quinta-feira, 12 de julho de 2018

Excellent presentation on the problem of Immigration which explains the core problem. Take a look

https://www.youtube.com/watch?v=IgWIQ0bjT-k

OS MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS E OS ADIANTADOS MENTAIS


OS MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS E OS ADIANTADOS MENTAIS


11/7/2018
“ O mundo conduz-se por mentiras. Quem quiser despertá-lo ou conduzi-lo, cuidará de mentir deliberadamente. Fá-lo-á com tanto mais êxito, quanto a si próprio mais mentir e se compenetrar da verdade da mentira que criou.”

                                 Fernando Pessoa

            Vamos fazer contas simples.
            Deixemos os emigrantes, imigrantes, asilados, migrantes, semi-nómadas, etc.
            Fiquemos apenas pelos que, habitando diversas partes do mundo desejem, eventualmente, vir morar para Portugal.
            Assim a coisa fica mais simples.
            Pode até ser resumida a uma questão matemática na sua área conhecida como operações aritméticas simples – apesar da maioria dos jovens que constituem a tão decantada geração mais bem preparada (conhecem a canção “deixa-me rir”?) de Portugal, não suspeitar sequer do que são.
            Um pequeno intróito é mister, porém, fazer.
            Portugal tem um território conquistado a golpes de espada e mantido à custa de muito querer, sangue, suor e lágrimas ao longo de quase 900 anos.
            Está hoje reduzido a um território continental e a 11 ilhas, que somam cerca de 92.000 Km2.
            Mesmo que os espanhóis nos devolvam – e deviam devolver – os 450 Km2 do território de Olivença e seu termo, a quantidade de terra disponível é pequena. É a que temos e não vamos ter mais.
            Mesmo que consigamos que a ONU aprove a extensão da Plataforma Continental – o que é expectável, mas longe de ser uma certeza, bem como a UE, e não só, querer ir abocanhar a melhor parte – não dá para lá colocar ninguém a viver pois tal extensão apenas diz respeito ao leito dos oceanos…
            Os recursos do território também são limitados e os habitantes que por cá vivem, orçam pelos 10,5 milhões (dos quais já mais de meio milhão não são portugueses) e outros tantos apenas o serem só de nome! [1]
            Esta é a terra dos portugueses. Não de outros.
            Os que cá vivem têm uma cultura e uma idiossincrasia própria, forjada em séculos.
            Essa ideia apregoada por muitos de que a Terra é uma só e a Humanidade é só uma – e portanto tudo pertence a todos, é uma falácia que não resiste à mais elementar análise.
            As razões porque as coisas se passam deste modo, a História e a Geopolítica explicam em parte.
            O resto tem que ser perguntado ao Criador…
            Do mesmo modo as nossas casas (que são parte do território e seu Mar e Ar adjacentes) são nossas.
            A que propósito, vamos abdicar delas e deles? Acaso cada um dos leitores em particular, quer alienar da sua casa, ou o seu terreno e meter lá dentro estranhos?
            Qual é a diferença então para o país na sua totalidade?
            E algum de nós pode chegar ao pé de uma casa que lhe parecer melhor e exigir lá entrar e acomodar-se?
            Bom, mas vamos lá à matemática – hoje tão agredida e apelidada de “difícil” para as criancinhas – e em vias de ser completamente substituída por artefactos electrónicos.
            Existe um conjunto de países com um nível de vida acima da média cujos habitantes pretendem abandonar para se fixarem noutros.
            Porquê? Pois porque não querem lá continuar, por causa da insegurança; aumento da criminalidade; terem por vizinhos, gente que não tem nada a ver com a sua matriz cultural e educacional; sentirem-se em risco de perder qualidade de vida; estarem temerosos do terrorismo, etc..
            Estão nestas condições muitos países do centro e norte da Europa e também a Itália.
            E no que toca a Portugal, também os brasileiros.
            Num outro âmbito e por outras razões temos a China e a Índia, onde podemos divisar estratégias de infiltração e domínio; excesso de população; lavagem de dinheiro; obtenção de posições em empresas estratégicas e contrabando de pessoas através de passaportes falsos (através de esquemas, que, por exemplo, têm a ver com os estatutos de Macau e do antigo Estado Português da Índia).
            E sabem para onde é que uma grande parte desta gente (grande parte dela já reformada) quer vir? Exactamente, Portugal.
            O número de pessoas da classe média e classe média alta a estabelecer-se em Portugal de países como a França, Holanda, nórdicos, Alemanha, Brasil, etc., tem aumentado em exponencial.
            Isto tem sido potenciado pelo turismo, incentivos fiscais, “vistos gold”, e pelo facto de ainda não ter ocorrido um atentado terrorista, no nosso país, ultimamente.
            Já para não falar dos “tugas” tratarem toda a gente bem, o clima ser excelente, a comida óptima e os preços relativamente baixos.
            Apesar dos incêndios e das agressões urbanísticas, grande parte do território é agradável à vista.
            E, por obra e graça da Nossa Senhora de Fátima, estamos aqui a um cantinho da Europa, junto ao mar, sem conflitos aparentes a que até a usual má vizinhança do actual único país com que temos fronteira, não está a perturbar a paz social.
            Façamos pois uns cálculos simples: como ficaria o país se no espaço de dois anos (por exemplo), um a dois milhões de brasileiros (eles são cerca de 210 milhões) decidisse vir viver para cá, a que se juntariam, 100.000 alemães, outros tantos suecos, noruegueses e dinamarqueses, 200.000 franceses, 100.00 do Benelux, 200.000 chineses (eles são incontáveis), só para ficarmos por aqui (isto claro, se não tivermos de receber umas centenas de milhar de emigrantes nossos, obrigados a retirar de zonas problemáticas, como são a Venezuela e a RAS).
            Não estou a falar de gente que venha trabalhar, mas apenas fixar-se.
            Acham que estou a sonhar?
            Façam apenas as contas ao aumento de densidade populacional, à alienação (por venda) de milhares de quilómetros quadrados de terrenos; à pressão imobiliária; à ocupação de terrenos férteis para a agricultura, para outros fins; ao aumento da inflação; à pressão sobre os serviços e a segurança social; à diluição e colonização da matriz cultural e mudanças comportamentais, etc., para facilmente se poder concluir, que o país chamado Portugal irá desaparecer e os portugueses que restem se tornarão em párias.
            Não sei se é isto que os mui adiantados mentais querem ou julgam que querem.
            Eu, que devo ser retardado, não me cheira nem me agrada.
            Ou seja, não quero.
            Antigamente existia um “Estado” para regular estas coisas.
            Agora são “estas coisas” que regulam o Estado.



                                                  João José Brandão Ferreira
                                                              Oficial Piloto Aviador


[1] Existem ainda cerca de três milhões de portugueses no estrangeiro e seus descendentes cujas flutuações não são fáceis de prever. Nem sequer se sabem os números certos.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

UM EQUIVOCO CHAMADO MARCELO R.S.

                            UM EQUIVOCO CHAMADO MARCELO R.S.
5/7/18

                                           “O Povo gosta, o povo quer, o povo tem!”
                                                  Carlos Félix
    Nas últimas eleições presidenciais ocorreu um fenómeno nunca visto: a população portuguesa foi votar para escolher entre os 10 candidatos que se apresentaram a sufrágio, aquele que seria, nos prazos constitucionais, o próximo Presidente da República, função também ela definida constitucionalmente.
    Deste modo os eleitores elegeram um doutorado em Direito, que passeou pelo jornalismo e pela política partidária, tendo assentado arraiais como comentador, onde preparou – nas barbas de toda a gente – a própria candidatura ao cargo de mais alto magistrado da Nação (pelo menos antigamente era assim que se dizia), para quando a oportunidade surgisse. E surgiu.[1]
    E a maioria dos eleitores (52%) que se dignaram ir votar, lá depositaram a sua cruzinha no actual inquilino do Palácio de Belém.
    Esqueceram-se que o homem é um hiperactivo, ligado à corrente em permanência e que quer ir a tudo e a todos, numa paráfrase mal engendrada da célebre frase dos Lusíadas “ e se mais mundo houvera, lá chegara”…
    Como se isto já não fosse problema suficiente, o senhor também quer comentar tudo e todos!
    Daqui resulta o equívoco de que, afinal, a população portuguesa julgando que tem um ser de carne e osso a exercer as “altas” funções de Chefe do Estado, na sua forma republicana – o que já de si não é grande coisa – passou a ter um comentador (se é que tal pode ser considerado uma profissão), em vez de.
    A questão que fica é esta: será que para as próximas eleições se irá mudar a Constituição, para que se deixe de eleger um Chefe de Estado e se eleja um “Comentador-Mor”?
    Cruel dilema.
    O que se passa assemelha-se a termos, por ex., eleito um carpinteiro para PR, que em vez de exercer a função (a tal que é “alta”), continuasse a fazer prateleiras, cadeiras e outro mobiliário e assentasse, quiçá, uma marcenaria em Belém…
     O senhor Presidente comenta tudo, o que se passa ou deixa de passar, inclusive os jogos da bola – esse mundo absolutamente desqualificado e pouco recomendável – e pelo meio viaja sofregamente (aproveitando para ler livros e tudo), como se não houvesse amanhã.
    Também para ir assistir a jogos da selecção (uma selecção que perdeu sobretudo por falta de atitude), aproveitando pelo meio, para dizer olá ao Presidente Putin – que deve ter ficado impressionado com esta nova maneira de fazer diplomacia – numa espiral de gastos e desconcertos em que nunca mais houve tino desde que o General Eanes abandonou o cargo.
    Desatinos que ninguém escrutina, nem estão interessados em escrutinar – deste modo o PR também não levanta objecções aos gastos perdulários dos deputados, dos membros do Governo e dos gabinetes dos senhores ministros, etc..
É um fartote!
    Foi ainda tirar uma foto com o Trump, apesar do Yankee gostar mais do “Twiter” do que de “selfies” e a melhor coisa que conseguimos saber (além da propaganda ao vinho da Madeira) foi que “fez criticas gestuais” quando o anfitrião da casa pintada de branco falava!
    O nosso comentador, perdão, Presidente, numa ânsia de consolar tudo e todos; “integrar”; aumentar a coesão (vá-se lá saber de quê); ser inclusivo, etc., anda numa fona participando em todas as manifestações religiosas (porque não as “seitas”?) – mesmo as que são insignificantes, não têm nada a ver com a nossa matriz cultural, ou até são suas inimigas; pendura roupa no Casal Ventoso (se quiser um dia passar lá por casa, não se acanhe, ok?); embarca numa cruzada estúpida, demagógica e perigosa, em querer trazer toda a casta de “migrantes” para dentro do país (não se esqueça de arranjar umas tendas para montar nos jardins do Palácio de Belém); condecora todo o bicho careta que lhe aparece pela frente, incluindo gente de mau porte que conspirou contra o país e permite-se participar numa “homenagem” a um cantor rock, cujo único mérito pessoal conhecido, foi ter conseguido recuperar-se do vício da droga, num espectáculo circense pimba, pífio e de muito mau gosto, para onde conseguiu arrastar (ou foram eles que se juntaram?) o Presidente da AR e o Chefe do Governo.
    Só faltou o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça…
    Será que o ilustre varão não se enxerga correndo o risco de, qualquer dia, ninguém o suportar e querer ouvir ou ver?
    Será que toda esta gente não tem a menor noção que a Dignidade dos cargos (permanentes) que ocupam (transitoriamente), necessita ser preservada e que eles não têm o direito, pela sua má conduta, de a pôr em causa?
    Será que não têm o menor escrúpulo sobre a “Gravitas” da antiga sociedade romana?
    Não há, entretanto, um único problema importante (um único) do País que seja devidamente equacionado, decidido e tratado.
    Tudo é desatino, desarticulação, corrupção, relativismo moral, negociatas.
    O resto é circo para empatar e entreter tolos, que é aquilo por que nos querem fazer passar.
    O pão, esse, continua a ser pago com o aumento da dívida (que é impagável…).
    Mas como o povo gosta, o povo quer, o povo tem…
    Que bela Democracia que temos.
    Para imbecis.


                                                            João José Brandão Ferreira
                                                                  Oficial Piloto Aviador


[1] Sem embargo nesta “democratíssima” sociedade em que vivemos deve referir-se que na contagem dos votos apuraram-se 51,17% de abstenções; 1,24% de votos nulos e 0,92% de votos brancos. Ora manda o mais elementar bom senso que qualquer eleição para valer, deveria contar com pelo menos 51% de votantes, entre a massa dos eleitores recenseados.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Processo M. Alegre VS Brandão F.

Junto noticia saída no CM, após entrevista dada por mim.
   A notícia não está mal salvo nalguns pormenores (ex. o recurso não é para a Relação mas sim para o STJ; o TC não confirmou a sentença - ignorou-o... - não terei (eventualmente) de pagar mais 75 mil, mas sim 75 mil; a notificação não foi parar ao pai mas sim ao anterior advogado; e eu nunca falei em "guerra colonial").
    Cumpts
   BF

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segunda-feira, 18 de junho de 2018

O SUÍCIDIO (LITERAL) PORTUGÛES


O SUÍCIDIO (LITERAL) PORTUGÛES


15/6/18
                                “O mundo conduz-se por mentiras.
                                 Quem quiser despertá-lo ou conduzi-lo, cuidará de
                                  mentir delirantemente.
                                  Fá-lo-á com tanto mais êxito, quanto a si próprio
                                  mais mentir e se compenetrar da verdade da mentira
                                  que criou.”
                                  Fernando Pessoa

                O país começou a acordar (devagarinho) para a quebra da natalidade que afecta a sociedade portuguesa, de um modo cada vez mais grave desde os anos 80 do século passado.
                Já são muitos anos.
                Ao longo deste tempo todo, poucas foram as vozes que se ergueram contra este descalabro que nos vai custar os olhos da cara. Quiçá a existência.
                E tal envolve os órgãos do Estado e as figuras políticas, comentadores e de um modo geral todas as instituições nacionais. Incluindo a Igreja.
                Andou toda a gente distraída, gozando certamente o materialismo galopante dos direitos versus os deveres; do relativismo moral; do compre agora e pague depois; do primado do individualismo; da crise da família e um conjunto de ideias muito libertárias e para a “frentex”, que concorreram ferozmente para o actual estado de coisas.
                As poucas vozes que se ouviram, estavam apenas e maioritariamente preocupadas com o mercantilismo da coisa; isto é, davam-se conta que a cada vez menor população activa não consegue manter de pé a segurança social…
                As causas apontadas escondem-se sempre atrás dos recursos económicos (como se os ricos sejam caracterizados por terem muitos filhos…) o que, a ser assim, a Humanidade já tinha falido de gente há muito.
                Podiam ao menos assumir as verdadeiras causas do fenómeno – que se situam no facto dos filhos terem deixado de ser a segurança social da velhice; as mulheres terem abandonado o lar para trabalhar como os homens; o feminismo; a invenção da pílula; a irreligiosidade galopante da sociedade; o primado do egoísmo/hedonismo; a actual evolução da homossexualidade e correlativos, etc., mas não, ninguém é capaz, pelos vistos, de assumir uma nesga sequer do politicamente incorrecto.
                Não quer dizer que parte do que atrás apontei seja em si um mal (a Segurança Social foi até uma conquista fundamental – desde que se consiga manter sustentada), mas seja o que for que aconteça na evolução da sociedade tem vantagens, inconvenientes e, sobretudo, consequências.
                Ora não se pode (deve) fechar os olhos às consequências, já que raramente são antecipadas ou ponderadas.
                Para isso existem até, peritos, que são uns tipos que lêem umas coisas e usam slides a cores!...
               Ora como não vai haver dinheiro para dar às pessoas para elas terem filhos - isto claro, depois de um jovem ter acabado um curso qualquer à força de estatística, até uma idade indeterminada; darem subsídios para as pessoas não trabalharem; o jovem ter feito um ano sabático a viajar pelo estrangeiro; ter carro (ou outro meio de locomoção própria que não as pernas); ter mudado muitas vezes de parceiro, para perceber como é que a coisa funciona; saltar duas ou três vezes de emprego, pois isso de ter estabilidade foi chão que deu uvas e claro, só depois de as mulheres garantirem uma carreira qualquer e tiverem o chamamento maternal, etc., etc., - quer dizer que quanto a melhorar a curva demográfica estamos conversados.
              Em síntese a razão principal (de longe) é a de que os jovens (homens e mulheres – talvez mais estas do que aqueles) não querem ter filhos…)
               Existem estudos fiáveis que asseguram que para se manter a renovação das gerações (em termos mínimos) e respectiva cultura, é necessário que cada mulher (em idade fértil) tenha 2,11 filhos; 1,9 é o número mínimo de filhos que assegura a sobrevivência da espécie e quando o número desce para 1,3 filhos por mulher, a reversão é impossível, isto é, leva 80 a 100 anos…
               A média dos últimos anos, nos países da União Europeia, é de 1,38 e em Portugal é já há muitos anos de 1,3…[1]
              O cenário é de uma hecatombe sinistra.[2]
                                                                                *****
                O pior é que há muito mais a concorrer para o suicídio de que falamos – e falamos como uma certeza a prazo, se nada de muito diferente for encetado (ontem). E é tudo mau.
                A primeira é a imigração. Começou na Europa (que não era comunista, obviamente) derivado da desigualdade da distribuição de riqueza e poder entre países e por estes terem sido “obrigados” a retirar de África e da Ásia – onde pelos vistos não podiam estar – para serem “invadidos” pelos anteriores “colonizados” – que pelos vistos têm todo o direito em poder estar.
                Muito por culpa dos próprios europeus que deixaram de querer exercer determinadas profissões e trabalhos (a rapaziada aburguesou-se), esquecendo-se que não há boas nem más profissões, mas sim bons e maus profissionais; por terem permitido a instalação de máfias que prosperam com a imigração clandestina e finalmente porque seitas alarves de adiantados mentais resolveram criar complexos de culpa sobre a História dos seus próprios países.
                Finalmente inventaram o “multiculturalismo”, uma parvoeira perigosa que tende a extinguir a matriz cultural de todos, sob a capa da tolerância e do respeito e experiência mútua.
                Viva a amálgama!
                Complementarmente à imigração veio a emigração.
                A emigração era má quando no tempo do “Estado Novo”, mas passou a ser “boa”, “normal” e consequente, após tal negregado período, em que se deu o melhor e maior exemplo de integração de culturas, raças, etnias, seguindo uma matriz lusíada. Mas, claro, era preciso acabar com uma Nação única no mundo…
                A emigração é uma sangria enorme, que na actualidade não apresenta qualquer vantagem para o país. Mas até houve um governo que a incentivou…
                Outro aspecto terrível é a lei da nacionalidade.
                Esta lei é facilitista, inapropriada a todos os níveis e tem permitido que o Estado oculte e minta descaradamente à população, sobre uma série de factos.
                Ora nós não devemos facilitar a outorga da nacionalidade portuguesa. Ser português deve ser um privilégio raro e ser concedido a quem merece não a quem aparece.
                E devia ter regras estritas, como por exemplo a obrigatoriedade de cumprimento do serviço militar ou cívico de igual penosidade, nunca por menos de três anos.
                E a antiga tradição portuguesa de preferir o “Jus Solis” ao “Jus Sanguini” deve ser alterada, pois as condições actuais são muito diferentes daquelas que vigoraram até 1974.
               Entre 2008 e 2016 (oito anos) obtiveram a nacionalidade portuguesa mais de 225 mil estrangeiros, ou seja mais de 20mil/ano. A actual lei é ainda mais permissiva.[3]
                Ora isto, nomeadamente, pelo modo “escondido” como tem sido feito, serve para aldrabar as estatísticas, logo o cidadão comum.
                Ou seja, os meios de outorga da nacionalidade, diminuem artificialmente o número de imigrantes e o “inverno demográfico”.
                Por outro lado levantam um outro problema que é o da capacidade de absorção de tanta gente e de os transformar em “portugueses”, ou seja na capacidade de preservação da nossa matriz cultural e modo de ser.
                Até se inventam leis estranhas, como sejam o de outorgar a nacionalidade a quem conseguir provar a sua descendência de judeus expulsos de Portugal desde 1496…
              Esta lei entrou em vigor em 1/3/2015 e até finais de 2017 já tinham obtido a nacionalidade mais de mil alegados descendentes dos antigos sefarditas.[4]
                Quando os “mouros” souberem disto, logo começarão também a querer ser abrangidos…
               Mas a escabrosidade maior foi a leis dos “vistos dourados” que representa uma autêntica prostituição da nacionalidade…
                E o argumento de que se não o fizermos eles vão para outro lado, só nos merece um desejo de boa viagem!
                A cereja em cima do bolo aconteceu de repente com a chamada crise dos migrantes – e resta saber verdadeiramente quem a promove, alimenta e incentiva.
                O problema é sobretudo geopolítico, o qual se sobrepõe ao Humanitário, no sentido em que se não se atender ao primeiro, a questão só se irá agravar, resultando mal para todos.
                As autoridades em Portugal não estão a querer ver bem o filme e só dizem disparates, não nos princípios, mas nas consequências. E de boas intenções está o inferno cheio. E por detrás da maioria das atitudes – estamos em crer – está uma de chico espertismo, que é dizerem que “eles”, os migrantes, não querem ficar em Portugal, mas transitam para outros países, ficando ao mesmo tempo bem na fotografia.
                Isto é uma ilusão, que o tempo desfará rapidamente, por motivos vários e que a situação na UE irá agravar, pois a maioria dos países irá fechar as suas fronteiras a este descalabro, e os totós de serviço passaremos a ser nós. Esta última decisão da Itália e de Espanha irá precipitar as coisas, por certo.
                Consta até que existe já um plano em Bruxelas para enviar para Portugal cerca de cinco milhões de migrantes; que diabo, dois terços do país não está já despovoado?
                E enquanto não for anunciado em termos de ser levado a sério, que as fronteiras estão fechadas para todo o tipo de migrantes e imigração clandestina, não se poderá suster esta hecatombe, que irá provocar mini guerras civis por todo o lado.
                Outro fenómeno, porém, se junta a todos os apontados: é que parte da população dos países europeus, nomeadamente, Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Escandinávia, etc., estão fartinhos de aturar o que se passa nos seus países e da insegurança que tem aumentado exponencialmente (já nem falo dos brasileiros) e estão-se a mudar rapidamente para cá.
                E tudo isto está a ser exponenciado pelo “boom” turístico.
                Ele há presentes envenenados…
                Se juntarmos a tudo isto a venda despudorada de todo o património nacional, incluindo o terreno, para o que não existe qualquer ressalvo legislativo, iremos a breve prazo ser uma minoria na nossa própria terra, e seremos despojados dela.
                Mas como a bebedeira é colectiva quando acordarmos da mesma, vai ser tarde.
                Haja saúde!

                                                       João José Brandão Ferreira
                                                            Oficial Piloto Aviador


[1] A taxa bruta de natalidade, ou seja o número de bebés que nascem por 1000 residentes, caíu em Portugal de 24,1, em 1960, para 8,4, em 2017. Por sua vez a taxa de fecundidade geral, isto é, o número de filhos por cada 1000 mulheres em idade fértil, caíu de 95,7, em 1961, para 37,2, em 2017. (dados da “PORDATA”. E deve acrescentar-se que grande parte das crianças nascidas nos últimos 20 anos são de residentes não portugueses.
[2] Entretanto a média de filhos de uma família muçulmana imigrada na Europa é de 8…
[3] Jornal “Público” de 15/12/2017.
[4] “Observador”, de 10/11/2017.