Um Espanhol honesto, a quem tiro o chapéu.
http://www.youtube.com/watch?v=Z1S8sBGJ7pI&feature=player_embeddedEste blogue apresenta os pensamentos, opiniões e contributos de um homem livre que ama a sua Pátria.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
MANUEL LUCIANO DA SILVA, UM FAROL DE PORTUGALIDADE NO CONTINENTE AMERICANO
Palavras proferidas na homenagem ao Dr. Manuel Luciano da Silva, na Sociedade de Geografia de Lisboa, no passado dia 6 de Dezembro de 2012.
Padre António Vieira
INTRODUÇÃO
Da vasta e rica biografia e obra do Dr. Luciano da Silva já outros trataram e a melhor título do que eu o faria.
Por isso decidi dilucidar uma faceta deste nosso compatriota – que nunca esqueceu as suas origens, apesar de ter passado a maior parte da sua vida em território estrangeiro – que o ultrapassa a ele, à sua obra, à sua Pátria e ao seu país de acolhimento, os EUA, para se tornar progressivamente universal.
Estou a querer referir-me à defesa que intentou fazer durante a maior parte da sua longa vida – depois de firmar a sua competência nas ciências médicas: a importância e pioneirismo dos Descobrimentos Portugueses, na História do Mundo, em geral, e do Continente Americano, em particular.
Assim nós saibamos dar continuidade à sua obra!
DESENVOLVIMENTO
A História de Portugal é rica em eventos de toda a natureza. Está recheada de glórias, de desastres e alegrias, e conta, também, com o seu quinhão de infâmias.
Entre o activo e o passivo, creio que ainda saímos de cabeça levantada e, num “ranking” mundial que não nos envergonha.
Nestes quase 900 anos a Nação dos Portugueses viveu intensamente e, se a Humanidade acabasse agora, nós não passaríamos despercebidos na sua História futura, pois deixámos nela, indelevelmente marcado o nosso cunho.
Foi esse “cunho” que o Dr. Luciano da Silva se dedicou a conhecer melhor, enaltecer e divulgar.
Neste âmbito, o podemos assemelhar ao notável 2º Visconde de Santarém[1], diplomata e historiador, exilado em Paris, e que em larga faixa do Século XIX, prestou um assinalável contributo para a afirmação dos Descobrimentos Portugueses no Mundo, e dos direitos de Portugal, em África.
Investigador de mérito, o Dr. Luciano da Silva, juntava às suas qualidades, a iniciativa junto com a capacidade de realização prática, que são um conjunto de atributos difícil de reunir na mesma pessoa.
Deste modo a redescoberta da “Pedra de Dighton”, em 1959, no leito do Rio Taunton, perto de Berkeley, e o seu estudo sobre o pioneirismo dos Corte Reais, que dos Açores e de Lisboa, navegaram para a Terra Nova e o Norte do Continente Americano, foram causa da sua participação no I Congresso Internacional dos Descobrimentos Portugueses, em 1960, em Lisboa.
Foi o princípio de uma longa luta de incompreensões que o acompanharam ao longo da existência.
Note-se que nem o notável “Dicionário da História de Portugal”, coordenado por Joel Serrão, quando se refere à dita Pedra, refere Luciano da Silva, fazendo apenas referência ao americano Delabarre que, a partir de 1918, falou em primeiro lugar na tese portuguesa, misturada com meia dúzia de outras, algo fantasistas. Este Delabarre chegou a ser condecorado pelo Governo Português, em 1926.
Felizmente que hoje se reconhece o valor do homenageado, ao ser-lhe concedido o grau de Comendador da Ordem de Mérito, em complemento do grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, outorgado em 1968.
Espera-se que, de igual modo, o seu nome passe a ser uma referência quanto à Pedra de Dighton aquando de uma reedição do assinalado dicionário.[2]
Reunindo apoios nos EUA conseguiu remover a citada Pedra – cujas inscrições ele estudou minuciosamente e da qual existe uma cópia no exterior do Museu de Marinha (e mesmo assim continua desconhecida da maioria dos portugueses) – e, com base nela, levantar um pequeno museu no Estado do Massachusetts, de que chegou a ser director.
Mais tarde, interessando-se pela figura do grande Almirante Cristóvão Colon, investigou as suas origens e vida, escrevendo um livro intitulado “Era Cristóvão Colon (Colombo) Português?”, em que procurou provar, em bases sólidas, a nacionalidade portuguesa desse grande personagem da História Universal.
A ele e a sua mulher se devem a notável descoberta, na Biblioteca do Vaticano, de duas bulas do Papa Alexandro VI, em que o nome do navegador aparece escrito em português, e não em latim (como seria normal), castelhano ou genovês…
Para além de numerosos artigos, conferências, entrevistas, programas de TV e rádio, em que foi parte, em vários países – e que se contam pelas centenas – Luciano da Silva ainda conseguiu criar uma Associação e Museu, com o seu nome, na sua terra natal (Cavião, Vale de Cambra), dedicada às paixões da sua vida, e foi argumentista do filme que o consagrado Manuel de Oliveira realizou, dedicada ao mistério da vida de Colon (intitulado “Cristóvão Colombo – o Enigma”), que foi premiado na Bienal de Veneza, em 2008.
Manuel Luciano da Silva foi ainda membro fundador da Associação Cristóvão Colon, com sede em Cuba, Alentejo, que se dedica à defesa da Portugalidade do incorrectamente apelidado “Descobridor da América”.
Luciano da Silva foi investigador sério e patriota, e a sua acção devia servir de exemplo para quem, em Portugal e no resto do mundo, tem tratado este tema.
De facto não queremos deixar de lamentar a “subserviência” que foi o tom da participação portuguesa na EXPO 92, em Sevilha, que permitiu aos espanhóis menorizar a grandeza lusa, proclamando aos quatro ventos a tese do “Encontro de Culturas” em detrimento da epopeia descobridora e da preterição do pioneirismo português face à “expansão dos povos da Meseta”. Entre muitas outras maldades…
Lembro ainda a oportunidade perdida da EXPO 98, em Lisboa, em que se tratou o excelente tema dos “Oceanos” sem abordar a História, tudo feito numa linguagem muito “modernista”, como a dizer que não se queria nada com o passado...
E que dizer da própria Comissão dos Descobrimentos, que eivada do “politicamente correcto” e de preconceitos da historiografia marxista e, decidiu defender a tese genovista, que dá Colon nascido em Génova e a atacar quem tal contestasse!
E, em todo este âmbito, é lamentável que o franco e necessário debate das ideias, saia do campo académico e científico, para aquele dos ataques estéreis e da ofensa pessoal.
E, em todo este âmbito, é lamentável que o franco e necessário debate das ideias, saia do campo académico e científico, para aquele dos ataques estéreis e da ofensa pessoal.
A obra de homens com Luciano da Silva, também continua a ser ignorada pela generalidade da Escola e dos Órgãos de Comunicação Social embeiçados, que estão, na propagação das ideias europeístas e da “História da Europa”, em detrimento do estudo daquilo que fizeram os nossos antepassados.
Por isso desejo aqui expressar o meu apreço pela coragem da actual presidência da Academia Portuguesa da História, ao abrir aquela vetusta instituição ao estudo de teses que saiam fora da “verdade oficial”, como é o caso de Cristóvão Colon.
Foi pena que o homenageado de hoje, já não pudesse ter disfrutado desta abertura.
CONCLUSÃO
O Dr. Luciano da Silva foi um homem de causas e combateu o bom combate, com tenacidade, saber e coragem. E, no seu caso particular, constituiu-se ainda em farol permanente de portugalidade e patriotismo em terras estranhas – o que devia ser apanágio de todos os bons portugueses.
É da mais elementar justiça reconhecer a sua obra e apontá-lo como exemplo cívico.
Resta-me deixar um repto à Sociedade de Geografia, que serviria como derradeira homenagem a quem esta sessão é dedicada: era grata intenção de Luciano da Silva conseguir que uma réplica da Pedra de Dighton fosse transportada para a Ilha da Terceira, de onde era originário Miguel Corte Real, filho de João Corte Real, 1º Capitão Donatário de Angra.
Apesar dos esforços que fez junto do Governo Regional dos Açores, tal nunca se efectuou.
Seria uma boa acção da SGL levar a cabo este desiderato por diante.
Manuel Luciano da Silva foi mais um daqueles portugueses ilustres, retratados na citação do Padre António Vieira e homem de igual têmpera
Lá no etéreo firmamento de onde nos possa estar a escutar, vai para si, caro Dr. Luciano da Silva, um grande Bem-Haja!
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[1] Manuel Francisco de Barros e Sousa de Mesquita de Macedo Leitão e Carvalhosa 1791-1855. Era especialista e Cartografia, termo que inventou.
[2] A referência mais antiga e conhecida, referente à descoberta da Pedra de Dighton é atribuída ao Reverendo John Damporth, em 1680.
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[1] Manuel Francisco de Barros e Sousa de Mesquita de Macedo Leitão e Carvalhosa 1791-1855. Era especialista e Cartografia, termo que inventou.
[2] A referência mais antiga e conhecida, referente à descoberta da Pedra de Dighton é atribuída ao Reverendo John Damporth, em 1680.
O FUNDADOR DE PORTUGAL MORREU HÁ 827 ANOS
Faz hoje 827 anos que faleceu em Coimbra o nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques, fundador de Portugal.
Que o seu exemplo, coragem e sentido de estado nos sirva de inspiração para o reerguer da nossa Pátria amada!
Eduardo Amarante
extraido do blog do "Núcleo dos Amigos do Elmo"
extraido do blog do "Núcleo dos Amigos do Elmo"
PROTESTO
De: brandaof@sapo.pt
Assunto: protesto
Para: mail Cc: info , gmdn , Gab , "ba5.cmdtesq201" , "Comissao.12A-CPECCXII" , Relações Públicas , afap@netcabo.pt, ">"@sapo.pt, RP
Exmº Senhores
Venho protestar relativamente a dois locutores (um locutor e outra locutora, que não consegui identificar) que, no passado dia 4/12/12, na RFM, pelas 19:15, a propósito de nada, faziam chalaça barata, a propósito da intercepção de uma avioneta por parte de dois F-16, dois dias atrás.
Não me cabe a mim - embora o possa fazer - dar esclarecimentos sobre este caso, mas é lamentável como dois profissionais da comunicação social se permitem "gozar"com uma instituição séria e com militares que cumpriram diligente e competentemente a missão de que foram incumbidos.
É lamentável que tenhamos transformado grande parte da população em "treinadores de bancada"; em que todo o cidadão sinta a compulsão de opinar sobre tudo - mesmo do que não sabe - e haja tantos jornalistas que a coberto de uma liberdade de expressão - que devem entender não ter regras - se expressam sem qualquer contenção ou senso.
Cumprimentos
João J. Brandão Ferreira
Oficial Piloto Aviador
Oficial Piloto Aviador
BI 2171021
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Do gabinete do Primeiro Ministro veio a seguinte resposta.
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Do gabinete do Primeiro Ministro veio a seguinte resposta.
Exmo. Senhor
Cumpre-me acusar a recepção do e-mail de V. Exa., para conhecimento do Senhor Primeiro-Ministro.
Com os melhores cumprimentos
Pel’O Chefe do Gabinete
Elsa Francisco
Assessoria Administrativa |
Rua da Imprensa à Estrela, 4
1200-888 Lisboa, PORTUGAL TEL + 351 21 392 35 00 FAX + 351 21 392 36 16 pm@pm.gov.pt |
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Da ERC veio a seguinte resposta.
----- Mensagem encaminhada de Entidade Reguladora para a Comunicação Social
Data: Tue, 11 Dec 2012 14:32:38 -0000
De: Entidade Reguladora para a Comunicação Social
Assunto: Processo ERC/12/2012/1128
Para: brandaof@sapo.pt
Exmo. Senhor
João J. Brandão Ferreira
E-mail: brandaof@sapo.pt
Lisboa, 11 de dezembro de 2012
ASSUNTO: Protesto – RFM – Interceção de avioneta
Vimos informar que a reclamação enviada no dia 5 de dezembro de 2012, sobre o assunto em referência, recebeu o número: ERC/12/2012/1128.
Iniciou-se a instrução do respetivo processo, estando em curso as diligências consideradas necessárias para habilitar esta entidade à análise do mesmo.
Com os melhores cumprimentos.
A Diretora Executiva
Fátima Resende
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
O “MEDO” DE SALAZAR…
“Pai, perdoa-lhes que eles não sabem o que fazem”.
Jesus Cristo
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), dependente do Ministério da Justiça, decidiu não autorizar o rótulo “Memórias de Salazar” com que o Município de Santa Comba Dão pretendia comercializar algum vinho da região.
Não sei se os promotores da iniciativa têm algum desígnio político/ideológico subjacente à mesma ou, apenas, pretendem fazer comercio e, ou, promover a terra, etc. A eles caberá elucidar.
Seja o que fôr parece um direito normalíssimo num regime político e numa sociedade que se afirma da mais pura Democracia – mas que deixa, afinal, muito a desejar quanto à prática.
O que é pasmoso, porém, é a argumentação vertida como justificação (note-se que não se invocou qualquer impedimento legal), atente-se: “Podia ofender a consciência colectiva e fazer perigar a ordem pública”.
Ou seja os senhores do INPI arvoraram-se em censores, lavraram um estatuto de menoridade mental e cívica, à população e, pelo meio, ainda passaram um atestado de incompetência às Forças de Segurança.
Partindo do princípio de que não actuaram como correias de transmissão de poderes fácticos, mas apenas em função da sua consciência, vamos tentar provar que se devem preocupar melhor com esta do que com aquela, a que apelidam de colectiva e de que se confessam estrénuos preocupados e defensores.
Não sabemos em que estudos de opinião se basearam para opinarem sobre os perigos que impendem sobre a tal “consciência colectiva” mas, porventura, um dia nos queiram elucidar.
Meditem bem, pois se a moda pega poucos dos políticos contemporâneos vão poder, futuramente, ter o seu nome em qualquer rótulo e anúncio que se invente!…
Não sei até onde irão os escrúpulos persecutórios do INPI, mas receio que possam lembrar-se de instigar a tutela a proibir a venda de qualquer objecto que lembre o “feroz ditador”, quer seja na Feira da Ladra ou no mais respeitável antiquário ou, quiçá, a criminalizar quem tenha em casa, sei lá, um busto ou uma foto de tão perigosa personagem.
Sugiro, por outro lado, que recomendem à Sociedade Portuguesa de Autores para que qualquer livro ou filme sobre o… (eu já nem me atrevo a dizer o nome!), não escancare a carantonha ou o apelido de quem tratamos.
Iria, até, mais longe: desaconselharia vivamente, sob ameaça de penas eternas, que qualquer historiador – a não ser aqueles formados na escola do Dr. Rosas – investigue sobre o dito cujo.
Finalmente a Conferência Episcopal recomendaria a todos os oficiantes da Santa Missa, que usassem de uma qualquer fórmula que substituísse o nome do mais ilustre nascido no Vimioso, aquando das raras missas rezadas em sufrágio da sua alma (o Sr. Bispo D. Januário estaria, obviamente, dispensado desta fraternidade apostólica).
Coerência oblige!
Se o ridículo e a falta de vergonha matassem, esta gente caía fulminada. Mas estão vivos e recomendam-se.
Faltas de vergonha têm-na em abundância, pois quando se permitem estes despautérios, convivem alegremente, por ex., com a invasão de T-Shirts (e outra memorália), com que se revestiu o peito de muita da juventude do “Ocidente” com a figura do Che Guevara – um psicopata ideológico que assassinou, directa e indirectamente, milhares de pessoas, transfigurado em ícone libertário!
Estranho, outrossim, que o INPI não se moleste com a enorme estátua do Marquês de Pombal, que mandou trucidar os Távoras e o Duque de Aveiro, num espetáculo bárbaro que horrorizou as elites europeias de então.
Como facilmente podem constatar todos os dias passam por lá milhares de pessoas e não há notícia de anomalias na consciência colectiva, nem existem polícias a guardá-la.
E certamente ainda não repararam que a estátua encima a maior avenida de Lisboa, que se chama “da Liberdade”, quando o Marquês encarna, entre nós, o “Despotismo Esclarecido”…
Algo de semelhante se passa com a estátua de estadão com que se agraciou D. Pedro IV, no Rossio (parece que representa o Maximiliano I, do México, mas isso entra no capitulo que refere “escrever Deus direito, por linhas tortas”).
Ora, Pedro de Bragança, enquanto Príncipe Herdeiro, traíu o Rei (que, por acaso, era seu pai) e a Nação, ao revoltar-se e consumar a secessão do Brasil, que era a maior parcela do território nacional.
Passados uns anos e muitos milhares de mortos e outras desgraças, depois, veio a ser coroado Rei de Portugal e lá está na sua estátua, sem que a consciência colectiva (e os pombos) sofra minimamente com isso.
E se estão tão preocupados com “decência” – presumo que seja disso que se trata – porque não se empolgam contra o triste espetáculo da homenagem feita pelo PCP, no último congresso, à memória de Álvaro Cunhal, um estalinista ferrenho que, durante décadas, andou a defender os interesses de uma potência estrangeira, a URSS, inimiga figadal do nosso país?
E chamam-lhe “patriota” e “defensor dos trabalhadores”?
Como se atrevem ao despudor de falarem, agora, em Independência Nacional quando se referem à “Troika”?
Há por aí algum Partido que queira homenagear o Cristóvão de Moura e o Miguel de Vasconcelos?
E por falar em consciência (ou moral) colectiva, digam lá óh senhores do INPI, se espreitarem uma sessão da Assembleia da República e outra da “Casa dos Segredos”, às vezes não sentem dúvidas sobre qual é qual?
Numa época de desenfreado “Relativismo Moral”, desnorte político e corrupção infrene, aquilo que mais vos preocupa é um rótulo com a palavra “Salazar”?
V. Excelências não se enxergam, pois não?
*****
Bom, vamos partir do princípio, que cremos correcto, de que não se deve dar dignidade pública a quem não a merece por uma questão de higiene cívica e moral.
A avaliar pelo que se disse e fez à figura de Salazar, o homem deve habitar no mais profundo dos infernos!
Retiraram o seu nome de ruas e praças; apearam-lhe as estátuas (quando não as destruíram à bomba – isto sim, um problema de ordem pública), mudaram cavilosamente o nome de uma ponte que mandara construir (e que ele, na sua sabedoria, previu), chamando-lhe 25/4 – quando foi inaugurada a 6/8 – assassinaram-no politica e moralmente; apostrofaram-no no discurso público e nos livros da Escola, enterrando-o na mais vil das valas comuns.
Não contentes com tudo isto até querem riscar o seu nome dos rótulos do vinho, de que ele, por sinal, foi um pequeno produtor! Será que entrámos no reino da paranoia?
Não deixa de ser estranho, tudo isto – e aqui sim, entra a consciência colectiva – quando ele foi um homem de origem humilde, que subiu a pulso, sem gozar do favor de ninguém e ter chegado ao Poder sem lutar por ele, mas a pedido de outrem.
Saneou as finanças em menos de dois anos (sem ajuda do FMI nem do BCE) e equilibrou o orçamento durante 40 anos, garantindo uma das moedas mais fortes e respeitadas do mundo e acumulando enormes reservas de ouro e divisas.
Recebeu um país falido, moralmente esfrangalhado, em guerra civil permanente (entre 1921 e 1925 rebentaram, só em Lisboa, 325 bombas)[1] – herança de 90 anos de liberalismo falhado e 16 anos de republicanismo jacobino, serôdio, absolutamente pavorosos – e, em poucos anos tirou a Nação da lama e o Estado da sarjeta, em que se encontravam. E quando por esse mundo fora, se empregava o termo “portugalizar” com um significado dos mais infamantes!
Que lavagem ao cérebro foi feita à população para se ter chegado à falta de consciência histórica actual?!
Como se pode compreender e aceitar tanto desvario mental e cobardia moral?
*****
Porque será, então, que um governante que nunca perdeu uma batalha política em toda a sua vida - excepção feita para a perda inestimável dos sagrados territórios de Goa, Damão e Diu, que só não se podem considerar cativos da escabrosa invasão da União Indiana, em 18/12/1961, porque um desvairado governo português a reconheceu “de Jure”, em 1975 – ganhou, aparentemente, tanta inimizade e ódio?
Vejamos, em termos pessoais:
Ele roubava? Era pedófilo? Batia na governanta (já que nunca casou)? Drogava-se? Embriagava-se? Esteve envolvido nalgum escândalo? Mentia? Tinha outros vícios? Era corrupto? Cobarde? Formou-se ao domingo?
Posta a questão ao contrário, conhece-se algum aleijão moral, que colidisse com os 10 Mandamentos da Lei de Deus ou com a lisura com que nos devemos comportar em sociedade?
Em termos políticos:
Foi incompetente? Não defendeu sempre a individualidade e identidade de Portugal? Traíu o seu País? Desertou de algum combate? Não defendeu sempre os interesses portugueses sem tergiversar, e só esses? Deixou que algum país ou instituição tivesse afrontado Portugal e ficasse sem resposta?
Mandou matar alguém? (Não venham com essa do Delgado, pois não há provas nem é crível); Quis entregar o país a organizações secretas internacionalistas? Havia algum organismo do Estado que não pagasse a horas? Algum se endividou?
Mandou matar alguém? (Não venham com essa do Delgado, pois não há provas nem é crível); Quis entregar o país a organizações secretas internacionalistas? Havia algum organismo do Estado que não pagasse a horas? Algum se endividou?
Não dava o exemplo? Acaso dizia uma coisa hoje e outra diferente, no dia seguinte, com o maior dos à - vontades? Fez promessas que não cumpriu? Lembram-se de alguma gaffe pública? Desbaratou alguma vez os dinheiros públicos? Inventou alguma “PPP”? Nacionalizou algum banco – e respectivo buraco financeiro - com o dinheiro dos contribuintes?
Não desenvolveu lenta, mas sustentadamente, todo o país?
Não melhorou a Indústria, o Comércio, a Agricultura, a Pesca, as Minas, a Marinha Mercante, as Forças Armadas, as Artes, a Educação, a Justiça, enfim, todos os sectores da vida nacional, tanto na Metrópole como no Ultramar? (Foi pouco, dizem, digamos que foi parcimonioso e equilibrado, gastando o que se podia com a riqueza criada e sem estar enfeudado ou dependente de ninguém!).
A lista podia continuar.
De que se acusa então, o excelente e sério, Professor de Coimbra, de uma integridade rara e à prova de bala, que se alcandorou à categoria de estadista de nível internacional chegando a ser apelidado de “Le sage de l’ Occident”?[2]
Pois acusa-se o Homem de não ser “Democrata”! Coisa que ele, aliás, sempre assumiu e nunca contestou.
Mas também parece que D. João II foi um excelente Rei e não consta que tenha sido democrata…
E, já agora, desde quando é que ser “democrata” é garantia de se ser bom em seja o que for?
Bem lhe chamou, José Hermano Saraiva, na sua derradeira entrevista televisiva, de “Ditador Santo”. Opinião de certo modo corroborada por seu irmão António – um reconhecido e respeitado intectual - e arrependido comunista – que disse de Salazar, e cito: ”Salazar foi, sem dúvida, um dos homens mais notáveis da História de Portugal e possuía uma qualidade que os homens notáveis nem sempre possuem: a recta intenção”.[3]
Creio que esta foi, até hoje, a mais conseguida síntese sobre Salazar.
Por tudo o que se disse e o muito que ficou por dizer, se pode concluir que a campanha constante e doentia, da maioria dos círculos políticos e mediáticos, contra o “Botas”, como depreciativamente lhe chamam – vejam que até aproveitam a sua parcimónia económica no calçar, para o tentarem desprestigiar – apenas reflete um incontrolável medo e pavor por alguém que jaz em campa rasa, por sua vontade, há 44 anos.
Medo e pavor da sua memória e exemplo, que não conseguem apagar e desmerecer.
Não lhes chegam aos calcanhares e sabem disso.
E muitos têm ainda, medo e pavor de que o rol extenso de crimes, traições, incompetências, sujidades morais e alarvidades várias, que cometeram – tudo, aliás, em nome dos princípios democráticos, sempre invocados – apareçam cada vez mais recortados como condenáveis, obscuros e mesquinhos face à luz que emana da obra de um “ditador”.
Parafraseando o Cristo, “Pai tem cuidado ao perdoar-lhes, pois eles sabem bem o que fizeram e continuam a fazer”…
PS. Se quiser mostrar a sua indignação e o ridiculo envie email para o INPI atm@inpi.pt
--------------------------------
[1] Ver relatório do Comandante da PSP de Lisboa, em 1925, Coronel Ferreira do Amaral.
[2] “O sábio do Ocidente”. Ver Boletim Geral do Ultramar, Ano 41, nº 482 (Ago. 1965), p.27-35.
[3] Semanário “Expresso”, de 12/04/1989
PS. Se quiser mostrar a sua indignação e o ridiculo envie email para o INPI atm@inpi.pt
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[1] Ver relatório do Comandante da PSP de Lisboa, em 1925, Coronel Ferreira do Amaral.
[2] “O sábio do Ocidente”. Ver Boletim Geral do Ultramar, Ano 41, nº 482 (Ago. 1965), p.27-35.
[3] Semanário “Expresso”, de 12/04/1989
domingo, 2 de dezembro de 2012
SESSÃO DE HOMENAGEM EM MEMÓRIA AO DR. MANUEL LUCIANO DA SILVA
A Sociedade de Geografia de Lisboa convida para a Sessão de Homenagem em memória ao Dr. Manuel Luciano da Silva, promovida pela Comissão Côrte-Real, que terá lugar no dia 6 de Dezembro de 2012, pelas 15h00, na Sala Portugal.
Serão entregues a título póstumo, as insígnias do Grau de Comendador da Ordem de Mérito pelo Chanceler das Ordens de Mérito Civil, Embaixador António Pinto da França.
Solicita-se o uso das insígnias (colar).
PROGRAMA
Sessão de abertura - Presidente da SGL, Prof. Luís Aires-Barros
Breves Notas Biográficas de Manuel Luciano da Silva – Dra. Patrícia Moreno
Um Luso-Americano que muito amou Portugal – Dr. João Moniz
Manuel Luciano da Silva e a sua paixão à Terra Natal (Associação Dr. Manuel Luciano da Silva) – Dr. Pedro Laranjeira
Pausa para coffee-break
Manuel Luciano da Silva um Farol de Portugalidade no Continente Americano – TCor. João José Brandão Ferreira
Manuel Luciano da Silva e o Museu da Pedra Dighton – Prof. Doutor José Manuel Ferreira Coelho
Palavras de encerramento pelo Moderador Prof. Doutor José Manuel Ferreira Coelho.
Rua das Portas de Santo Antão, 100 – 1150-269 Lisboa – Tel: 213425401
Associação Cristóvão Colon - A Conferência em Mafra
Decorreu no
passado dia 24, na Casa da Cultura D. Pedro V, em Mafra, uma conferência
dedicada à apaixonante temática do navegador a quem o mundo atribui a descoberta
da América.
Na
Conferência, organizada pela Associação Cristóvão Colon (ACC) com o apoio e
colaboração da Câmara Municipal de Mafra, foram oradores a museóloga e
investigadora Julieta Marques (ACC) e o convidado Dr. Manuel
Gandra.
Perante uma
interessada assistência que preencheu quase totalmente os cerca de sessenta
lugares do auditório, o Presidente da ACC – Engº Carlos Calado abriu a sessão
com uma breve exposição sobre os objectivos, actividades e novos projectos da
Associação, uma introdução à temática da conferência e apresentação dos
oradores.
Julieta
Marques, um dos Membros Fundadores da ACC, apresentou o resultado dos seus
estudos sobre a pintura no tecto da Sala das Descobertas ou dos Heróis
Portugueses do Palácio de Mafra, inexplicavelmente ignorada e incompletamente
descrita, mas onde figura Cristóvão Colon ao lado dos grandes heróis portugueses
dos descobrimentos.
Foi
anunciada a apresentação para Dezembro de um novo livro de Julieta Marques,
intitulado “Cristóvão Colom na encruzilhada de reinos e mares”, tendo a autora
disponibilizado antecipadamente e autografado vários exemplares.
O Dr.
Manuel Gandra, licenciado em filosofia, professor e grande estudioso do tema,
levou ao público uma interessante abordagem ao intrigante “Livro das Profecias”
escrito pelo próprio Cristóvão Colon e que nos ajuda a compreender o carácter
místico e religioso do navegador.
O texto da
exposição do Dr. Manuel Gandra será nos próximos dias disponibilizada em
opúsculo a publicar pelo autor, que também anunciou ter em preparação uma edição
comentada e anotada da versão original do Livro das Profecias.
A
Conferência terminou com dois períodos de debate, primeiro sobre a pintura da
Sala das Descobertas e depois sobre a exposição do Dr. Manuel Gandra, o qual,
devido ao entusiasmo da assistência e do próprio orador se prolongou bem para
além do horário previsto.
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