sexta-feira, 17 de maio de 2013

PAPA FRANCISCO " E tu, irias sentar-te na cadeira de trás?"

 
Uma das últimas cadeiras da igreja é ocupada pelo Papa. É o que se vê na foto.  Ele está a celebrar uma Missa muito peculiar:  os convidados são os jardineiros e o pessoal de limpeza do Vaticano.  Num momento da celebração o Papa pede a todos que orem em silêncio, cada um pelo que o seu coração deseja.  Nesse instante, ele levanta-se da sua cadeira presidencial que está na frente e vai sentar-se numa das últimas cadeiras para fazer a sua  própria oração. Dá a impressão de que este chefe preferiu que todos se centrem em ver de frente a verdadeira razão da sua existência, esse Cristo crucificado que está ali presente e não em que o vejam a ele, o seu chefe, que não é mais que um homem que falhou e continuará a falhar, e a quem hoje todos chamamos o Papa Francisco.

A famosa diferença entre chefe e líder é absoluta nesta foto. O chefe sempre se emproa, pondo-se à frente para que todos o vejam e lhe obedeçam, enquanto que o líder sabe quando se deve sentar atrás, não incomoda, acompanha, facilita o caminho para que os outros consigam os seus propósitos; o líder é capaz de desaparecer no momento oportuno, para que os seus companheiros cresçam e se centrem no que é verdadeiramente importante.  O líder não teme perder o seu lugar, porque sabe que, muito para além do “seu lugar”, trata-se de ajudar aqueles que se encontrem no seu caminho.

Na foto, o admirável Francisco está de costas.  Ele sabe que muitos o queriam ver de frente, mas neste instante tão íntimo, ele prefere ficar de costas para os fotógrafos e dar a cara a esse Deus de todos, Amor para o jardineiro e Amor para o Papa, esse Deus que não diferencia o abraço nem dá mais por um ou por outro, ambos são pecadores e ambos precisam d’Ele.

Quantos chefes terão a capacidade de ir sentar-se naquela cadeira de trás? Quando é que mães e pais teremos que “celebrar” essa cerimónia chamada vida com os nossos filhos, e num momento oportuno sermos capazes de nos sentarmos atrás, para que eles fiquem de frente para a sua missão? Quantos poderemos voltar as costas aos aplausos, à barafunda dos “clicks”, aos elogios, para dar a cara, num momento íntimo, a essa oração profunda que torna o nosso coração despido de orgulho, a um Deus que deseja com fervor escutar-nos?

O Papa ficou-me gravado nesta foto, e eu espero que hoje esta injecção sirva para me situar no resto da minha vida.

Sobre os projectos de lei de co-adopção e adopção por pares homossexuais

Hoje, dia 17 de Maio, sexta-feira, serão discutidos e votados no Parlamento, o Projeto de Lei do Partido Socialista (permitindo a co-adopção pelo cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo) e o Projeto de Lei do Bloco de Esquerda (Permitindo a adopção por casais do mesmo sexo).

A Federação Portuguesa pela Vida (FPV) vem reiterar a sua posição nesta matéria: o princípio da vida está necessariamente ligado à união entre um homem e uma mulher, e todos os diplomas que tenham o efeito de deturpar este dado da natureza são perniciosos e ofendem a dignidade da pessoa humana.

Assim, diante de mais uma obra de engenharia social que os deputados do PS e do BE querem levar a cabo com as crianças portuguesas, a Federação Portuguesa pela Vida lembra que:

1.   As crianças têm direito a ter um pai e uma mãe, idealmente, presentes durante a sua infância e juventude. No entanto, ainda que por alguma razão sejam educadas sem a presença do pai ou da mãe, é essencial para o seu processo de desenvolvimento psicoafectivo poderem construir a imagem da mãe ou do pai, normalmente pela presença de uma figura masculina ou feminina na sua vida (tios, avós, etc.);

2.   A adopção visa o estabelecimento um vínculo semelhante ao da filiação, vínculo entre a criança e um pai ou uma mãe. Não existe outra modalidade de vínculo de filiação pois não há outra forma de conceber crianças que não a da união entre um homem e uma mulher. Por isso, vedar a adoção (e co-adoção) por homossexuais é reafirmar que a criança tem o direito a crescer num ambiente o mais próximo possível do que seria o dos seus pais.

3.   A adopção existe para proteger o superior interesse da criança, e não o interesse dos pais que querem adotar. A adoção por homossexuais priva a criança de um pai ou de uma mãe, pelo que, subverte aquele princípio e trata a criança como um meio (algo a que outros têm direito) e não um fim.

4.   A adoçpão (ou co-adopção) por homossexuais é discriminatória, pois priva deliberadamente determinadas crianças de ter um pai ou uma mãe, eliminando definitivamente o elemento masculino ou feminino do ambiente familiar e de intimidade onde a criança crescerá e se desenvolverá até à idade adulta.
A Direcção da Federação Portuguesa pela Vida

segunda-feira, 13 de maio de 2013

WWW.10DEJUNHO.ORG

Homenagem Nacional aos Combatentes
A Comissão Executiva para a Homenagem aos Combatentes, presidida pelo Almirante Melo Gomes, tem o prazer de divulgar a seguinte agenda:

No dia 15 de Maio, pelas 11:30, no Clube Militar Naval, na Av. Defensores de Chaves n.º 26, será realizado um encontro-convívio que servirá para divulgar as iniciativas da Comissão Executiva de Homenagem aos Combatentes.

-- Estão convidados todos os elementos das anteriores comissões executivas e Orgão de Comunicação Social que queiram assistir ao encontro. O encontro-convívio iniciar-se-á às 11.30h, o Almirante Melo Gomes fará uma breve apresentação das iniciativas da actual Comissão Executiva.

-- Seguidamente serão servidos aperitivos e bebidas aos convidados presentes.

-- Quem desejar almoçar no próprio Clube, assim o poderá fazer.

No dia 22 de Maio, realizar-se-á um Colóquio, no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, pelas 18.00h na sala de Exposições, subordinado ao tema: “Experiências pessoais desde a Índia aos nossos dias”.

-- Neste colóquio, os sobreviventes da guarnição da Lancha “Vega”, que combateu e foi afundada em Diu em 1961 pela União Indiana, irão fazer um relato emocional, na primeira pessoa, das experiências vividas e do testemunho dos que pereceram nesse dia combatendo pela pátria.

-- Seguidamente, o Major António Lobato, prisioneiro do PAIGC entre 1963/70, falará da sua experiência, das circunstâncias da sua captura, de como resistiu a sete anos de cativeiro e como foi libertado na operação Mar-Verde em 1970.

-- A fechar este colóquio o Major-General Avelar de Sousa, falará da sua experiência recente nos teatros actuais da Bósnia e Angola.


No próximo dia 10 de Junho, decorrerão, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar um conjunto de cerimónias de profundo significado patriótico, com o único intuito de recordar a memória de todos aqueles que tombaram por Portugal.

Esta cerimónia terá um significado especial neste momento, onde a sociedade vê com profunda apreensão o seu futuro. Este ano, homenageando a mulher portuguesa, a Dra Isabel Jonet será a ilustre oradora, honrando os combatentes mortos nos diversos teatros de operações.

O programa da cerimónia encontra-se no sítio www.10dejunho.org/

Informação complementar:
COMISSÃO PARA A HOMENAGEM NACIONAL AOS COMBATENTES
BREVE RESUMO HISTÓRICO
 
Logo a seguir ao 25 de Abril de 1974, a desorientação revolucionária que que se apoderou do país criou um enorme clima de instabilidade e de incerteza que ameaçava os objectivos da revolução e do desejo de liberdade e de democracia da maioria dos portugueses. Esta situação preocupou o então Presidente da República, General Spínola, que pediu a um grupo de cidadãos para darem corpo a um conjunto de iniciativas que visavam não deixar cair no vazio os supremos valores nacionais. Os portugueses precisavam de voltar a ver bandeiras nacionais, de ouvir “slogans” e rever-se em cartazes que lhes lembrassem que Portugal não estava numa deriva suicida, antes tinha âncoras que garantiam um futuro condicente com a nossa História.
 
Numa frase, este grupo devia mobilizar os portugueses para quererem manter a independência nacional.
 
Foi de imediato decidido fazer uma manifestação no dia 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e do Santo Anjo de Portugal.
 
Logo em 1974 se realizou o primeiro evento que constou de uma marcha/manifestação que saiu do Parque Eduardo VII e desfilou com cartazes e palavras de ordem até ao Camões onde foi proferido um discurso.
 
Em 1975, com programa semelhante, houve distúrbios durante a cerimónia por provocações de contramanifestantes, que lá se deslocaram armados de escudos e viseiras; houve conflito, agressões, vários feridos e até um morto.
 
Passado o Verão quente de 75 verificou-se que, com o tempo, a data do 10 de Junho como que atemorizava os poderes vigentes, em detrimento de outras comemorações burocráticas e sem espírito patriótico. Esta foi a razão para a formação de uma Comissão, nascida da sociedade civil, que se propôs levar a efeito anualmente uma homenagem aos combatentes caídos pela Pátria, integrada na celebração de Portugal e, obviamente, no Dia 10 de Junho. Esta tarefa de organização decorreu em fins 1993 e resultou na primeira celebração em Junho de 1994, junto ao Monumento aos Combatentes, em Belém, o qual havia sido inaugurado em Janeiro desse mesmo ano.
 
Esta Comissão manteve uma organização informal até ao ano 2000. A partir de 2001 foi decidido instituir uma Comissão Executiva que toma a responsabilidade de executar a cerimónia daquele ano. Foi também decidido que, sempre que possível, o seu Presidente seria um Oficial das Forças Armadas, rotativamente entre os três Ramos.
 
A Comissão para a homenagem Nacional aos Combatentes é uma organização não-governamental, apartidária, nascida da sociedade civil, constituída ad hoc para os seguintes fins:
 
-- Celebrar o Dia de Portugal;
 
-- Homenagear os Combatentes que caíram ao Serviço de Portugal em qualquer época da sua História e em qualquer ponto do globo;
 
-- Pelas acções anteriores, fortalecer o espírito patriótico dos portugueses, nomeadamente a juventude, e todos aqueles que, embora sem armas na mão, se preocupam e lutam por um futuro mais promissor para Portugal.
 
Para tanto é seu dever levar a efeito pelo menos uma cerimónia anual onde estes objectivos sejam cumpridos, no Dia 10 de Junho.
 
Outras actividades complementares deverão ser promovidas sempre que for considerado oportuno e exequível.

HOJE! A DESCONSTRUÇÃO HISTÓRICA DE PORTUGAL


domingo, 5 de maio de 2013

FORÇAS ARMADAS E DEFESA: DE MAL A PIOR

“Melhor é perder o ofício e a vida, que reter o ofício e perder a consciência”.
Padre António Vieira
 
A saga continua.
 
Numa cerimónia que se vai repetindo, convocou o Sr. Ministro da Defesa (MDN) uma conferência de imprensa, no Forte de S. Julião da Barra (há que o aproveitar enquanto não for posto à venda – a “Golden Sachs” até é capaz de dar uma nota gorda por ele).
 
A sala estava devidamente decorada com umas flores e os quatro chefes militares.[1]
 
Tanto que se falou da “brigada do reumático”…
 
O MDN – agora despido de muitas competências, entretanto delegadas por despacho, no Secretário de Estado (SE) - lá falou para não dizer nada, a não ser humilhar as chefias militares (mais uma vez), afirmando passar a ter apenas o CEMGFA como futuro interlocutor.
 
De facto o objectivo não era dizer algo que se visse, mas apenas fazer de conta que estão todos como “Deus com os Anjos” e que o desmantelamento da Instituição Militar vai prosseguir. E que tem o acordo e a colaboração das chefias militares.
 
Neste âmbito o Sr. Ministro enterrou a espada até ao copo.
 
Não importa sequer, que a maioria dos estudos e “reformas” estejam a ser forjadas em organismos e grupos de trabalho fora da tutela das chefias militares; que o Sr. Ministro se entretenha a solicitar estudos e pareceres a esmo (enfim, ele é advogado e, pelos vistos, só conhece o “princípio do contraditório”) e que a “task force” mais poderosa seja constituída por um quadrilátero de estrelados, fora da efectividade de serviço, algo ressabiados por não terem conseguido mais uma estrela, e com algumas contas a ajustar por aí.
 
Nós já percebemos – e percebemos há muito – que pouco haverá que possa ocorrer, que provoque reacções nas chefias; e, se calhar têm razão: arranja-se sempre quem a seguir faça o mesmo, ou pior…
 
Veja-se, por ex., o que estão a fazer aos Estabelecimentos Militares de Ensino; seguir-se-ão as Academias Militares…
 
Não vai ficar pedra sobre caco.
 
No despacho sobre a estúpida junção do Colégio Militar e do Instituto de Odivelas[2], chega-se ao ponto de incluir uma frase justificativa – aliás muito em voga nos corredores de Bruxelas – de que a medida se destina a “não haver discriminação de género”.
 
Ora aí está, já adivinhámos qual a medida a anunciar na próxima conferência de imprensa do MDN, a ser marcada na antevéspera de uma qualquer marcha “gay”:
 
A de que será destacado para junto de cada chefe militar um “comissário para os direitos do género”, com poderes suspensivos sobre qualquer ordem ou deliberação (presumivelmente, um magistrado ou procurador).
 
Deste modo, junto ao CEMGFA será colocado um transexual libertário (obviamente assumido) – e à flamula distintiva da função da mais alta hierarquia militar, será acrescentada uma bandeirinha com as cores do arco - iris; Junto ao CEME irá ser destacado uma lésbica, de preferência grávida por inseminação artificial; ao Chefe da Armada, calhará um pai solteiro, bissexual e ex-toxicodependente e à Força Aérea, como o Ramo tido por mais “prá-frentex”, caberá um gabinete de estudos dos “géneros a haver”, e da reforma do conceito de pedofilia, trigamia e incesto, sem esquecer os direitos da interacção do género humano com o género animal!
 
Vão ver como vão todos ficar agradecidos!
 
E lá virão as frases, agora já mal balbuciadas, de que os militares apesar de serem de carne e osso (cada vez mais, só osso…) não se podem eximir aos sacrifícios (que ninguém nas altas instâncias quer fazer) e estão sempre receptivos aos progressos da evolução da sociedade – mesmo que sejam propalados por adiantados mentais formados em coisa nenhuma; e que não ficará qualquer missão por cumprir – sobretudo se só se ordenarem as que puderem ser feitas…
 
E todos os militares estão disciplinadíssimos, hirtos e voltados para a frente, com os olhos postos no infinito – onde observam, placidamente, um oito deitado. E com o mesmo ar feliz das vacas açorianas, que tanto embeveceram o espirito de S. Exª, o Comandante - Supremo, na sua última visita ao Arquipélago…
 
Nos discursos em parada, mesmo que esteja reduzida a um pelotão menos, de gente bem camuflada e com aspecto de “Robocop” (mas que nem sequer têm munições de salva), ainda se há - de ouvir a necessidade de proceder a racionalizações e empregar toda a imaginação para continuar a bem defender a Pátria. Aliás é isso que ela espera de nós, perdão, deles!
 
Quem os viu e quem os vê. É patético.
 
Por outro lado, consta que irá ser apresentada uma queixa no Tribunal Constitucional contra as chefias militares, para se apurar se a sua acção (e omissão) está a ser conforme à Lei fundamental do País (lembra-se que os militares juraram “guardar e fazer guardar a Constituição…” [3] – nunca ninguém previu era como isso se fazia na prática - além de terem jurado “lutar pela independência da Pátria”- cá dê ela?).[4]
 
Pois o Tribunal Administrativo do Sul, não multou o MDN, em um milhão de euros por este não ter efectuado a vigilância aero – marítima, que protegesse a ZEE dos Açores e, desse modo, defendesse os pescadores do Arquipélago, da pesca ilícita?
 
E lá se foi o Lino, que sabia tanto de Defesa Nacional como, pelos vistos, de “Swaps” – e vamos a ver como vai ser com o próprio ministro a avaliar por notícias já vindas a público.
 
Nada de grave, porém, dadas as competências políticas serem inesgotáveis, o ministério vai receber um reforço de peso: a especialista Berta![5]
 
Como até agora ninguém tinha descortinado as razões porque a escolheram, pusemo-nos em campo e descobrimos a causa (como Poirot ficaria orgulhoso de nós), através da foto junta, a qual dispensa explicações…

Obus usado na I Guerra Mundial conhecido por “Big Bertha”
 
Com créditos destes, resta a esperança que a nóvel SE, conseguirá equivalência a uma licenciatura em Artilharia! O pobre do Relvas ficaria vingado…
 
Haja alegria, pois há muito que não se pode levar nada disto a sério!
 
E o Padre António Vieira não pára de estar actual.
 



[1] E ainda está para se perceber porque, até hoje, nunca assistimos a nenhuma conferência de imprensa de qualquer ministro, com os seus “directores - gerais” ao lado, e só as chefias militares acompanham o ministro das FA, perdão, da Defesa, nestas andanças.
[2] Só comparável à ideia, assaz inteligente, de juntar todas as Escolas Práticas das Armas, no Convento de Mafra! (conhecido na gíria da Infantaria, pelo termo ternurento, “Calhau”)
[3] Não é que a CR seja grande coisa – deve ser até a pior que temos desde 1822 – mas, enfim, está em vigor e não foram só os detentores dos órgãos de soberania, que a juraram… Ainda serve para dizer que na fórmula de Juramento militar a ordem dos termos parece invertida. Isto é, primeiro jura-se defender a Constituição e só depois a Pátria…
[4] Ainda não demos conta que nenhum chefe militar tenha sacrificado a vida - como previsto no tal juramento – a lutar contra a “Troika”, nem contra quem a chamou…
[5] Estamos seguros que, pelos dias que correm, já saberá distinguir um avião de um carro de combate (não lhe falem é em “tank” senão a coitada ainda pensa que é o recipiente onde lava a roupa…