quarta-feira, 25 de março de 2020

A Propósito de um comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa

 A Propósito de um comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa (na imagem)

       Excelentíssimos/Caros Destinatários

    A Conferência Episcopal Portuguesa teve a inspiração benévola - e espero que o Espírito Santo tenha sido alheio a tal inspiração, seria bom sinal - de consagrar o nosso País, Portugal (que alargou para toda a Península Ibérica - o que resulta comprido por não ter a participação do Episcopado Espanhol, ou curto por não englobar mais nenhum país), ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria (o que foi sendo feito "por degraus" no seguimento da "Mensagem de Fátima"). 
      Tal vai ter lugar amanhã (25/3/20) no Santuário de Fátima, pelas 18:30L.
      Esperemos que as televisões transmitam, agora que já não têm futebol para derramar e dos eventuais fenómenos do foro dermatológico, que tal simbólico evento, possa trazer a ateus, agnósticos, jacobinos raivosos ou membros de outras confissões religiosas ou de ideologias políticas. Ou até dos mais exigentes (para o que lhes interessa) da pureza do Estado Laico. Pois é, o Estado poderá ser laico, mas a Nação (que aquele devia representar), não o é!
    Ora quer-me parecer a mim, infatigável (até ver) crítico dos poderes públicos, que ficaria bem complementar este gesto magnifico que encontra justificação, para além de tudo o que se possa dissertar, na frase "implorava para ele misericórdia divina, que é o supremo recurso das almas aflitas"(Conde de Sabugosa,"A Rainha D. Leonor", pag. 128; 2ª ed., Livraria Sam Carlos, Lisboa, 1974), com este outro:
    À mesma hora (teria de ser mais cedo por causa do pôr do sol) da Consagração, a Força Aérea Portuguesa sobrevoaria o território nacional (com um C-295 no Continente e Açores, e um EH-101, na Madeira, por ex.) com a imagem da Nossa Senhora do Ar (ou de Fátima, ou de Vila Viçosa - Rainha de Portugal, pese embora aos republicanos mais empedernidos...).
    Na hora da Consagração em Fátima, sobrevoaria o Santuário, a parelha de alerta de F-16, em vigilância do espaço aéreo nacional (se é que ainda não acabou por via do estado comatoso em que colocaram as Forças Armadas). De resto a Cruz de Cristo acompanha sempre as aeronaves da FA nas suas asas. Não é seguramente por acaso!
    Faço este apelo, apesar de ter estado quieto e calado à espera que um gesto de uma qualquer autoridade espoleta-se o evento, à semelhança do que já fez a F. A. italiana, que fez sobrevoar Roma com os "Frecci Tricolori" (patrulha acrobática), que desenhou nos céus da cidade eterna as cores da bandeira italiana, a fim de levantar o Moral da população; e também já fez sobrevoar a mesma cidade (não sei se outras) com uma aeronave transportando a imagem de N. S. do Loreto acompanhada de um padre.
    Mas, até agora, nada aconteceu. E faltam menos de 24 horas...
    Julgo até saber que houve desculpas na F. A. de que está quase toda a gente em casa, há poucas tripulações, etc..
    Que não seja por isso; eu ainda tenho algumas qualificações para voar aviões (e ainda arranjo uns voluntários para irem comigo). Só preciso que me digam como se põe em marcha e a velocidade de perda; o resto eu desenrasco-me. E nada me acontecerá pois vou em nome da nossa mãe do céu; e se morrer não há problema pois é por uma boa causa e também já cá ando a mais.
    Faça-se alguma coisa, não fiquem a olhar para ontem.
     Não se anda agora a encher a boca dizendo que "para situações extraordinárias, medidas extraordinárias"?
    Esta nem tem nada de extraordinário, vem de Afonso Henriques, do "Milagre" de Ourique.
      Beijos e abraços voadores...


                                                                            João José Brandão Ferreira
                                                                             Oficial Piloto Aviador (Ref.) 



segunda-feira, 23 de março de 2020

Chinese Navy

Senhorias (como dizem os espanhóis no parlamento)
   A China não "exporta" só vírus e "bugigangas"...
   E ao contrário do que diz o texto não é depois do Covid-19,já era antes.
   Não vai ficar por aqui.
   Boa sorte.
   BF
PS. E se querem ficar os únicos donos e senhores do mundo é o que resta ver. Parece que nunca faltaram concorrentes...
PS. O filme está bem feito. Resta saber se a prontidão da frota corresponde ao que o filme pretende demonstrar.



quarta-feira, 18 de março de 2020


ACHEGAS PARA A “FOGUEIRA” DO COVI19. Á VOL D’OISEAUX
18/03/20
                                                          “A Natureza para ser comandada,
                                                           Precisa ser obedecida”.
                                                           Francis Bacon
                                                          (Strand, 22/1/1561 – Londres, 9/4/1626)
                                                          (Considerado o pai da Ciência moderna)



    Esta frase de Bacon bem podia constituir o princípio fundamental dos (verdadeiros) ecologistas…
    De facto nós para vivermos, melhor dizendo, sobrevivermos precisamos basicamente de quatro coisas (a ordem dos termos não é arbitrária):
  • Ar (não poluído) para respirar – sem isso não há caixa torácica que aguente mais de 3’;
  • Água para beber – sem água potável morremos em dois/três dias, é uma limpeza;
  • Alimentos para comer – sem comida mesmo os mais nutridos dizem adeus à existência em duas/três semanas;
  • Energia – para a espécie humana viver necessita de uma fonte/forma, de energia exterior ao corpo (os alimentos e líquidos que ingerimos são eles próprios a fonte de energia que mantém o nosso corpo a funcionar); começou com a invenção do fogo, dos moinhos de água e de vento, etc., e acabou na energia nuclear, laser, etc., e no mais que se descubra e invente.
    Tudo isto gera equilíbrios e obriga a equilíbrios.
    A necessidade de possuir e garantir estes quatro tipos de elementos obrigou os homens a ter de trabalhar para os descobrir, obter, modificar e guardar, para finalmente os usufruir e, deste modo, conseguir manter-se mais um dia a viver sobre a terra.
    Seja qual tenha sido o Poder Criador que fez a vida e deu vida à vida, pôs cá tudo o que é necessário, mas não sob a forma de “maná em regime de self- service”!
    As razões para tal ser assim, ninguém as sabe e, estou em crer, ninguém as virá a saber.
    Serve isto para alertar que na fase em que vivemos do surto deste “Corona vírus”, ou “Covid 19”, que devemos ter cuidado para em vez de morrermos da doença, não morrermos da cura…
    E para conseguirmos manter os tais ar, água, alimentos e uma qualquer forma de energia, vai obrigar muita gente a ter que continuar a trabalhar, numa situação que parece a mais avisada que é a de colocar o maior número possível de pessoas em casa, mesmo com as consequências gravíssimas que tal vai acarretar.
    Ou seja fazer regressar todos ao seio da sua família e do seu País. Esta deve representar uma das primeiras reflexões das muitas que convém fazer: o valor da família e do seu país (Pátria, para quem a tem) …
    A União Europeia, neste âmbito, tem dado mais uma prova – e ainda bem – da sua virtualidade…
    Em síntese, há serviços mínimos que é preciso manter, mesmo correndo riscos – tirando os serviços de saúde e de segurança que vão ficar em “serviços máximos”!
    Pois é preciso manter o Ar respirável; haja água potável (de preferência nas torneiras); é preciso que os campos produzam; se faça a safra no mar e “alguém” coloque os produtos nos locais de venda (que também têm que estar abertos). Imaginem se as padarias fecham (é que o Exército também já perdeu a capacidade de produzir esse alimento base…)!
    Depois temos a energia; neste âmbito as coisas ainda vão ser mais complicadas: é preciso que a eletricidade não falte (já pensaram se houver um “apagão” de duas semanas, o que acontece? Diria que convinha pensar no cenário…); idem para o gás, os combustíveis, etc., sob pena de voltarmos às lareiras dos séculos XVIII e XIX…
     Também é fundamental que os “Almeidas” não entrem de quarentena: lixo na rua cria outros vírus…
    Creio que já ilustrei o ponto.
    E se não acautelarmos a liquidez das empresas e dos particulares, o sistema bancário entra em colapso e ninguém vai poder levantar dinheiro…
    Enfim, esta “crise” a que já chamam “guerra” além de ir causar uma debacle económica terrível vai condicionar toda a vida social; alterar as próprias relações na família; reinvenção de hábitos, etc.. Vai acarretar consequências, das quais algumas ainda não suspeitamos.
    Aqueles que passarem por esta “experiência” e sobreviverem vão, seguramente, encarar a vida de modo diferente quando ela acabar. Espero – a Esperança ao contrário do cabelo, nunca morre – que aprendamos a ser melhores.
                                                                     *****
    Bom, mas para já há que tratar da saúde às pessoas e liquidar a saúde ao tal do covid 19.
    O Estado Português e os políticos (e não só) que o enformam não estão preparados para uma crise destas. Vão ter de se desenrascar – uma habilidade que até as novas gerações estão também a perder apesar de estar no ADN…
    Nem prepararam o País para tal. Porventura nenhum país está preparado, mas a nossa realidade demostra que nós não estamos. As razões para tal, não as vou enunciar aqui e agora, mas são bastas, variadas e peculiares. É outra discussão.
    Agora é preciso prudência e simultaneamente audácia, para lidar com o actual cenário.
    Na hora que escrevo pondera-se a eventual declaração do Estado de Emergência. Não sei qual vai ser a decisão final, pois já me apercebi que o PR (entretanto desaparecido em combate) não está em sintonia com o Governo e no Parlamento a coisa como sempre não vai ser liquida.[1]
    Elaboremos um pouco sobre esta matéria.
    A declaração do Estado de Sítio/Emergência – não é a mesma coisa – está prevista no Artº 138 da Constituição da República (CR) e contempla a restrição de numerosos direitos, liberdades e garantias – em extremo permitem que o Governo governe em ditadura – implicando, no Estado de Sítio, que a autoridade sobre a situação passe das entidades civis para as militares.
    Ou seja, a CR que basicamente só prevê direitos e quase nenhuns deveres (excepção feita para o pagamento de impostos), ao aplicar o artigo 138 vira a situação do avesso…
    Imagine-se as possíveis consequências na sociedade que criámos…
    A última vez que tal foi decretado foi durante os eventos desencadeados a 25 de Novembro de 1975 – e vá-se lá saber porque não foi decretado a mesma situação, em 25 de Abril de 1974, nem pelo Governo de então, nem por quem o deitou abaixo…
    Ora por razões que também não vou aduzir, para a classe política que tem estruturado esta III República a declaração do Estado de Sítio/Emergência está prevista na CR por uma questão de “Princípio”, direi até, académica, mas nunca lhes deve ter passado pela cabeça que alguma vez fosse para aplicar.
     Ainda publicaram a Lei nº 44/86, de 30 de Setembro, que deu alguma substância ao tal artigo 138 da CR, mas até hoje “esqueceram-se”, muito convenientemente, de a regulamentar (e não vamos falar das contradições que encerra). Ou seja, na prática ninguém sabe como e quem vai implementar as medidas a decretar, nomeadamente a estrutura de comando e controle, o mais importante de tudo. E já começou a haver grande descoordenação nas medidas decretadas pelos governos das Regiões Autónomas e sobre a declaração de calamidade pública em Ovar.
    Muito mais haveria a dizer, mas estas situações de crise tem a vantagem (e a desgraça) de trazer à luz do dia os erros, omissões e insuficiências existentes. O que tem vindo num crescendo, incêndios, vendavais, Tancos…
    Ocorre-me dizer, outrossim, que o Exército cancelou as recrutas previstas para os tempos mais próximos. Esta decisão parece-me um erro e muito pouco ponderada. E inscreve-se também na rúbrica em que o país não pode entrar todo de quarentena.
    Então o Exército (A Força Aérea e a Armada, idem) têm uma falta de efectivos terrível (sobretudo em praças) e vão cancelar as recrutas? Irão fechar os quartéis, também? A que propósito?
    A Defesa (Segurança) Nacional não pode ter soluções de continuidade. Ou pode?
    Então numa altura em que os militares vão ser chamados a colaborar activamente no esforço geral, é o próprio Exército que fecha as suas portas?
     Acaso a NATO vai cancelar o maior exercício (“Defender 2020”) que já começou nos seus preliminares, e que implica, por exemplo, a vinda de 20.000 militares americanos e imenso material, para a Europa (num total de 37.000 participantes de 17 países, onde Portugal já nem consegue participar nem com um pelotão!)? Veremos.
    Qual será o problema do Exército? Cortaram-lhe novamente as verbas? Corre riscos? Mas os militares não existem para correr riscos? E numa recruta o/as militares não foram escrutinadas em termos de saúde e compleição física? Os quarteis não representam em si mesmo, um local de quarentena? Não dispõem de serviço de saúde privativo?
     Se não podem dar recrutas como vão conseguir suportar as exigências de uma declaração de estado de emergência? Sim porque uma unidade militar tem que ser autossuficiente e as nossas há muito que o deixaram de ser…
    Para compensar aqueles que não entram vão pedir aos que acabam o contrato para ficarem mais tempo? Vão pôr os oficiais e sargentos a fazer o serviço das praças? A PSP e a GNR vão seguir o exemplo?
    Não deviam era pensar em mandar apresentar todo o pessoal na reserva (como já fez o Director da PSP)? Não é para isso que serve o estatuto, ou também já o mudaram? E que tal pensar-se em poder fazer-se recrutamento compulsivo? Estrutura que havia e foi “demolida”!
    Por último e para já, uma palavra para a Igreja Católica.
     Então numa altura em que os fieis (Portugal ainda é uma Nação de maioria católica) – e também os outros – mais precisam de uma palavra de conforto, de amor, compaixão e de Misericórdia, a Igreja fecha-se (e ainda nenhuma autoridade civil deu ordem alguma) sobre si mesma? Quase suspende os Sacramentos? Deixa de invocar e de se entregar ao Transcendente, para se confinar à ciência e à laicidade? Não lhes bastava cumprir as regras de segurança idênticas a quem lida com o público? Perderam a Fé?
    Agora que o Papa Francisco, num gesto inaudito (e infeliz), proibiu as Ordens e os Mosteiros de contemplação vão ficar a olhar uns para os outros à espera que o tempo passe? Era assim que procediam quando havia peste na Idade Média? Foi assim que fizeram aquando da gripe espanhola, que vitimou cerca de 100.000 portugueses incluindo dois dos pastorinhos de Fátima?
    Façam o favor de se pôr em campo, sob pena de serem considerados “dispensáveis”!
                                                                           *****
    Com tudo isto dito, não parece haver ninguém preocupado com a origem exacta da pandemia, nem se o vírus é de uma estirpe natural ou artificial.
    Ora isto parece-me da maior importância para o tratamento e medidas a serem tomadas, bem como se estamos apenas perante um problema de saúde pública, ou se há outras considerações a ter em conta.
    Vamos deixar esse âmbito para o próximo escrito, esperando que as autoridades deixem de andar atrás dos acontecimentos.
    Até lá façam o favor de se cuidarem e de pensarem na vida.
    É uma excelente oportunidade.


                                                João José Brandão Ferreira
                                                    Oficial Piloto Aviador


[1] Entretanto já sei que o Estado de Emergência foi declarado, mas tal não me sugere a mudar nada do que escrevi.

Interessante


domingo, 15 de março de 2020

SERÁ QUE O MINISTRO DA DEFESA ESTÁ DE POSSE DAS SUAS FACULDADES?


SERÁ QUE O MINISTRO DA DEFESA ESTÁ DE POSSE DAS SUAS FACULDADES?
13/3/20

“Diz o cego para o coxo:
- Então como vais andando?
Responde o coxo:
-Olha é como estás vendo
 “Chiste popular”.

            Vem isto a propósito de declarações do Ministro Cravinho sobre o aumento de mulheres nas Forças Armadas.
            Olhem que isto é fixação! Como se tal representasse algum problema! Neste âmbito faz coro com a antiga Secretária de Estado (ou ela com ele) – uma “feminista” pouco encapotada: querem, vejam só, igualdade de género, neste caso aumentar as moças e as balzaquianas para metade dos efectivos! E se forem mais, já poderá ser?
            Vão arranjar quotas também para ciganos, pretos, mestiços, amarelos, acastanhados, judeus, muçulmanos, ortodoxos, homossexuais, etc.? Isto é só estupidez natural ou apenas um desvario momentâneo de quem não tem nada para dizer sobre a resolução dos reais problemas (e são a perder de vista) da Instituição Militar? Que vai a caminho do que se passava no fim do reinado de D. João V, em que as sentinelas pediam esmola à porta dos quartéis?
            E querem saber mais, quer sejam fêmeas quer sejam machos ou outra qualquer espécie hermafrodita, ninguém quer hoje, vir para as actuais Forças Armadas, devido ao estado em que as puseram e ao País!
            Como prova o recente concurso para o recrutamento de 70 oficiais em regime de contrato, para o Exército, que ficou às moscas. Pudera!
            Será que já não basta a completa inépcia, ignorância e maus instintos que têm povoado as sucessivas gerações de ministros da Defesa – o último dos quais nos brindou com esta pérola em pleno tribunal a propósito do caso de Tancos e cito: “É bom ter presente e digo sem ironia: eu não fazia a mínima ideia do que era um paiol” – para agora termos de aturar um governante que vive a 30 centímetros do solo e quer que os restantes também vivam?
            Como é que se pode ter um mínimo de respeito por gente desta, que nem sequer tem coragem para assumir o que pensam e estão a fazer?
            Porque são tão miseráveis que nem sequer são capazes de assumir (onde está a Democracia, onde está a transparência?) que não gostam (o termo é outro) da Instituição Militar e dos militares? Que têm outras prioridades? Que acham que a tropa não serve para nada? Que não perdoam as intervenções políticas dos últimos 200 anos? Que são pacifistas disfarçados? Que não querem nenhuma espada de Dâmocles sobre a sua cabeça para poderem usufruir de toda a negociata e corrupção existente? Que pensam que o modo de ser e estar das Forças Armadas é um anacronismo? Que julgam não haver ameaças sobre o país? Que o país é dispensável?
            Porquê? Tenham coragem e assumam-se para que a Nação e até os próprios militares os confrontem!
            Os senhores não merecem a menor consideração!
            Cito George Bernarmos “Um intelectual é tão frequentemente um imbecil que devíamos sempre à partida considerá-lo como tal, até que tenha dado provas em contrário”. [1]
            Ora senhor ministro, entre vós existem certamente vários imbecis (esses são facilmente removidos) mas a marca dominante é o maquiavelismo subversivo.
            Não vão poder, porém, enganar toda a gente durante todo o tempo!
            As Forças Armadas estão num estádio de decrepitude e desmoralização (ao contrário do que se ouve dizer por gente sem vergonha na cara) galopante e esse sim anacrónico.
            É a instituição nacional que mais tem sofrido nos últimos 30 anos, reduzida, desconsiderada e desmontada em toda a sua plenitude!
            Existe uma “estranha” auto censura da generalidade dos meios de comunicação social sobre todo este assunto o que contrasta com a inacreditável “atenção” que revelam perante eventos que não valem um caracol furado, ou insistem em denunciar, como o facto gravíssimo de haver uma lâmpada fundida num hospital do Serviço Nacional de Saúde…
            A inacreditável “mansidão” com que toda a hierarquia militar tem aceite e fica conformada com este estado de coisas, é abismal (de ficarmos abismados), o que me causa uma incomodidade (e vergonha) crescente, por ser oficial do quadro permanente.
            Ainda no Natal ocorreu um evento que ilustra o que estou a tentar transmitir: o Chefe de Estado-Maior do Exército (CEME) ficou apeado na placa do aeroporto por, à última da hora, ter surgido um elemento civil (nem vou referir quem), que se posicionou para se deslocar ao Iraque, onde a comitiva ia visitar as tropas portuguesas lá estacionadas. Pois o senhor PM mandou subir o dito civil e apear o CEME.
            Isto incomoda-me, envergonha-me e revolta-me!
            Mas, pelos vistos, eu é que estou seguramente errado. E a mais.
            Mas o senhor ministro está é preocupado porque não há fêmeas suficientes na tropa e quer aumentá-las “para desconstruir a imagem tradicionalmente masculina da Defesa”. Sim, Sua Excelência disse isto. Ele quer é gajas e creches (bom, outro dia vi – ninguém me contou – numa portaria, pois já nem era uma porta d’Armas, onde estava uma militar de serviço e ao lado tinha um bebé, que tratava e presumo fosse sua filha…). Vá lá, sempre é melhor do que querer transformar a parada de um quartel num acampamento do Bloco Canhoto!...
            Será que o dito cujo ministro tem alguma ideia do que é um Exército e para que serve?
            Os Ramos das Forças Armadas não estão capazes de cumprir minimamente as suas missões (e são muitas), não tem praticamente qualquer capacidade de sustentação, nem reservas, nem planos de contingência seja para o que for; não têm efectivos, sobretudo praças, para além de qualquer ficção; já quase não há qualquer hipótese de dar treino e instrução seja a quem for; dentro de poucos meses não haverá nenhuma unidade capaz de manobrar tacticamente ou dar um tiro; ou manter qualificações ou seja o que for e todo o mundo finge que não se passa nada?!
            Duvidam do que digo? Tenham coragem e entrevistem-me na televisão. Aceito (e desafio) qualquer arguente!
            Mas o senhor Ministro (que topete!) está com a fixação paranoica do aumento do mulherio (mas entretanto não autoriza nenhuma contratação de mulheres, nem homens, para funções civis nas FA…)!
            O Exército o que faz? Muda os uniformes! Como se isso resolvesse alguma coisa ou fosse urgente. O Exército está à beira de não conseguir alimentar (sim, dar de comer) os escassos meios humanos que tem ao seu serviço e a sua preocupação é gastar dinheiro em mudar o uniforme e arranjar mais uma série de polémicas internas com isso?
            Voltámos ao granel do Século XIX: como não havia dinheiro para nada, nem ninguém mandava, as numerosas reformas militares havidas, resumiam a sua substância a mudar os números aos regimentos; alterar as Regiões Militares e … mudar os uniformes!
            A Reforma de 1884, chamada Reforma do Fontes (e este foi um bom militar e um razoável político) conseguiu comprar algum material moderno, mas à custa das “remissões” (dinheiro sacado aos contribuintes para se livrarem da tropa, o que fez com que o Exército fosse invadido por uma quantidade enorme de indigentes), o que causou grande mal-estar nas fileiras e foi uma das causas (pouco estudadas) pela qual o Exército deixou cair a Monarquia… Não se aprende nada!
            A Força Aérea já nem consegue formar os pilotos de helicóptero e convencionou com os espanhóis fazerem isso. Os F-16 estão todos a encostar (devido a não serem consignadas verbas para a sua regeneração) e por esta via vai deixar de haver parelha de alerta de defesa aérea. Ou seja, vai deixar de haver soberania no ar, a principal missão do Ramo. Voa-se tão pouco, que os controladores (já não falo dos pilotos), nem sequer vão conseguir manter as suas qualificações…
            A Armada vai abater o navio Bérrio e deixar de ter capacidade de abastecimento oceânico [2]; o substituto vem sendo protelado há anos na Lei de Programação Militar – que nunca passou de uma ficção de engenharia financeira – e passou agora para 2025…
            Os navios vão parar um a um e já nem têm guarnição que chegue.
            Mas o Senhor Ministro está preocupado com a igualdade de género.
            Pois senhor ministro meta a igualdade de género num sítio que toda a gente sabe qual é. E trate-se se é que tem cura.
            O senhor e o PM são os cegos da citação. Os seus interlocutores directos são os coxos.
            O que inclui o “Comandante Supremo”, que não é supremo nem comanda nada.
            É uma figura de estilo.
            Condiz.




                                                        João José Brandão Ferreira
                                                       Oficial Piloto Aviador (Ref.)




[1] Escritor francês, 1888 - 1948.
[2] Para quem está esquecido era o nome do navio da Armada de Vasco da Gama que transportava os víveres e outra logística.


quinta-feira, 12 de março de 2020

OS MAREGAS DESTE MUNDO


OS MAREGAS DESTE MUNDO
12/03/20

“Não foi por acaso que o meu sangue que veio do Sul
Se cruzou com o meu sangue que veio do Norte.
Não foi por acaso que o meu sangue que veio do Oriente
Se cruzou com o meu sangue que veio do Ocidente.
Não foi por acaso nada de quem sou agora.
Em mim se cruzaram finalmente todos os lados da terra.
A Natureza e o Tempo me valeram: séculos e séculos
Ansiosos por este resultado um dia
E até hoje fui sempre futuro. (…) ”.

                                José de Almada Negreiros


            Vou falar de Portugal e dos portugueses.
            Não de outro país.

            “Na Conservatória do Registo Civil, um angolano residente em Portugal quer registar o seu filho recém-nascido:
            - Bô dia! Eu quer registar o meu minino que nasceu otem.
            Muito bem. O seu filho nasceu ontem, é do sexo masculino … e qual é o nome?
            - Marmequer Bicicreta.
            Desculpe?! Quer chamar ao seu filho Malmequer Bicicleta?!
            - É
            Desculpe, mas não posso aceitar esse nome.
            - Não pode porque tu é racista! Si meu minino fosse branco tu punha.
            - Não tem nada a ver com racismo. Esse não é um nome admitido em Portugal.
            - Tu é racista. Si meu minino fosse branco tu punha esse nome a ele. Tu não põe porque meu minino é preto.
            Já lhe disse que não tem nada a ver com racismo. Malmequer Bicicleta não é nome de gente.
            - Ai não?! Então porque é que tu tem uma branca chamada Rosa Mota?”

            Eu já não vou a um estádio de futebol há muitos anos. Quero ver se não volto. E não é por não gostar de futebol, de que gosto e gostava sobretudo de jogar. É porque o espectáculo há muito que se tornou ordinário; o negócio preside a tudo e onde há negócio, caso não haja “regras”, medra a corrupção e o desvario. Sendo já tudo suficientemente mau, a Comunicação Social tornou tudo pior ao exponenciar tudo isto, tornando toda a pouca-vergonha existente num circo mediático da pior espécie e uma arma (literalmente) de alienação mental da população, sobretudo da mais vulnerável.
            Os casos de imoralidade pública e de polícia têm sido tantos que envergonhariam qualquer sociedade minimamente decente e lúcida.
            Não parece ser o caso daquela onde me calhou viver, actualmente.
            Antes pelo contrário, qualquer bicho careta da política, logo bajula e condecora o primeiro simplório que se destaque na “arte” dos chutos da bola e sempre que uma equipa de uma cidade se destaca transitoriamente, num fugaz triunfo desportivo (estamos a falar do que era um desporto), logo é recebida com pompa e circunstância no “palácio” da edilidade e mostrados ao povo!
            Pelos vistos o povo gosta, o povo quer, o povo tem!
            Pensam eles.
            Mas agora aumentou-se o patamar do confronto, da violência e da irracionalidade política com o “caso Marega”.
            Moussa Marega, um francês naturalizado Maliano, com mau feitio e que, pelos vistos, tem alguma dificuldade em se integrar seja onde for.
            Como anda por aí uma quantidade de bípedes que não sabem propriamente como empregar o tempo e a massa encefálica, entretêm-se a arranjar problemas onde eles não existem. Agora é o racismo, branco entenda-se, porque para as luminárias indignadas que pululam, aparentemente só os caucasianos é que têm essa mácula.
            Vamos lá a ver se a gente se entende: os preconceitos racistas relacionados com uma suposta inferioridade intelectual, moral, ou outra, relativamente a povos, tribos, etnias, etc., fizeram a sua carreira ao longo dos séculos, o que levou a várias formas de segregação e injustiça. Faz parte da evolução da História da Humanidade. Neste âmbito, não tenho dúvidas em afirmar que os portugueses ao longo da sua longa História foram os que se portaram melhor, à luz dos conceitos de hoje e de ontem. E não temos lições a receber seja de quem for.
            Nunca houve portugueses racistas? Houve, do mesmo modo que houve mentirosos, homicidas, ladrões, violadores, etc.
            Fazer desses exemplos uma mediana da população é que me parece uma mentira grosseira, sendo que as práticas ofensivas foram sempre condenadas e castigadas através dos documentos e directivas oficiais emanadas dos órgãos do Estado.
            Em Portugal sempre se falou e chamou livremente preto ao preto, chino, malabar, monhé, mouro, etc., sem outro significado que não fosse o de uma evidência factual.
            Quando entrei para a Academia Militar, em 1971, havia um cadete oriundo da Guiné, preto retinto, cujo nome de guerra era o “pixa negra” (o que é que se lhe haveria de chamar?), mas como já era repetente, praxava os recém - vindos, como todos os outros. Nunca houve nenhum “racista” branco que se recusasse (ou preocupasse) em fazer flexões de braços para o “senhor candidato pixa negra”!
            Quando se deu a independência (forçada) da Guiné-Bissau, o dito cujo optou por se tornar cidadão do novo país. Acabou morto às ordens de um elemento do PAIGC, que se tornou presidente daquela terra que, pelos vistos jamais se tornará um país.
            Quando nós contamos anedotas de alentejanos ninguém leva a mal (sobretudo os ditos cujos), e quando se dizia que aquela “estranhíssima” gente só tem duas velocidades que é “devagarinho e parado”, todos nós entendemos e nos rimos.
            Com a atmosfera que se está a tentar criar, contar uma história parecida, substituindo “alentejano” por “preto”, passará a ser proscrita, por racista…
            Ora vão passear “primatas” (também é perigoso dizer “macacos”) um ditado português!
            Por isso, fazer do episódio que se passou em Guimarães, no jogo que opôs a equipa daquela cidade ao FCP, onde joga o tal de Marega, é profundamente vil e ridículo. Não foi bonito, convenhamos, mas ter o país quase parado durante quatro dias a discutir a cena, demonstra bem o estado de insanidade mental a que descemos.
            Qualquer um de nós entra num estádio de futebol e ouve palavrão que ferve do princípio ao fim, contra tudo e contra todos e é “normal”, mas chamar-se preto a um jogador é racismo!?
            O desgraçado do árbitro pode ser agredido, vilipendiado e a sua mãezinha ofendida vezes sem conta, com os piores epítetos e adjectivos que, “no passa nada” - trata-se apenas de um “escape” dos “adeptos” em delírio; mas chamar macaco ou imitar os sons do mesmo perante um jogador que levanta o dedo do meio para as bancadas e aponta para o braço numa inegável menção à cor do mesmo (isso chama-se o quê?), é tido não só como racismo mas quase um tiro de canhão nos direitos humanos!
            O jovem passa-lhe uma coisa má pela cabeça e decide abandonar o campo sem ordem do treinador – o que está no seu livre arbítrio e tem contrapartida na assumpção da responsabilidade – e quase passa a herói, não direi nacional, pois ainda não se caiu na asneira de se lhe conceder a nacionalidade, mas do dia? Ainda se arrisca a ser condecorado no próximo 10 de Junho…
            Não tarda fazem uma lei na AR que mande para a prisão, quem chame “monhé” ao PM, que se orgulha de ter antepassados indianos que não portugueses…
            Mas quem era ditador e fascista era o Professor Salazar. Curioso que no tempo dele nunca ninguém chamava nomes ao Eusébio, ao Coluna, ao Vicente, ao Matateu e tantos outros.
            E seguramente que eles também não se melindrariam se lhes chamassem pretos…
            Eu vivi em Bissau depois da independência e algumas vezes me chamaram “branco” e à minha mulher “branca”. Não sei exactamente com que intenção e também nunca me preocupei com isso.
            Por tudo isto (e muito mais) não entendo que tenham chamado nomes ou gozado com o Marega (que nem deve conhecer minimamente o país onde vive) por ele ser preto, mas por ser … como é.
            Fazer disto uma feira mediática para acusar a população portuguesa de ser racista é um abuso idiota e maléfico (a que o próprio Marega é alheio).
            Vão-se encher de moscas. [1]





                                          João José Brandão Ferreira
                                              Oficial Piloto Aviador



[1] Sem ofensa para as moscas, claro. Não vá o diabo e o PAN tecê-las…

domingo, 8 de março de 2020

A Melhor Unidade Militar das FA Portuguesas




 Pelas 10:00 teve hoje início o desfile comemorativo do 3 de Março, data do aniversário do Colégio Militar. Faz este ano 217 primaveras.
   Infelizmente - e não sei se não houve algum excesso de zelo - a missa que se lhe costuma seguir foi cancelada, devido à ameaça do "corona virús", epidemia cuja história me parece muito mal contada.
    Por altura do seu 189º aniversário escrevi o texto que junto e que na altura espelhava já a realidade das Forças Armadas Portuguesas. 
    O texto apesar de premonitório, fica bem àquem daquilo que foi acontecendo daí para cá ( já lá vão 31 anos) dado que a Instituição Militar está no limiar da sua sobrevivência, num processo inaudito que não encontra paralelo em toda a sociedade portuguesa e sem que tal estado, a caminho do caótico, preocupe qualquer sector da sociedade (incluindo grande parte dos militares) ou tenha qualquer reflexo público, a não ser um ou outro acto isolado e nunca continuado no tempo.
   O CM apesar dos ataques que tem sofrido, lá se vai aguentando e até aumentou o seu efectivo (conta agora com cerca de 550 alunos), sobretudo derivado do facto de terem encerrado à força o notável Instituto de Odivelas. Mais um "crime de lesa Pátria". 

    Cumpts
   Brandão Ferreira






A MELHOR UNIDADE DAS FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS
Março de 1992

    Não fui menino da Luz. Sem embargo aprendi há muito a conhecer o Colégio. Não apenas as suas paredes vetustas, significativamente antiga Casa dos Cavaleiros de Cristo, mas a divisar-lhe a alma, a entender-lhe a forma e olhar à volta a fim de discernir o seu entrosamento com a Nação.
    O Colégio Militar vai a caminho de 200 anos. [1]
    Numa Nação com quase nove séculos de existência, começa a ser uma idade provecta (e há muito poucas nações com nove séculos…). Sobretudo se atendermos ao carácter efémero do muito que se passa na sociedade portuguesa.
    Nasceu para garantir guarida e educação aos filhos dos oficiais do Exército e Armada Reais, já que os seus afazeres profissionais, em muitos casos, não lhes permitiam manter uma vida familiar normal e estável. Era seguro amparo para os órfãos cujos pais perdessem a vida ao serviço da Pátria e constituía-se em alforge de vocações para os que, mais tarde, quisessem seguir a carreira das armas.
    Estes objectivos mantem-se hoje, mas os acolhidos no seu seio, alargou-se a toda a sociedade. É um estabelecimento de ensino único no país.[2] A vida é dura e austera, para os mais de quatro centenas de jovens que constituem o Batalhão Colegial.
    Este Batalhão é a melhor unidade militar das Forças Armadas Portuguesas. Há muitas razões para isto.
    O Batalhão está devidamente comandado e enquadrado. A hierarquia funciona e estão definidas linhas claras de autoridade.
    Respira-se disciplina.
    Existe uma organização e as regras estão bem definidas.
    O Batalhão é um Batalhão. Isto é, tem os efectivos adequados. Todos dispõem de armamento e equipamento necessário.
    O Batalhão tem Princípios, Símbolos e Código de Honra. Tem missões bem definidas: estudar, formar Homens, manter a chama colegial e preservar as tradições.
    Cultiva as virtudes militares e humanas.
    O Batalhão desfila com garbo e tem “panache”. O Moral do Batalhão é bom.
    O Batalhão não se limita a Estar. É.
    A missão é cumprida porque a avaliação dos resultados demonstra que estão acima da média.
    A vida no Colégio liga o ressente ao passado e projeta-se no futuro. Os rapazes são ingénuos, têm ideais, sonham. Toda a utopia é possível. Por outro lado, vivem, trabalham e movimentam-se, segundo uma ordem formal. Esta ordem liberta mais do que oprime. Sabem onde estão e para onde vão. O sentido de justiça está vivo e flui com a generosidade e as convicções da juventude – uma falha neste campo destrói o equilíbrio vivencial e tem que ser ultrapassada rapidamente.
    A vida do Batalhão Colegial não está enfeudada a grupos ou interesses pessoais. Não se orienta pelo vil metal. O Batalhão é único e tem Portugal por referência.
    A força do Batalhão antecede-o e está para além dele. O elo da barretina é para sempre.
     A cerimónia religiosa que culmina as comemorações anuais de aniversário é a síntese telúrica, a reflexão interior, o bálsamo tonificante.[3]É o Portugal profundo que se encontra. Mesmo quando a sociedade à sua volta está doente.
    Portugal precisa de Zacatraz.[4] Zacatraz não pode abandonar Portugal.
                                                                       
                                                                  João José Brandão Ferreira
                                                                     Oficial Piloto Aviador



PS. Artigo publicado no jornal “Centurião” (da capelania – mor das Forças Armadas), nº 2 de Março/Abril de 1992.
                                                          *****
    Ficou muita gente incomodada com este artigo. Vá-se lá saber porquê!...
    Sempre defendemos o Colégio Militar, ou melhor dizendo os Colégios Militares. Eles são instituições com muitos anos e provas dadas. Podem parecer anacrónicos para muitos, eivados de tecnocratismos modernos, despidos de noções de espiritualidade, para quem Deus é o dinheiro. Vários ataques a estas instituições têm sido preparados nas últimas três décadas e os constrangimentos financeiros das Forças Armadas tornam cada vez mais difícil manter estas escolas de excelência.
    Mas há que o continuar a fazer. Nem tudo se pode reduzir a patacos.
PS. Nota que escrevi no livro “À Frente do Tempo”, da Prefácio , Lisboa, 2008, onde o artigo vem transcrito.


[1] Foi fundado em 3 de Março de 1803, pelo Marechal Teixeira Rebelo.
[2] Juntamente com o Instituto Militar dos Pupilos do Exército e Instituto de Odivelas.
[3] Uma missa militar de grande elevação, no ambiente algo irreal e etéreo, da Igreja de S. Domingos.
[4] Grito do Colégio.