quinta-feira, 7 de setembro de 2017

As Consequências dos Incêndios



As Consequências dos Incêndios
7/9/17

“A informação que temos não é a que desejamos; A informação que desejamos não é a que precisamos; A informação que precisamos não está disponível”
                                                        John Peers

Na torrente de palavreado e na esquizofrenia televisiva - ambos muito elucidativos, produtivos e pedagógicos – estamos em crer que muito poucos portugueses se darão conta da verdadeira dimensão da tragédia e das terríveis consequências de toda esta débacle nacional.
                Pois a sua dimensão é nacional e já ultrapassou até as fronteiras estando longe de tal nos ser lisonjeiro.
                Vamos tentar sistematizar todo este âmbito de modo a torná-lo mais compreensível, pondo desde logo de parte as vítimas mortais e a destruição de casas de habitação, que julgo serem as únicas que são evidentes para todos, sem embargo de tal não ter engendrado novos comportamentos e atitudes …
                Em termos materiais os custos dos incêndios florestais têm uma dimensão dificilmente aferível.
                Começa com a perda de floresta, ela própria, e os custos directos e indirectos que comporta.
                Desde logo as exportações derivadas dos produtos lenhosos, que somam anualmente muitas centenas de milhões de euros.
                Existem estatísticas de tudo isto que podem ser consultadas, pelo que não irei perder tempo com esses números. Mas convém, ilustrar os sectores afectados: serrações; pasta de papel; madeira em bruto; lenha e resíduos; frutos secos; cortiça; resina; mobiliário, etc.
                E lembramos que o pequeno país que hoje somos, apenas tem um terço do território com apetência agrícola (em constante diminuição, devido a construção de vias de comunicação algo descoordenada; urbanização em terrenos que deviam ser preservados para a agricultura e abandono); outro terço é improdutivo e o restante terço é de grande aptidão silvícola. Ora é este que, fundamentalmente arde…
                A destruição de floresta e das árvores e arbustos mais ou menos isolados acarreta a destruição de muita vida animal e vegetal associada (selvagem e doméstica); prejudica a actividade cinegética, polui os rios, as albufeiras e a própria atmosfera!
                O desaparecimento do coberto vegetal além de demorar muitos anos a ser reposto, deixa a superfície do terreno escalavrada e completamente exposta à erosão e ao arrastamento da camada mais úbere, aquando das primeiras chuvas, sobretudo se forem intensas.
                Esta catástrofe ajuda à desertificação do interior, à perda de postos de trabalho e à pobreza e miséria forçada de muitas famílias.
                O combate aos incêndios causa acidentes, mortes, perda e desgaste de material; desperdício de milhares de horas de trabalho que melhor seriam aproveitadas noutras áreas e cansaço extremo induzido em milhares de pessoas envolvidas no combate a esta verdadeira praga.
                Para já não falar nos milhões de euros vertidos nos meios aéreos o que constitui um negócio chorudo, que bom seria fosse terminado.
                Além disso e parece que ninguém quer reparar nesse “pormenor”, o combate aos incêndios consome milhares de quilómetros cúbicos de água que muita falta fazem ao abastecimento das populações, ao regadio e ao abastecimento dos níveis freáticos, numa altura em que as reservas estão no seu ponto mais baixo!
                Os incêndios pela mácula que causam são ainda prejudiciais ao turismo e à imagem do país. Parece a cultura do feio…
                Mas se os níveis de prejuízos materiais são difíceis de contabilizar o que se pode dizer dos morais?
                De facto esta repetição absolutamente inacreditável e inverosímil é sintoma de uma sociedade doente que olha, a nível das autoridades e do comum do cidadão, com ar contemplativo o desfiar das desgraças.
                Ninguém reage!
                As causas dos incêndios, cuja maioria tem origem em 99%, em erro, descuido ou acção criminosa, todos perpetrados por humanos, não abonam nada a nós mesmos.
               Quando a complementar tudo isto, existir quem se aproveite da desgraça para fazer negócio, ainda piora as coisas.
                Por outro lado assistir ao “espectáculo” das chamas, quer ao vivo, quer nas pantalhas das televisões, causa uma dor psicológica, revolta e desespero em muitas mentes, mais susceptíveis a estes eventos.
                Percorrer a seguir os campos e ver toda a paisagem devastada, triste e negra representa uma dor de alma que deprime os mais fortes.
              E, qual “cereja em cima do bolo” o granel relativo à distribuição dos donativos – a que, em muitos casos, se cobra 23% de IVA, não há adjectivos para qualificar: infama - nos!
                E tudo isto dura há 40 anos e ninguém faz nada! Nada, nem na prevenção, na educação, na repressão, na legislação, etc.
                A única coisa que sabem fazer é despejar dinheiro na compra e aluguer de meios a fim de apetrecharem um serviço de Protecção Civil, que não tem escola, estrutura, carreira, organização e sobretudo cadeia hierárquica capaz, e que se tornou um feudo das organizações partidárias que dominam os governos!
                Outra tragédia!
                Pois senhores, quanto mais dinheiro verterem no combate aos incêndios, mais incêndios haverá!
                Os incêndios, como o terrorismo têm de ser considerados uma acção de guerra.
                E guerra é guerra.
                Se estes governantes se portam como totós (e fico por aí), há que correr com eles e pôr lá outros.
                E, como pelos vistos, o actual sistema político só páre (do verbo parir) totós destes, torna-se urgente mudar o sistema político.


                                                      João José Brandão Ferreira
                                                           Oficial Piloto Aviador

CONVITE_NERLEI

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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Um Exército em Colapso, um País em Colapso!



Um Exército em Colapso, um País em Colapso!
3/9/17

“Dai-nos Senhor, o que Vos sobra, aquilo que ninguém quer, nem sequer Vos pedem mas dai-nos, ao mesmo tempo, o valor, a vontade, a força e a fé que temperam a alma do soldado na grandeza da sua servidão”
Trecho retirado da “Prece” do militar das Operações Especiais.

O Exército – que há muitos anos está nas lonas – encontra-se agora à deriva desde o assunto mal resolvido da escolha do novo CEME (uma espécie de pecado original); do incidente nos Comandos - não tanto pela morte dos dois recrutas, mas mais pelo processo que se lhe seguiu; dos anteriores eventos no Colégio Militar, a que se deve ainda juntar a ultrapassagem na promoção do Major General Moura – assunto ainda não resolvido – as cabeçadas com a GNR, o seu Comandante e a MAI, mais a saída do anterior Presidente da Protecção Civil e a nomeação do actual – tudo peças do mais fino recorte! – para culminar no incrível “roubo” (?) dos paióis de Tancos e toda a sucessão de eventos que se lhe seguiram, dignos da mais apurada série do "Tom and Jerry"!
Agora até é acusado (o Exército!) – Vice - Presidente da Câmara “dixit” - de ser o culpado da má comida servida aos bombeiros nos fogos de Oleiros (ao menos podiam ter enviado as rações de combate importadas de… Espanha).
Já é azar!
                Falámos atrás do pecado original (enfim, tem havido tantos...), que situamos na substituição do anterior CEME General Jerónimo, que se demitiu, e que melhor teria servido a Nação se tivesse agarrado os colarinhos do ministro e, com ele a um palmo do solo, ter-lhe dito umas quantas à boa maneira pára-quedista…
                Ora após a sua saída, consta (repito, consta – quem pode e quiser que o confirme) que os restantes generais combinaram que ninguém iria aceitar o lugar – uma atitude que há muito devia ter já sido tomada - estou a lembrar-me, até, do tempo em que o General Loureiro dos Santos houve por bem abandonar a mesma função…
                Ora à última hora (por um processo alquímico que também se conhece mas que não vou expôr) o actual Comandante do Exército, terá roído a corda, acabando por ser nomeado.
                Tudo isto deu origem a um mal - estar terrível e a um ambiente de cortar à faca na cúpula da hoste que é suposto defender o país quando este estiver em perigo.
                E, de facto, o país tem sobre ele vulnerabilidades e ameaças grandes que os políticos escamoteiam (ou nem se apercebem) e a população nem suspeita. E a perspectiva é a de piorar não de melhorar…
                O mal - estar continua e o Exército está há meses com um Vice- Chefe à espera de arrumar as botas, o que acontecerá por dias, e sem Comandante Operacional e Comandante de Pessoal, há meses.
                Tudo somado representa a situação mais vergonhosa por que passa o Exército, desde a lamentável história do “Batalhão” em cuecas, em Nova Lisboa e a ocupação indecorosa de Omar, no norte de Moçambique, nos idos de 1974/5, a que não fica atrás a cerimónia de Juramento de Bandeira do Ralis, de punho fechado, com a presença do então CEME, um tal de Fabião, de triste memória!
                Enfim estes últimos eventos ainda têm a “desculpa” (?!) de se terem passado no tempo da javardice do PREC e do episódio mais vergonhoso de toda a História de Portugal que ficou conhecido como Descolonização…
                Olha-se para tudo isto com a maior irresponsabilidade e insensatez, fruto da vereda estreita, pedregosa e mal cheirosa, que leva ao precipício, em que este Regime da III República nos conduziu e colocou.
                A qual, para além dos defeitos e erros políticos, ideológicos e conceptuais que a enformam, nem sequer tem o menor cuidado com as pessoas que escolhe para a “servir” e continuar.
                Parafraseando o Almada,
              Abaixo isto.
              PIM!


                                                                                                              João José Brandão Ferreira
                                                                                                          Oficial Piloto Aviador

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

CARTA SUPER ABERTA À SECRETÁRIA DE ESTADO DA MODERNIZAÇÃO ADMNISTRATIVA



CARTA SUPER ABERTA À SECRETÁRIA DE ESTADO DA MODERNIZAÇÃO ADMNISTRATIVA
30/8/17


                                       “Estas ingratas nem sequer valorizam
                                                  o esforço de uma erecção!”
                                                               J. L. H.

            De seu nome Graça Maria Fonseca Caetano Gonçalves, a qual numa entrevista a um diário, decidiu ribombar a atmosfera com uma declaração da mais comovente e inolvidável pertinência ao assumir publicamente a sua condição de homossexual!
            Não sabíamos que tal assumpção fazia parte das suas actuais funções – já que a denominou de “completamente política” – ou se está relacionada com algum factor, sei lá da Defesa da Pátria, ou outro.
            Pode parecer, até, que tem pouco que fazer nessa “sua” Secretaria de Estado, para se andar a preocupar com estas coisas…
            Já sei, quis modernizar-se e assim obter os seus 15’ de fama! Só pode.
            Mas, confesso-lhe Graça Maria, que soube a pouco.
            Eu e o grupo de pensionistas e reformados activos, que me acompanham, exigimos mais.
            Incomensuravelmente mais!
            Sem querer por em causa a constitucionalidade da afirmação, antes corroborando-a, gostaríamos de saber, com que práticas “fofas” se deleita, até porque não só a curiosidade lúbrica também é constitucional, como poderemos vir a ensinar aos nossos netos algo mais, de modo a que eles possam crescer instruídos e não constrangidos por mentalidades castradoras e reaccionárias.
            Além do mais, Graça, perguntar não ofende…
            E verá que a partir de agora, as revistas “cor - de - rosa” não a vão largar.
            Agora que abriu o livro pense só na revolução que pode vir a causar, por exemplo, o voyeurismo da “coisa” poder ser uma alternativa à permanente masturbação mental futebolística que percorre com sanha, a sociedade portuguesa, “máxime” as queridas televisões!
            Pense bem Graça, como socióloga, não gostaria de deixar o seu nome ligado a uma semelhante arqui - revolução?
            Por isso abra a mente, o coração, escancare o espírito (Graça o espírito!) e diga-nos, que fantasias lhe povoam a mente?
            Eu sei que, algo contraditoriamente, exprimiu a necessidade de haver privacidade…
            Mas não acha justo que se saiba se usa cuequinhas com bolinhas ou com flores?
            É que tal indicava logo qual o papel que prefere no acto, o de macho ou fêmea (o de transgénero aqui é mais complicado, mas com um bocadinho de jeito…)!
            Ou saber quem fica por baixo ou por cima, à esquerda ou à direita, não será da maior relevância política?
            Diga-nos, por favor, se o fio dental a seduz ou se pelo contrário o mesmo lhe faz ardor, ou lhe irrita a pele?
            É que se não a incomodar, pode servir como ideia para umas ofertas, já que fica abaixo do valor das “prendas” que os políticos estão autorizados a receber (desde que o fio não seja de ouro, bem entendido).
            E já nem precisa que uma qualquer empresa lhe pague uma deslocação ao estrangeiro!
            Aludiu ao direito de dizer e de afirmar, nós evocamos o direito de saber, sim porque nós votamos e pagamos impostos!
            Graça, você entreabriu a porta…
            Eu, aliás, acho que se deve assumir tudo, não é doutora?
            Já agora, também se injecta na veia ou fica-se pelos alcaloides ou opiáceos leves?
            Por acaso lembra-se se soprou no balão antes de dar a tal entrevista?
            Temos que reconhecer, sem embargo que, pelo menos, esta destemida afirmação de troca de género – e eu a julgar na minha ingenuidade ser uma coisa de gramática - mostra alguma coerência com a transparência que o actual Governo da geringonça, de que faz parte, apregoa.
            Ou será uma conversão, tardia à católica religião, agora que o “lobby gay” (tinha até graça criar um “lobby hétero”…) anda a ganhar foros de cidadania no seio da própria Santa Sé?
            Sem embargo existe outra razão porque eu e o grupo de avençados, a ficarem mais para lá do que para cá, pretende saber mais coisas é porque, ó Graça, você faz parte do Governo, ou seja daquele grupo de políticos esforçados que tratam de nós e da Polis. (da polis, Graça Manel, perdão Maria, não da pilinha, dessa cada um de nós trata sozinho, percebe?).
            E quem trata da Polis, deve merecer a nossa preocupação.
            Por isso queremos saber que eventuais pressões terá sofrido, pobre criatura, para ter “saído do armário” nesta altura!
            Que atavismos a perseguem?
            Que pulsões a transtornam?
            Que fantasmas lhe inculcaram na mente, que lhe perturbam os sonhos (quiçá, eróticos)?
            Graça diga-nos, que nós vamos lá e vai tudo raso!
            É que se a sua conduta é política isso também nos diz respeito e não queremos que lhe falte nada.
            E a sua frase sobre “a forma como se olha para o outro tem muito a ver com a empatia”, e “a opção sexual de cada um não afecta em nada o que se faz”, não nos sossega, pois não se consegue ligar a afirmação pesporrente do “eu” homossexual, com os conceitos expostos.
            Por tudo isto esforçada Drª (ou devo chamar-lhe Dr.?), mais reforça a ideia de continuar a não votar há muito, no naipe dos Partidos Políticos actuais: albergam, entre muitas outras barbaridades que praticam, pessoas como a senhora/senhor, LGBT+%&#$, etc..
            Isto não é o Governo da Polis, mas sim uma longa fila para o consultório do Freud!
            Por isso estou farto de si e deles.
            Tenha respeito por si e cure-se.
        



                                                  João José Brandão Ferreira
    (Cidadão cada vez mais radicalizado no Santuário de Santa Maria da falta de Pachorra)
           
           
           

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

AS BARBARIDADES SUCEDEM-SE



AS BARBARIDADES SUCEDEM-SE
27/8/17
“Quando eu nasci todas as frases para salvar o mundo já estavam escritas. Agora só falta salvá-lo.”
Almada Negreiros

                É sabido, por vezes intuído mas, no mais, esquecido e muito menos assumido, que os grandes males da Humanidade são de origem Moral e Ética. Ou seja, tudo o que nos afasta do caminho do Bem.
                Tal decorre da natureza humana ser imperfeita, facto que até hoje constitui um mistério insondável e que o Cristianismo, por exemplo, explica pela alegoria de Adão e Eva e o paraíso perdido, acolitada pela história do Anjo Caído, o espírito do Mal.
                O intemporal Deus ainda quis encarreirar as coisas entregando a Moisés as “Tábuas da Lei” com 10 Mandamentos de leitura e entendimento fácil e, por isso, acessível a todos.
                Tudo em vão, apesar de ser um decálogo sem qualquer dificuldade de interpretação, não parece ter havido ser humano que não tenha sido relapso a cumpri-lo. Enfim, restam os Santos, e mesmo esses…
                Por isso as coisas hoje não são diferentes e pondo a questão em termos prosaicos, sem embargo, pragmáticos, os problemas de Bem-estar, decorrem dos económicos e financeiros; os quais entroncam na Justiça relativa que por sua vez deriva da Política, sendo esta afectada pelos problemas Morais.
                Ou seja, são estes que estão na origem de tudo. Como se queria demonstrar…
                Ora não se resolvendo as causas das coisas – atacando-se, por norma, os efeitos – não se conseguirá resolver nada.
                Por outras palavras se nós tivermos a presidir ao “Governo da polis” gente mal formada, imoral, amoral ou servida por ideologias erradas, tudo correrá mal, mesmo que o ambiente em que se viva seja considerado “democrático” – e sabe Deus como eu prefiro um ditador honesto e competente a um democrata corrupto…
                Infelizmente as barbaridades morais – talvez pelo ritmo frenético em que se colocou a sociedade – sucedeu-se a um ritmo terrível, impossível de digerir e com efeitos terríveis no exemplo que se espalha no éter, até porque a maior parte dos desvios, crimes, aberrações, etc., ficar sem correcção ou punição.
                                                                          *****
                Vamos ilustrar com alguns sucessos recentes que se sucedem, sem embargo, sucessivamente sem cessar…
                Devidamente ampliada pelos órgãos de comunicação social que, por norma, os tornam “relativos”; aceitáveis; fruto das circunstâncias, quiçá “normais”, comecemos pela política.
                Muitas pessoas interrogam-se sobre o facto de uma mão cheia de cidadãos votarem em pessoas que estão ou estiveram a contas com a justiça e não propriamente por pilharem uma galinha.
                Casos destes não faltam em Portugal e as eleições autárquicas são disso o melhor exemplo.
                Os dois casos mais em destaque nos dias que correm, são os de Isaltino Morais, novamente candidato em Oeiras e o de Valentim Loureiro que tem a lata (quem não tem vergonha todo o mundo é seu) de afirmar que “os gondomarenses estão sedentos pelo seu regresso”.
                Enfim temos que ter em conta os antigos felizes contemplados com eletrodomésticos…
                A lei eleitoral devia ter previsto desde a sua criação que tais casos não pudessem acontecer, a não ser com um período de nojo alargado e bom comportamento comprovado.
                Mas o que fazer se os legisladores comem da mesma manjedoura, ou são farinha do mesmo saco?
                E que dizer da tristemente célebre frase ouvida a muitos de que vota neste ou naquele porque “roubam todos, mas ao menos este faz”?
                Estamos perante um problema Ético/Moral, ou não?
                                                                            *****
                Por outro lado, em Loures o candidato do PSD ousou dizer verdades, que toda a gente sabe e são de uma evidência cristalina, relativamente aos cidadãos (se é que o termo verdadeiramente se lhes aplica) de etnia/raça/adn/nacionalidade, “you named it”, cigana e ao modo como eles se comportam, de um modo geral, e logo zuniu um coro de protestos e gritos de virgens ofendidas.
                O candidato a autarca, de seu nome André Ventura, foi até brando e comedido.
                Não será tudo isto um exercício hipócrita de falsa moral? Ou acreditam que o bom do Padre Américo acabou com os malandros todos?
                                                                                  *****
                Um reputadíssimo médico da nossa praça e respeitável cidadão português, que assim se tem mantido por muitas décadas, expressou naturalmente a sua opinião sobre a homossexualidade e condenou a aberração ética/moral do mais conceituado jogador de futebol português da actualidade – Cristiano Ronaldo –  por este ter “comprado no mercado” um par de gémeos a que se arrogou o direito de privar de terem mãe.
                E fê-lo de maneira educada, certeira e verdadeira…
                Foi o suficiente para cair o “Carmo e a Trindade” no seio dos amorais defensores das aberrações naturais, genéticas e sociais, os quais qual brigada de costumes, infamou as cãs do douto professor Gentil Martins a ponto de apresentarem queixa contra ele na Ordem, que devia estar sempre na primeira linha de defesa do Juramento de Hipócrates e de tudo o que tal comporta.
                Só lamento um pequeno deslize ao injustiçado: o de ter vindo pedir desculpa à mãe do jogador.
                Dr. Gentil Martins o senhor só disse verdades, se alguém tem que pedir desculpas não é o Senhor!
                Eu bem avisei sobre a asneira que foi a precipitação parola em dar o nome do craque do futebol ao aeroporto do Funchal.
                No mundo do futebol cujos podres e vergonhas só encontra paralelo nas horas seguidas em que chusmas de comentadores discutem ao nível infinitesimal todos os pormenores duma actividade que não devia passar de ser um desporto respeitável, a postura de CR7 é conhecida a nível mundial e isso acarreta responsabilidades.
                O seu exemplo será sempre tido em consideração, por isso deverá ter cuidado com o que faz, pois apesar da notoriedade e fama, não está acima (nem abaixo) da Moral e da Lei.
                                                                              *****
                E é no campo da chamada igualdade de género – e ainda está por determinar as razões pelas quais a generalidade dos órgãos de comunicação social dá tanta relevância ao tema – onde as aberrações morais mais aberrantes (passe o pleonasmo) têm ocorrido.
                Existe aqui quem porfia, numa demonstração blasfema de usurpação consciente e demoníaca das Leis da Natureza, para além de qualquer ficção científica e onde se vislumbre qualquer fim que beneficie a sociedade ou a pessoa humana.
                A última insana e grotesca ocorrência foi o facto de um transgénero ter dado à luz.
                Peço emprestado a frase de pessoa amiga para definir o evento:
                “A bicha, pelo poder da besta, teve-o: ao fim de 30 horas de parto, um homem transgénero deu à luz um menino”.
                Pobre criança.
                E com que nojice física e moral foi o mundo confrontado!
                Há coisas que não podem ser toleradas muito menos respeitadas.

                                                          João José Brandão Ferreira
                                                               Oficial Piloto Aviador