30 páginas simplesmente...
Este blogue apresenta os pensamentos, opiniões e contributos de um homem livre que ama a sua Pátria.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
sábado, 27 de abril de 2013
Ainda sobre a responsabilização dos políticos!
A Lei existe, é a 34/87...
querem vêr que é desta !!!
Estará
esquecida??? ou vai incomodar alguém não incomodável ????
Criminalização
jurídica dos actos políticos maléficos para a sociedade noutros países.
Aqui
ao lado em Espanha estão 437 políticos presos
por actos desta ordem.
Em França em que a lei é mais apertada estão 236 e alguns ministros
Na Alemanha 29
Na Inglaterra 18
Na Holanda 12
Na Dinamarca 31
Etçª. Etcª. Ettçª.
E até Nos EUA estão cerca 657 presos, mas ai as leis são um pouco diferentes.
Em França em que a lei é mais apertada estão 236 e alguns ministros
Na Alemanha 29
Na Inglaterra 18
Na Holanda 12
Na Dinamarca 31
Etçª. Etcª. Ettçª.
E até Nos EUA estão cerca 657 presos, mas ai as leis são um pouco diferentes.
Agora
em Portugal
ZERO isto é lamentável.
Quem usa e abusa dos dinheiros públicos, politicamente ou em proveito próprio deve prestar contas
E os tribunais devem actuar
É só isso que eu pretendo
Isto... não é populismo é justiça
Quem usa e abusa dos dinheiros públicos, politicamente ou em proveito próprio deve prestar contas
E os tribunais devem actuar
É só isso que eu pretendo
Isto... não é populismo é justiça
E nos casos mais graves, que põem em perigo a Independência Nacional, como se verificou com a má gestão do Sócrates e do Teixeira dos Santos, a Lei vai mais longe:
"CAPÍTULO II - Dos crimes de responsabilidade de titular de cargo político em especial, Artigo 7.º - Traição à Pátria: "O titular de cargo político que, com flagrante desvio ou abuso das suas funções OU COM GRAVE VIOLAÇÃO DOS INERENTES DEVERES, ainda que por meio não violento nem de ameaça de violência, tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro, ou submeter a soberania estrangeira, o todo ou uma parte do território português, ofender OU PUSER EM PERIGO A INDEPENDÊNCIA DO PAÍS será punido com prisão de dez a quinze anos."
OS TRIBUNAIS QUE ACTUEM!!!!!!!!!!!
PARA
UM PORTUGAL MELHOR, É FAVOR DIVULGAR
sexta-feira, 26 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
A RESPONSABILIZAÇÃO DOS POLÍTICOS
“Os diferentes partidos não são mais do que escolas
de imoralidade e, portanto, companhias de comércio ilícito, onde as diferentes
lutas, que promovem, não são mais do que o modo de realizarem o escambo das
consciências, o sacrifício dos amigos e o bem do País e, por conseguinte, o
modo de realizarem o fruto do peculato, depois de postos em almoeda as opiniões
(…). A classe dos malfeitores é a que mais tem ganho com as garantias
constitucionais”.
Luz Soriano
(Sobre a Política do seu tempo)
Fui
ouvir, recentemente, num conceituado Instituto, sito na área de Lisboa, uma
palestra – sobre a “crise”- por parte de uma conhecida política com experiência
governativa.
Casa
cheia, reflexo da expectativa com que a audiência aguardava a exposição da
reputada personalidade. Até porque não encaixa no estereótipo do “político
palavroso e oco”, que por aí abunda, pela reconhecida competência na sua área
profissional e por, sobre a sua probidade, não impender qualquer sombra.
Infelizmente seja por estar cansada, não ter usado apontamentos e, ou,
desconhecer a audiência, não esteve, desta vez, particularmente feliz.
Acontece.
Dos
múltiplos aspectos que se poderiam comentar, existe um que merece ser tratado,
pois a sua importância extravasa, em muito, o âmbito em que foi tratado.
A questão
surtiu assim:
No início
da sua exposição a oradora disse haver consenso, na sociedade, sobre quais as
causas que nos levaram à actual crise financeira, pelo que nos deveríamos
concentrar nas soluções.
No
período de “perguntas e respostas” veio a ser confrontada com a opinião de que
o consenso não devia excluir ou impedir, que as responsabilidades fossem
apuradas e que os responsáveis devessem reconhecer e assumir os eventuais erros
e ilícitos, que tenham praticado.
E, até,
pedir desculpa pelos mais gravosos, acrescentamos agora.
A
palestrante não concordou com as afirmações feitas dizendo “que em Democracia a
responsabilização é feita nas eleições seguintes, votando-se noutros
candidatos” e que “isso era muito perigoso pois se formos responsabilizar os
políticos pelas decisões que tomam, passando-lhes multas, por ex., ninguém ia
querer vir para a política, e já há pouca gente a vir para a Política”.[1]
Pareceu-me, ainda, entender concordância vária, pela sala, a esta
resposta.
Estas
afirmações não devem ficar sem contraditório, mesmo descontando alguma
“ingenuidade”, que a ilustre convidada já não tem idade nem estatuto para
exibir.
É por
demais evidente que os políticos têm e devem ser responsabilizados. E a vários
níveis. Até os Juízes caracterizados pelos quatro “Is” (independentes,
irresponsáveis, inamovíveis e imparciais) devem ser responsabilizados![2]
Os políticos
devem ser responsabilizados, politica, criminal e socialmente.
Politicamente, através das eleições, mas também através da confiança do
PR, caso dos governantes e outros que dependam dele; e das próprias direcções
dos Partidos Políticos, se estes funcionassem com o mínimo de organização e
decoro. Todos, através da “vigilância parlamentar”, o que implica haver
deputados com independência de espirito e não “animais amestrados” de
lideranças flutuantes, tendências ou “lóbis” estranhos à sua função.
Devem ser
responsabilizados criminalmente quando cometem dolo, na sua actuação, o que
parece ser o caso relativamente ao buraco financeiro em que nos meteram (há até
um artigo no Código Penal que prevê isto, o 235º), pois é perfeitamente
inconcebível, como sucessivas gerações de políticos podem ser tão
irresponsáveis e incompetentes, durante tanto tempo.[3]
Aqui não
há subjectividades, nem boas ou más intenções a atender: é factual, objectivo,
incontornável!
Tudo
configura um crime de lesa - cidadão e de lesa - Pátria!
E aquilo
que parece, e parece muito – e em política o que parece é – é que é que os
membros da classe política, de um modo geral, se tapam uns aos outros! E a
resposta que deu não nos tranquiliza nada, neste âmbito.
E quanto
à responsabilização criminal porque é que ela não é exercida? É por não se
conhecerem casos?
Não, não
é, toda a gente sabe que não é: os casos e as suspeitas que têm vindo a público
são às dúzias, nas últimas quase quatro décadas e foram mediatizados pelo país
inteiro (e alguns, no estrangeiro).
Raríssimos foram os julgamentos que chegaram ao fim e houve condenações.
E a
experiente política não pode deixar de saber porquê: Porque, aparentemente, se
encobrem uns aos outros (quem tem telhados de vidro…); a teia de leis
existente, consubstanciadas no Código Penal e no respectivo Processo, são um
novelo inextrincável; a organização judicial não presta contas a quase ninguém;
a investigação judicial criminal está longe de ser independente; a macro
organização da Justiça está concebida para se equilibrar e contender, mas não
para funcionar. Etc.
E quem
tem a responsabilidade e a última palavra a dizer nisto tudo? Exactamente, os
políticos!
Por isso
não há como dar a volta, a coisa está bloqueada e bem bloqueada.
Defendeu
a excelente senhora, que os eleitores castigarão os políticos nas eleições
seguintes. Ora cara doutora, balelas! Será que acredita mesmo no que disse?
Vejamos:
Para não
ir mais atrás, a seguir a uma das várias revoltas, golpes de estado, insubordinações,
etc., protagonizados pelo Senhor Duque de Saldanha, aquela de 1851, veio a
inaugurar o que se convencionou chamar de “Rotativismo”.
Surgiram
os Partidos Regenerador e o Progressista, um mais à “direita” e o outro mais à
“esquerda”, que se alternavam no Poder [4]; na I República apareceram
o Partido Evolucionista, o Unionista e, sobretudo o Democrático, do ferocíssimo
Dr. Afonso Costa, que tendo mais caceteiros do que os outros, lograva conseguir
mais tempo no Poder. Havia mais uns apêndices.
Todos
sabemos – embora pouco conscientes – das desgraças em que tudo isto terminou.
Agora
roda entre o PS e o PSD (o CDS ora está com um, ora com outro) e é tudo à
“esquerda” – sim, porque não há “direita” no Parlamento. Os outros dois que
restam (o BE e o PCP) gozam de pouca “simpatia” eleitoral, além de que são
“anti - sistema” (e, convenhamos, que os modelos que preconizam, quando foram
aplicados noutros países, deram resultados, catastróficos e escabrosos).
Ao fim de
35 anos de “vira o disco e toca o mesmo” – com os resultados conhecidos – que
alternativa resta, não me dirá?
E terá a
Senhora coragem para afirmar que a possibilidade formal, existente, de surgirem
outros partidos, tem alguma hipótese de vingar?
Aliás o
“sistema” está de tal modo “blindado” e é tão surrealista que, há alguns anos a
esta parte, passámos a ter mini - governos de comentadores políticos em todos
os jornais, rádios e, sobretudo, televisões!
E, vai-se
a ver, são quase todos ex-governantes, ou políticos altamente colocados!
Mas
alguém consegue trabalhar no meio deste granel e deste ruído?
Por fim,
os políticos devem ser responsabilizados socialmente: devem perder direitos
políticos (de cidadania) quando se portam mal; devem ter portas fechadas no
Estado e, também, serem submetidos a censura social.
Para que,
por ex., o Sr. Sócrates não possa vir, impante, com uma falta de vergonha do
tamanho do mundo, mentir compulsivamente para a televisão dita pública; ou o
Sr. Relvas não se coíba de vir cantar a “Grândola” para a porta de São Bento,
quando o “Tó Zé” lá habitar, não por ter alguma ideia na tola, mas por o
eleitorado ir, eventualmente, “castigar” os actuais inquilinos, pela boa
prestação que andam a ter.
Como a oradora muito bem sabe.
É por
tudo isto que os eleitores já não têm o mínimo respeito pelos políticos. Eles,
também, nem sequer se dão ao respeito.
A
palestrante mostrou, ainda, a sua preocupação por a eventual responsabilização
dos ditos cujos, poder afastar as pessoas da política. Desculpará, mas esta
frase não liga bem com a sua capacidade intelectual.
Na sala
estavam muitos oficiais de Marinha. Experimente perguntar-lhes o que lhes
aconteceria, sendo comandantes, se encalhassem um navio! Ora não parece haver
falta de candidatos à Escola Naval por causa disso… (não falo da Escola Náutica
pois os seus colegas da política acabaram com a Marinha Mercante).
Alguns
aviadores cometem erros e morrem; não creio que alguma vez houvesse falta de
candidatos a pilotos.
Os médicos
quando cometem erros, mesmo involuntariamente, podem causar graves danos aos
doentes e, até, a morte. Arriscam um processo em tribunal e podem não recuperar
a sua carreira; pois não há memória de haver quebra de frequência nas
Faculdades de Medicina e, tão pouco, os doentes deixaram de ir ao médico…
Os
exemplos podiam continuar.
Então só
com os políticos – alguns dos quais é-lhes outorgada autoridade que lhes
permite tomar decisões que afectam toda uma Nação – é que as coisas têm de ser
diferentes? Não podem ser responsabilizados?
Não
podem, uma ova!
Ponha os
olhos no Engenheiro Guterres, ele ao menos aprendeu por si e apanhou um “calor”
tal que se eclipsou para a ONU, onde se tenta redimir, fazendo o bem aos refugiados.
É a vida.
Perceba a
ilustre oradora que nós não precisamos sequer, de muitos políticos, mas sim de
bons políticos.
Políticos
que queiram vir para servir a Polis, não para arranjar tacho. Por isso a gente
deve-lhes impor regras e responsabilizá-los.
Já basta
– outra coisa a corrigir, ontem – que ser político, representa a única
actividade para a qual não existe um curso específico, habilitações
profissionais mínimas, nem exame de coisa alguma – a não ser as sacrossantas
eleições depois de um período mais ou menos extenso de venda de banha – da -
cobra – nem obrigue a um tirocínio que vá para além do transportar a pasta ao
chefe; dar-se bem com o “Sr. Valente Cunha” e na afirmação expedita do “são as
horas que V. Exª quiser que sejam”!
A
palestrante não quer responsabilizar os políticos?
Responsabilizar os políticos não é apenas uma medida de higiene e de bom
senso, é a única maneira de podermos atrair gente honesta e competente
para a sua prática!
E sobre o
erro de perspectiva, que resulta no engano da defesa da permanência de Portugal
no Euro, falaremos noutra altura.
Queira
aceitar os melhores cumprimentos.
[1]
Não é “ipsis verba”, mas a ideia é esta.
[2] Lei 21/85, de 30 de Julho.
[3] Veja-se, nem a propósito, o recente escândalo dos “Swaps”!
[4] Daí se chamar “Rotativismo” – uma tentativa frustre de se imitar o parlamentarismo britânico, devidamente moldada ao caciquismo “tuga”
[2] Lei 21/85, de 30 de Julho.
[3] Veja-se, nem a propósito, o recente escândalo dos “Swaps”!
[4] Daí se chamar “Rotativismo” – uma tentativa frustre de se imitar o parlamentarismo britânico, devidamente moldada ao caciquismo “tuga”
segunda-feira, 22 de abril de 2013
O MISERÁVEL “NEGÓCIO” TAP/SATA/GREVES/GOVERNO
O caso
conta-se em duas penadas.
Como se
sabe o governo – isto é os senhores que a maioria dos votantes elegeu para nos
governar em nome da “Troika” – na sua obediência canina em cortar em tudo o que
mexa ou esteja quieto, com excepção dos órgãos que os sustentam e nas
clientelas partidárias, decidiu abocanhar uma percentagem variável dos
vencimentos dos cidadãos, depois de ter prometido coisas diferentes.
Mas, ao
arrepio do exemplo e à revelia de igualdades e justiças propaladas – para
inglês ver – abriram excepções. Afinal sempre há uns quantos mais iguais do que
outros…
São
conhecidos os casos da CGD, Banco de Portugal, NAV e TAP, que foram isentos de
muitas das penalizações aplicadas ao vulgo, em 2011 e 2012. Note-se que estamos
a falar de um grupo restrito, dos mais privilegiados trabalhadores nacionais.
Este ano,
porém, os jovens turcos que se reúnem às quintas - feiras, na R. Gomes
Teixeira, decidiram ter uma eructação de personalidade, puseram voz grossa e
atroaram os ares com uma decisão de peso: este ano, os cortes de 10% nos
vencimentos do pessoal da TAP, SATA, Portugália e SATA Açores eram para ser
aplicados!
As
administrações respectivas apresentaram os esgares e as frases, como é de
costume; os sindicatos uniram-se todos, e cá vai disto: ameaça de greve na
Páscoa.
Pois, que
diabo, não andam todos os outros transportes em greve (apesar de, ainda, não
terem levado nada)? E os portos, aquilo é que foi, meses a fio, milhões de
prejuízos! (A propósito, alguém sabe como acabou e porquê?).
As
hostes tremeram, ameaça para aqui, queixa acolá. Durou pouco, o governo cedeu
logo.
Afinal os
jovens turcos só têm “coragem” de actuar contra os fracos. Afinal são uns
cobardes!
Poder-se-á alegar que foram pragmáticos a
arranjar uma solução face aos prejuízos previsíveis. Concedo, passam então a
cobardes pragmáticos e não se livram de outros danos.
Aliás,
nunca houve coragem para resolver o problema da TAP que se arrasta desde os
tempos do “PREC”, para o que se poderia ter lançado mão das soluções aplicadas
à “Suissair” e à “Sabena”. Mas não, ajoelharam sempre perante as ameaças de
sindicatos (só na TAP há uma profusão de 14, de todos os quadrantes), sobretudo
o dos pilotos, e clientelas partidárias – isto para já não falar nalgumas
inverosímeis administrações.
Por tudo
isto a empresa foi acumulando milhões e milhões, de passivo, resultando que o
país está a um passo de ficar sem uma companhia de bandeira – que é já um símbolo
nacional – e o estado nem sequer alivia a tesouraria, pois se prepara para a
alienar por “um euro”, dado que ninguém vai dar dinheiro por uma empresa
falida, cujos proventos se esgotam em alimentar vidas de “novos - ricos”. [1]
Como foi,
então, feito o negócio usando de enleio discursivo para enganar distraídos e
crentes?
Simples:
os cortes são feitos na mesma conforme a lei, para permitir ao governo salvar a
face e a administração da TAP assume a diferença, dando com uma mão o que o
governo tira com a outra. [2]
Não se
sabe ao certo de que rubrica sairá o dinheiro para pagar esta diferença agora
acordada. Seja como fôr a solução encontrada não pôde ser transposta “tout
court” para a SATA e, daí, o Governo Regional dos Açores ter dito que não tinha
dinheiro para pagar a operação, o que obrigou a uma maratona negocial de mais
de 24 horas, cujos termos acordados se ignoram. E quem, em última análise, vai
pagar…
Não
contentes com isto, ainda conseguiram o desbloqueamento das carreiras. Outra
excepção.
Finalmente, para ilustrar a falta de norte e, sobretudo, de vergonha,
reinante, queremos denunciar a argumentação por parte de sindicalistas e não
só, de que face à “degradação” das condições remuneratórias e sociais, os
pilotos e técnicos estão a “fugir” para outras companhias, nomeadamente, no
Médio Oriente.
É preciso
ter lata: então e os restantes pilotos das companhias que não têm o Estado com
principal acionista? Ou o sindicato só representa a TAP e, agora também a SATA?
E o livre
mercado é só para funcionar quando interessa?
Já agora,
durante décadas a TAP e a SATA, não foram alimentadas por paletes de pilotos e
técnicos formados na Força Aérea (FA) e que aquelas companhias receberam de mão
beijada e a custo zero?
Sem
dúvida que a sua falta de preocupação por este “pormenor” – que tem esvaído a
instituição FA durante anos e anos, causando-lhe graves problemas de índole
vária – só tem paralelo na falta de coragem em tentar resolver os problemas por
parte da maioria das chefias militares e no olímpico desprezo votado pelo poder
político. Uma área, aliás, onde os Ministros da Defesa – se o fossem – podiam
ter servido para alguma coisa!
Aos
profissionais da Aviação abrangidos pelo teor deste escrito – contra os quais
nada me move e onde conheço excelentes profissionais – pedia que metessem a mão
na consciência, tomassem em devida conta as vergonhas existentes e actuem em
consonância.
A situação
é imoral? Sim é imoral, mas quem é que, nos tempos que correm, se atreve a
chamar imoral seja ao que fôr?
Inacreditável? De todo, apenas mais um episódio resultante da
putrefacção moral, política e social – que gera a lei da selva - em que caímos.
[1] E ainda está para se conhecer um peculiar acordo que terá sido feito, creio que durante o executivo Guterres, com o sindicato de pilotos, relativamente a cláusulas a garantir em caso de eventual privatização da TAP.
[1] E ainda está para se conhecer um peculiar acordo que terá sido feito, creio que durante o executivo Guterres, com o sindicato de pilotos, relativamente a cláusulas a garantir em caso de eventual privatização da TAP.
[2]
Soluções semelhantes têm sido usuais, a fim de garantir a “paz” social,
permitindo dizer para fora que não se têm aumentado os vencimentos base.
domingo, 21 de abril de 2013
2010 - A IMPORTÂNCIA DOS COLÉGIOS MILITARES: PASSADO, PRESENTE E FUTURO
Como se pode constatar pela data, foi escrito há 3 anos. Como muitos outros
apenas antecipou eventos que vieram a ocorrer mais tarde.
Já se sabe que
em política não se pode ter razão antes de tempo, mas em Estratégia pode e
deve-se. E o adágio popular- que não é (são) mais do que o bom senso vertido na corrida da vida, mandava "pôr as barbas de molho"....
Observem o que o Governo se está a preparar para fazer!
Clicar no titulo para ler.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
A SENILIDADE CAQUÉTICA DO DR. MÁRIO SOARES
Eclesiastes
Veio o
arvorado “pai democrata” afiançar em título de 1ª página: “Por muito menos do
que isto mataram o Rei D. Carlos”. [1]
Vejamos
se entendi bem: o Dr. Mário Soares (MS) pretende comparar a situação existente,
àquela vivida pelo nosso Augusto Rei e comparar a sua acção à dos governantes
actuais – nomeadamente o PR, Prof. Cavaco Silva – na solução da “crise” em
ambas as épocas, e “alertar” o actual inquilino de Belém para que lhe pode
acontecer o mesmo – presumo que metaforicamente…
O Dr. MS
não se enxerga mesmo.
Quando o
ilustre monarca foi vilmente assassinado, com seu filho primogénito, em
1/2/1908, tinham passado 88 anos da Revolução Liberal, de 1820, que virou o
país de pantanas, até 1851 e depois nunca lhe conseguiu dar coerência e
estabilidade, acabando em desastres políticos, sociais e financeiros
sucessivos, que resultaram numa fuga para a frente, que culminou na implantação
da República, em 5/10/1910 – de que o atentado do Terreiro do Paço foi a
antecâmara – como se os problemas do país derivassem da existência da Família
Real.
Imbecilidade semelhante, já tinha sido aduzida em 1820, ao tentar-se
sentar no Trono, em vez de um Homem, um papel: a Constituição!
O Senhor
Rei D. Carlos foi um monarca notável, patriota – por definição só podia – homem
de carácter, probo, culto, com visão política, excelente diplomata, cientista e
artista de rara sensibilidade. E deu exemplo de contenção e solidariedade em
tempos de dificuldades generalizadas…
Aturou –
é o termo - a maldita da política partidária – os partidos políticos, em geral,
sempre constituíram uma pústula cancerosa na Nação – com menos paciência, é
certo, com que seu pai, o bom do D. Luís, tinha feito e só se dispôs a
interferir, mais “musculadamente” na cena política, quando o desastre era já
extenso e o bloqueamento do sistema político, não só o aconselhava, mas exigia.
Ora a
actuação dos republicanos maçónicos e carbonários – em que MS se diz rever - e,
também de muitos políticos dos partidos que se diziam monárquicos, foi
justamente no sentido de contrariar os esforços do Rei e de outros patriotas
(nomeadamente militares), em travar o descalabro existente.
Ao
matarem o Rei – que tinha acabado de assinar a ordem de degredo para África,
pena a que os cabecilhas da última tentativa revolucionária tinham sido
condenados (é bom lembrar que o Partido Republicano era um partido legal e
estava representado no Parlamento) – acabaram por subverter e paralisar, a
ordem existente.
Os
pavorosos 16 anos da I República só ampliaram, catastroficamente, o desastre!
Ora são
precisamente os “descendentes” políticos do primo-republicanos – com MS à
frente - acompanhados por um batalhão de acólitos de ideologias erradas e
organismos internacionalistas, que não têm nada a ver com a nação dos
portugueses, que se vêm opor, agora, a outros políticos que estão a tentar
(apesar de só quase fazerem asneiras) emendar as políticas erradas do anterior,
em que todos também colaboraram.
Estamos,
pois, no alvor de um “Surrealismo” de que nem o mestre Dali se lembraria…
Creio,
até, que MS em vez de estar preocupado com a segurança do actual Presidente se
deveria preocupar com a sua.
De facto
quem tem responsabilidades como ele, na desgraça da retirada de pé descalço, a
que chamam “Descolonização”; quem, sendo Primeiro – Ministro teve que chamar o
FMI, para evitar a bancarrota; ajudou a meter o país na CEE, de qualquer
maneira e a qualquer preço; ficou a ver a delapidação de grande parte dos
fundos daquela organização indefinida, sem mexer um dedo e gozou que nem um
nababo oriental, durante 10 anos de presidência, em que tinha o orçamento que
queria, o que lhe permitiu dar duas voltas ao mundo em viagens “de estado” (ou
de estadão) – e ficamos por aqui – deve estar mais preocupado consigo do que
com alheios.
E até é
possível que ande, a avaliar pela protecção policial, que ainda hoje lhe é
dispensada e às suas propriedades, coisa que D. Carlos, que era um homem
valente, dispensava, pois nem escolta tinha. Mas andava armado (era um
excelente atirador) e dispunha-se a enfrentar o perigo…
Aliás, a
mediocridade do seu percurso político - a que há que subtrair a oposição ao
golpismo totalitário do PCP, em 1975, (de que foi militante – afinal “só os
burros é que não mudam”…) e mesmo aí, tratava-se de luta pelo poder – só tem
paralelo na mediocridade desta III República, de que MS ficará como um dos
expoentes.
De facto
apesar de ter herdado a “pesada herança” do Regime anterior; ter gozado do
fluxo contínuo de fundos comunitários (cerca de dois milhões de contos/dia),
sem nada fazer para os merecer, a não ser alienar capacidades, património e
soberania (ou seja tudo o que realizou foi com riqueza que não produziu); e não
ter qualquer ameaça externa ou interna grave, que pudesse tolher o
desenvolvimento, foi obrigada a pedir a ajuda do FMI, por duas vezes e acabou
falida, num protectorado vergonhoso, tutelado por um acrónimo repelente, a
“Troika”!
Dr. MS o
senhor, como português e como político, é uma desgraça e, mesmo em vida, é já
uma mentira histórica.
Fará o
favor de não tornar a falar no Rei, Senhor D. Carlos: o senhor não está
qualificado para o fazer e Ele não merece ser maltratado.
[1] Entrevista ao Jornal “I”, de 12/4/13, sobre a situação política actual.
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