sexta-feira, 22 de novembro de 2013

DESFILE NACIONAL DE BANDAS - REPOR O FERIADO DOS FERIADOS

DESFILE NACIONAL DE BANDAS DO 1.º DE DEZEMBRO
Repor o Feriado dos Feriados
 
É já no próximo dia 1 de Dezembro (Domingo), pelas 14,30 horas, que se realiza o grande Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas, integrado nas Comemorações do 1.º Dezembro, dia da Restauração da Independência Nacional.

Estarão presentes 18 Bandas Filarmónicas representativas de todos os distritos de Portugal Continental e ainda dois grupos de percussão (Bombos de Mondim de Basto e Toca a Rufar) e de cante alentejano, que descerão a Avenida da Liberdade desde o cinema São Jorge até aos Restauradores, tocando várias peças musicais para finalizarem com o Hino Nacional e da Restauração que será tocado por mais de mil músicos em simultâneo.

Organização conjunta do Movimento 1.º de Dezembro e da Câmara de Lisboa, em parceria com a EGEAC e com o apoio da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, contará com a transmissão em directo pela RTP que se associa como televisão oficial.

O espectáculo terá a duração aproximada de duas horas e é aberto a toda a população que se deseja encha a Avenida da Liberdade.




quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A DESCONSTRUÇÃO HISTÓRICA DE PORTUGAL

O Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa tem a honra de convidar V. Ex. a e sua Exa. Família a assistirem à Conferência promovida pela Secção de História e subordinada ao tema:
 
“A Desconstrução Histórica de Portugal”
 
Será orador o Senhor TCor. João Brandão Ferreira

A Sessão realiza-se na sede da SGL (Anfiteatro) no dia 5 de Dezembro de 2013 pelas 17h30 horas.
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Sociedade de Geografia de Lisboa
Rua das Portas de Santo Antão, 100
1150-269 Lisboa - Portugal
213425401 - 213464552

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

IN MEMORIAM

Coronel Gomes Bessa (11/08/1922 – 01/11/2013)

Os caminhos do destino levam a que, ultimamente, de todas as gravatas que possuo, aquela que tenho utilizado mais seja a preta.

Preta, de luto.

Desta vez usei-a para acompanhar à sua última morada, o Coronel de Artilharia do Exército (até agora, português) Carlos Gomes Bessa.

Um homem bom e corajoso em todas as fases da sua vida, em que se revelou ser uma “força da natureza”.

Morreu na paz do Senhor.

Falecido no primeiro dia de Novembro – ex-feriado de Todos os Santos – contava 91 anos de uma vida cheia, em que soube sempre ultrapassar os obstáculos com firmeza e bonomia.

Exemplo disso foi a luta que travou durante 14 anos, a fim de tentar ultrapassar a injustiça do saneamento de que foi alvo – como muitos outros camaradas – na sequência dos eventos “revolucionários”, ocorridos a seguir ao Golpe de Estado de Abril de 1974.

A sua carreira estendeu-se e espraiou-se, fundamentalmente, em duas áreas: a militar e a de académico e historiador.

No âmbito militar fez jus ao lema artilheiro de que “a Artilharia morre em sentido”.

Foi um oficial completo com uma personalidade e formação, sólidas.

Depois do Curso na Escola do Exército, iniciado em 1942, foi colocado no Regimento da Serra do Pilar, uma unidade de grandes tradições militares, que ficou conhecida como “Os Polacos da Serra”, e que viria a comandar, como coronel, em 1973.

Em 1950 foi chamado para frequentar o exigente Curso de Estado - Maior, tendo ingressado no respectivo “Corpo” e desempenhado funções correlativas, durante vários anos.

Fez duas comissões no Ultramar – de que se tornou grande conhecedor e estudioso – a primeira na Guiné, entre 1956 e 1960, onde desempenhou as funções de Chefe de Estado – Maior do Comando Militar e, logo em Abril desse ano, marchou para Angola a convite do Governador – Geral de quem foi chefe de Gabinete, tendo regressado em Junho do ano seguinte, na sequência do início do terrorismo naquela Província.

Foi Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa entre 1966 e 1970 estando sempre muito ligado à educação da juventude tanto na Metrópole como no Ultramar, tendo criado a “Procuradoria dos Estudantes Ultramarinos, em 1962. Foi ainda director da Revista “Ultramar” entre 1961 e 1970.

Foram-lhe concedidos 16 louvores e nove condecorações.

Como académico foi um trabalhador incansável, desenvolvendo o seu labor em várias instituições de que se destaca a Academia Portuguesa da História, de que foi Secretário nove anos; Academia das Ciências; Sociedade Histórica da Independência de Portugal; Comissão Portuguesa de História Militar, de que foi um dos fundadores e, depois, Secretário; Sociedade de Geografia e Revista Militar, de que foi Director muitos anos.

São incontáveis os trabalhos, comunicações e conferências efectuados, sempre com uma qualidade elevada, muitas delas de âmbito internacional, tendo desenvolvido contactos sobretudo com o Brasil, a Venezuela e a Espanha.

É ainda autor de vasta bibliografia histórica, de grande mérito.

Assim se manteve até que um lamentável acidente o confinou à sua casa e o impediu de continuar a sua prestimosa e multifacetada produção intelectual.

Mesmo assim pude constatar a alegria e vontade que tinha em viver, estar informado e em vir a realizar mais coisas.

Manteve-se “jovem” até ao fim.

Conheci o Coronel Bessa, na Revista Militar, vai para 30 anos e mantive sempre um contacto mais ou menos estreito com ele, durante todo este tempo.

Aprendi a admirar a sua vasta cultura, a sua habilidade nas relações humanas, o espirito militar e o seu amor a Portugal.

Devo-lhe atenções, ajuda, ensinamentos e amizade.

Privar com ele representou, sem dúvida, uma das coisas boas que pude usufruir nesta vida.

Partiu um homem honrado e um português de rara fibra e qualidade.

Amortalhou-se na Bandeira das Quinas mas, porventura ainda magoado, dispensou as honras militares. Foi, talvez, a última mensagem que nos deixou.

E, deste modo, ficámos mais pobres.

domingo, 3 de novembro de 2013

QUESTÕES BÁSICAS SOBRE A “SAÚDE MILITAR”

“Porque será que uma junta de bois são dois, e uma junta de médicos são três?”

Questão magna que preocupa, desde tempos imemoriais, o “jornal da caserna”. E que, obviamente, nunca deve ser colocada a um clínico…
Com o final catastrófico e militarmente indecoroso, das últimas operações ultramarinas em que defendemos as gentes e o território nacional, no “além-mar” – onde os Serviços de Saúde Militar (SSM) cumpriram muito bem e prestaram relevantes serviços à Pátria [1]- que se perdeu, paulatinamente, a noção de que a razão principal e primária para a existência de serviços específicos de saúde militar, tem a ver com a necessidade de apoio sanitário às tropas em operações.[2]
E como razão secundária a necessidade de triagem médica nas fases de seleção, recrutamento e treino; no tratamento e recuperação de feridos na retaguarda e todo um âmbito de actividades relacionadas.
Cada Ramo das Forças Armadas tem, por sua vez, necessidades e especificidades próprias, que devem ser garantidas, seja qual for o modelo organizacional que se queira implementar.
É em todo este âmbito que existem hospitais de retaguarda.[3]
É nestes que o pessoal médico e de enfermagem têm contacto e praticam as técnicas da sua especialidade de modo a manterem uma proficiência e actualização adequada.
Para além disto os hospitais militares têm a importante missão de apoio à família militar, fundamental para o Moral e Bem-Estar dos profissionais das armas e suas famílias, o que, aliás, constitui um direito consignado em lei.
Um dos direitos - dos pouquíssimos que restam – em compensação dos especiais deveres impostos pela “condição militar”.
Condição militar, note-se, que é indispensável para o correcto funcionamento de qualquer força armada civilizada, e sem a qual as FA estarão, à partida, derrotadas; e da qual os bons militares se orgulham e aceitam, e a que não deixam de estar sujeitos.
Com isto dito, vamos tentar sintetizar os problemas de sempre (embora agudizados pela vivência das últimas décadas), relativos aos SSM.
É assim:
A generalidade dos oficiais generais não percebe nada de saúde (mas têm à sua disposição os meios necessários para equacionar devidamente o problema) e a grande maioria dos médicos não percebe nada de assuntos militares, nem quer perceber (alguns até têm raiva a quem sabe). Ora pôr a funcionar SSM nestas condições não parece ser nada fácil…
Dois exemplos simples ilustram o que digo; desde sempre o médico de uma unidade fazia parte (a que se deve juntar o capelão) do chamado “estado-maior” do comandante. Sem embargo ofereço um doce a quem tenha, nos últimos 35 anos, visto ou almoçado com o médico da unidade, na mesa de comando. E, que se saiba, a 2ª refeição é (ou era?) um acto de serviço…[4]
Por sua vez sabe-se da dificuldade em nomear um médico para um teatro de operações fora do território nacional; até para os Açores, às vezes, simplesmente, para fora de Lisboa…
Tal facto ocorre depois da Fazenda Nacional ter gasto uma nota preta na sua formação e não poucas vezes origina o pedido imediato do abandono do serviço activo.
A segunda síntese reza assim: “não haver nenhum senhor general ou almirante que não tenha que vir a mostrar o seu republicano cóccix, a um ou mais médico. É uma questão de tempo.
Ora acreditem ou não, este último postulado tem grandes hipóteses de interferir com o principal problema existente com o pessoal relacionado com o Serviço de Saúde (sobretudo médicos) e que é este: a dificuldade que existe em que eles cumpram o horário normal de serviço.[5]
O que configura um problema de funcionamento e disciplinar básico.[6]
Piora as coisas quando as inteligências que nos têm governado decidiram apoucar a Instituição Militar, destruindo a Justiça Militar e tornando a Disciplina Militar numa caricatura, após a última alteração ao respectivo regulamento.
*****
Serve o acima exposto, como introito para alguns comentários que o mais recente despacho do ex-candidato vencido à Assembleia Municipal da Camara da Invicta – que logo desistiu da sua participação em tão distinto areópago – e que nas horas vagas passa por um gabinete destinado a ser ocupado por uma figura que ostenta o título de MDN.
O despacho é o 160/MDN/2013, em que S. Exª nomeou um general da FA, na reforma (!), como gestor de projecto para a expansão do HFAR/PL.[7]
Ou seja mais um GT fora da estrutura organizativa legalmente constituída para resolver estes assuntos…
Porque se fez isto?
Simples, arranjaram um nó górdio de tal maneira surrealista e intrincado que agora ninguém o sabe desatar.[8]
Resumindo, por despacho “superior” determinaram-se coisas de qualquer maneira (porque sim!) sem haver o mínimo de consenso entre as partes envolvidas; sem estudos exaustivos; sem se terem comtemplado as questões orçamentais; sem se preverem verbas para as mudanças previstas – raramente, aliás, as alminhas responsáveis se preocupam com os investimentos iniciais sempre fundamentais em qualquer reestruturação séria.[9]
De seguida em vez de serem os Estados – Maiores dos Ramos – que vão passar serviços e pessoal para o novo órgão – e o EMGFA - que os vai receber e, posteriormente chefiar o HFAR – a tratar o assunto, como seria natural, curial e de bom senso, passou a ser o MDN a tratar de tudo.
Ou seja para além das chefias, pouco rodadas em assuntos de saúde e dos médicos pouco versados em questões militares, colocaram no circuito uns quantos civis, que não sabem nada nem de uma coisa nem de outra, a mandar nesta trapalhada toda![10]
Acresce ainda, que a FA dispõe de outros órgãos e unidades na Base do Lumiar – entretanto rebaptizada de “Campus da Saúde”[11] – como sejam a Banda de Música, os alojamentos para o pessoal em trânsito e a Direcção do Serviço de Saúde, que têm que ser reinstalados; O Centro de Medicina Aeronáutica, o Centro de Psicologia da FA e o Centro de Recrutamento, que lá vão ficar; prevê-se a instalação do Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica (transferido do Hospital de Marinha) e a criação da Junta de Saúde para os três Ramos, além da implementação da unidade de apoio a todo o complexo como era feito pela antiga Base do Lumiar (a extinguir).
Em sequência estão previstas obras de ampliação do “novo” hospital, tidas por necessárias já que com o HFAR se pretende substituir aos quatro hospitais militares existentes na área de Lisboa.[12]
Este conjunto de acções está previsto num outro documento, o Despacho nº 7002/2013, do MDN, que cria o HFAR/PL e mais dois grupos de trabalho, a saber: a Comissão de Acompanhamento (mais uma) e um segundo “para a definição do modelo organizacional para os cuidados continuados no âmbito do HFAR”.
Para a confusão ser maior ninguém sabe quem paga o quê, a quem e quando!
Ou seja, arranjaram um granel indiscritível, fora de todas as regras militares, sem linhas claras de autoridade, com os níveis de decisão baralhados e sem hipóteses de coordenação horizontal.
Em vez de repensarem toda esta meada de disparates consecutivos e colocarem as coisas no são, como sugerido acima, insiste-se em atamancar as coisas criando outro grupo de trabalho, indo buscar pessoas à reserva e reforma, quando se destruíram as carreiras pelo congelamento das promoções (fazendo-se às pinguinhas sabe-se lá por que critérios) e se aventa constantemente com o espantalho do “pessoal a mais”.
No meio disto tudo só espanta como a generalidade das pessoas que lá trabalha continue a prestar tão bons cuidados de saúde.
Mistério a que nem uma “Junta de médicos” (três) saberá responder.



[1] Como, de resto, toda a logística, que não funcionava tão bem desde que o João da Nova comandou a terceira Armada (1500 homens, do melhor que tínhamos) enviada à India, em 1501!
[2] Talvez por isso, ainda não se tenha ouvido falar neste pressuposto, em toda a discussão que, nos últimos anos, tem existido à volta da “reforma da saúde militar”. E era por aqui que se devia ter começado…
[3] Também existem hospitais de campanha para apoio directo das tropas em operações, cujos meios e dimensões estão dependentes do escalão das unidades empregues e da distância à frente de combate.
[4] Não digo que tal não tenha existido, sobretudo em quarteis mais isoladas. E a maioria das vezes tal ocorria com médicos civis (avençados) que tinham desenvolvido uma ligação especial, até de carinho, com uma dada unidade. Cheguei a conhecer alguns.
[5] Para os menos habituados às lides militares esclarece-se que uma das consequências da tal “condição militar” é o facto de os militares não terem (ainda) “horário de serviço”, mas apenas um “horário normal de serviço” pois por definição “estão sempre ao serviço”, isto é, trabalham quando é preciso e descansam quando podem…
E assim é que está correcto.
[6] Um outro problema que nunca foi devidamente resolvido é o da compatibilização da “carreira” técnica médica (agora também de enfermagem), com as funções inerentes aos diferentes postos. E não é nada fácil resolver.
[7] Lê-se Hospital das Forças Armadas/Polo de Lisboa.
[8] Deve, em abono da verdade, afirmar-se que as coisas só chegaram a este cumulo porque os Chefes Militares não se conseguem entender sobre coisa alguma – normalmente por questões corporativas – e, no mais das vezes, mostram-se incapazes de travar a equipa ministerial nos disparates que intentam fazer.
[9] Parafraseando o cronista “num esquecimento muito bem alembrado…”
[10] Chegaram até ao ponto de inocular uma espécie de “comissário político” civil, na estrutura superior do HFAR, para tratar de questões logísticas, numa atitude abusiva – diria mesmo ilegal – à revelia da organização militar, além de passarem mais um atestado de incompetência, de gozação mesmo, às Forças Armadas. Já não consigo imaginar o que terá que acontecer para que as chefias militares tenham um assomo de dignidade e vergonha e digam um “basta”!
[11] Não há paciência, será que o Senhor Ministro ainda julga que se passeia na Universidade de Coimbra, enquanto estudante?
[12] O da Marinha, sito em S. Clara; e dois do Exército, o de Belém e o da Estrela (este último com três polos separados); e o da Força Aérea, no Lumiar, que foi o escolhido para albergar tudo. Assim como quem tenta meter o Rossio na rua da Betesga…

O PROGRAMA TELEVISIVO SOBRE AS FORÇAS ARMADAS

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