Este blogue apresenta os pensamentos, opiniões e contributos de um homem livre que ama a sua Pátria.
domingo, 12 de novembro de 2017
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Nova lei da gerigonça..
A propósito da lei proposta pelo
PAN ( visando os animais poderem entrar num restaurante e sentarem-se à
mesa com o dono, isto é; comerem todos da mesma gamela...) um campino de
Almeirim levou o seu animal de estimação ao café!!!!
E TEMOS DE ATURAR ESTA DEMAGOGIA BARATA, até quando ???
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
AINDA A DECLARAÇÃO UNILATERAL DA INDEPENDÊNCIA DA CATALUNHA
AINDA A DECLARAÇÃO UNILATERAL DA INDEPENDÊNCIA DA
CATALUNHA
2/11/17
A
primeira é a de que o Estado Espanhol deixou os eventos irem longe demais.
Os
independentistas avaliaram mal as circunstâncias e procederam imprudentemente,
independentemente das razões históricas de revolta – que as existem.
A
coisa vai resolver-se por si, embora vá deixar marcas.
As
verdadeiras razões porque se deu esta erupção, hão-de vir a saber-se aos poucos
– talvez vá passar pelos bancos de Andorra e da Suíça...
Para
o bem e para o mal o tal de Puigdemont vai acabar sem qualquer credibilidade –
e agora, depois de ter arranjado um sarilho dos diabos para si e os restantes
habitantes lá da terra, pira-se para a Bélgica (um país artificial, inventado
pela Coroa Inglesa, na sequência do Congresso de Viena de 1815…) ao menor
assomo de ameaça, abandonando tudo e todos à sua sorte!
Imaginem se o D. João IV, após
ter sido coroado Rei pegasse em si e emigrasse para Londres…
Os
povos europeus, cujos Estados agora estão muito receosos das aventuras
nacionalistas, ir-se-ão dar conta que é o projecto federalista europeu e não os
nacionalismos dormentes, que representa a maior ameaça à sua unidade, liberdade
e soberania.
Vai custar sangue, suor e
lágrimas. E uma nota preta.
*****
Em
Portugal há algumas vozes que se erguem para defender a Catalunha por causa do
“apoio” que deram à Restauração Portuguesa de 1640.
É
um facto que até à união de Castela com Aragão, sobretudo a partir da junção de
Castela e Leão, em 1230, que a coroa portuguesa pretendeu sempre “ensanduichar”
Castela fazendo alianças, matrimónios ou outras, com Aragão, ou outras forças
que se pudessem opôr ao centripetismo castelhano.
Este
“princípio estratégico” não é despiciendo, mesmo nos dias de hoje.
Porém,
em 1640, a realidade foi um pouco diferente.
Não
parece ter havido qualquer conluio entre a revolta da Catalunha e as forças
portuguesas que pretendiam livrar-se da coroa dual filipina e passar a ter
novamente um rei natural.
Foi,
aliás, a recusa da nobreza portuguesa em obedecer às ordens de Madrid (temos
que agradecer ao Conde Duque Olivares…) que a mobilizava justamente para ir
combater a revolta que estalara naquelas bandas, que foi, porventura, o
verdadeiro rastilho que fez acelerar o levantamento que estalou a 1 de Dezembro
de 1640.
A
monarquia espanhola já estava em decadência e tinha várias frentes e não podia
acorrer em simultâneo a todas elas.
Foi
isso que tornou a oportunidade, para os conjurados portugueses, única, a não
desperdiçar.
Em
termos realistas, as hipóteses de sucesso portuguesas não passariam de 10%; daí
o arrojo da acção, mas o sentimento nacional português estava mesmo farto da
usurpação filipina…
Madrid
considerou a revolta da Catalunha prioritária pôs-nos de “pousio” e concentrou
as suas forças contra aquela.
Isto
deu-nos tempo para respirar e preparar, o que foi fatal para “nuestros hermanos”,
que de irmãos têm tido muito pouco…
Quem
verdadeiramente tramou os catalães foram os franceses que lhes retiraram o
apoio, depois de os terem incitado à revolta.
Semelhante acção tentaram fazer
com Portugal, após terem feito pazes com a Espanha, julgando-a enfraquecida o
suficiente.
Foi
só nessa altura, ao tempo do infeliz e malogrado Rei Afonso VI – que devia ter
sido impedido de reinar (por incapaz) – que o poderio militar espanhol se
abateu sobre nós.
Mas
aí já o Conde de Castelo Melhor, que governava na vez do soberano, tinha preparado
a defesa e os espanhóis morderam bastamente o pó e encharcaram-se em sangue.
Não
fora o desfecho de Montes Claros e hoje estaríamos a beber umas “canas” no
Jardim do Retiro, em Madrid…
E
se julgam que a “velha Albion” é pérfida, por causa da sua diplomacia, párem um
pouco a estudar a francesa e depois, acharão qual a pior.
Convém
lembrar estas coisas para não perdermos o Norte.
*****
Nos
últimos dias fomos confrontados com declarações públicas do PCP e do BE, qual
deles verberando mais, a acção do Governo de Madrid e apoiando a causa
independentista catalã.
A
situação não surpreende, mas é lamentável.
Em
primeiro lugar porque a posição do país em questões prementes da política externa,
deve ser veiculada pelos órgãos competentes do Estado. Estas devem ser objecto
de discussão interna, mas não se deve passar para o exterior uma imagem de
falta de coesão nacional relativamente a tais questões.
O
“internacionalismo “não se deve sobrepor ao que é nacional, e não podem ser
toleradas “quintas colunas” na actuação do Estado.
Por
outro lado, esta actuação é mais uma prova da acção deletéria dos partidos
políticos que nada tem a ver com o interesse nacional.
Passando
por cima da irresponsabilidade falhas de actuação costumeira do BE, que já o
devia ter feito desaparecer há muito, a posição do PCP parece decalcada daquela
que teve durante a Guerra Civil de Espanha, a qual não tem nada a ver com
autodeterminação dos povos, mas sim com “internacionalismo proletário”. Ou
seja, uma revolução marcadamente ideológica e transversal aos povos e Estados.
Lembra-se,
como exemplo, que o senhor Dr. Barreirinhas Cunhal, aparente controleiro do
PCP, na altura, para a Armada deu ordem a um soviete de marinheiros para no dia
8 de Setembro de 1936, prenderam os oficiais dos Contratorpedeiros Dão e Afonso
de Albuquerque e tentaram rumar a Espanha a fim de entregarem os navios à
Esquadra Republicana a fim de se juntarem à luta das forças republicanas
(apoiadas por Moscovo).
Foram
bombardeados (e bem!) pela artilharia dos Fortes de Almada e Alto Duque e
renderam-se. [1]
Os
insurrectos foram enviados para a prisão do Tarrafal (construída no único local
salubre da ilha) e por lá ficaram uns anos largos.
Tal
configurou um crime nítido de traição à Pátria, mas tal evento é hoje
comemorado anualmente em Almada, junto a um monumento de má catadura,
denominado de “Ao Marinheiro Insubmisso”, seguido de almoço e discursos.
Alguns
destes portentosos defensores da “liberdade” passaram a usufruir de pensões e
condecorações pagas pelo dinheiro dos contribuintes.
Estranho
hábito, este, do actual regime político nacional que deve ser visto como
“exótico” pelas nações civilizadas…
Curiosamente
nunca se viu o PCP ou o BE, preocupados em repudiar iberismos serôdios, tão
pouco defender a retroacção da portuguesíssima Vila de Olivença, ilegalmente
ocupada desde 1807, pelo poder de Madrid, à soberania portuguesa.
Mas
já não nos iremos surpreender se um dia destes vierem reivindicar a
independência do Baixo Alentejo, com capital em Baleizão…
*****
Do
mesmo modo que foi o PCP o primeiro grupo de indivíduos organizado que pôs em
causa, logo após a sua fundação em 1920, e sobretudo após a II GM, a secular
presença política de Portugal nas terras de além-mar. Fê-lo apoiado em alguma
ideia de superior coturno?
Não,
apenas em obediência cega e acrítica aos ditames do “Comintern”, ou “Terceira
Internacional Comunista”, que reunia todos os Partidos Comunistas dos
diferentes países!
Foram
eles os primeiros a abrir brechas, neste âmbito, na coesão nacional.
Andaram
a defender interesses de outros em vez dos habitantes da sua própria terra.
Isto
costuma ter um nome.
Por
actuarem por normas com inteligência, embora previsivelmente, não chegam a
arriscar disparates como é a norma, por exemplo, do pseudo-historiador Dr. Fernando
Rosas, que destila ódio, mentiras e recalcamento cada vez que abre a boca (se
um dia trinca a língua…).
Por
isso são mais perigosos.
*****
Finalizo
com um desafio.
Eis
o que reza o artigo 308 do Código Penal, em vigor, (Lei nº 65/98, de 2 de
Setembro), transcrevo:
“Traição
à Pátria”
“Aquele
que, por meio de usurpação ou abuso de funções de soberania:
a) Tentar
separar a Mãe-Pátria ou entregar a país estrangeiro ou submeter a soberania
estrangeira todo o território português ou parte dele; ou
b) Ofender
ou puser em perigo a independência do país;
É punido com
pena de prisão de 10 a 20anos.”
Não
sei qual foi a intenção do legislador, mas da versão anterior foram cortados
vários artigos que especificavam diferentes situações, concentrando tudo no
artigo 308.
E,
curiosamente, o próprio artigo 308 foi podado do termo “violência, ou ameaça de
violência”, tornando-o mais abrangente.
Ora
se hoje em dia, por absurdo, alguns de nós, habitantes de uma parte do
território nacional que nos resta, ousassem declarar a independência, como
reagiria o Estado e o resto do País?
Convinha
estar atento a isto, apesar da Nação Portuguesa ser provavelmente a única no
mundo (à excepção do Japão) que nunca teve problemas de coesão nacional, o que
representa a nossa maior riqueza.
Apesar
de haver uns adiantados mentais que teimam em falar em regionalização, ninguém
querer encarar o federalismo europeu como uma certeza de desaparecimento; de
continuar a haver iberistas, burros como portas onduladas e uma tolerância
cobardolas e irresponsável, com afirmações inadmissíveis de figuras gradas
madeirenses, que em tempos ameaçaram, mesmo tendo em conta o excesso de ponchas
emborcadas, com acenos de independência.
É
certo que apenas o fizeram para extorquir dinheiro ao contribuinte continental,
mas em política não pode valer tudo.
E
não se deve brincar com coisas sérias.
Ora
a independência e soberania de uma Nação é o assunto mais sério e importante
que a deve preocupar.
Coisa que anda muito esquecida por estas
bandas.
João
José Brandão Ferreira
Oficial Piloto Aviador
[1] Transcreve-se um trecho da
notável nota oficial de 10 de Setembro de 1936, assinada pelo Chefe do Governo de
então:
“Embora
à custa do suor de todo um povo, com alegria e a clara consciência do dever se
mandaram construir (os navios). Conscienciosamente os mandei pagar.
Com a mesma
imperturbável serenidade dei ordem para que fossem bombardeados, até se renderem
ou afundarem. A razão que se eleva acima de todos os sentimentos foi esta: os
navios da Armada Portuguesa podem ser metidos no fundo; mas não podem içar
outra bandeira que não seja a de Portugal…”.
SEM COMENÁRIOS
Napoleão, pela graça de Deus e a vontade nacional, Imperador dos Franceses
Para ==> Prefeito do Departamento de Var
Senhor Prefeito
Tive conhecimento que diversos incêndios eclodiram nas florestas do Departamento ao qual eu vos confiei a sua administração.
Eu vos dou ordens para fazer fuzilar no local os indivíduos acusados de os terem ateado.
Doutro modo, se eles voltarem a acontecer eu terei de vos substituir como Prefeito.
Feito Schoenbrunn a 21 de Agosto 1809
Napoleão Imperador
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
CONSIDERAÇÕES SOBRE A DECLARAÇÃO UNILATERAL DA INDEPENDÊNCIA CATALUNHA
CONSIDERAÇÕES
SOBRE A DECLARAÇÃO UNILATERAL DA INDEPENDÊNCIA CATALUNHA
31/10/17
Independentemente
dos cenários possíveis e da evolução dos acontecimentos – que vai depender dos
desenvolvimentos políticos (determinados por pessoas de carne e osso) e da “conduta”
dos eventos – pretendo apenas tecer algumas considerações algo académicas e no
campo dos princípios.
Independentemente
de reafirmar o que já escrevi em artigo anterior, que a independência é uma
questão algo escatológica que nada tem a ver com Democracia e leis
estabelecidas: uma independência nasce sempre de uma ruptura com algo e por
isso terá sempre custos para uma ou mais partes envolvidas.
A
primeira questão que quero chamar a atenção é a da leviandade com que se encara
e fala neste assunto como se fosse de uma coisa menor, ou de ir, simplesmente,
à esquina da rua tomar um café.
Tudo
isto tem a ver – estamos em crer – com a deficiente preparação escolar e
familiar dada aos jovens, mas sobretudo, à velocidade com que tudo acontece
diariamente e à multiplicidade dos eventos com que somos confrontados a um
ritmo que ninguém consegue pensar e digerir.
Esta
massificação da torrente de notícias, má qualidade de muitos noticiários e
comentadores e abundância de muitos programas estupidificantes, quanto não
mentirosos por parte dos “media”, onde se destacam as televisões, vão levando
pouco a pouco à imbecilização da sociedade, e à baralhação dos espíritos.
Na
esteira, aliás, daquele célebre provérbio algarvio, que estipula que “a
abundância faz o gado burro”…
É
provável que não consigamos mudar nada disto, mas convém ao menos, termos
consciência do que se passa…
Por
outro lado, vivemos rodeados de paradoxos: o direito à autodeterminação dos
povos – embora apenas a pensar no Direito Colonial, mas que ficou extensivo a
tudo o resto; o direito à integridade do território de cada país (apesar de
haver por esse mundo fora muitas reivindicações neste âmbito); o direito de
cada Estado resolver os problemas internos, passou a conviver com o “direito à
ingerência”, quando estão em causa os direitos humanos ou outra coisa qualquer
que queiram inventar.
Isto
é quem tem poder e interesse em o fazer, em cada momento.
Tudo
isto se passa e é contemplado, nas barbas da ONU, essa prestimosa organização,
que até hoje não conseguiu resolver nenhum problema e apenas se justifica para
dar emprego aos milhares de funcionários que tem. E, enfim, porque a
“Esperança, ao contrário do cabelo, nunca morre”…
O
próprio Direito Colonial foi evoluindo ao longo dos séculos (com ou sem ONU)
desde que o D. João II “inventou” a fórmula do “Mare Clausum”, que servia os
nossos interesses e não os dos outros. É mais por aqui que devemos ir ao
encontro da percepção das coisas.
O
direito à autodeterminação dos povos – que nenhum governo português alguma vez contestou,
até porque nós, outrossim, (enfim, até entrarmos para a CEE) queremos a nossa –
também é feito pela integração, coisa que todos esqueceram convenientemente,
relativamente à chamada “descolonização” portuguesa, cujo caso mais elucidativo
foi Timor.
Também
desconhecemos, por exemplo, se a Grã-Bretanha (agora também a braços com a
tentativa de secessão da Escócia) está em vias de dar a independência aos dez
territórios sob a sua bandeira e que têm a categoria de “non self governing
territories”, dada pela ONU, ou se o governo de Washington está na disposição
de dar a independência ao Alasca (que comprou à Rússia), ou à tribo dos Sioux,
que encafuou em “reservas”.
Finalmente
temos o problema das fronteiras. Elas existem e estão marcadas. E foram
normalmente talhadas a golpe de espada.
Pelo
menos as nossas foram.
E
só pela espada podem, em última instância ser defendidas.
Se
estivermos à espera que a “Democracia” – seja o entendimento que tenham dela, o
que for – resolva este problema, bem podemos esperar sentados.
Ora
a UE, tem-se esquecido que elas existem. É certo que tem tentado esbatê-las,
através da livre circulação de pessoas e mercadorias, mas a fronteira política
existe; tentou esfrangalhá-las através do fomento da criação de “regiões”, mas
as fronteiras políticas existem; e tanto assim é, que logo criaram uma
fronteira administrativa e de soberania, nos territórios que fazem fronteira
com os países que não pertencem ao clube, através do Acordo de Schengen.
Ao
qual por ser tão débil e perigoso, nem todos os estados quiseram aderir e pode
ser suspenso unilateralmente a qualquer momento.
Por
isso Bruxelas não sabe agora o que fazer com a Catalunha.
Têm
andado a brincar com o fogo…
Observem:
dizem que o problema da Catalunha é um caso interno espanhol (desta vez não há
direito a ingerência…); não reconhecem a declaração de independência, mas não
querem que as autoridades de Madrid usem de violência!
Nas
palavras do Senhor Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu, o governo
espanhol deve “usar a força do argumento e não o argumento da força”.
Dá
vontade de rir e não é humor negro!
É
certo que as forças que apostam na independência catalã, estão ávidas que haja
violência, a fim de poderem criar mártires e manter a questão viva, mas se não
houver o uso de coação (ela pode ser e está a ser, política, diplomática,
económica, financeira, psicológica e militar – as unidades militares estão
seguramente prontas para intervir, mas nunca são referidas), isso quer dizer
que o estado espanhol se rendeu.[1]
Se
eu fosse a Bruxelas, decretava desde já o licenciamento de todas as forças
militares e policiais, e fechava todos os tribunais…
Está tudo
maluco?
João
José Brandão Ferreira
Oficial
Piloto Aviador
domingo, 29 de outubro de 2017
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
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