sexta-feira, 15 de julho de 2016

NÃO HÁ VOLUNTÁRIOS PARA A TROPA!




NÃO HÁ VOLUNTÁRIOS PARA A TROPA!
14/7/16
                                                                                    “As únicas nações que têm futuro, as únicas que
                                                                                    se podem chamar históricas, são aquelas que
                                                                                    sentem a importância e o valor das suas institui-
                                                                                     ções e que, por conseguinte, lhes dão apreço”.
                                                                                                                            Tolstoi
Parte da comunicação social deu-nos a conhecer as preocupações do senhor Ministro da Defesa (MDN) Azeredo Lopes, pelo facto de não haver candidatos em quantidade suficiente, para preencher as vagas existentes para voluntários e contratados, nos três Ramos das Forças Armadas (FA), nomeadamente no Exército.
Isto claro, apesar da elevadíssima taxa de desemprego existente no burgo e do sempre decrescente (ridículo mesmo) número de vagas autorizadas pelos sucessivos governos, para as necessidades do funcionamento mínimo, do sistema de forças e dispositivo, que permitam cumprir as missões superiormente definidas.
Ignoramos como é que o senhor ministro deu conta desta realidade, dado ter certamente andado distraído nas suas vidas passadas, mas suspeitamos que tal informação lhe terá chegado após informação comedida e institucional, do senhor General CEMGFA, quiçá do Conselho de Chefes Militares, que numa iniciativa ousada, patriótica e cheia de sentido de Estado, entenderam alertar S. Excelência - pondo em risco, sei lá, as suas fugazes carreiras – de tão lamentável, quanto previsível, facto.
Vou comentar, pela última vez, esta situação de indigência política, cívica e moral, a que o país chegou, pois estou fartinho de contribuir para este “peditório”.
Os antecedentes mais recuados que explicam o actual “status quo” – insisto, de indigência e menoridade – têm a ver com a funesta decisão de se acabar com o serviço militar obrigatório, que uma obnóxia revisão constitucional abriu caminho.
Depois de um “intermezzo” perfeitamente surrealista que Salvador Dali não desdenharia, e que passou pela fabulosa novela das campanhas das juventudes partidárias (excepção para o PCP), contra o Serviço Militar, que culminou no SMO de quatro (!) meses, o Parlamento acabou com esta notável demonstração de civismo patriótico, do mais elementar bom senso, que o serviço militar configurava e puseram-lhe um fim, “de facto”, em 19/09/2004 (a argumentação de que o SMO tinha falhas – o que era verdade – não colhe, pois o que era necessário fazer era emendar as falhas e não causar a falha maior que foi extingui-lo!).
As chefias militares, de então, vá-se lá saber porque bulas, ficaram a ver navios no alto de S. Catarina, aliás como tem ocorrido com todas as decisões de alguma importância relativamente à Instituição Militar (tribunais; RDM; colégios; IASFA; congelamento de promoções; LPM; saúde militar; ensino, EMFAR, etc., etc., enfim tudo!).
Tal decisão obrigou, de imediato, a IM a concorrer no mercado de trabalho com as outras profissões, mas com meios limitadíssimos para que pudessem fazer face ao mesmo. E iniciou-se uma deprimente e desadequada mudança no sentido da funcionalização da nobre profissão das armas e de uma “civilização” acelerada das estruturas do MDN e não só.
Foi o “estar” em vez do “Ser”!
As razões para a falta de voluntários fundam-se nos factos seguintes:
Em primeiro lugar na falta de empenhamento político. A primeira coisa que fizeram foi passar a bola, isto é, a responsabilidade de arranjar voluntários para os Ramos das FA! Que não tinham os meios, a experiência, nem lhes devia caber, tão pouco, a responsabilidade de tal ónus.
E já se ouviram responsáveis políticos culparem os Ramos de não serem suficientemente “atractivos”! Que cáfila despudorada!
A falta de empenhamento político transparece também, nos programas escolares. A Instituição Militar representa um buraco negro, nos manuais. Nos livros por onde estudei, desde muito novo, falava-se no “glorioso exército português”…
Em segundo lugar temos que contar com a miserável campanha de silenciamento de tudo o que se passa na IM, sobre as missões que cumprem, o conhecimento das suas acções e dos seus valores, rituais e historial.
E nisto, a maior responsabilidade não deixa de caber também aos políticos, mas cabe também, em grande medida, à generalidade da comunicação social e resume-se nisto: o que não passa na televisão não existe!
E o pouco que vê a luz do dia é de um modo geral medíocre, visa a exploração do que corre eventualmente mal, faz a crítica pela crítica, quando não é maldoso.
Por sua vez, os responsáveis políticos o mais que se atrevem a fazer, por norma, (apesar de quase nunca fazerem criticas, em público) é a de exalar frases redondas e de circunstância.
Como é que se pode esperar que os jovens venham alistar-se quando o pouco que lhes chega sobre as FA tem estas características?
Em todo este processo as FA, em termos de relações públicas e de comunicação social, apesar de muito aperreada pelos poderes do Estado, não têm tido o querer e, ou, o saber para dar a volta à equação. E de facto não é fácil dar a volta à situação quando o “inimigo” se encontra onde supostamente devia fazer parte das “forças amigas”…
Em terceiro lugar, temos o aviltamento da sociedade, onde passou a imperar o relativismo moral, o ataque aos princípios, às instituições, à família; ao patriotismo, a tudo enfim, que mantenha a prevalência do bom que há na natureza humana e permitia uma evolução social e nacional saudável.
Ou seja criou-se uma sociedade cujos valores são perfeitamente antagónicos quando não inimigos, daqueles veiculados e exigidos pela vida militar e que ainda se vai tentando preservar quarteis adentro.
Como é que se pode querer que um jovem que está habituado a passar de ano sem estudar e sem saber; que se levanta às horas que quer; que não tem respeito a professores, pai e mãe; inchado de direitos e relapso a deveres; cheio do seu individualismo, egoísta, que não sabe estar conforme as circunstâncias; ignorante de tudo, pendurado na tecnologia alienante e escravo do “deus mamon”, vai querer entrar para o serviço militar, onde lhe impõem regras e horários; tem que se vestir e ataviar adequadamente; onde o fazem transpirar quando não lhe apetece; dão-lhes ordens a que ele tem de obedecer; onde o conjunto prevalece sobre o indivíduo e onde mentir, roubar, enganar, ser cobarde, sabujo ou videirinho, ainda dá direito a sanções materiais e morais?
Será que não atinam com nada?
Não quero deixar de acrescentar – não vá restar alguma dúvida – que não é a IM que está mal, mas sim a indigência política, cívica e moral em que a sociedade se transformou!
Aliás, o problema, deve dizer-se, não é apenas português, é europeu (não é por acaso que a União Europeia está no estado lastimoso em que se encontra…).
Por exemplo a tropa francesa está cheia de emigrantes naturalizados, ou de segunda geração (aliás parecido com a sua selecção de futebol!); os espanhóis vão-se aguentando com latino - americanos a quem oferecem também a nacionalidade, isto para já não falar nas unidades estrangeiradas, tipo Legião, "Gurkas", etc. com que alguns vão minorando os problemas da sua mesnada.
Eu sei que os governos portugueses nem sequer têm dinheiro para estas fantasias, pois têm-no gasto a salvar bancos e outras “filantropias” do mais fino recorte, tão pouco para contratarem “organizações de segurança” à moda americana, restando-lhe talvez a oferta de “vistos Gold”, para quem se disponha a fazer dois anitos nas fileiras. Talvez pesquem umas dezenas de chineses que se enganem a preencher os papéis, angolanos fugidos ao MPLA, uns tipos do DAESH (que já trazem experiência e tudo), etc.. Aqui fica o alvitre.
Não precisa preocupar-se em agradecer, senhor ministro.
                                                                            *****
Ora isto traz-nos ao problema maior que não é a falta de voluntários em termos de quantidade, mas a da sua qualidade. E tudo isto é consequência do atrás referido.
A grande maioria da rapaziada que chega (para já não falar no elevado número de mulheres que é recrutada – já nem vou falar disso...) está cheia de maleitas físicas, derivadas de maus hábitos de vida (visão, coluna, ouvidos, obesidade, etc.); débeis físicos, vítimas do sedentarismo e da educação física incipiente, dada nas escolas; maus hábitos sociais, etc.; ignorantes encartados (a mediocridade do ensino é catastrófica); moralmente aleijados e sem o menor espírito de sacrifício ou capacidade para enfrentar contrariedades, o que faz com que inúmeros desistam às primeiras dificuldades, etc..
Ora mesmo com a água benta toda que se tem aspergido (vulgo baixar critérios e bitolas) não resta um número mínimo de mancebos capazes para o serviço das armas.
E podem oferecer-lhes 10 ordenados mínimos que eles também não vêm…
Finalmente, além de se ter acabado com toda a dignidade política, cívica e espiritual do instrumento militar da Nação, tudo se tem feito para desarticular, tripudiar, reduzir à ínfima espécie, etc., os Ramos das FA e os seus servidores: mudam as regras a meio do jogo constantemente, rebentaram com as carreiras, os poucos apoios sociais existentes e transformando a justiça relativa numa comicidade risível.
Aos voluntários e contratados têm ainda tido a falta de vergonha militante, de lhes tentar subtrair tudo o que lhes acenaram, para que eles, ao engodo, se alistassem…
Se isto é o Estado de Direito Democrático com que enchem a boca, eu tenho de acrescentar que quero é que ele se vá estabelecer no extremo da galáxia, atrás do sol - posto, no calcanhar do universo!
A situação só tem uma maneira de se resolver: oficiais, sargentos e praças: requeiram todos a passagem – efectiva a 30 dias - para a reforma, reserva ou abate ao serviço, em simultâneo!
Já não há pachorra e esta gente que nos tem desgovernado não conhece outra linguagem.


                                                                                                                João José Brandão Ferreira
                                                                                                          Oficial Piloto Aviador

15 comentários:

rabbit disse...

Exmo senhor enente-coronel.subscrevo tudo o querelata com tal veracidade e clareza que só quem nao quiser ver ou ler, continuara a assobiar para o lado e deixar andar ate que venham outros que resolvam, e a coisa de tao mazinha vai andando e andando. Infelizmente faltam pessoas como o senhor na vida militar para colocar tudo no seu lugar...... quanto a mim e ao fim de 32 anos de carreira, nao passo da cepa torta. Em 25 anos de carreira fui promovido uma vez e sou licenciado.... pouco vale porque sou velho e sargento. Mas enfim é a minha e de muitos realidade, infelizmente. Por isso sabe, que o lema é infelizmente deixar andar, e o que aindanos vai motivando ( à minha geração)foram os valoresda disciplina da lealdade do cumprimento do respeito, que vinham tambem do berço. Quando acabar esta geracao dos anos 80 nao sei o que sera da nossa força aerea. Mas tambem pouco interessará pois irei procurar na sociedade civil quem valorize as minhas capacidades profissionais e académicas. ..É assim a vida, mas não era assim quando me alistei há 32 anos e mais alguns pozinhos. Hoje e nao de agora não existe espeito pela nossa classe, pelo nosso profissionalismo pois hoje qualquer jovem imberbe, com vinte anitos sem experiencia nenhuma a não ser roçar o rabiosquee apanhar umas pielas pelos bancos das universidades comanda homens, secções chefia sem qualquer criterio de competencias, e nos com tarimba e habilitações superiores aos mesmos com muito conhecimento e estaleca somos relegados para segundo plano, e nem opinião podemos manifestar, porque nunca somos consultados....... A realidade é triste e o futuro sombrio, mas é o que a classe politica e nao só quer...façamos a vontade....quem vier atrás que feche a porta....
Quanto ao senhor Tenente-Coronel tenho pena de nunca o ter conhecido nem ter servido sobre o seu comando, mas reconheco muita sapiência classe e frontalidade. Bem haja e continuo sempre a ler os seus artigos

Gomes disse...

E no entanto descartam com a maior facilidade os aptos e capazes.
O que a tropa quer é na realidade incapazes não pensadores. Isto para substituir os soldados, tantas saudades tem a FAP dos soldados.

Nuno Saldanha disse...

Subscrevo!

Nuno Saldanha disse...

E deixem também de só procurar miúdos!

Mad Ben disse...

Venho por este meio subscrever o que foi dito por todos os intervenientes e acrescentar que fui Militar do Exercito de 1998 a 2008, chegando ao posto de Cabo Adjunto naquela, antigamente, Grande e Operacional, Brigada Mecanizada Independente, que entretanto até o Independente perdeu, devido a restruturações feitas por Generais eleitos politicamente. Ainda conheci bons Militares, tanto Oficiais, como Sargentos, como Praças, mas ultimamente cada vez via mais o espelhar da nossa sociedade civil dentro da IM, coisa que eu abominava e sempre pensei que devia existir ao contrario. Vi no decorrer da minha vida militar o desmoronamento de uma Instituição que sempre amei e servi , e que o faria novamente se assim me fosse pedido, esse desmoronamento começou, segundo eu penso, no pós 25 de Abril, sempre assisti ao minar do poder politico sob a IM, talvez com medo de quem os lá pôs pensasse melhor, vi muitos militares do quadro ( muitos mesmo) a virem das suas respectivas Escolas subservientes, sem pensarem no Juramento que todos nós fizemos, em que "cumprir e fazer cumprir a Constituição e as Leis da Republica" se tornaram palavras ao vento. Tantas vezes vi o famoso dividir para conquistar a ser executado pelos nossos politicos e quando olhava para cima á espera de orientação ou inspiração, via um encolher de ombros e um "tem de ser".Resumindo meus senhores a Instituição faz-se de dentro para fora e quando se vê Camaradas a falar nos cafés " epá tava de serviço e apanhei uma bebedeira" ou " já tenho quase as palavras todas para levar uma medalha", a imagem que passa cá para fora não é de uma tropa coesa mas sim de uns maltrapilhos que não tinham mais sitio para ir. É com essa imagem que se vai aliciar a juventude? Independente desta minha singela opinião, acho que o acabarem com SMO foi mais uma maneira de acabarem com as FA e mais uma vez o que é que os Altos Cargos das Forças Armadas fizeram? Baixaram as calças e puzeram-se em posição para, mais uma vez, serem abusados (sendo que como foi consensual não sei se foi abuso). Obrigado e deixem-se andar que assim é que o nosso País está bem.

Antonio Nunes disse...

Tanto que eu gostava de poder não concordar.

Miguel Araújo disse...

Aumentem a idade máxima para concorrer, muita gente só se decide que gostava de ser militar depois dos 25 anos e depois de ver a merda que é o mercado civil.

Joao Barbosa disse...

Prolonguem os contratos de 7 anos e passem soldados a efectivos.... como eu no meu caso que me vi obrigado a sair por nao conseguir vagas noutros quarteis e ja estava no mesmo e longe de casa a 3 anos caso conseguisse perto de casa sim teria ficado os 7 anos e se houvesse outra lei podem ter a certeza que ainda hoje la estava e assim como eu outros que tantos sacrificios fizemos e voltavamos a fazer pela patria... mas nao se entende o facto de uma instituição deste nivel gastar na educação e formacao de soldados durante 6 ou 7 anos nas suas vastas areas e no fim dos 7 anos nao poderem fazer nada no fim quando ja tem operacionais formados em qie os seus comandantes ja teem confianca no soldado e afins e deitam tudo por água abaixo... não se compreende como nao podem fazer nada... e para nosso desconsolo no final dizem nos que temos que guardar o fardamento ate uma certa idade para o caso de acontecer algo e podermos ser chamados para defender a pátria por favor é mau demais para quem ama levar assim com semelhante gozo... é lógico que quem ama quem anda por gosto ao que faz nao tem um trabalho nem uma profissão tem uma vida e muitos de nós deram a vida por esta patria e mesmo assim ninguem e capaz de mudar rigorosamente nada.... é injusto camaradas muito injusto... mas so me resta dizer que é o que temos...mas claro que se um dia chamarem estarei pronto como sempre estive e como fui ensinado....

Joao Barbosa disse...

Prolonguem os contratos de 7 anos e passem soldados a efectivos.... como eu no meu caso que me vi obrigado a sair por nao conseguir vagas noutros quarteis e ja estava no mesmo e longe de casa a 3 anos caso conseguisse perto de casa sim teria ficado os 7 anos e se houvesse outra lei podem ter a certeza que ainda hoje la estava e assim como eu outros que tantos sacrificios fizemos e voltavamos a fazer pela patria... mas nao se entende o facto de uma instituição deste nivel gastar na educação e formacao de soldados durante 6 ou 7 anos nas suas vastas areas e no fim dos 7 anos nao poderem fazer nada no fim quando ja tem operacionais formados em qie os seus comandantes ja teem confianca no soldado e afins e deitam tudo por água abaixo... não se compreende como nao podem fazer nada... e para nosso desconsolo no final dizem nos que temos que guardar o fardamento ate uma certa idade para o caso de acontecer algo e podermos ser chamados para defender a pátria por favor é mau demais para quem ama levar assim com semelhante gozo... é lógico que quem ama quem anda por gosto ao que faz nao tem um trabalho nem uma profissão tem uma vida e muitos de nós deram a vida por esta patria e mesmo assim ninguem e capaz de mudar rigorosamente nada.... é injusto camaradas muito injusto... mas so me resta dizer que é o que temos...mas claro que se um dia chamarem estarei pronto como sempre estive e como fui ensinado....

Miguel Araújo disse...

Aumentem a idade máxima para as incorporações. Há muita boa gente que só se decide que gostava de ser militar depois dos 25 anos e depois de ver muita merda na vida civil.

PSC disse...

Subscrevo.

Abel Pedro Canais da Fonseca disse...

Até acho bem-feito, pois mesmo os militares patriotas de anos atrás buscaram isso. Sou filho de pai e mãe portuguese, meu pai serviu em Angola, e isso sempre me deu muito orgulho, tanto que eu tinha vontade servir às Forças Armadas Portuguesas, mas além de não haver (não havia) nenhuma divulgação do serviço militar nos consulados, quando perguntei como eu poderia fazer para servir em Portugal escutei "você não pode", perguntei porque é o funcionário do consulado me respondeu "porque você não é português", aquilo me desanimou muito, porque além de não poder servir e nem visto como português sou, eu tinha 22 anos à época, hoje tenho 45, então, se não aceitavam filhos de portugueses hoje têm que se contentar com estrangeiros sem sangue português, sem cultura portuguesa. Plantaram as sementes não é? Porque agora reclamam de colher os frutos? Não deixei de ser português, não deixei de adorar Portugal e de ter orgulho do meu sangue, mas não me solidarizo com esse choro de agora, pois eram tão cheios de si com as fintes de dinheiro da Comunidade Europeia que menosprezavam os portugueses no estrangeiro.

Fábio Cabaço disse...

Abram quadros para praças e eu volto no dia seguinte

Miguel Amarelinho disse...

Eu também volto no dia seguinte nessas condições!!!

Fernando Magalhães disse...

👍👍👍👍👍