sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A MENSAGEM DE ANO NOVO DO PR E A FLORESTA DE ENGANOS



A MENSAGEM DE ANO NOVO DO PR E A FLORESTA DE ENGANOS
10/1/2017

                       “O público, como todos os soberanos, como os
                         Reis, os povos e as mulheres, não gosta que se
                         lhes diga a verdade”.
                                                                       Alexandre Dumas


                Não vamos falar do que o actual Presidente da República disse na sua mensagem de Ano Novo.
                Esta mensagem representa um conjunto de vacuidades – “generalidades e culatras” como se diria na gíria militar – com fundo agradável e esperançoso apenas com um alerta para a economia (que tem as costas largas) e medianamente escrita, pois acreditamos que a azáfama algo adolescente do actual inquilino do Palácio de Belém, não lhe dá tempo para o esmeril literário.
                Tal mensagem constituiria um discurso apropriado para um país e uma sociedade que se aproximasse do conceito de Paz, no dizer de Santo Agostinho: “a tranquilidade na ordem de todas as coisas”…
                Ora estamos a anos-luz de atingir tal desiderato.
                O que é importante realçar na peça breve, com que nos desejou um bom ano, não foi o que disse, mas sim o que omitiu.
                Ora o Professor Marcelo Rebelo de Sousa como primeiro responsável político da Nação tem, não só o direito, mas sobretudo, tem o dever de informar, de alertar e de propor soluções, para a gravíssima situação em que o país se encontra.
                Responsabilidade que deve ser partilhada pelo Governo e pelo Parlamento.
                E não é com “afectos” que a coisa se resolve, por isso a fórmula, o “povo gosta, o povo quer, o povo tem”, pode parecer muito democrática, mas é apenas a antecâmara de um desastre qualquer.
                O Dumas, aliás, percebeu isso muito bem.
            Omitir elementos essenciais de informação é, não só uma forma de faltar à verdade, como representa um meio encapotado de mentir.
                Mas é evidente para todos – e o PR seguramente não o vai desmentir – que o comentador político Marcelo conhece de cor e salteado, o “Príncipe” de Maquiavel, de trás para a frente…
                E o que faltou dizer é que a Nação Portuguesa enfrenta uma das piores crises da sua História e que pode colocar um ponto final na sua existência.
            Seria muito brutal?
                Seria, mas vai ser a única forma de acordar a maioria da população do país e as suas diferentes instituições para a realidade, que tem que enfrentar (quer queira, quer não) em vez de simplesmente empurrar a população jovem a emigrar, (e a tentar substitui-los por migrantes que nada têm a ver connosco); correr com o que resta das comunidades que vivem no interior do país, para o litoral (desertificado ¾ daquele); vender todo o património – incluindo o próprio solo - ao desbarato (obviamente sem muitos se esquecerem de embolsar as respectivas comissões) e, sobretudo a pedir dinheiro emprestado, prática em que a classe política consegue bater qualquer profissional seja em que área for!
                Actividade a que, num acto de suicídio recorrente, os responsáveis políticos se têm entregado alegremente, nas últimas quatro décadas.
                O PR como Supremo Magistrado da Nação tem o dever de saber, e sabe, que o país está prisioneiro de um problema financeiro absolutamente catastrófico, baseado no estado não adjectivável em que se deixou cair a banca e o mercado de acções; cativo do BCE e de um pequeno estado dentro do estado, chamado Banco de Portugal; de uma descapitalização quase geral das famílias e das empresas; de uma soma insondável de crédito mal parado e de dinheiro colocado legal e ilegalmente em “offshores” (que todo o mundo condena, mas sobre o qual ninguém mexe um dedo) e sobretudo de uma dívida galopante que mesmo se fosse parada agora, seriam precisas 10 gerações de portugueses a trabalhar no duro (e não a aumentar dias de férias, fazer pontes e reduzir horas de trabalho) – as tais verdades que ninguém gosta de ouvir e que também não são acompanhadas por nenhum exemplo.
            Curiosamente um dos principais responsáveis por toda esta débacle histórica foi agora a enterrar entre encómios, únicos audíveis!
                Destarte sem se sanear as finanças e pô-las no bom caminho é impossível fazer reverter seja o que for, nem sequer o Estado tem meios quer nacional, quer internacionalmente, de exercer a sua autoridade. Não temos soberania, não contamos para nada, nem ninguém nos respeita.
            O Ronaldo vai fazendo a sua parte, mas para os assuntos ora versados, pouco adianta…
                Porém para sanear as finanças é necessário dar conta das causas da sua desgraça e estas são basicamente duas: um problema moral, cuja consequência para o que estamos a tratar, se chama corrupção, e um problema político, que também deriva daquele mas que se encontra plasmado em muitos erros do actual sistema político e sua estruturação, cuja peça base é um livrinho vermelho que dá pelo nome de Constituição.
                Escusado será dizer que se as causas dos problemas, não forem atacadas, mas apenas os seus efeitos (às vezes nem esses), jamais resolveremos os problemas.
                E o actual PR, que anda nisto há muito tempo e é até, um dos obreiros do tal livrinho, sabe tudo isto muito bem.
                O PR sabe também, e como católico assumido, deve senti-lo ainda mais, que a sociedade portuguesa está contaminada e em grande parte subvertida, pelo cancro do “Relativismo Moral”, por ideologias subversivas oriundas de centros difusores da revolução permanente (por exemplo a Escola de Frankfurt) e pela influência de organizações de carácter “secreto” com antenas “discretas”, que tentam influenciar as alavancas do Poder e o comportamento social – isto para além de se construírem mancomunagens “fraternais” com sistemas de proteção e lealdades próprias.
                Ora tudo isto representa ameaças permanentes à nação dos portugueses, a juntar a iberismos e federalismos serôdios.
                O PR, como “Comandante-em-Chefe” das Forças Armadas, tem que andar atento às ameaças e deve colocar a Nação em guarda contra as mesmas.
                E já deve ter adquirido a noção – e se não a tem é porque os chefes militares não estão a cumprir com o seu dever – de que o país está sem defesa pois não tem a menor possibilidade de sustentar qualquer tipo de conflito ou crise, sequer de baixa intensidade, por mais de duas ou três semanas.
                E também como sabe, passando-se as coisas como as descrevo - e desafio seja quem for a desmentir-me – a opinião pública e publicada não as reflete entrando, porém, em quase histeria quando existe uma enchente de doentes nas urgências dos hospitais por causa de um pico de gripe; um craque do futebol chama nomes aos árbitros, um cantor rock morre de “overdose” ou um pederasta qualquer, é morto pelo “companheiro”!
                Por isso, senhor Presidente, ao fazer o discurso que fez, apenas tentou iludir o amargo de boca permanente com um rebuçado momentâneo.
                Não prestou um bom serviço ao país, mesmo que à esmagadora maioria da população possa ter agradado o gesto.
                Limitou-se a repetir a velha história do rei que ia nú e a confundir ainda mais a generalidade dos portugueses (de quem se diz sentir tão próximo) com uma tão vasta floresta de enganos.


                                                   João José Brandão Ferreira
                                                        Oficial Piloto Aviador

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Clero Cristão Saúda o Islã na Igreja, em Seguida se Curva a Ele

 

 Vejam como o mundo cristão anda louco varrido!!!

 

 

Clero Cristão Saúda o Islã na Igreja, em Seguida se Curva a Ele

por Giulio Meotti  •  8 de Janeiro de 2017
  • Em julho último, pela primeira vez durante uma missa na Itália, um verso do Alcorão foi recitado no altar.
  • Um padre no sul da Itália enfureceu paroquianos por ter vestido a Virgem Maria com uma burca muçulmana no presépio de Natal da sua igreja. Estas iniciativas inter-religiosas baseiam-se na eliminação gradual da herança ocidental-cristã em favor do Islã.
  • Provavelmente o clero católico está desorientado por causa do próprio Papa Francisco, que foi o primeiro a permitir a leitura de orações islâmicas e leituras do Alcorão no Vaticano.
  • Quando se trata de Islã o Papa abraça o relativismo religioso. Ele vem reiterando que a violência islamista é obra de "um pequeno grupo de fundamentalistas" que, segundo ele, não têm nada a ver com o Islã.
  • O Bispo Harries da Igreja da Inglaterra sugeriu que a coroação do Príncipe Charles deveria ser aberta com uma leitura do Alcorão. Nos Estados Unidos mais de 50 igrejas, incluindo a Catedral Nacional de Washington, realizam leituras do Alcorão. Há leituras da liturgia cristã nas mesquitas?
  • Como é possível que um número tão ínfimo de líderes cristãos tenham levantado a voz diante desse ataque sem precedentes contra um monumento cristão? Será que organizaram tantas leituras do Alcorão em suas próprias igrejas de modo que agora eles veem como algo normal converter uma igreja em uma mesquita?
  • Não seria melhor para a Igreja Católica dar início a um diálogo sincero com as comunidades islâmicas, com base em princípios como reciprocidade (se vocês construírem mesquitas na Europa, nós construiremos igrejas no Oriente Médio), proteção das minorias cristãs do Crescente e repúdio à teologia da jihad contra os "infiéis"?
 
O Imã Sali Salem recita um verso do Alcorão na Igreja de Santa Maria em Trastevere, Roma, em 31 de julho de 2016. (Imagem: captura de tela de vídeo do La Stampa)
Há uma propensão cada vez mais preocupante na Itália e na Europa como um todo.
Pela primeira vez em mais de 700 anos, canções islâmicas ressoaram na Catedral de Florença, Igreja de Santa Maria del Fiore. Sob a famosa Cúpula de Brunelleschi, melodias islâmicas acompanhavam as cristãs. A "iniciativa inter-religiosa" foi promovida uma semana depois do massacre bárbaro cometido por terroristas islamistas em Paris contra a redação da revista Charlie Hebdo, incluindo "Alcorão é Justiça" e outros "cânticos" dessa natureza.
Em seguida, um padre no sul da Itália enfureceu paroquianos por ter vestido a Virgem Maria com uma burca muçulmana no presépio de Natal da sua igreja. O pastor da paróquia dos Santos Joaquim e Ana em Potenza, Padre Franco Corbo, disse que ele tinha construído a creche especial "em nome do diálogo entre as religiões". Estas iniciativas inter-religiosas baseiam-se na eliminação gradual da herança ocidental-cristã em favor do Islã.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Fecharam duas Instituições de referência


"2016 ano em que duas instituições de referência fecharam em Portugal : A "Cornucópia" onde toda a gente ia e estava sempre vazia e o "Elefante Branco" onde ninguém ia e estava sempre cheio..."

Autor Desconhecido

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Como aqui se chegou

A Escola de Frankfurt e os seus mentores - para uma verdadeira 
compreensão de muito do que se passa no mundo:


https://www.youtube.com/watch?v=7qUoO9k_UFc

ALERTA E BARBAS DE MOLHO




ALERTA E BARBAS DE MOLHO
28/12/16
“Mouros em terra, moradores às armas.”
Brado existente em Portugal desde os tempos do Rei D. Afonso II.

          A questão dos “migrantes”, ou que se lhe queira chamar, tem sido muito mal conduzida, mas não pelas razões maioritariamente vindas a público, na opinião publicada e nas afirmações de responsáveis políticos.
          Compreensivelmente, ou talvez não, não se quer “alarmar” (para não lhe chamar a mais despudorada censura) a opinião pública, mas convém prepará-la para o que aí pode vir! E não é nada de bom.
          Já o afirmámos e escrevemos por diversas vezes: o que temos em mãos, e perigosamente perto das nossas barbas não é apenas, nem sobretudo, um problema humano e de ajuda humanitária, mas sim um problema geopolítico homérico e extremamente perigoso.
          Até que ponto foi provocado e tem sido influenciado em determinada direcção, ou não, bem como a existência de objectivos que não aparecem à luz do dia, são questões ainda não devidamente apuradas e sujeitas a especulação.
          O Estado, porém, tem que se cuidar, prever e tomar medidas cautelares, antes que as coisas fiquem fora de controlo e mergulharmos num caos que se afigura vir a ser muito sangrento.
          Em Portugal, para variar, todo o mundo assobia para o lado, como se tudo estivesse como Deus com os anjos, e muito ufanos de que somos os “melhores” em lidar com o problema.
          O que queremos é que venham mais migrantes confiantes, porventura na esperteza saloia, de que eles preferem ir para outros locais e mesmo estando cá, se vão embora (o que tem, aliás, acontecido).
          Fórmula muito gasta de querer estar bem com Deus e com o Diabo, ou ter simultaneamente sol na eira e chuva no nabal…
          Tal fórmula irá, inevitavelmente, correr mal.
          Pondo de lado os néscios – fauna que desmente o arrazoado dos revolucionários de 89, de que somos todos iguais, a não ser no que tocava à guilhotina – queremos lembrar àqueles que defendem genuinamente as ideias da Srª Merkel quanto à questão, que tal não é um assunto que possa ser experimentado em laboratório. Ou seja, o mal não tem retorno adequado. Convinha que pensassem nisso.
          Em resumo: os órgãos do Estado e muita população (que não gosta de ser incomodada” com problemas – é preciso que se diga) continua expectante como a avestruz.
          E tirando um maior incremento na área das informações, pouco se tem feito.
          Nem sequer assumir que existem ameaças. E estas têm que ser encaradas e tratadas.
A primeira ameaça chama-se António Guterres. Devido ao seu actual cargo e conhecido o seu especial afã em prol dos refugiados, vai certamente, pressionar o Governo, AR e PR (se é que eles precisam de ser pressionados) para recebermos não mais, mas sim muitos mais refugiados. Ajuda a dar o exemplo…
          Querem apostar?
          A segunda ameaça tem a ver com a previsibilidade de abertura de novas rotas que exporão exponencialmente, o nosso país ao problema.
          Estamos a referir-nos ao desvio de refugiados para Espanha e daí para cá, ou directamente para o Território Nacional.
          A Espanha já tem problemas no Sul e na Catalunha com o excesso de imigrantes vindos no Norte de África e muitos casos de não integração.
          A situação política, económica e social em Espanha está longe de ser das melhores e o país é potencialmente um dos mais fragmentáveis de toda a Europa.
          Creio que é escusado dizer (mas mesmo assim digo) que tudo o que se passa em Espanha tem um efeito directo em Portugal.
          E a partir do momento que os migrantes desaguem em Espanha, rapidamente chegam cá.
          Por outro lado Marrocos não é propriamente um oásis.
          O Rei tem que manter mão de ferro sobre os grupos que não apoiam a sua Dinastia ou os que lhe são próximos – lembro ainda que o conceito de Democracia é praticamente desconhecido e repudiado no mundo islâmico.
          Apesar de Marrocos ser dos países muçulmanos mais estáveis, tem graves problemas económicos e sociais a que uma demografia galopante impõe um “stress” permanente.
          A pressão dos habitantes dos países do Sahel em o atravessarem para “saltar” para a Europa é também um factor desestabilizador.
         Para já não falar dos cancros de islamismo radical que pululam à sua volta e que possam mesmo a estar a ser incubados no seu território.
          O conflito não resolvido do Sahara Ocidental, também é fonte de tensões, sobretudo com a Argélia, e pode abrir novas frentes de saída de imigrantes.
          A recente fuga de argelinos no Aeroporto de Lisboa é prova de que algo já começou a mexer.
          Finalmente a Espanha não morre de amores por Marrocos e Argélia e vice-versa.
          Podem-se estabelecer, outrossim, rotas de fuga para as Canárias, para o Algarve e para o Arquipélago da Madeira.
          Digamos que o território português mais exposto são as Ilhas Selvagens e a Ilha de Porto Santo.
          O que farão as autoridades portuguesas se ocuparem as Selvagens, ou aparecerem meia dúzia de navios com umas centenas de migrantes na costa de Porto Santo, por exemplo?
          Chegar aos Açores é mais difícil mas não é impossível, sobretudo no Verão e neste caso a ilha mais exposta é Santa Maria.
          Aliás, nada disto é novo: o território nacional e os seus mares foram assolados pela pirataria berbere desde D. Afonso Henriques e chegou a ser prática corrente, raptarem mulheres, engravidarem-nas e depois largarem-nas novamente nas nossas costas.
          Havia atalaias por todo o lado; fortes e locais artilhados e a Armada Portuguesa manteve uma esquadra (chamada do “Estreito”), até meados do século XIX, para defender o Sul do território.
          Não há nada de novo debaixo do Sol…
          E, já agora, as ameaças de reivindicação do “Al Andaluz” são para serem levadas a sério.
          Deste modo urge ser proactivo a começar pelo Conselho de Chefes Militares, e pôr as barbas de molho.
            O PR, se é que ouve conselhos, em vez de se preocupar em ser Pai Natal o ano todo, não faria mal em reunir o Conselho Superior de Defesa Nacional – pois é disso que se trata – para debater o assunto.
          Talvez não fosse má ideia começar por organizar os Serviços de Informação de modo a que funcionem efectivamente, o que não acontece desde que extinguiram a PIDE/DGS; acabar de seguida com a “paisanisse” em que as Forças de Segurança caíram – o que também não se conseguirá com este Governo, nem com a “espirra - canivetes” da Senhora Constança, a quem “entregaram” o MAI e que julga, muito cheia si mesma, resolver todos os problemas, mesmo percebendo muito pouco do “metier” em que foi posta.
          Estar preparado para fechar as fronteiras de um momento para o outro e estabelecer vigilância aturada com equipas móveis (terrestres, aéreas e marítimas); idem para o estabelecimento de um ou mais campos de internamento, caso a necessidade a tal obrigue.
          Exercer vigilância discreta sobre os refugiados que se aceitarem, após escrutínio severo para a sua entrada; expulsar de imediato clandestinos e criminosos.
          Finalmente aumentar a vigilância aérea e marítima do território nacional; ter equipas de operações especiais prontas a intervir em qualquer local do mesmo; ter algumas unidades de escalão companhia em prontidão, para intervir em situações de ordem pública de alta violência, junto às fronteiras; ter navios de guerra e aviões de combate em estado de prontidão elevado, de modo a poderem ser usados como demonstração de força e eventual retaliação, caso um eventual conflito assim o exija.
            Não devemos esperar (nem estar à espera) de qualquer ajuda da UE e a “Guarda Costeira Europeia”, em congeminação, além de ir ser mais um atentado à soberania nacional, neste âmbito, não vai servir para manter os refugiados à distância, mas para os ajudar a entrar…
          É evidente que tudo isto é o mínimo que se pode fazer (o Arquipélago da Madeira devia ser reforçado de imediato com mais um patrulhão e uma lancha de fiscalização, por exemplo), irá obrigar ao reforço dos orçamentos das Forças de Segurança e sobretudo das Forças Armadas – que estão à míngua (e lembro que não existem reservas de guerra de espécie alguma, reservistas ou qualquer sistema de recrutamento de emergência) - o que obviamente, o Governo irá tentar resistir até à última, ou seja, até demasiado tarde.
          Parece ser a nossa sina.
         Estimo que tenham um bom ano.

                                                João José Brandão Ferreira
                                                     Oficial Piloto Aviador

domingo, 25 de dezembro de 2016

O CONCEITO DE PAÍS EM HELICÓPTERO ESTACIONÁRIO



O CONCEITO DE PAÍS EM HELICÓPTERO ESTACIONÁRIO
24/12/16
                                  “Elegeu deus Pastor à sua grei (…) Conforme e junto
                                   o Povo nua vontade/Num só, por bem comum, pôs
                                   seus poderes.”
                                   António Ferreira, Carta a El-Rei D. Sebastião.
                                   “Antes de alguém ser levantado Rei de Portugal, jure
                                    primeiro guardar os privilégios, liberdades e foros da
                                    Nação.”
                                    D. João IV, Alvará de 9/9/1647.


Imagine-se um helicóptero – máquina que até os ministros da defesa que temos tido, devem ter uma ideia do que seja.
O helicóptero é uma aeronave estranha e tudo nele está concebido (aparentemente) para não voar. E, no entanto, voa!
Uma das coisas que faz na perfeição – enfim dependente do “helioto” que vai lá dentro – é a manobra de “estacionário”. Quer isto dizer, que a máquina fica suspensa na atmosfera, não se movendo nem para cima nem para baixo, tão pouco para a frente ou para trás.
Fica assim até que o piloto (isto é, o helioto – que é uma forma carinhosa de os tratar) caia para o lado ou o combustível se esgote.
Assim parece acontecer, por antonomásia, com um país “sui generis” a que chamaram Portugal.
Um país onde faz décadas, os “heliotos”, ou seja, os políticos da partidarite, que são a face do poder, se revezam aos comandos, sem se cansarem, ligando amiúde o piloto automático dos impostos; ao passo que tentam por todos os meios, reabastecer-se no ar, com combustível (dinheiro) que pedem emprestado e não conseguem pagar (ou vão pagando com novos empréstimos).
Arte, esta, em que se especializaram e que só encontra paralelo na exímia aldrabice, sem vergonha, com que dizem hoje uma coisa e logo a seguir o seu contrário.
Às vezes nem passam 24 horas…
Ora tempos existem, em que os fornecedores de “combustível” se cansam dos calotes e cortam o fornecimento.
Foi o que aconteceu em 1977, 1983 e 2008, devendo faltar pouco para acontecer novamente.
Nestas ocasiões o helicóptero, que não ia para lado nenhum, estatela-se e parte-se.
A cena vai-se repetindo.
Tudo isto está relacionado com a frase que poderia servir de subtítulo, ao escrito: Onde é que está o Poder em Portugal?
Aparentemente não está em lado nenhum.
Tudo começa na nossa “virtuosa”, mas incompetente (e antidemocrática) Constituição (CR), uma verdadeira balzaquiana precoce, que acabou de fazer 40 anitos!
Expliquemo-nos:
Quem foi concebendo a CR entendeu montar um regime – não estou a referir-me sequer, aos laivos "comunistóides" de cariz totalitário – em que tudo estivesse em equilíbrio e cheio de contra pesos.
Isto é, um regime em que ninguém pudesse ter autoridade, ou seja, pudesse exercer o Poder.
O tal país em estádio de helicóptero em estacionário…
Começaram por estabelecer o semipresidencialismo, ou seja, os poderes ficaram divididos entre o PR e o Parlamento (com uma ligeira vantagem para este último) e o Governo entalado entre ambos.
Não é carne nem é peixe…
Repescaram em seguida a velha fórmula jacobina do Montesquieu, tentando encontrar um equilíbrio entre o Poder Executivo, o Legislativo e o Judicial – com cada um a puxar inevitavelmente para seu lado – mas deixaram passar uma “lei de imprensa” que permite a mais despudorada demagogia, propaganda, manipulação, controlo financeiro, etc. e deixa, benevolamente, que os órgãos de comunicação social – que ninguém elegeu, influenciem (e outros por eles), tudo e mais alguma coisa.
O sistema judicial – que é ainda, nos últimos tempos, o único que tem tentado impor alguma moralidade no sistema, isto é, no cancro da corrupção – uma questão moral não contemplada em peça alguma de legislação – está eivado também, de erros de organização e submetido a leis demasiado liberais e cheias de “garantias” e alçapões onde os criminosos e menos escrupulosos vão cevar as suas manhas; é de uma morosidade paquidérmica; acessível, por cara, apenas a uma minoria de portugueses e em conflito sistémico entre Procuradores e Magistrados. É ainda, insaciável de recursos.
Porém, quem manda efectivamente é o poder do dinheiro, o sistema que o gere e as famílias que o dominam. E tudo isso está fora das nossas fronteiras (se é que esse conceito ainda existe…).
Os Partidos Políticos – o tumor mais maligno do Regime - vivem em “guerra civil” permanente e são apenas máquinas de bota abaixo. Não evoluem nem se reformam.
Naturalmente que o Parlamento está refém dos Partidos onde passam a imperar as diatribes e as negociatas – não foi por acaso que o conhecido apostrofador da corrupção, o Dr. Paulo Morais, teve a serena coragem de denunciar no seu interior, como sendo o maior antro de promiscuidade existente entre os interesses públicos e privados, e nem uma reacção de protesto suscitou.
O Parlamento há muito que é uma instituição perfeitamente desqualificada!
A concertação social, raro concerta algo e é sempre por pouco tempo. Parece que os seus membros vivem em campos opostos, como se pudessem viver uns sem os outros ou contra os outros.
Os Sindicatos em vez de serem organizações livres de trabalhadores, destinados a concertar e resolver problemas de trabalho e usando a greve em último (e raro) recurso, permite-se-lhes que sejam correias de transmissão de Partidos Políticos e usados como arma de arremesso político.
Permitem-lhes até, que paralisem o maior porto do país por tempo indeterminado….
A Instituição Militar e a Diplomacia foram cerceadas de quaisquer poderes ou influência, limitando-se a existirem sem se dar conta deles, a não ser por algo que corra mal.
Idem, para as grandes instituições académicas e culturais centenárias que são, ou deviam ser, esteio da sociedade.
Por outro lado, envolveu-se todo este nebuloso edifício por uma miríade de organismos; entidades reguladoras ou fiscalizadoras; órgãos de conselho e de inspecção; observatórios e fundações, eu sei lá que mais, com as mais diversas competências e autoridade (ou sem ela), que se atropelam uns aos outros, e sem qualquer resultado positivo a não ser gerar ruído, confusão e consumir recursos.
Porém, alimentando uma fauna de serventuários e apaniguados da tralha partidária, na sua maioria absolutamente dispensáveis e inúteis!
Poderia continuar, mas creio já ter ilustrado o que se deve entender por “país em estado de helicóptero estacionário”!
Notem que até as maçonarias (regular e irregular), não se entendem, para além de tentarem infiltrar transversalmente o centrão da massa partidária; cargos directivos da Universidade; Forças Armadas; Diplomacia; aparelho judicial e, sobretudo, os Serviços de Informações.
O PCP e BE tentam, cada um à sua maneira, subverter tudo e a Igreja Católica é saco de pancada de todos. Todos os três são mutuamente exclusivos…
Se agora passarmos do plano nacional para o da União Europeia, entramos no âmbito da demência colectiva.
Em Portugal a nossa querida CR ainda nos impõe (artigo 288,alínea b) que vivamos em “República”, bem como outras blindagens a que chamaram “limites materiais da revisão”. Vá lá que não lhes deu para a “Sharia”…
Finalmente envolve-se tudo isto numa linguagem de elixir democrático e tenta-se fazer crer à população – que vive na sua maioria na mais negra ignorância do que se passa à sua volta – que ela é que influencia o decorrer dos acontecimentos ou até consegue escolher quem os governa!
                                                            *****
Está tudo errado (pronto, ok, está quase tudo errado).
Saponária e simplificação precisam-se. Algum Patriotismo não ficava mal, também.
No nosso caso a fórmula é até, simples: Portugal, isto é, a Nação e a Pátria Portuguesa (e respectivo território), deve ser a matriz, o alfa e o ómega, de tudo.
Para nos organizarmos e entendermos, não precisamos de seguir ideologias, doutrinas ou modelos estranhos, raiz de quase todos os problemas de antanho.
Mas necessitamos de estar sempre atentos aos ditames da Geopolítica e da Estratégia (não, não tem nada a ver com aquilo que os senhores da bola, falam…).
É urgente simplificar estruturas e torná-las operativas, não de as multiplicar (a tal reforma do Estado, de que se cansam a falar, mas onde não se mete estopa nem prego); dar autoridade (que é o que permite a decisão e um rumo) a quem tem que a ter para governar efectivamente e descentralizar o mais possível, responsabilizando.
As matrizes, cultural e Moral, têm que ser as nossas (não a de outros, como os adeptos do multiculturalismo defendem), e as estruturas organizativas e as leis, devem ser aquelas que sejam apropriadas a portugueses, não a esquimós, ameríndios ou berberes (tão pouco a alemães)!
E, em tudo isto, o colectivo deve preferir ao individuo; o Direito Natural ao Racionalismo e o Espírito à matéria (ui, estas feridas doem…).
Não se devem ainda procurar soluções para o nosso devir coletivo, em termos de Segurança, Justiça e Bem-Estar (a ordem dos termos não é arbitrária!) – que são a funções clássicas (e utópicas) do Estado, por ser isso o que todos nós procuramos – em termos capitalistas, comunistas, socialistas, fascistas, ou outros “istas” quaisquer. Tais teorias só servem para dividir, baralhar, guerrear, etc. e nunca resolveram problema algum da Humanidade, ou de um povo.
Nenhum modelo de organização politica é, ou será perfeito, mas um modelo municipalista como o consolidado nas Cortes de Leiria, de 1254, com a interacção das “Corporações”, e das grandes instituições nacionais, mantendo um conceito gibelino para a eleição do Chefe de Estado – no sentido da tradição nacional, que vem de Ourique e se Implantou definitivamente após as Cortes de Coimbra de 1385, em que a figura do monarca é de origem portuguesa e que mesmo sendo de origem divina, tem de ser aclamado pelo povo - talvez seja o modelo mais adequado ao país que fomos e somos.[1]
Mas parece que ninguém está interessado em discutir coisas sérias.

                                                     João José Brandão Ferreira
                                                         Oficial Piloto Aviador




[1] Embora tenha claudicado pela força da corrupção e das armas espanholas, nas Cortes de Tomar, de 1581. Também, na Constituição de 1911, que estabelecia que o PR era eleito indirectamente pelo Parlamento.