Este blogue apresenta os pensamentos, opiniões e contributos de um homem livre que ama a sua Pátria.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
terça-feira, 7 de junho de 2016
XXIII Encontro Nacional de Homenagem aos Combatentes
Nota à Imprensa 07-06-2016
XXIII Encontro Nacional
de Homenagem aos Combatentes
Os Portugueses vão honrar os que serviram Portugal
A
Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2016
promove no próximo dia 10 de Junho, junto ao Monumento aos Combatentes
do Ultramar, em Belém, o seu XXIII Encontro Nacional. As cerimónias que
ali terão lugar têm por objectivo comemorar o Dia de Portugal e prestar
homenagem a todos aqueles que tombaram em defesa dos valores e da
perenidade da Nação Portuguesa.
Por esta razão, ali se reúnem sempre um tão grande número de Portugueses, não só os que foram Combatentes no Ultramar e os que mais recentemente serviram em missões de paz no estrangeiro, mas também todos aqueles que, amantes da nossa História e envolvidos na construção de um futuro mais próspero para a sociedade portuguesa, querem ser participantes activos nesta homenagem.
O Presidente da Comissão Executiva desta Homenagem, Vice- Almirante Victor Lopo Cajarabille, convida os Portugueses a acorrer a Belém porque honrar os que serviram Portugal é um dever cívico de permanente reconhecimento por parte das gerações vindouras e celebrar esta memória facilita o encontro com o norte que nos vai orientar nos combates do futuro.
Por esta razão, ali se reúnem sempre um tão grande número de Portugueses, não só os que foram Combatentes no Ultramar e os que mais recentemente serviram em missões de paz no estrangeiro, mas também todos aqueles que, amantes da nossa História e envolvidos na construção de um futuro mais próspero para a sociedade portuguesa, querem ser participantes activos nesta homenagem.
O Presidente da Comissão Executiva desta Homenagem, Vice- Almirante Victor Lopo Cajarabille, convida os Portugueses a acorrer a Belém porque honrar os que serviram Portugal é um dever cívico de permanente reconhecimento por parte das gerações vindouras e celebrar esta memória facilita o encontro com o norte que nos vai orientar nos combates do futuro.
Este
ano será lembrada no discurso a acção da Marinha Mercante no
inesquecível apoio logístico ao Combatente Português em África.
Programa
10h30 – Missa por intenção de Portugal e de sufrágio pelos que tombaram pela Pátria, na Igreja de Santa Maria no Mosteiro dos Jerónimos;
12h15 – Abertura da cerimónia junto ao Monumento;
12h17 – Palavras de abertura do Presidente da Comissão Executiva;
12h21 – Leitura da mensagem de Sua Excelência o Presidente da República;
12h25 – Cerimónia inter-religiosa (Católica e Muçulmana);
10h30 – Missa por intenção de Portugal e de sufrágio pelos que tombaram pela Pátria, na Igreja de Santa Maria no Mosteiro dos Jerónimos;
12h15 – Abertura da cerimónia junto ao Monumento;
12h17 – Palavras de abertura do Presidente da Comissão Executiva;
12h21 – Leitura da mensagem de Sua Excelência o Presidente da República;
12h25 – Cerimónia inter-religiosa (Católica e Muçulmana);
12h33 – Discurso alusivo pelo orador, Tenente-Coronel Brandão Ferreira;
12h43 – Homenagem aos Mortos e deposição de flores;
13h09 – Hino Nacional pela Banda da GNR. Salva protocolar por navio da Marinha;
13h13 – Passagem final pelas lápides, Capela e Memorial ao Combatente;
13h33 – Salto de Pára-quedistas do Exército;
13h40 – Almoço-convívio nos terrenos frente ao Monumento.
Para mais informações contactar:
Secretário da Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2016
Tenente Coronel Morais Pequeno | Tlm. 937 026 693 |
13h13 – Passagem final pelas lápides, Capela e Memorial ao Combatente;
13h33 – Salto de Pára-quedistas do Exército;
13h40 – Almoço-convívio nos terrenos frente ao Monumento.
Para mais informações contactar:
Secretário da Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2016
Tenente Coronel Morais Pequeno | Tlm. 937 026 693 |
sexta-feira, 3 de junho de 2016
VISITA A BRUXELAS: IMPRESSÕES DE VIAGEM (E NÃO SÓ)
VISITA A
BRUXELAS: IMPRESSÕES DE VIAGEM (E NÃO SÓ)
30/5/2016
“Nenhum
vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir.”
Séneca
Lembram-se do
conceito do “ugly american”, que correu por aí há uns 20/30 anos? Pois parece
que se importou tal manifestação de costumes e comportamento para a Europa.
Tinha a ver com o
(mau) aspecto da generalidade das pessoas – não aquele derivado das
necessidades materiais, note-se – mas com o desleixo, a falta de higiene, a
obesidade, a falta de educação, o não saber alimentar-se, vestir-se, saber
estar em função das circunstâncias.
Daqui passou-se
para as artes e para a comunicação social (ou terá sido ao contrário?) e acabou
no relativismo moral.
É o que dá quando
deixamos que uma sociedade se torne “gorda” de corpo e de espírito…
Pôs tudo em causa –
incluindo a sua própria existência natural – quando não enveredou pelo maligno;
não acredita em nada (a não ser, parece, no dinheiro); não tem norte e, por
isso, corre atrás de quimeras.
Ao menos, às
baratas, mesmo tontas, resta-lhes o instinto…
Felizmente
convidaram-me para palestrar numa organização que não só sai fora destes
“cânones” como luta activamente para a preservação do sentido espiritual da
vida e da consciência cívica e patriótica da sociedade e da matriz cultural e ética
do “velho continente”.
E que se dedica,
especialmente em Bruxelas, a lutar para a preservação dos valores cristãos na
União Europeia.
Chama-se “Federation
Pro-Europa Christiana”.
E convidaram-me
para lá ir falar de um dos vários assuntos tabu, na Europa, neste caso as
descolonizações europeias, o que fiz centrado naturalmente, no (mau) exemplo
português.
O que impressiona
em Bruxelas não é a presença de soldados nas ruas, aeroporto e num ou noutro
local – o que é compreensível face aos recentes atentados – mas a descaracterização
da cidade e das gentes.[1]
Está
irreconhecível!
No centro da cidade
– e pelo que tenho visto e sido informado é o que se passa na maioria das
grandes cidades europeias ocidentais, não sendo por acaso que o actual “mayor”
de londres é muçulmano de origem hindustânica – dizia, tirando os turistas,
vêm-se pouquíssimos belgas (enfim, daqueles que nós conhecemos como tal).
Existe ainda uma presença
significativa de humanos identificados pelas “cores do arco-íris”, a quem a
existência de leis de delito de opinião, a quem os critique, deram uma força desproporcionada
(sim há leis de delito de opinião, na Bélgica…).
Não deve tardar que
o Parlamento Português intente enveredar pela mesma senda…
O centro também só se conserva minimamente limpo
porque existem equipas de limpeza a actuar quase permanentemente sendo o número
de pedintes, bêbados e drogados, elevado.
A calma mantém-se
aparente entrecortada por uma manifestação qualquer. Os europeus habituaram-se
a viver em manifestação permanente…
Mas o problema
maior é que existe bairros inteiros em Bruxelas (andei muitas horas a pé) em
que somos transportados directamente para o norte de África, Médio Oriente (só
as palmeiras, a areia e os palácios dos emires, estão ausentes) ou para um bairro
africano a sul do Sahara (não lhe chamo sanzala, pois o colmo e o barro foi
substituído por cimento e tijolo e não há embondeiros).
Estes bairros só
aparentemente não têm fronteira.
Ora isto não tem
nada a ver com integração, leis de emigração e nacionalização adequadas, sequer
bom senso.
Isto representa,
uma substituição da matriz cultural, um genocídio de individualidade e uma
multitude de desgraças sociais e guerras civis potenciais (a haver), que o estúpido
do politicamente correcto e os multiculturalistas se empenham em não querer
admitir, forçando constantemente a fuga para a frente (abismo).
Para um país como a
Bélgica que foi formado algo artificialmente, fruto de equilíbrios geopolíticos
da época (1830) e que está profundamente dividido entre as comunidades
flamenga, valão e alemã, com uma ilha chamada Bruxelas no meio, e que só se
aguenta por terem no seu território as mais importantes instâncias da NATO e da
UE, ver-se confrontada com um problema destes, arrisca-se a deixar de ser um
país para ser apenas um barril de pólvora!
E o Primeiro-Ministro
desta esfacelada terra, o senhor Charles Michel a única coisa que se lembrou de
dizer num discurso recente foi “a de que está muito empenhado em encontrar “um
plano contra a radicalização e que para isso a lei dos homens deve sempre
prevalecer sobre a lei de Deus”; “a lei de Deus deve ser contextualizada. Temos
de trabalhar com a comunidade islâmica a fim de construirmos um Islão para a
Europa e a Bélgica”.
Gostaram desta
pérola?
Por outras palavras
a este novo “profeta” repugna-lhe que a lei de Deus interfira com a lei dos
homens (como se isso fosse possível) mas quer que a lei dos homens modifique a
religião (neste caso a islâmica) de modo a que se crie uma nova, que seja adaptável
à Bélgica (leia-se Europa)!
Mas, pelos vistos,
não está nada interessado em impedir que as comunidades alienígenas sejam
islamizadas, ou outras, interfiram agressivamente na sociedade do seu país,
desfigurando-o, subvertendo-o e destruindo-o.
Aliás, para sermos
justos, a principal responsabilidade de toda esta catástrofe civilizacional que
se abate sobre o Continente, cabe aos dirigentes políticos do mesmo. E aos
difusores do lixo ideológico e às doutrinas mais disparatadas que sob a capa da
“Liberdade”, da “Igualdade”, da “Fraternidade” e de marxismos encapotados ou
libertários, que só encontram contraponto (ou complementaridade?) nos liberalíssimos
desregramentos do Capitalismo.
Ora tudo isto tem
desfeito os equilíbrios geopolíticos e da cosmovisão do mundo.
Acontece que o equilíbrio
do cosmos não será, seguramente, alterado por isto e a natureza há - de
procurar, ela própria, os seus equilíbrios. Quem for apanhado nos “entrechoques”
é que irá passar as passas do Algarve (não de Bruxelas).
Aliás a única coisa
que em Bruxelas não parece mudar é o clima que nos impõe o tal “capacete
cinzento” e as flores. Há flores por todo o lado, salve-se isso.
Agora observem como
tudo está virado do avesso: o episcopado belga tem as igrejas vazias e anda
perdido no meio disto tudo. Vende, até, igrejas para servirem de hotéis e
discotecas.
A maior comunidade cristã
de Bruxelas, que tive ocasião de visitar, tem por base a Igreja “Mar Addai et
Mar Mari” do rito oriental caldeu. A igreja estava cheia (mais de 400 pessoas)
e disseram-me que estava sempre assim.
A missa tem um
ritual cristão primitivo oriental, mais demorado e completo. É rezada por um
padre iraquiano, em aramaico (a língua de Cristo), entremeado a francês. 95% da
assistência era constituída por cidadãos oriundos do Médio Oriente, das igrejas
perseguidas do Médio Oriente. As suas faces não desmentem.
Tudo na melhor
ordem.
São estes os mais
fervorosos cristãos das diferentes paróquias de Bruxelas (da Bélgica?), apesar
de serem os perseguidos; do bispo de Bruxelas não lhes dar grande apoio e da
sua igreja ser hoje em dia, um alvo principal para atentados (digo eu).
Há ilhas de
esperança, mas são poucas. A continuarmos nesta senda a civilização europeia
está condenada, pelas razões semelhantes às que levaram à queda do império
romano, primeiro no ocidente e depois no oriente.
Os quatro
cavaleiros do Apocalipse (a fome, a guerra, a peste e a morte), apenas aguardam
pacientemente.
João
José Brandão Ferreira
[1] Em Portugal ter soldados em missões de segurança interna é proibido
pela Constituição, a não ser em caso de Estado de Emergência ou de Sitio,
declarado pela AR. E, um dia que tal decidam, nada se poderá fazer pela simples
razão de que não há … soldados.
sábado, 28 de maio de 2016
PONTO DE SITUAÇÃO RELATIVAMENTE AO “PROCESSO” MANUEL ALEGRE VS BRANDÃO FERREIRA
No dia 17 de Maio fui surpreendido pela
notícia de um acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, com a data de 12 do
mesmo mês, em que me condena a pagar uma multa de 1.800 euros ao Estado, e 25.000
euros de indeminização ao cidadão Manuel Alegre (assistente no processo crime
contra a minha pessoa) por, na versão dos venerandos juízes Antero Luís e João
Abrunhosa de Carvalho, o ter difamado.
A origem da queixa de difamação recorda-se,
baseia-se na imputação de que no artigo intitulado ”Manuel Alegre, combatente
por quem?”, publicado no Jornal “O Diabo”, em 3/5/2010, o ter apelidado de
traidor à Pátria.
Nesse mesmo dia (17/5),saiu um artigo no
jornal “O Público”, eivado de alguns erros e incorrecções, que dava conta do
sucedido ao mesmo tempo que entrevistava o aparente ganhador da causa.
Acontece, porém, que este não foi o 1º acórdão
do mesmo Tribunal da Relação, sobre o mesmo caso, e sem que qualquer alteração
tenha ocorrido relativamente ao processo já apreciado.
A coisa conta-se em poucas palavras e
compreenderão que haja “pormenores” que ainda não devam ser revelados.
Por douta sentença do Tribunal de 1ª
instância, datada de 12 de Setembro de 2014, a Meritíssima Juíza Ana Paula Figueiredo,
absolveu-me do crime de difamação e do pagamento de qualquer indeminização
cível (por improcedente), em processo instaurado pelo supracitado vate e
acompanhado pelo Ministério Público.
Não conformado com tal decisão o queixoso,
naturalmente, recorreu.
O processo subiu ao Tribunal da Relação de
Lisboa (15/12/2014), tendo calhado por sorteio, aos Juízes Desembargadores Carlos
Benido (relator) e Francisco Caramelo (adjunto), da 9ª secção, cujo chefe é o
Venerando Juiz Trigo Mesquita.
O processo seguiu os seus trâmites e, em pouco
tempo, conheceu decisão. Deste modo a 26/02/2015, os venerandos acima referidos,
confirmavam o acerto da sentença da 1ª instância e negaram o provimento dos
recursos interpostos pelo assistente e Ministério Público.
Desta decisão foi dado conhecimento ao
arguido.
A questão estaria definitivamente encerrada,
dado a moldura penal do eventual crime em questão não permitir recurso para
instância superior, restando apenas levar o caso, eventualmente, ao Tribunal
dos Direitos do Homem, em Bruxelas.
No entretanto, porém, o assistente mudou de
advogado e para o lugar do Dr. Nuno Godinho de Matos foi o Dr. Afonso Duarte,
por acaso filho do assistente, que já tinha patrocinado o pai antes do processo
ter chegado à fase de julgamento.
Ora, por aparente erro burocrático (a que,
juro, sou alheio) um parecer do Procurador-Geral da República, junto ao
Tribunal da Relação de Lisboa, em vez de ir parar ao novel advogado, foi parar
ao anterior, o que deu origem a que aquele reclamasse do facto.
Havendo esta “irregularidade” (que não
nulidade), o processo não transitou em julgado tendo voltado às mãos do
Desembargador Benido, o qual por alturas de Maio/Junho, revogou o seu despacho;
sendo que o normal nestas circunstâncias é corrigir-se a irregularidade e
prosseguir-se com as formalidades.
Acontece que, entretanto, o Juiz C. Benido
entrou de férias e quando regressou em Setembro, jubilou-se.
Em data não apurada o processo foi
redistribuído (não por sorteio) a dois novos Desembargadores, os já referidos,
venerandos Antero Luís e João Abrunhosa de Carvalho, tendo sido afastado do
processo o Desembargador Francisco Caramelo, que era o juiz natural do
processo e mais antigo do que os escolhidos!
Destas substituições não foi o arguido (eu)
informado.
Mesmo assim – dizem-me profissionais do mesmo
ofício – o habitual é a nova equipa confirmar tudo o que vem do anterior, não
só por razões do foro deontológico, mas sobretudo por se tratar de juízes da
mesma secção e não ter havido nada que pudesse ter carreado algo de novo para o
processo, além do que já foi apontado atrás.
Ora não foi nada disto o que o novel
Desembargador Dr. Antero Luís fez. O que fez foi, numa espécie de passe de
mágica virar, 16 meses depois, o primitivo acórdão do avesso.
Com a curiosidade acrescida do advogado do
assistente Manuel Alegre continuar a não ter sido informado do tal parecer do
Procurador, que deu origem a esta “trapalhada” toda…
(E eu juro, que não tenho culpa nenhuma
nisso!).
Face a
este, algo “kafkiano” acontecimento, o Dr. Alexandre Lafayette - que como
militar honrou os seus deveres para com a Pátria, e estando na reserva
territorial há muitos anos, nunca deixou de combater o bom combate - interpôs
tempestivamente (apesar de ter um prazo de apenas três dias para o fazer…) um “requerimento
de nulidade” para o Tribunal da Relação de Lisboa, representando-me.
Este requerimento tem efeitos suspensivos da
pena.
E, como dizem os espanhóis, “assy estamos”.[1]
[1] Para quem quiser perceber porque é que as coisas se passaram da
maneira como se passaram, aconselho a pesquisa nos “curriculum vitae” de alguns
dos intervenientes no processo.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Invitation Conférence / Conference Invitation
Mardi, 24 mai:
(Conférence en anglais, traduction vers
le
français)
français)
Bruxelles, le 9 mai 2016.
Chers amis,
L'Europe et notre
pays sont assaillis et semblent ne plus trouver ni répit ni soulagement. Le
Premier ministre, Charles Michel, pourtant, s'efforce de nous venir en
aide : « Je sais que j'ai une responsabilité personnelle très
importante, je suis totalement déterminé à consacrer toute mon énergie à
essayer de fédérer autour d'un projet commun », a-t-il déclaré récemment en
précisant qu'il « … ne veut pas d'un projet où nos citoyens vivent avec la
peur au ventre… »
Faut-il y voir un
changement de cap ? S'agit-il — finalement — d'assumer avec fierté notre
identité de chrétiens, d'Occidentaux, notre histoire, notre civilisation qui a
apporté tant de bienfaits au monde entier ? Et, en disant ceci, sans aucune
prétention chauviniste, sans aucun mépris envers qui que ce soit, nous rêvons
de nos projets missionnaires, de nos universités, de l'art flamand, des
tapisseries bruxelloises ; celle de notre rayonnement bienfaisant par le monde
entier depuis ce moment imprécis que l'on pourrait appeler le début de
l'Europe ?
Est-ce qu'alors, pour
« relever notre pays », notre principal dirigeant songe à nous rendre
cette assurance qui fit Charles Quint empereur du Saint Empire ? Jugez donc par
vous-mêmes :
Ce « travail
extrêmement difficile et vital », dit-il, consiste dans la lutte contre la
radicalisation. « La loi des hommes prime la loi de Dieu, toujours ; la loi
divine doit être contextualisée. Nous devons travailler avec la communauté
musulmane pour construire un islam d'Europe et de Belgique ».
C'est-à-dire qu'au
lieu de relever la Belgique, le Premier ministre s'engage à créer une nouvelle
variante de l'Islam. Et je vous laisse alors le soin de trouver comment cette
tâche — davantage le fait d'un prophète que d'un dirigeant politique —
s'accorde avec les conceptions laïques et libérales du monde qui sont les
siennes…
La tâche prioritaire
du moment devrait être exactement le contraire. Il faut retrouver notre
identité, il faut la cultiver, il faut la préserver des déviations des
nationalismes néo-païens qui la guettent, il faut rendre à la Belgique et à
l'Europe, sa fierté d'autrefois.
Pour ce faire,
j'estime qu'on doit s'attaquer aux tabous idéologiques qui bloquent cette
solution.
Parmi les sujets
bannis par le politiquement correct plane, sans doute, celui de la
décolonisation. Cet abandon que les États-Unis ont imposé à l'Europe comme
condition de leur soutien durant la IIe. Guerre mondiale, est à ce point
rigide, notez-le, que notre continent, pourtant prodigue en critiques envers la
puissance d'Outre Atlantique, évite soigneusement de parler de cet aspect des
choses…
Et pourtant c'est de
ces anciennes colonies, aujourd'hui au désarroi, que nous viennent les coups
qui peu à peu font sombrer notre harmonie sociale.
Nous sommes-nous
comportés, nous européens, que comme des malfaiteurs quand nous nous sommes installés
ailleurs dans les siècles passés ? Étions-nous donc de vulgaires brigands,
des cambrioleurs, lorsque nous avons essayé d'assimiler à notre culture ces
contrées lointaines ? N'y a-t-il eu aucun apport positif à ces populations
indigènes ? N'essayerons-nous jamais de faire un bilan honnête, objectif,
considérant les zones lumineuses ainsi que les sombres, de notre présence
ailleurs ?
Le Congo, l'Algérie,
l'Argentine ou le Mexique, l'Inde, ne sont-ils que des souvenirs honteux pour
la Belgique, la France, l'Espagne ou l'Angleterre ? Voilà le sujet de
réflexion que je vous propose cette fois-ci : mettre en cause la vision
prêt-à-porter de l'Europe coloniale qu'on nous transmet — je dirais presque,
qu'on nous impose — dans des œuvres comme Le rêve du Celte qui ont
mérité à son auteur, Vargas Llosa, le Prix Nobel de littérature de 2010.
Pour commencer cette
réflexion, que j'espère encore élargir, j'ai invité un spécialiste de la
décolonisation portugaise en Afrique : le Lieutenant-Colonel João José
Brandão Ferreira. Notre invité, pilote et commandant de l'Armée de l'Air de son
pays, titulaire d'une maîtrise ès Stratégie dans le ISCSP (Institut Supérieur
de Sciences Sociales de l'Université de Lisbonne), a été responsable de la
formation des cadets et officier de l'État-Major de l'Armée de l'Air de son
pays. Dans les années 1996 et 1997, comme attaché militaire à Guinée
Bissau, Sénégal et Guinée Conakry, il a pu être témoin de la destruction de
l'œuvre européenne en ces lieux. Il fut par la suite auteur de constats et
réflexions en plusieurs ouvrages dont, « Au nom de la Patrie – Le Portugal,
l'Outre-Mer et la Guerre Juste » (2009), « L'Évolution du Concept
Stratégique d'outre-mer Portugais » (2000), « L'Insertion des Forces
Armées dans la Société » et « La Guerre d'Afrique, 1961‑1974 –
Était-elle perdue, cette guerre ? ».
Il administre en
outre le blog O Adamastor, consacré à la défense de ces sujets et des
Forces Armées. Récemment, et cela fit la Une chez lui, son conflit avec le
dirigeant socialiste Manuel Alegre en arriva aux tribunaux. La controverse
regardait l'époque ou le Portugal d'outre-mer était attaqué par le terrorisme
et les puissances étrangères et son opposant judiciaire, M. Alegre,
collabora avec les ennemis de sa Patrie…
Chez nous, le
Lieutenant-Colonel João José Brandão Ferreira nous entretiendra sur « Le
Portugal et l'Europe contemporaine : aspects moins connus d'une
colonisation européenne ». Le Lieutenant-Colonel parle le français mais il
a préféré de s'adresser à nous en anglais. La traduction vers le français sera
assurée. Alors,
« Le Portugal et
l'Europe contemporaine :
aspects moins connus d'une colonisation européenne »
Par le
Lieutenant-Colonel
João José Brandão
Ferreira
Mardi 24 mai, à 20 heures
49, rue du Taciturne, 1000 Bruxelles
Comme à l'accoutumée, un rafraîchissement
suivra l'exposé de notre conférencier. Il vous sera proposé après les questions
et réponses habituelles. À bientôt donc!
Tuesday, 24 May:
(Conference in English; translation to
French
Brussels, the 9th. May, 2016.
Dear Friends,
For Europe, and most pertinently for Belgium, stricken
as they are, there seems to be no respite or relief. Prime Minister Charles
Michel declared recently: "I know I have a very important personal
responsibility; I am totally determined to devote all my energy to trying to
unite around a common project… I do not want a project where our citizens live
in fear."
Does this mean that we will be permitted, finally, to
take pride in our own identity as Christians and as Westerners, to celebrate
once again the history of our civilization, which has brought so many benefits
to the world?
Judge for yourselves. The project, explains the Prime
Minister, consists in opposing radicalization, and it is an "extremely
difficult and vital work… The law of men must always prevail over the law of
God; God's law must be contextualized. We must work with the Muslim community
to build an Islam for Europe and Belgium."
In other words, instead of strengthening Belgium, he
is committing himself to the creation of a new version of Islam. It is
interesting to consider how this task – worthy of a prophet rather than of a
political leader – could possibly be consistent with the secular and liberal
framework in which Michel operates.
The priority now should be the exact opposite. We must
rediscover our identity, we must allow it to grow, and we must preserve it from
the deviations of neo-pagan nationalism.
We must restore the former self-confidence of Belgium
and of Europe as a whole, and in order to achieve this, we must address the
ideological taboos imposed by political correctness that block the way.
Among the many forbidden subjects is, without a doubt,
decolonization – the forced abandonment of our colonies that the United States
imposed upon Europe as a condition for its entry into the Second World War.
That this subject is so rarely discussed is strange,
given the generally critical view of America in Europe. However, it is from
these former settlements, which are now in total disarray, that the forces are
emerging that are gradually destroying our social harmony.
Do our European forebears really merit being branded
criminals for settling elsewhere in previous centuries? Were they really
nothing but bandits and burglars when they tried to introduce into these
distant lands the culture of Europe? Can we not find any positive contribution
that they might have made towards the indigenous populations? The Congo,
Algeria, Argentina, Mexico, India – are they merely shameful memories for
Belgium, France, Spain or England?
These are some of the questions that I propose to
place before you: to question the ready-made perception of colonialist Europe
that we receive – or dare I say, that is imposed upon us – in such works as 'The Celtic Dream', which earned its
author, Vargas Llosa, the Nobel Prize for Literature in 2010.
To open the subject, which I hope will be continued, I
have invited Lt-Col José João Brandão Ferreira, an expert on the
African-Portuguese period of decolonization. A pilot and commander of the Air
Force in Portugal, he holds a Masters in Strategy from ISCSP (the Institute of
Social Sciences of the University of Lisbon). In 1996-97, as Military Attaché
to Guinea Bissau, Senegal and Guinea Conakry, he witnessed the destruction of
the European heritage in these former colonies.
He has written several books, including, 'The Development of
the Strategic Concept of Portuguese Overseas' (2000); 'The Integration of the Armed Forces in
Society'; 'Africa's War of 1961-1974: Was it a Lost War?'; and 'On behalf of the
Fatherland – Portugal Overseas and Just War' (2009).
In addition, Lt-Col Brandão Ferreira directs the blog O
Adamastor, which is dedicated to defending these subjects, and the Armed
Forces in general. Recently, his debate with the Socialist leader Manuel Alegre
caused great interest, for at the critical time when Portugal overseas was
under attack from terrorism and foreign powers, Mr Alegre was collaborating
with Portugal's enemies.
And so I present Lt-Col José João Brandão
Ferreira, who will speak on:
'Portugal and Today's Europe:
Lesser-known aspects of European Colonization.'
By Lt-Col José João Brandão Ferreira
Tuesday, May 24, at 8:00 p.m.
49, rue du Taciturne,
1000 Brussels
As usual, refreshments will follow the
presentation by our guest speaker. You will be offered an opportunity for the
usual questions and answers. See you then!
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