser regressar logo que possível).

Já se calculava que iria ter uma boa votação, só não se sabia que seria tanto.

A questão que o futuro próximo resolverá, é o de saber se a sua posição se consolidará, ou será apenas um epifenómeno passageiro, como aconteceu com o PRD e o Dr. Fernando Nobre.

Todavia, houve duas frases que pretendo realçar: a primeira foi uma declaração do MPT – não pela boca de MP – na sua propaganda eleitoral, que considero a coisa mais importante que foi dita em toda a campanha (e nunca ouvida) e que reza algo como isto, “não apoiamos que se continue a produzir dinheiro a partir do nada”.

Ora esta frase é fundamental para percebermos a actual crise e outras do passado e o comportamento da Finança e dos governos (sobretudo) ocidentais. Este é um dos temas que seria primordial discutir e dilucidar. E de que ninguém fala…

Devia ser-lhe atribuído o prémio para a melhor frase das “Europeias 2014 e arredores”![2]

Do que já temos sérias dúvidas, diz respeito a uma declaração de MP, já no rescaldo das eleições, ao afirmar que “não há Democracia sem Partidos Políticos” verberando, não obstante, a actuação dos mesmos e apelando à sua mudança.

Infelizmente – e seria bom que estivesse enganado – MP está a apelar a um símbolo de impossibilidade.

Alguma vez, desde 1820 (que foi quando esta tragédia começou, por cá), houve algum Partido que jeito tivesse? Ou que fosse capaz de se regenerar? Ou sequer, que conseguisse emendar algumas práticas? Nem um e, MP, tem obrigação de saber isto.

Algum Partido alguma vez foi capaz de colocar o interesse do País acima dos seus interesses de campanário? Algum que conseguisse ultrapassar, ou limitar, o uso da baixa política, a intriga, a luta intestina, os ataques pessoais, o nepotismo, a corte de sicários, os sátrapas provinciais, a tentação pela “chapelada”, os sacos azuis e os negócios de influência?

Nem um Dr. MP e já lá vão 200 anos, e várias tentativas frustradas!

Diga-me, o País não se conseguiu governar sem Partidos Políticos durante 700 anos? Precisámos deles para alguma coisa?

Não tem a noção de que os Partidos Políticos representam a guerra civil permanente (nem sempre sem armas); que a campanha eleitoral sem fim, não permite que se governe; que o seu próprio nome (partido) não deixa nada “inteiro”?

Que não há coesão nacional e social que aguente? Que a lógica partidária, incontornável, permanente e imutável, é o de deitar abaixo?

Dir-me-á que não há alternativas, responderei que há, tem de haver e, ou, tem de se inventar. A Ciência Política não pode parar no tempo.

Direi mais: o único partido que pode e deve existir, é o Partido Português e esse já tem um nome, chama-se Portugal!

Os Partidos não são, como defende, essenciais à Democracia, eles têm sido, isso sim, os seus coveiros!

O essencial da Democracia é a representatividade, mas haverá alguém no País – tirando as cliques serventuárias – que se possa sentir representado por este leque partidário e esta lei eleitoral?

Creio, Dr. MP, que concordará comigo, se disser que um dos principais problemas do País – senão o principal - é a corrupção (em sentido alargado), até porque a tem denunciado.

 Ora sendo público e notório que a origem principal deste verdadeiro cancro moral, social e político, reside, aparentemente, nos Partidos Políticos – pela organização e prática seguida – e sabendo-se que a esmagadora maioria dos órgãos de soberania, empresas públicas, etc. (o sistema foi “blindado” nesse sentido), é ocupado pelos militantes desses mesmos Partidos, como imagina o Dr. MP que se possa resolver a situação?

Dito de outro modo, como será possível que eventuais corruptos e corruptores possam, eles mesmos, querer acabar com a corrupção?

A que se deve acrescentar serem possuidores de “legitimidade democrática”!

Não me faça sorrir.

*****

Sem embargo, a reunião marcada com antecedência, e que se realizou prestes, no dia seguinte aos resultados eleitorais europeus, na Penha Longa, deixa-me “tranquilo”.

Nesta reunião estiveram presentes a fina flor dos financeiros europeus, mais BCE e americanos (FMI), ou seja aqueles que tentam gerir o tal dinheiro que é produzido “a partir do nada”, significando aquele que não está sustentado em nenhuma riqueza existente; não é fruto do trabalho gerado pela Economia e não está regulado ou apoiado em nenhuma medida padrão, como era, por ex., o ouro.

Dinheiro, em que parte dele já nem sequer é consubstanciado em moeda, mas é apenas “digital”, fruto de transações fantasmas, apelidadas de “tóxicas”, que fazem parecer o Al Capone uma quarta figura de um grupo coral evangélico de uma zona bem habitada do Harlem!

Vão ver como vão ser tomadas medidas para acalmar as gentes, isto é, o bolso das gentes.

Sim, porque isto de ter subidas nos extremos do espectro político é mais difícil de controlar e pode trazer dissabores.

A coisa até é simples de fazer: agora que já passou o ponto mais baixo da crise e já se sugou a riqueza suficiente (nesta fase) aos países e às pessoas, já se pode abrir os cordões à bolsa, ou seja, facilitar o crédito e fazer alguns investimentos para poder haver maior circulação fiduciária e com isso melhorar a economia e o emprego acalmando, assim, um pouco as pessoas que começaram a sentir o logro em que têm caído e que o projecto federalista (e anti democrático) europeu favoreceu.

Em complemento vão ainda arranjar maneira de expulsar uma quantidade significativa de emigrantes e limitar a vinda descontrolada de mais, sob pena de passarmos a ter implosões e explosões de violência um pouco por todo o lado, no interior da maioria dos países europeus (Espanha, aqui ao lado, incluída), o que é uma realidade que, em Portugal, ainda não se tem, nem se faz por ter, uma pálida ideia.[3]

Inverte-se assim o ciclo da “expansão x recessão x expansão”, posto em marcha desde os alvores do século XIX, mas agravado desde que se desregulou o sistema financeiro nos EUA.

E põe-se um travão – até ver – ao aparente “plano” de acabar com as nações europeias e que passa pelo amalgamento entre os povos de todas elas e o seu cruzamento com grupos étnicos exteriores ao continente.

É capaz de valer a pena pensar um pouco nisto tudo, quanto mais não seja, nos intervalos do Mundial que se aproxima e do “massacre” mediático que originou.



[1] Aquilo do PM passar a viajar em classe económica nem chegou a fogo-fátuo…
[2] Não falaremos hoje dos resultados das eleições por essa Europa fora - esses sim, muito mais relevantes – por economia de espaço.
[3] A situação é insustentável, mas raros são ainda os políticos e os órgãos de comunicação social que dela falam. Na Alemanha e na Suíça, já se começaram a dar os primeiros passos. Em França ainda estão a mandar o barro á parede.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

XXI Encontro Nacional de Homenagem aos Combatentes

 
Os Portugueses vão honrar os que serviram Portugal

A Sociedade Civil vai prestar uma justa homenagem a todos os que serviram Portugal em tempos de combate. Será, como sempre, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, ao lado da Torre de Belém no dia 10 de Junho.

Comemorar o Dia de Portugal relembrando os que defenderam os valores nacionais e a perenidade da Nação Portuguesa é um dever cívico actual que as gerações vindouras devem continuar.

A Comissão Executiva das Comemorações convida os Portugueses a acorrerem a Belém para prestarem a devida homenagem aos que serviram Portugal, fortalecendo dessa forma os traços de identidade nacional através do respeito aos seus "filhos" que deram a vida por Portugal.

São convidados de honra desta Homenagem aos Combatentes, a Presidência da República, a Câmara Municipal de Lisboa, enquanto anfitriã, todos os Municípios portugueses, as Chefias Militares, os Adidos Culturais e Militares dos Países da CPLP, os Combatentes agraciados com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e as Associações de Combatentes.



Programa
10h30 – Missa no Mosteiro dos Jerónimos;
11h30 – Deslocação para junto do Monumento aos Combatentes. Concentração para a cerimónia;
12h15 – Abertura pelo Presidente da Comissão Tenente General Sousa Rodrigues;
12h20 – Cerimónia inter-religiosa (Católica e Muçulmana);
12h25 – Homenagem a todos os Combatentes pelo Prof. Doutor Henrique Leitão;
12h35 – Homenagem aos mortos e deposição de flores;
12h55 – Hino Nacional. Salva protocolar por navio da Armada;
13h00 – Passagem de aeronaves da Força Aérea;
13h05 – Passagem final pelas lápides;
13h25 – Saltos de pára-quedistas do Exército;
13h35 – Almoço-convívio.

Para mais informações contactar:
Secretário da Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2014
Tenente Coronel Morais Pequeno | Tlm. 937 026 693 | E-mail: lmorpeq@netcabo.pt

segunda-feira, 2 de junho de 2014

PALAVRAS EM JEITO DE SENTIDA DESPEDIDA

O TCOR Machado meu camarada de armas há muito tempo escreveu um muito exaustivo e justo texto, sobre o Inspector-Chefe João Pedro Figueira, da Polícia Judiciária, que transcrevo com a devida vénia.
 
Dada a relação de muita consideração e amizade que me ligava ao Inspector Figueira, atrevo-me a juntar umas sentidas linhas, apenas em complemento do que, com tanta propriedade, foi expresso.
 
Conheci o João Pedro Figueira, já a minha vida ia avançada. Já não sei exactamente quando nem onde. Talvez há uns 15 anos.
Foi fácil estabelecermos empatia: tínhamos alguns interesses comuns, entendíamo-nos sobre a generalidade dos aspectos políticos, históricos, sociais e morais da nossa terra e do mundo; ele tinha especial apreço pela Instituição Militar e tinha como principal tarefa profissional, perseguir e prender os cavilosos que incorriam em crimes, actividade que sempre contou com o meu jubiloso acordo. Ser filho de um oficial da Força Aérea, meu antigo professor na Academia Militar, também ajudou a estabelecer as pontes iniciais.
Mais tarde veio a colaborar no Movimento 10 de Junho, Associação Patriótica de Intervenção Cívica, da qual fui Presidente, durante três anos.
Guardo dele a melhor lembrança.
O Figueira era uma pessoa discreta que se movimentava sem alardes. Pensava bem, não abordava os assuntos pela rama, não era leviano, nem fútil.
Não conheço o suficiente da sua vida, mas creio que a viveu bem.
Era de pequena estatura, sim, mas não era malandro nem dançarino… Era, por sinal, uma boa alma.
Foi um bom português e um grande patriota, virtudes pouco em voga nas últimas décadas.
Doença insidiosa – verdadeira praga dos nossos tempos – roubou-nos ao nosso convívio, mas ficará para sempre uma doce lembrança da sua memória.
No seu percurso pela Terra, o J.P. Figueira esteve sempre – tanto quanto conseguimos descortinar – do lado do Bem.
Que o Pai do Céu – a quem poucas semanas antes de falecer, o meu amigo me pediu que por ele intercedesse em oração – o receba em Sua eterna Glória.
Brandão Ferreira

Assim actuavam antigamente os ESTADISTAS

Pode ser muito aborrecido ter que aceitar ... mas a História escreve-se com F A C T O S (!) :

Dos estados inteiramente livres



« Uma fotografia que fez escândalo em 1930: um camião carregado de ouro estacionava à porta do Banco de Portugal. O Mundo tinha saído há [i.é havia] pouco do craque da Bolsa de Nova Iorque, a inflacção (sic) na Alemanha alcançava índices de 300%. A fome rondava o Mundo inteiro. Em menos de um ano, porém, Salazar tinha conseguido libertar Portugal da maior parte da sua dívida externa -- e entesourava. O ouro foi, então, a única reserva digna de confiança. Rapidamente Portugal ía-se (sic) libertando de todas as dependências financeiras. O Ministro das Finanças considerava que um Estado só se pode considerar inteiramente livre se não tiver de recorrer ao auxílio externo [...]»
Manuel Maria Múrias (intr. e coord.), Salazar; Edição do Centenário, Referendo, Lisboa, 1989, p. 26.

Escrito "De Como Portugal se tornou independente do Brasil e suas consequencias"

     Ontem foi 7 de Setembro. Data do "Grito do Ipiranga".    Mais um infausto acontecimento para a Nação Portuguesa...    Fica aq...