quinta-feira, 18 de agosto de 2016

SERÁ A “TOLERÂNCIA “ A ANTECAMARA DA MORTE?







SERÁ A “TOLERÂNCIA “ A ANTECAMARA DA MORTE?
17/08/16
“Há três passos para a extinção de qualquer cultura:
1º A exagerada idealização da tolerância;
2º A instalação da apatia, o desinteresse geral;
3º A perda da razão de existência.”
Aristóteles (Tutor de Alexandre, o Grande).

Não há nada como começar por definir os termos em questão. Assim, por “tolerância” (do latim “tolerantia”) verificámos significar, indulgência, condescendência, complacência, transigência, qualidade de tolerante.
Já “tolerante” (lat. “tolerante”) é aquele que tolera ou desculpa; condescendente, indulgente, complacente, benigno.
E aquilo que é “tolerável” (lat. “tolerabile”) representa o que se pode tolerar, digno de indulgência, sofrível, passável. [1]
Em termos históricos o conceito de tolerância terá sido “ressuscitado” por alturas do século XVI, por causa das guerras religiosas, entre católicos e protestantes, que ensanguentaram a Europa.
Se há tema politicamente incorrecto na actual “civilização” ocidental este é seguramente um deles, até porque está directamente ligado, modernamente, ao malfadado conceito do relativismo moral e ao multiculturalismo.
Talvez apenas exista um tabu que se lhe assemelhe, o de falar em tudo o que esteja relacionado com judeus, judaísmo e sionismo.
Vamos ficar pelo primeiro e tentar definir-lhe o âmbito.
De facto o conceito de tolerância pode aplicar-se a todos os âmbitos da vida em sociedade, desde a Política, à Religião, da tolerância técnica (margem de erro aceitável) à Farmacologia (tolerância a medicamentos), às relações de trabalho, etc., ou às simples relações sociais - a mais comum.
Nestas existirá, à partida, certo grau de intolerância generalizada, quanto a práticas que ofendam os Dez Mandamentos, violem as leis existentes (mesmo estas têm margem de tolerância diferenciada), traição, etc.
A tolerância tem o seu âmbito mais elementar nas relações pessoais em sociedade e pode definir-se pelo grau de aceitação e inclusão que uma pessoa que saia fora da norma – entendendo-se os costumes em uso numa dada época – venha a ter.
O próprio bom senso devia regular estas relações, por exemplo: se o meu vizinho não gosta de batatas a mim não me custa nada tolerar tal facto; as coisas mudam de figura se ele me quiser impor que eu também não goste dos tubérculos ou, pior ainda, que eu não possa comê-los – o que se pode extrapolar, também por exemplo, para a guerra que um grupo de “intolerantes” pretende fazer com as touradas - ou me queira impor decibéis acima de 90, entre as quatro e as seis da manhã.
Mesmo assim eu ainda posso tolerar o barulho caso me afecte apenas a mim e não me importar com o ónus. O caso muda de figura se a minha família for atingida, já que tenho o dever de a defender. O mesmo se deve passar com as autoridades do Estado, quando os assuntos passam para esse nível.
Os exemplos podiam multiplicar-se.
Uma regra de ouro deve aplicar-se em todos os níveis onde se aplique a tolerância: a reciprocidade.
Daí não fazer sentido por exemplo, que os países cristãos permitam a existência (nalguns casos maciça) de mesquitas e direito de pregação e não haja a correspondente reciprocidade por parte de países de maioria muçulmana…
Mas, independentemente da reciprocidade existente há um sem número de coisas que não se podem tolerar: que os filhos batam nos pais; que os alunos maltratem os professores; que o vulgo tenha relações sexuais na via pública; que os drogados mostrem as suas mazelas na televisão; que digam mal da minha mãe; que se jogue à batota nos clubes de oficiais, sargentos ou praças; etc.
A lista não acaba.
Tornou-se mais curta, porém, por via da falta de censura social, derivada do desvirtuamento de princípios e, ou, da cobardia geral.
É esta falta de censura social, que exponenciou a pornografia; o vício; a homossexualidade; a droga (ao mesmo tempo que se instaurou um fanatismo contra o tabaco!); o desregramento familiar; urinar na rua ou, simplesmente deixar que os comunistas falem em democracia e liberdade, sem levarem logo com um pano encharcado na cara!
                                                                  *****
“A tolerância é a filha da dúvida”.
Erich Remarque

“Há um limite em que a tolerância deixa de ser uma virtude.”
Edmund Burke

A coisa complica-se quando a questão da tolerância passa para o âmbito da Moral, da Cultura, da Religião e da Política.
Aqui as coisas podem tomar o caminho apontado por Aristóteles e assistir-se ao fim de uma civilização, cujo exemplo mais conhecido é o da queda do Império Romano do Ocidente, seguido do Império do Oriente!
E é bom lembrar o mestre de Aristóteles, Platão, que alertou: “Quando um povo escorrega para o caminho da Democracia encontrará uma bifurcação, ou vai para uma ditadura ou directamente para o seu desaparecimento”.
A História de Portugal desde 1820 tem sido quase cópia decalcada deste enunciado…
Uma moral, uma cultura, uma religião ou uma política, que tudo tolera, deixa de acreditar em si, nos seus valores, tradições e esteios. Deixa de lutar e encolhe os ombros: passa a ser complacente. Daí verga, dobra-se e deixa-se subjugar.
A Europa – ou seja os países que a compõem – está quase a atingir o fim deste caminho.
Não é por acaso que, ainda como exemplo, a Igreja Católica, a Maçonaria e os Partidos Comunistas, são mutuamente exclusivos entre si. Onde é que neste caso se pode falar de tolerância?
O que pode ou deve, então, ser tolerado? Como definir os limites da tolerância?
Diria que o que pode ser tolerado não deve ofender os princípios e os valores fundamentais de uma sociedade, os símbolos dos países e das instituições; a honra de cada um; a dignidade nacional; a moral pública; o “Deus” dos outros; a verdade, a justiça, etc.
A tolerância pára no limiar do crime…
E, tão pouco, todas as opiniões são toleráveis ou devem ser toleradas, pois algumas não são respeitáveis! Dizer o contrário pode ser social ou politicamente correcto, mas não passa de uma falácia.
Como dizia Jean Rortand “ter um espírito aberto não é tê-lo escancarado a todas as tolices”.
Outra questão assaz pertinente tem a ver até que grau a tolerância vai afectar aquilo em que acredito, mesmo que não signifique aceitar o que se tolera…
Tão pouco se deve confundir tolerância com respeito: eu posso respeitar o costume que os beduínos têm de comer com as mãos, mas isso não me obriga a tolerar que tal aconteça em minha casa.
Para já não citar Roger Gard “uma convicção que começa por admitir a legitimidade de outra convicção adversa, condena-se à ineficácia”.
Se eu tolerar uma ideia, ou um estado de coisas que me contrariam, eu vergo-me, deixo de acreditar; deixo de lutar, serei no limite, absorvido, escravizado ou submetido: por outrem, por factos ou circunstâncias.
Quando tal passar para o nível dos países ou das civilizações, estas entram inevitavelmente em declínio e podem desparecer. É o que está a acontecer com a civilização ocidental, nomeadamente a europeia, caracterizada nos seus fundamentos pela Razão Grega, o Direito Romano e o Cristianismo.
Os germes da decadência começaram e expandiram-se, justamente por se ter começado a abandonar estas raízes. Porquê? Porque a partir do século XVIII – o chamado “século das luzes” (também do abuso do juro e da usura), o que passou a dominar na Europa tenham sido as ideias do Positivismo, em detrimento do Direito Natural; o império da razão e da ciência em vez da Fé; o laicismo e a centralidade da vida viraram 180º, isto é, do Teocentrismo (centrado em Deus) em favor do Androcentrismo (centrado no homem).
Daqui ao Homem querer ser o seu próprio Deus, foi um fósforo…
Ora quem passou a defender e a veicular tudo isto, foi a Maçonaria, uma organização que virou especulativa e se mostrou à luz do dia em 1717, faz para o ano 300 anos.
Irá certamente, haver festejos, mas “discretos”, como convém. Ninguém sabe ao certo (nem eles) a origem desta organização de que as pessoas só falam à boca pequena e que vive no maior secretismo. Ora a nível de um Estado e por maioria de razão, um Estado - Nação, não é admissível haver organizações secretas, a não ser aquelas criadas e sustentadas pelo próprio Estado (supondo que é a emanação da Nação politicamente organizada), para a defesa e salvaguarda da segurança desse mesmo Estado e respectiva Nação.
Ora não é nada disto que se passa com a Maçonaria, nem com as “maçonarias financeiras” e de poder, que se lhes seguiram, no século XX.
A Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade não passam por isso de uma falácia, pois a liberdade sendo um conceito absoluto é de aplicação relativa; a igualdade é uma mentira monumental e a fraternidade resulta apenas numa amarra aglutinadora de quem é membro do clube.
Tudo o resto serve par iludir a figura de gato-sapato, que fizeram da Democracia, leia-se, como legitimar, iludindo, o exercício do Poder.
Mas isto representa outro patamar de discussão.
Quanto à “tolerância”, importa dar alguns exemplos, para colocar a questão ao nível do que pretendemos ilustrar.
O exemplo mais actual e expressivo, a nível social, é o caso dos homossexuais.
De “maricas e fufas” (termos reprobatórios da gíria popular) passaram a “gays”, um termo “respeitável” e de salão.
De ostracizados e, por vezes, perseguidos, passaram a tolerados ou indiferentes; daí a afirmativos; depois a incentivados e agora querem impor-se e trazer para a via pública aquilo que é da esfera privada.
Já estou como o outro: vou-me embora antes que seja obrigatório! (Resta saber é para onde!).
Querem - e têm conseguido - legitimar uma aberração da natureza (o que lhe vamos chamar?), de que eles não têm, à partida, culpa (mas não deixa de ser uma aberração), de modo a subverter as leis naturais da sociedade, da família, do casamento e da procriação.
Enquistam-se em “lóbis”; infiltram-se em funções e até profissões, e tudo isto nas barbas da mais estúpida “tolerância”…
Não querem ter filhos naturais mas exigem que lhos demos artificialmente, e um dia destes exigirão um sistema de quotas para cargos e funções, ao passo que os ensaios delirantes de educação sexual nas escolas públicas deviam ser considerados um crime público!
Afirmam-se e intimidam, pelo nojo das marchas de orgulho "gay" (importam-se de tolerar que ache aquilo um nojo?) e já se chegou ao cúmulo de se blindarem com leis de delito de opinião (por exemplo, na Bélgica) de modo a que não se possa criticá-los!
A coisa passou do “tolerável” a escabrosa (oito ou 80), estando uma parte considerável da população já rendida e derrotada.
                                                               *****
“Um povo que deixa de saber qual é a sua verdade, fica perdido nos labirintos do tempo e da história, sem valores claramente definidos, sem objectivos grandiosos claramente anunciados.”
Bento XVI
Lisboa, 12 de Maio de 2010
               
O derradeiro exemplo é o da Igreja Católica.
A tolerância pregada e assumida pode ser o fim da Igreja. Não que a Igreja não tenha que ser tolerante para com as outras religiões e não possa ou deva comunicar com elas; o mesmo se passando para com os indivíduos que não sejam do seu credo, ou não tenham credo algum.
Mas não pode ser tolerante para com as ideias que não sejam as suas; que ponham em causa os seus princípios, o seu Evangelho.
Não pode ser tolerante contra si própria! Confundir estes dois planos vai – e já está – a custar-lhe caro.
Se continuarem nesta senda tal irá levar à sua exaurição e irrelevância, pois será a própria hierarquia da Igreja que deixará de acreditar na sua Fé e no que anda cá a fazer!
E não podem aceitar de modo algum, complacência com o relativismo moral, o moderno cancro que subverte a sociedade, nomeadamente aquelas de cultura ocidental.
A tolerância relativamente a Princípios e Doutrina devem ser mutuamente exclusivos. Aí a luta tem que ser radical. Não contra o outro, mas sim contra a ideia do outro e a seu favor!
A Igreja passa agora o tempo a pedir desculpa: do que fez, do que não fez, do que devia ter feito, tudo. Só falta pedir desculpa por existir.
Pedir desculpa não tem mal nenhum, quando é o reconhecimento de um erro e demonstra lucidez e humildade.
Mas “que diabo” convinha ter algum senso a fazer as coisas como, por exemplo, enquadrar os eventos e equilibrar o passivo com o activo.
E como o seu exemplo não tem arrastado mais nenhuma outra entidade, instituição ou religião, a fazer o mesmo relativamente aos seus erros e, ou, crimes, parece que só a Igreja é que é culpada de todos os males do mundo!
Eis mais uma questão em que havia de haver reciprocidade…
Outro âmbito onde a Santa Sé tem falhado redondamente é na actual crise dos “Migrantes”.
A Santa Sé e Sua Santidade andam a confundir questões humanitárias com problemas geopolíticos – e estes são gravíssimos.
A Igreja devia limitar-se à misericórdia e ao apoio humanitário, na desgraça que tudo isto representa, na medida das suas possibilidades. Não devia, de todo, pela sua acção de magnanimidade irrestrita, estar a ajudar a um caldo de caos social que irá a breve trecho explodir em tragédias ateadas por todo o lado e a pôr em causa os equilíbrios políticos e sociais existentes.
Vai ser pior para todos e a própria Igreja irá sofrer sobremaneira com tudo o que anda a ajudar a semear, em vez de tentar pôr tento nas parvoeiras políticas e cobardia moral que abundam no continente europeu.
A Igreja não pode ter medo. A Igreja ao aplicar o Evangelho como o está a fazer à vaga de migrantes, irá ficar sem Evangelho e sem Apóstolos…
Vejam as coisas desta maneira:
Sua Santidade o Papa “levita” acima da crosta terrestre devido à transcendência Divina da sua missão e à relação privilegiada que detém com a Terceira Pessoa da Trindade, que o inspirará em termos de Fé e da interpretação das Escrituras.
E está ligado à Terra através da Santa Sé – às vezes até demasiado ligado (o que não deixou de originar lutas de criar bicho).
Mas agora, aparentemente “levitam” os dois, Papa e Santa Sé.
Talvez tenham a noção de não terem ninguém que os defenda (tirando o poder da oração):
Lutero arrastou metade da Europa dividindo a Cristandade (até hoje) irremediavelmente; um rei devasso, algo viciado em casa/descasa e em mandar cortar cabeças na Torre de Londres, inventou uma Igreja à margem de Roma; ao Cristianíssimo Rei de França, guilhotinaram-no nos idos de uma Revolução insana e a França nunca mais atinou; a Áustria está reduzida à ínfima espécie; Sua Mui Católica Majestade tem a Marinha no fundo do mar, desde Trafalgar; vive rodeado de anarcas que o querem depor e tenta a todo o custo manter colados com mais ou menos cuspo, as diferentes nações do seu Reino; o Garibaldi acabou com a ajuda das italianíssimas repúblicas (que, aliás, nunca foi grande coisa) e a Nação Fidelíssima (que somos nós) já não tem Rei que responda a nenhum apelo de cruzada (nem a nada…).
Convenhamos que o pequeno batalhão da Guarda Suíça, sito no Vaticano, é curto para tantos perigos – deve até andar entretidíssimo a vigiar os muçulmanos convidados a habitar o espaço onde Pedro foi crucificado. Não imagino o que ele possa pensar de tal facto.
Temos porém esperança, que para o ano, durante a peregrinação do Sumo Pontífice, a Fátima, Maria, Padroeira da nossa terra, se condoa de nós, não tolere mais disparates e faça um outro qualquer milagre.
Bem precisamos.
Como disse Aristóteles, a nossa cultura (civilização) está a extinguir-se.


                                                                           João José Brandão Ferreira
                                                                                 Oficial Piloto Aviador


[1] Pinheiro, Eduardo, “Dicionário da Língua Portuguesa”, Livraria Figueirinhas, Porto, 3ª Edição.

6 comentários:

Helena BC disse...
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Anónimo disse...

Sr. Tenente Coronel Brandão Ferreira

Este seu texto é uma visão superior sobre o maior mal que a Civilização Ocidental está a criar para si própria.

Não posso estar mais de acordo com o que escreve e, quando falo sobre este tema aos que não lêem, aos que não reflectem, aos que a tudo encolhem os ombros anestesiados que estão pelos grandes e pequenos escândalos diários, digo-lhes apenas:

"Ai do cão que não cate as suas pulgas!"

Com os meus cumprimentos,
Manuel Alves

Anónimo disse...

A sociedade cristã perdeu na verdade a consciência de que a luta entre o marxismo e a democracia,entre o capitalismo de Estado e o capitalismo dos grupos financeiros,não é mais do que a expressão de divergências passageiras dentro da mesma concepção materialista do mundo e da vida.Tomar posição a favor de um ou de outro é sempre aliar-se com o mesmo inimigo,é trair a sua própria frente de batalha em benefício exclusivo de um inimigo com duas faces.A vitória de um ou de outro significará sempre a derrota da nossa concepção do mundo e da vida.Mas infelizmente é ao que estamos assistindo e ao que temos de nos opor,de maneira decidida.Importa mostrar aos cristãos que a frente de combate do espiritualismo será irremediavelmente destroçada,se cada um continuar a escolher como aliado uma das faces do inimigo comum.Temos de pôr um travão ao terrível espectáculo a que se assiste na frente cristã: cada dia desertam uns tantos mais,para um e outro lado,juntando ao símbolo da cruz ora a foice e o martelo,ora o bezerro de ouro,numa tentativa de conciliar o inconciliável,de identificar Cristo com as duas faces diabólicas do anti-Cristo. Esta vitória do materialismo capitalista do Ocidente foi possível porque a sociedade cristã se deixou por ele infiltrar,desviando-se da concepção da vida e do mundo que ainda afirma,mas quase só teoricamente,ser a sua.Nem mesmo a Igreja Católica escapou a este acordo infernal.De transigência em transigência,foi-se desviando da essência e da prática da doutrina e da sua missão corrompendo-se até aos seus alicerces humanos,acabando por se identificar com o seu inimigo natural,ou seja,com a própria concepção materialista do mundo e da vida. (Fernando Pacheco De Amorim in Portugal Traído,livro de 1975)---------------------------Afonso Manuel

Helena BC disse...
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Helena BC disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
estrelaazulprata disse...

Excelente artigo , ilustrando a grande massa da cristandade...quando sobrarão apenas alguns de verdadeira nomenclatura e estatura cristãs , segundo palavras de algum santo , tão poucos que se conta nos dedos . Algo assombroso quando se pensa conclusivamente nas palavras de jesus ( vós sois o sal da terra ) e que aplicadas a nós mesmos ( cristãos em vias de fato )em duplo sentido, o positivo e o negativo. Ora a bela imediatez da igreja - os mil anos de que se diz em apocalipse - a idade de ouro da igreja, em missão peregrina na terra ;já deus seus resultados próprios ( depois da ascensão de jesus aos céus a igreja que milita na terra tbm se assentou no trono na idade média, historicamente comprova sua glória- igreja de tiatira ) quando se fala em tempo material correndo paralelamente ao tempo espiritual . Agora temos a modernidade e o tempo de o sal da terra ( igreja , cristãos ) serem apagados , perderem o sabor enfim serem pisados pelos homens , pois mesmo criteriosamente falando a igreja deixa a desejar em sua missão , não tem mais o punho de ferro nem o cetro de ferro pra reger as nações com a autoridade monárquica de direito divino .