EFEMÉRIDE: O COLÉGIO MILITAR COMEMORA O SEU 214º
ANIVERSÁRIO
9/3/17
“Esperemos
que agora também não tirem o
escudo da Bandeira já que o Portugal se está
a
ir, ao menos que nos deixem alguma coisa
para
nos lembrar que continuamos portugueses”.
Bininha,
peixeira no mercado do Bulhão, RTP 1, em 28/02/2002. Programa “bom dia
Portugal”; no dia em que o escudo deixou de circular…
Segue crónica do suspeito do
costume.
Tudo decorreu como é de tradição,
isto é, bem!
O Colégio Militar mostrou mais uma
vez, que continua uma entidade viva, com alegria de viver, que se mantém uma
família grande, que é uma instituição nacional e que os laços que ligam e prendem
toda a “família colegial”, unem todos os que lá vivem, estudam e trabalham, se
alarga às famílias dos alunos e ex-alunos e se estendem pela vida fora, num
contínuo que dura desde 1803.
Isto são os afectos verdadeiros,
não os de circunstância.
Não existem no País, muitas instituições
mais antigas e com tantos pergaminhos como o Colégio Militar.
É uma Instituição sólida, mas por
mais sólida que seja pode desaparecer de um momento para o outro, vide o
sucedido com o Instituto de Odivelas (fundado em 1900), ou o Supremo Tribunal
Militar (fundado em 1641), só para citar estes.
Por isso convém manter as culatras
limpas e as baionetas caladas.
O Batalhão Escolar – ainda ninguém
se atreveu a chamar-lhe uma dessas siglas idiotas e inexpressivas com que têm
maculado os corpos militares e militarizados – desfilou garboso pela principal
avenida da capital – que melhor estaria engalanada – para espanto dos turistas
desprevenidos e gáudio da assistência constituída maioritariamente, por
ex-alunos e familiares dos actuais.
É simplesmente um “espectáculo” que
dá gosto ver.
As moças ombrearam galantemente com
os seus colegas rapazes, apesar da sua entrada forçada em ambientes restritos à
masculinidade, baseada em cretinas teorias do género que um desalmado,
canhestro e com o freio na boca, poder político, impôs.
A cerimónia foi presidida pelo
Vice-Chefe de Estado-Maior do Exército (ele próprio um ex-aluno), mas não
ficaria mal ao actual Comandante do Exército por lá passar também, apesar de
ter sido o único candidato ao cargo que quis acompanhar, posteriormente, o
senhor ministro na sequência dos tristes acontecimentos que levaram à demissão
do seu antecessor, General Jerónimo.
Infelizmente o Colégio Militar
representa tudo o que o maldito do politicamente correcto abomina e a generalidade
da classe política/partidária escarnece. E os poucos que não escarnecem estão
calados.
Tal acontece por muitas razões de
que elencamos algumas; logo por se chamar Colégio Militar, duas palavras que
para estes infelizes, não ligam; depois porque é uma escola séria que funciona
como tal, isto é, os professores ensinam e os alunos estudam; todos trabalham.
Cumprimentam-se uns aos outros com
a saudação diária e com continência, o que é correspondido. Não se grafitam as
paredes, não se fumam charros e não se falta às aulas; os alunos não
desrespeitam os professores e os progenitores não agridem os mestres.
Tão pouco se praticam experiencias
pedagógicas delirantes.
Existe um Código de Honra
(imaginem!) e as faltas e os maus comportamentos são punidos.
Os calaceiros dão-se mal, os ladrões
são expulsos e as actividades sexuais ficam na esfera do privado. Fora do
colégio.
O esforço é premiado, o hedonismo
não é prioridade e o colectivo prefere ao indivíduo.
A Ética conta, assim como os
princípios morais e religiosos. O Bem ainda é chamado de Bem, e o Mal de Mal.
Onde os deveres preferem aos
direitos e estes decorrem naturalmente dos deveres cumpridos.
O Colégio Militar é, no fundo, uma
casa onde existe hierarquia, ordem, disciplina, autoridade, obediência, ética,
liderança, onde se elogia o trabalho, se ama a Pátria e se serve a Nação.
Tudo termos, farão os leitores o
favor de reparar, que praticamente e há décadas, desapareceram do discurso
político e do faladrar mediático.
Longa vida ao Colégio Militar.
Alma até Almeida.
João
José Brandão Ferreira
Oficial Piloto Aviador



