Este blogue apresenta os pensamentos, opiniões e contributos de um homem livre que ama a sua Pátria.
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
domingo, 13 de janeiro de 2019
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
DATA ESPECIAL DA NAÇÃO PORTUGUESA: 8 DE DEZEMBRO
DATA ESPECIAL DA
NAÇÃO PORTUGUESA: 8 DE DEZEMBRO
18/12/18
“Salve, Nobre
Padroeira,
Do povo teu
protegido,
Entre todos
escolhido,
Para povo do
Senhor.
Ó glória da nossa Terra,
Que tens salvado mil vezes!
Enquanto houver Portugueses,
Tu serás o seu amor!”
Padre Francisco Malhão
Há
datas que marcam a História dos povos.
É
o caso do 8 de Dezembro de 1646.
Dia
que, ao abrigo do artigo 3º da Concordata entre Portugal e a Santa Sé, de 2004,
é uma festa de guarda e feriado nacional de âmbito religioso, que coincidiu até
há pouco tempo (e devia ter continuado) como “Dia da Mãe”.
Mas
é muito mais do que isso.
O
Culto Mariano corre paredes-meias com a História de Portugal desde o seu
início. Maria, Mãe de Jesus, sempre teve um lugar especial no coração dos portugueses
e não tem paralelo com outros povos. Por isso, tem toda a propriedade chamar ao
país da extrema ocidental da Europa, a Terra de Santa Maria. E não é por acaso
que a maioria das mulheres portuguesas tem o termo “Maria” no seu nome. O que,
infelizmente tem vindo a ser maculado por modismos espúrios de Cátias, Tatianas
e Vanesas…
Mas,
também, qual a matriz cultural portuguesa que não tem vindo a ser maculada nas
últimas quatro décadas?
A
festa da Imaculada Conceição foi inscrita no calendário litúrgico pelo Papa
Sisto V, em 28 de Fevereiro de 1477.
A
Imaculada Conceição (concepção) da “Virgem” Maria foi solenemente definida como
dogma pelo Papa Pio IX, através da Bula “Ineffabilis Deus”, em 8 de Dezembro de
1854.
A Igreja considera que o Dogma é
apoiado pela Bíblia, bem como pelos escritos de Padres da Igreja, como Irineu
de Lyon e Ambrósio de Milão. [1]
Em
Portugal a devoção a Nossa Senhora da Conceição é muito antiga, sabendo-se que
se rezou uma missa pontifical de acção de graças em honra da Imaculada
Conceição, após a conquista de Lisboa aos mouros, em 1147.
E,
segundo a tradição secular, após a Batalha de Aljubarrota, o Condestável D.
Nuno Álvares Pereira (São Nuno de Santa Maria), mandou construir a Igreja de
Nossa Senhora do Castelo, em Vila Viçosa, consagrando o novo Templo a Nossa
Senhora da Conceição, o primeiro construído em toda a Península Ibérica com
este fim. Encomendou ainda, em Inglaterra, uma imagem em pedra da dita Senhora,
para ser Venerada nessa igreja e onde ainda permanece. [2]
O
culto foi tomando raízes, com a fundação de muitas Irmandades, a mais antiga
das quais é a da actual freguesia dos Anjos, em Lisboa, criada em 1589.
Mas
o facto verdadeiramente notável (creio que único no mundo), que veio a ocorrer,
foi a decisão do Rei, Senhor D. João IV, após ter apresentado (e sido aprovado)
nas Cortes Gerais de 1645/1646 ter, por provisão régia de 25 de Março deste
último ano, proclamado solenemente que Nossa Senhora da Conceição seria a
Rainha e Padroeira de Portugal e de todos os seus territórios ultramarinos.
É
mister recordar tal proclamação, que devia ser tida como estruturante da Nação
Portuguesa e um dos nossos “segredos” de família: “… assentamos de tomar por
padroeira de Nossos Reinos e Senhorios, a Santíssima Virgem, Nossa Senhora da
Conceição, na forma dos Breves do Santo Padre Urbano 8º, obrigando-me a aceitar
a confirmação da Santa Sé Apostólica e lhe ofereço em meu nome e do príncipe D.
Theodósio, e de todos os meus descendentes, sucessores, reinos, senhorios e
vassalos e Sua Santa Caza da Conceição esta em Vila Viçosa…”.
Nesse
mesmo dia 25 de Março de 1646, foi realizada uma sessão solene de juramento na
Capela Real dos Paços da Ribeira, onde participaram o Rei, o Príncipe herdeiro,
os grandes da Nobreza, os representantes do povo e os cinco bispos presentes.
A
Confirmação Papal levou, todavia, 25 anos a concretizar-se, devido a intrigas
dos Reis Espanhóis, só vindo a acontecer em 1671, através de breve de Clemente
X. Ou seja três anos após ter sido firmado o Tratado de Lisboa, de 1668, que
punha termo a 28 longos anos de lutas e sacrifícios de todo o tipo, pela
consolidação da nova Dinastia (herdeira ainda, de Nuno Álvares Pereira) e pelo
fim da Coroa Dual Filipina, que restituía a Portugal, a sua total soberania
debaixo de um Rei natural.
As
razões que levaram a esta atitude do monarca português não estão, ainda hoje,
completamente dilucidadas e percebidas.
A
partir de então os reis portugueses nunca mais usaram Coroa e Ceptro
permanecendo estes ao seu lado direito, em cima de uma almofada, em ocasiões
solenes.
Deste
modo a Imaculada Conceição de Maria, vingou em Portugal muito antes de a Igreja
a assumir como dogma de Fé.
O
Rei D. João V, em 1717, enviou uma circular à Universidade de Coimbra e a todos
os prelados e colégios do Reino, recomendando-lhes a celebração anual da festa
da Imaculada Conceição, nas suas Igrejas, em memória do juramento de D. João
IV.
Em
6 de Fevereiro de 1818 – dia da sua Aclamação, no Rio de Janeiro – o Rei D.
João VI, instituiu a Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em
preito do país, por ter sobrevivido, como reino Independente, às guerras
napoleónicas.
O
Rei era o grão-mestre desta nova ordem dinástica.
A
República extinguiu a Ordem, como Ordem Militar, mas D. Manuel II e seus
descendentes vêm continuando a usar as insígnias da mesma, a qual continua em
vigor, estando os seus membros sempre presentes na grande peregrinação anual
que se realiza no dia 8 de Dezembro, ao Santuário de Vila Viçosa, também conhecido
por “Solar da Padroeira”.
Não
foi este ano excepção, onde pude observar que a tradição está viva e
recomenda-se.
Muito
povo nas ruas, nas janelas – onde em muitas ainda se observa o bonito costume
de colocar as melhores colchas das famílias, nos varandins – e incorporados na
procissão, que sai do Castelo, percorre várias artérias e o centro da vila e
regressa à sua casa na igreja daquela vetusta fortaleza.
Atitude respeitosa de todos.
Quando
a procissão passa pela grande praça que se abre para o Palácio dos Duques de
Bragança, junta-se a ela uma coluna enorme de cavaleiros e charretes, com os
seus trajes típicos portugueses, com os representantes da Cavalaria Portuguesa
(neste caso do Regimento de Cavalaria 3 de Estremoz) que são oriundos de
Olivença, terra cativa …
Contei cerca de 200 cavaleiros e
charretes.
Enquadramento
religioso a preceito, não se vislumbrando, porém, qualquer bispo, provavelmente
por o Arcebispo de Évora (a que pertence Vila Viçosa) ter estado na missa
celebrada nessa manhã.
Eis
a Peregrinação do 8 de Dezembro.
Valor
histórico a preservar, tradição a manter, cerimónia a valorizar, enquadramento
cívico e significado político-religioso a difundir, explicar e interiorizar.
A
chave de tudo está na quadra do poeta Padre Malhão: “enquanto houver
portugueses”…
João
José Brandão Ferreira
Oficial Piloto Aviador
[1] O
Papa expressou-se nos seguintes termos: “Em honra da Santa e Indivisa Trindade,
para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e
para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus
Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa declaramos,
pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria,
no primeiro instante de sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus
omnipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano,
foi preservada imune de toda a mancha de pecado original, essa doutrina foi
revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos
os fiéis”.
[2] Devido
a queixas relativamente ao seu peso e concomitante dificuldade em transportar a
estátua, em andor, durante as procissões, o herdeiro da coroa, D. Duarte Pio de
Bragança, mandou, recentemente fazer uma nova estátua idêntica mas de madeira,
que é aquela que percorre agora, as ruas da Vila.
O BEN ESTÁ DE VOLTA …
O BEN ESTÁ DE
VOLTA …
06JAN19
“Os lugares mais obscuros do
inferno estão reservados para aqueles que se mantêm neutrais em tempos de crise
moral!”
Dante Alighieri
(“A Incógnita do Homem”)
Este
é o título do último filme cuja protagonista é a Júlia Robert, que nos
presenteia com uma belíssima performance. Restantes actores acompanham com
merecimento; argumento bom com uma história bem contada de uma intensidade
dramática e suspense, sempre em crescendo, até ao minuto final.
Saí
chateado.
O
fulcro do argumento tem a ver com o tráfico de droga e os efeitos devastadores
quer tem na sociedade e nas famílias. Retrata a realidade americana, mas ela é
idêntica em qualquer parte do mundo.
Fiquei
chateado.
No
filme espelha-se com nitidez o “Bem e o Mal”, que coexistem entre nós e, apesar
do filme ter um final (pontual) feliz, o “Mal” e os seus executantes e
interpretes, não saem castigados.
Saem
molestados, é certo, pela crueza e realismo da narrativa, mas apenas indirectamente
através da subjectividade de quem vê, e interpreta.
É
curto.
Continuo
chateado.
Não
deixa ainda de ser caricato que Hollywood, que nos presenteia com esta prenda
de Natal e ano Novo (o argumento desenvolve-se á volta da quadra) seja,
possivelmente, dos maiores antros de consumo de estupefacientes de todo o
género, no mundo inteiro. [1]
E
que, ao longo do tempo e acompanhado pelas televisões, tenha contribuído pela
acção deletéria como, por norma, tratam o tema, feito com que o tráfico e
consumo da maldita droga tenha passado a ser encarada como fazendo parte da
“normalidade” do quotidiano!
Excepção
para Singapura e agora, para as Filipinas. Abençoados!
A
chateação começa a passar a indignação.
O
Relativismo Moral e o estúpido do politicamente correcto tem amolecido
políticos e população para tratarem os traficantes com panos quentes e os
consumidores como doentinhos que precisam de ajuda, ou maltratados ou excluídos
da sociedade. Daí à despenalização criminal, logo moral, do consumo, foi um passo.
Mas o que se poderia esperar de
uma classe de políticos eleitos que também, muitos deles, tinham sido
consumidores?
A
seguir assiste-se com dinheiro do Estado (isto é dos nossos impostos), à
manutenção do vício e fecha-se os olhos à entrada da “mercadoria” nas prisões…
O
ridículo (se não fosse trágico) atingiu paroxismos quando se compara o que se
passa no mundo da droga, com as campanhas antitabágicas!
Campanhas
esdrúxulas para se passar a vender “drogas leves” no supermercado acentuam-se.
É uma festa!
Agora é a liberalização da cultura
da cannabis, com a desculpa que tem efeitos medicinais. Mas então porque não se
faz o mesmo com os opiáceos, usados para retirar a dor em doentes terminais?
A
revolta começa a instalar-se.
Paralelamente,
e como pano de fundo, movimentam-se somas enormes de dinheiro ilícito, com as
suas lavandarias e “offshores”; “isolam-se” ou protegem-se “santuários” de
produção - dos quais os mais conhecidos são o Afeganistão e a Colômbia – bem
como negócios derivados do drama dos viciados, como são as clínicas de
desintoxicação, etc.. É claro que esta última actividade é lícita e,
porventura, necessária, mas só existe porque o problema passou a existir…
Enfim,
todo um negócio próspero, que aparentemente, não preocupa a UE, a ONU, as
diferentes igrejas e religiões, a imprensa, os grandes paladinos dos Direitos
Humanos, etc.
Ou
seja uma prova escabrosa da cobardia, hipocrisia e deserção, colectiva, que
envergonha o género humano!
E
muitos “bem pensantes” ainda têm a lata, por vezes, de criticar quem usa
métodos mais duros contra esta verdadeira peste negra dos tempos modernos.
Pronto,
agora estou mesmo danado.
Quem
é que me mandou ir ao cinema!
João
José Brandão Ferreira
Oficial
Piloto Aviador
[1] Excepção feita para a
“Cracolândia” (de crack…) uma zona do centro da cidade de S. Paulo! Um autêntico
“faroeste” da droga... Agora em tentativa de recuperação.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Escrito "De Como Portugal se tornou independente do Brasil e suas consequencias"
Ontem foi 7 de Setembro. Data do "Grito do Ipiranga". Mais um infausto acontecimento para a Nação Portuguesa... Fica aq...
-
Quero, desde já, agradecer, penhorado, todas as mensagens de apoio recebidas. Bem hajam. Representam um sinal inequivoco de que ainda há ...
-
Helicóptero Kamov 32 Uma das primeiras intervenções do novel Ministro da Defesa (MDN), efectuada numa visita à Força Aérea (FA), foi a de...
-
Para quem possa estar interessado BF CONVITE PROGRAMA

