sexta-feira, 12 de abril de 2013

O EQUILIBRIO E A VIDA

Hoje pretendo falar de “equilíbrios”, pois a vida é feita de equilíbrios.

Os equilíbrios fazem parte da natureza, dos seres individuais, da sociedade como tal e da sua interacção.

Quando um equilíbrio se desfaz, assistimos a um cataclismo, o rompimento de uma ordem, ao aparecimento de um caos, ao desaparecimento de espécies, à ruptura de ligações.

Este equilíbrio vai do cósmico ao individuo.

O equilíbrio cósmico está para além da nossa compreensão, seja por se acreditar que é um acto de criação Divina – seja qual for a forma pela qual a entendemos - seja por nos parecer ter origem num fenómeno natural ou em qualquer “big bang”.

Tanto num caso como noutro revela-se o mais profundo do desconhecimento e a única explicação (para muitos o seu equilíbrio) é a Fé.

No primeiro caso a Fé religiosa, num poder sobrenatural; no segundo surge a fé na ciência que um dia (se Deus quiser?!) há - de encontrar uma explicação.

Esta interrogação e necessidade em perceber a nossa existência e tudo o que nos rodeia, e a inexistência de uma resposta tranquilizadora existe, seguramente, desde o princípio do Homem – e acompanhar-nos-á até ao fim dos tempos – e é a possível causadora do nosso primeiro desequilíbrio…

A explicação do sobrenatural deu origem ou é explicado pelas várias religiões, primeiro politeístas, mais tarde (muito mais tarde), monoteístas.

Já nos últimos dois milénios se procurou um equilíbrio entre a vida centrada em Deus (Teocêntrica) – que tem dado origem, nas suas versões extremas, a vários fundamentalismos religiosos; e a vida centrada no Homem (Androcêntrica), que se desenvolveu a partir do século XVIII, através do ideário jacobino, maçónico e marxista, por via de uma progressiva idolatria do positivismo científico.

Na sua versão mais extremada chega-se a ponto de desafiar Deus e de, a Ele, se equiparar.

Tem havido muitas guerras por causa disto e já se vai sendo tarde para se encontrar algum equilíbrio neste âmbito.

Vejamos, ainda, exemplos de equilíbrios que é necessário preservar, alguns dos quais estão fora da possibilidade da humana acção, como é o caso do já mencionado equilíbrio cósmico (para já…). Uma alteração neste particular pode dar origem a um cataclismo ou tempestade de tal magnitude, que pode fazer-nos desaparecer pura e simplesmente.

A força gravitacional vai-nos mantendo em posição e o “sistema” unido…

Já a nível do planeta Terra existem “equilíbrios” instáveis como seja aqueles relacionados com o Clima e a Geologia. O primeiro pode dar origem a fenómenos metereológicos extremos, enquanto o que se passa debaixo da crosta terrestre e no leito dos oceanos, pode provocar actividade sísmica, vulcânica e maremotos, algo catastróficos.

Grandes alterações no clima podem provocar mudanças radicais nas formas de vida na Terra. A “fronteira” pode ser apenas um fio ténue, como entre a morte e a vida.

A vida animal e vegetal também requer um equilíbrio vasto, um equilíbrio que passa, sobretudo, pela cadeia alimentar. Quando este equilíbrio, por alguma razão se rompe, temos fome, desertificação de habitats, extinção de espécies. É a interrupção do ciclo da vida.

Neste âmbito o grande perturbador é o homem…

Os Países relacionam-se uns com os outros através de equilíbrios geopolíticos. Quando este equilíbrio se esfarela temos crises que, não raro, acabam em guerra.

As Sociedades geram, por sua vez, equilíbrios sociais. Estes equilíbrios sintetizam-se numa palavra: Justiça.

Justiça na distribuição da riqueza, no mérito, nas relações de trabalho, nos impostos, nos sacrifícios, no exemplo, na representatividade e exercício do Poder, etc.

Quando o desequilíbrio surge e se acentua, estilhaça-se a coesão social, aumentam as tensões e, no extremo, resultará numa guerra civil.

Ao ser humano, na sua individualidade, o equilíbrio é imprescindível; este manifesta-se na relação entre as aspirações concebidas e as concretizadas; nos sentimentos desejados e os correspondidos; entre o corpo e a mente – quando há desequilíbrio adoecemos.

Finalmente o equilíbrio nas relações: quando este se quebra dá-se o divórcio, na amizade e no amor. Acompanhado ou não pelo conflito.

Só o equilíbrio mantém a Paz, a paz interior, a paz entre as pessoas, a paz entre as Nações; só a paz permite o desenvolvimento estável, tanto material como espiritual. E a harmonia da Natureza.

A uma e a outras convém que se preserve.

Por outro lado equilíbrios existem, mas pela negativa como são, por exemplo, a dissuasão pelo terror, ou os fundamentalismos que se opõem e separam.

Sem embargo. Nunca se deve esquecer Santo Agostinho: ”A Paz sem Justiça é opressão”.

O equilíbrio na vida profissional é desejável – por todas as razões já apontadas – mas tem que se precaver de tudo aquilo que possa gerar um impasse, que impeça uma resultante. A chave - aqui - chama-se organização, hierarquia, autoridade, liderança.

Tudo isto, porém pode ser utilizado para o Bem, como para o Mal, daí a importância da Virtude, da Ética e da Deontologia.

É difícil o entendimento a qualquer nível, enquanto o Bem não vencer o Mal…

Não existe nenhum compêndio com soluções escola, nem milagrosas, aplicáveis a tudo o que foi dito. É uma aprendizagem constante e tem muito mais de “arte do que de ciência”.

Nós todos (Portugal) estamos em franco desequilíbrio, e este é profundo: moral, político, económico, financeiro e social. Vamos passar por mais um teste, uma espécie de prova de fogo, o que é historicamente cíclico, também.

Podemos perecer ou viver.

A vida é uma renovação constante e nela resta a esperança da redenção, de nos reencontrarmos e encontrarmos o equilíbrio que por nossos “pecados” e falta de capacidade para aprendermos, estamos sempre a perder. Individualmente, e como povo.

RENOVAÇÃO DO COMPROMISSO COM A DEFESA DE PORTUGAL

Fortalecer o vínculo da Nação com as suas Forças Armadas, eis o desígnio patriótico que nos mobiliza a todos os que nos queremos juntar na defesa da identidade de Portugal, hoje mais uma vez ameaçada.

Um dos mais significativos contributos para o ressurgir deste vínculo, tem acontecido nos países nossos aliados, através do convite aos militares licenciados para que colaborem de novo com o Ramo Militar onde prestaram serviço, mas agora de forma voluntária e empenhada, transmitindo nos seus tempos livres às jovens gerações nas Escolas, a cultura de Segurança, a adesão à Ordem Internacional e o compromisso com a Defesa da Pátria, valores que adquiriram enquanto vestiram a farda militar. Existem há décadas nos países da Aliança Atlântica com o nome de Reservistas voluntários.

O movimento mundial dos jovens Cadetes do Mar e Cadetes do Exército nas Escolas, que Portugal integrou faz três anos e desenvolve já formação em sete estabelecimentos de ensino, para que se possa expandir a todo o território, precisa de contar privilegiadamente com estes cidadãos patriotas, espalhados pelo país, que aceitem hoje voltar a colaborar com o seu Ramo, a Marinha, o Exército ou a Força Aérea, formando assim cada vez mais jovens nas Escolas.

As instituições cívicas e patrióticas hoje reunidas em Portugal em torno desta causa, convidaram este ano os nossos aliados Franceses a testemunhar entre nós, as suas boas práticas nesta matéria.

É pois com base segura que solicitamos às Forças Armadas de Portugal que criem também uma reserva cidadã com os seus militares licenciados, sem custos adicionais para os Ramos, mas valorizando o seu papel através da imagem de representação do respectivo Ramo nas Escola, autorizando para tal que estes Reservistas voluntários, voltem a usar com orgulho o uniforme militar, que todos eles aliás já antes envergaram na defesa da Pátria.

 
 
Convidam-no(a) assim a participar neste primeiro dia de apelo aos Reservistas de Portugal, demonstrando com a sua presença e solidariedade a confiança e a esperança nesta verdadeira reserva da defesa da nossa Soberania, associando-se ainda à evocação dos 150 anos da Medalha Militar em Portugal: Grupo de Amigos do Museu de Marinha (gestor dos Cadetes do Mar); Ligas dos Amigos dos Museus Militares de Lisboa e do Porto (gestoras dos Cadetes do Exército); Academia Falerística de Portugal; Associação de Jovens Auditores para a Defesa, Segurança e Cidadania; Associação de Professores de História; Associação de Fuzileiros; Associação de Amigos do Arquivo Distrital do Porto; Associação de Recriação Histórica Espada Lusitana; Associação Napoleónica Portuguesa; Associação de Jogos de Simulação de Portugal; Associação PtNauticmodel; Escola de Actividades Náuticas de Cascais; e instituições cooperantes, Comissão Portuguesa do Atlântico; Instituto D. João de Castro; Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica; Instituto Superior de Estudos de Segurança da Universidade Lusófona; Escola Superior Náutica Infante D. Henrique, Confraria Marítima de Portugal.
 
PROGRAMA DO DIA DO RESERVISTA
28 de Abril de 2013, 15 horas, Universidade Lusíada
 
Preside S. Exª. o General António Ramalho Eanes
Presença dos Chefes de Estado-Maior dos Ramos
 

PAINEL DE APELO AOS RESERVISTAS DE PORTUGAL
15h00 – La Reserve Citoyenne
      Contre-Amiral Antoine de Roquefeuil,
      Secrétaire Général du Conseil Superieur de la Reserve Militaire

 15h30 – Le Devoir de Mémoire, les “Cadets de la Défense”
      Général Yves Beraud, Directeus Général de Civisme Défense Armées Nation

 15h45 – Apelo ao Voluntariado Reservista – Assinatura de Protocolos
      Comandante Bellem Ribeiro, Relações Internacionais dos Cadetes de Portugal

 16h00 – Apoio conceptual da Comissão Portuguesa do Atlântico
      Vice-Almirante Alexandre Reis Rodrigues, Vice-Presidente da CPA

 16h10 – Apoio conceptual do Instituto D. João de Castro
      Professor Adriano Moreira, Presidente do Conselho de Fundadores

16h20 – Supervisão do IDN à formação de Cadetes Voluntários da Defesa
      Major-General Rodrigues Viana, Director do Instituto de Defesa Nacional

16h30 – Intervenção de S. Exª. o Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada
      Almirante José Carlos Saldanha Lopes

16h40 – Intervenção de S. Exª. o General Chefe do Estado-Maior do Exército
       General Artur Pina Monteiro

16h50 – Intervenção de S. Exª. o General Chefe do Estado-Maior da Força Aérea
       General José António Araújo Pinheiro

17h00 – Intervenção de S. Exª. o General António Ramalho Eanes

17h10 – Debate

COMEMORAÇÕES CENTENÁRIAS DOS SÍMBOLOS DE RECONHECIMENTO DO MÉRITO

17h30 – Evocação dos 150 anos da criação da Medalha Militar em Portugal
       Professor Nuno Oliveira, Dr. Paulo Estrela, Direcção da Academia Falerística de Portugal
 
17h45 – Inauguração da Exposição da Medalha Militar (AFP)

domingo, 7 de abril de 2013

SEM COMENTÁRIOS

Boa imagem do Regime e assunto a condizer "Inventário".
A pedir um Inventário do Regime?

«A presente lei aprova o regime jurídico do processo de inventário, altera o Código Civil, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 47 344, de 25 de novembro de 1966, e alterado pelos Decretos -Leis n.os 67/75, de 19 de fevereiro, 201/75, de 15 de abril, 261/75, de 27 de maio, 561/76, de 17 de julho, 605/76, de 24 de julho, 293/77, de 20 de julho, 496/77, de 25 de novembro, 200 -C/80, de 24 de junho, 236/80, de 18 de julho, 328/81, de 4 de dezembro, 262/83, de 16 de junho, 225/84, de 6 de julho, e 190/85, de 24 de junho, pela Lei n.º 46/85, de 20 de setembro, pelos Decretos -Leis n.os 381 -B/85, de 28 de setembro, e 379/86, de 11 de novembro, pela Lei n.º 24/89, de 1 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 321 -B/90, de 15 de outubro, 257/91, de 18 de julho, 423/91, de 30 de outubro, 185/93, de 22 de maio, 227/94, de 8 de setembro, 267/94, de 25 de outubro, e 163/95, de 13 de julho, pela Lei n.º 84/95, de 31 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 329 -A/95, de 12 de dezembro, 14/96, de 6 de março, 68/96, de 31 de maio, 35/97, de 31 de janeiro, e 120/98, de 8 de maio, pelas Leis n.os 21/98, de 12 de maio, e 47/98, de 10 de agosto, pelo Decreto -Lei n.º 343/98, de 6 de novembro, pelas Leis n.os 59/99, de 30 de junho, e 16/2001, de 22 de junho, pelos Decretos--Leis n.os 272/2001, de 13 de outubro, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, e 38/2003, de 8 de março, pela Lei n.º 31/2003, de 22 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 199/2003, de 10 de setembro, e 59/2004, de 19 de março, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 263 -A/2007, de 23 de julho, pela Lei n.º 40/2007, de 24 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 324/2007, de 28 de setembro, e 116/2008, de 4 de julho, pelas Leis n.os 61/2008, de 31 de outubro, e 14/2009, de 1 de abril, pelo Decreto -Lei n.º 100/2009, de 11 de maio, e pelas Leis n.os 29/2009, de 29 de junho, 103/2009, de 11 de setembro, 9/2010, de 31 de maio, 23/2010, de 30 de agosto, 24/2012, de 9 de julho, 31/2012 e 32/2012, de 14 de agosto, o Código do Registo Predial, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 224/84, de 6 de julho, e alterado pelos Decretos -Leis n.os 355/85, de 2 de setembro, 60/90, de 14 de fevereiro, 80/92, de 7 de maio, 30/93, de 12 de fevereiro, 255/93, de 15 de julho, 227/94, de 8 de setembro, 267/94, de 25 de outubro, 67/96, de 31 de maio, 375 -A/99, de 20 de setembro, 533/99, de 11 de dezembro, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, 38/2003, de 8 de março, e 194/2003, de 23 de agosto, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 263 -A/2007, de 23 de julho, 34/2008, de 26 de fevereiro, 116/2008, de 4 de julho, e 122/2009, de 21 de maio, pela Lei n.º 29/2009, de 29 de junho, e pelos Decretos -Leis n.os 185/2009, de 12 de agosto, e 209/2012, de 19 de setembro, o Código do Registo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 131/95, de 6 de junho, com as alterações introduzidas pelos Decretos--Leis n.os 36/97, de 31 de janeiro, 120/98, de 8 de maio, 375 -A/99, de 20 de setembro, 228/2001, de 20 de agosto, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, 113/2002, de 20 de abril, 194/2003, de 23 de agosto, e 53/2004, de 18 de março, pela Lei n.º 29/2007, de 2 de agosto, pelo Decreto -Lei n.º 324/2007, de 28 de setembro, pela Lei n.º 61/2008, de 31 de outubro, pelos Decretos -Leis n.os 247 -B/2008, de 30 de dezembro, e 100/2009, de 11 de maio, pelas Leis n.os 29/2009, de 29 de junho, 103/2009, de 11 de setembro, e 7/2011, de 15 de março, e pelo Decreto -Lei n.º 209/2012, de 19 de setembro, e o Código de Processo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 44 129, de 28 de dezembro de 1961, e alterado pelo Decreto -Lei n.º 47 690, de 11 de maio de 1967, pela Lei n.º 2140, de 14 de março de 1969, pelo Decreto -Lei n.º 323/70, de 11 de julho, pelas Portarias n.os 642/73, de 27 de setembro, e 439/74, de 10 de julho, pelos Decretos -Leis n.os 261/75, de 27 de maio, 165/76, de 1 de março, 201/76, de 19 de março, 366/76, de 15 de maio, 605/76, de 24 de julho, 738/76, de 16 de outubro, 368/77, de 3 de setembro, e 533/77, de 30 de dezembro, pela Lei n.º 21/78, de 3 de maio, pelos Decretos -Leis n.os 513 -X/79, de 27 de dezembro, 207/80, de 1 de julho, 457/80, de 10 de outubro, 224/82, de 8 de junho, e 400/82, de 23 de setembro, pela Lei n.º 3/83, de 26 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 128/83, de 12 de março, 242/85, de 9 de julho, 381 -A/85, de 28 de setembro, e 177/86, de 2 de julho, pela Lei n.º 31/86, de 29 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 92/88, de 17 de março, 321 -B/90, de 15 de outubro, 211/91, de 14 de junho, 132/93, de 23 de abril, 227/94, de 8 de setembro, 39/95, de 15 de fevereiro, e 329 -A/95, de 12 de dezembro, pela Lei n.º 6/96, de 29 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 180/96, de 25 de setembro, 125/98, de 12 de maio, 269/98, de 1 de setembro, e 315/98, de 20 de outubro, pela Lei n.º 3/99, de 13 de janeiro, pelos Decretos -Leis n.os 375 -A/99, de 20 de setembro, e 183/2000, de 10 de agosto, pela Lei n.º 30 -D/2000, de 20 de dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 272/2001, de 13 de outubro, e 323/2001, de 17 de dezembro, pela Lei n.º 13/2002, de 19 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 38/2003, de 8 de março, 199/2003, de 10 de setembro, 324/2003, de 27 de dezembro, e 53/2004, de 18 de março, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 76 -A/2006, de 29 de março, pelas Leis n.os 14/2006, de 26 de abril, e 53 -A/2006, de 29 de dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 8/2007, de 17 de janeiro, 303/2007, de 24 de agosto, 34/2008, de 26 de fevereiro, e 116/2008, de 4 de julho, pelas Leis n.os 52/2008, de 28 de agosto, e 61/2008, de 31 de outubro, pelo Decreto -Lei n.º 226/2008, de 20 de novembro, pela Lei n.º 29/2009, de 29 de junho, pelos Decretos -Leis n.os 35/2010, de 15 de abril, e 52/2011, de 13 de abril, e pelas Leis n.os 63/2011, de 14 de dezembro, 31/2012, de 14 de agosto, e 60/2012, de 9 de Novembro».
 
Brevemente será parida uma nova lei que enriquecerá este texto.

A velha nota de 100$00

Lembra-se da velhinha nota de 100$00?
Então recorda o que podia fazer com ela há 40 Anos ...
Comíamos um frango de churrasco no Bom Jardim                          20$00
Víamos uma matinée no Cinema S. Jorge (Música no Coração)     10$00
Bebíamos 2 ginginhas no Rossio                                                            3$00
Comíamos 2 sandes de presunto no Solar dos Presuntos                 6$00
Jantar no Parque Mayer (Sardinhas Assadas)                                  17$50
Assistíamos a uma Revista à Portuguesa no Parque                       16$00
Telefone para dizer que tínhamos perdido o último barco                1$00
Dormir numa pensão com pequeno-almoço incluído                        5$00
O resto da nota dava para ir de carro eléctrico                                 1$50
TOTAL                                                                                                      100$00

Hoje ... 100$00 são € 0,50 e dá para uma simpática (???) gorjeta!
Os tempos são outros, diferentes realidades, e o valor do dinheiro também ...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

OS 520 ANOS DE CRISTÓVÃO COLON EM LISBOA…

“O que hoje não sabemos, amanhã saberemos”
Garcia de Horta, 1563

Entre 3 e 14 de Março de 2013, decorreram singelas comemorações relativas ao 520º aniversário da chegada de Cristóvão Colon (CC) a Lisboa, no regresso da sua 1ª viagem oficial às Antilhas.


Poder-se-á perguntar porque se quis aproveitar este número aparentemente estranho e “pouco redondo” (520), para realizar semelhante evento?

A resposta é simples: até hoje nenhuma entidade oficial, em Portugal, as intentou levar a cabo e todas as iniciativas individuais ou de grupo que, porventura, tenham existido nunca chegaram a ser concretizadas.[1]

Deste modo, três prestimosas instituições da cultura, a Academia Portuguesa da História, a Academia de Marinha, a Comissão Portuguesa de História Militar (CPHM) e, ainda, uma jovem associação cujo objecto social é a divulgação, estudo e defesa da portugalidade do famoso Almirante - a Associação Cristóvão Colon - concertaram esforços a fim de darem corpo a uma evocação de que a esmagadora maioria dos portugueses não retém a mais pequena memória.

A iniciativa foi corada de sucesso como sempre acontece quando as boas vontades e intenções conseguem ultrapassar as discussões estéreis, os defeitos da natureza humana e os “velhos do Restelo”.

Poderá questionar-se se o evento, em causa, merece ser comemorado e com que relevo.

Podemos, simplesmente dizer, que esta viagem é um marco fundamental em todos os livros de História, em qualquer parte do mundo[2] ; que CC é uma figura incontornável da História Universal, cuja vida está envolta em mais mistérios do que certezas - e que entre estes mistérios existe este, que é o de ter uma explicação cabal das razões que o trouxeram a Lisboa e o levaram a ir falar com o Rei de Portugal e com a Rainha (em separado); pelo facto incontroverso de que tudo o que CC sabia de relevante para as navegações que efectuou, o ter aprendido em Portugal e com portugueses e, finalmente, porque foi na sequência desta visita que tiveram início as conversações que levaram à assinatura do Tratado de Tordesilhas, que é outro marco incontornável da Política, da Diplomacia e das Relações e do Direito Internacional, a nível global.

Se tudo isto não é relevante…

E foi sobre os dias da estadia da caravela “Nina”, em Lisboa que se procurou fazer incidir o teor das comemorações, acompanhando o que vem escrito no diário de bordo e em relatos de cronistas da época.

Neste âmbito realizou-se uma primeira sessão no Museu do Mar, em Cascais, terra em que CC terá fundeado no dia 4 de Março de 1493, depois de ter avistado a “Roca” no dia anterior.

Seguiu-se uma sessão (7/3) no Palácio da Independência, em Lisboa, sede da CPHM; outra em Vale do Paraíso (9/3), onde CC se encontrou durante dois dias e meio com D. João II (cuja Junta de Freguesia também decidiu comemorar o evento); uma quarta sessão em Vila Franca de Xira (10/3), a 10 Km do Convento de Santo António da Castanheira, local do encontro de CC com a Rainha D. Leonor, a pedido desta, na tarde do dia em que se despediu do Rei.

Finalmente a sessão de encerramento (14/3), na Academia de Marinha, em Lisboa, cidade de onde CC partiu para Palos, nesse mesmo dia, mas de 1493, passando ainda nas imediações de Faro.

Perdoar-se-á a imodéstia do exemplo, mas estas quatro diferentes entidades conseguiram, no curto espaço de tempo de sete semanas, planear, organizar e levar e efeito – sem pedir subsídios fosse a quem fosse – cinco sessões (em cinco locais e com cinco presidências diferentes) com 10 oradores, duas visitas guiadas (convento de S. António da Castanheira – hoje propriedade privada – uma joia arquitetónica e cultural, em quase total ruína e que bem merecia uma recuperação; e a Igreja de Nossa Senhora do Paraíso, em Vale do Paraíso, que pertenceu às comendadeiras da Ordem de Santiago, onde seguramente CC esteve e orou, na capela original)[3].

O que se relatou contou, ainda, com a empenhada colaboração de três Camaras Municipais, Cascais, Azambuja e Vila Franca, que cederam instalações apropriadas ao evento.

As cinco sessões contaram com um total de cerca de 400 presenças.

Tudo isto - é bom referi-lo - foi conseguido a custo “zero”. Mesmo que os leitores não acreditem.

Estamos satisfeitos, mas não descansados.

Falta perpetuar para contemporâneos e vindouros, nacionais e estrangeiros, esta passagem de Colon por Portugal - que a controvérsia histórica confirma, para já, a sua permanência entre nós durante o período de 1474 e 1484, tendo casado com a nobre portuguesa Filipa Moniz Perestrelo, provavelmente, em 1479, sendo tudo o mais praticamente desconhecido.

Tal desiderato pode ser atingido por três vias simples e pouco dispendiosas: a existência de um “marco” algures na zona histórica do Restelo ou da Ribeira das Naus, onde a “NINA” terá atracado a 6 de Março de 1493 e que assinale o facto; a existência de uma exposição iconográfica no Museu de Marinha, à altura da importância do Almirante Colon e da sua ligação histórica a Portugal e aos portugueses; a elaboração de um roteiro histórico/turístico, assinalando todos os locais que se sabe terem sido passagem ou permanência daquele que o Papa Alexandre VI chamou, em bula, de Cristófõm Colon.[4]

Por último é necessário persistir na investigação séria e fundamentada sobre tudo o que envolva a vida deste personagem da História de modo a colocar no devido lugar as peças de um complexo puzzle em que nos enredou.

E onde se possa, finalmente, dar cumprimento à citação latina – de sua autoria - que ornamenta o seu túmulo oficial, em Sevilha: “Em vós, Senhor, esperei! Não serei confundido eternamente”.[5]

Afinal, como dizia o Poeta “navegar é preciso, viver não é preciso”!

____________________

[1] Excepção feita para uma pequena comemoração efectuada na Ilha de Santa Maria (Açores) aquando dos 500 anos da mesma viagem de regresso, em que CC aportou à ilha.
[2] Apesar da 1ª viagem de Vaso da Gama lhe ter sido superior em todos os domínios…
[3] Não deixa de ser curioso registar que nesta Igreja existia uma devoção a Nª Senhora do Ó, que se celebra a 18/12. Ora lendo o diário de bordo desse dia pode ler-se que o almirante mandou, justamente, comemorar essa devoção!
[4] Bula "Inter Coetera II", de 4 de Maio de 1493. O nome está escrito em português, não em italiano, castelhano ou latim.
[5] “In Te, Domine, speravi non confundar in aeternum”, Salmo 30,2 Eclesiástico ou Ben Sirá 2, 12.

quinta-feira, 28 de março de 2013

DESOBEDIÊNCIA CIVIL PRECISA-SE!

“Quando não se sabe para que porto se navega, nenhum vento é favorável”
Séneca

Em anterior escrito dissertámos sobre a saída mais viável para a crise política em Portugal, e que passaria por dissolver a Assembleia da República e encontrar um governo fora do quadro partidário, dado que os partidos se têm comportado como autênticos tumores malignos que têm corroído o todo nacional. Esta solução só poderá ser posta em prática pelo PR e poderá ter que ser acompanhada pelo estabelecimento do estado de sítio.
 
Para o caso de haver compatriotas que ainda não se deram conta, vivemos uma situação de verdadeira emergência nacional e não saíremos dela mantendo a “normalidade democrática”, já que o “sistema” é, em grande parte responsável por termos chegado a este poço sem fundo onde caímos. Além do mais o sistema encontra-se bloqueado.
 
A outra parte da responsabilidade cabe aos protagonistas políticos, o que é configurado na sua patente falta de patriotismo, cupidez, ignorância, desconhecimento do país e corrupções várias.
 
Tal facto configura o principal problema que temos no país que é a falha grosseira na preparação, recrutamento e escolha das “elites” que vão ocupar os principais lugares de liderança nos diferentes sectores da vida nacional.
 
Em cima de tudo isto, temos a falta de autoridade (cujas causas não vamos hoje abordar).
 
Ora com uma maioria de gente mal preparada (não entremos noutras áreas) – que os resultados têm comprovado – e sem autoridade - onde todas as decisões entroncam - o país é um barco à deriva e a meter água por todos os lados.
 
Não posso ser mais claro, a não ser listando as principais figuras – a maioria das quais se têm mantido no palco do poder – e respectivas “obras”, que têm conduzido a Nação até nenhures.
 
Como se poderá, então pressionar as forças políticas a arrepiarem caminho e o PR a actuar em consonância e que, no nosso caso passa por reinventar um sistema político mais próximo do democrático e representativo da Nação (passe o pleonasmo); servido por gente capaz e proba, ao serviço de Portugal e não de interesses estranhos, organizações internacionalistas ou de sociedades secretas, que não têm nada a ver connosco?
 
E, já agora, tenham uma “Ideia” do e para o País, façam o que dizem e digam o que pensam; dêem o exemplo e sejam coerentes, não abrindo excepções para o que proclamam e legislam, como é o caso da recente e vergonhosa cedência à ameaça de greve na TAP/SATA!
 
O tempo urge e por cada dia que passa ficamos mais desgraçados.
 
Há que actuar com discernimento e inteligência.
 
No estado actual de decomposição política, económica, financeira e social, em que nos encontramos – e antes que a situação piore, pois só pode piorar (veja-se o recente caso da RTP que se tornou numa pia, onde os figurões deste regime, tornado fétido, vão deixar os seus miasmas) – parece-nos que a maneira menos má de actuar será pela desobediência civil, pacífica.
 
Antes que tudo isto resulte em tiros.
 
Torna-se, todavia, necessário executar um lote de acções que “os” atinjam onde lhes doa.
 
Daremos alguns exemplos.
 
Em primeiro lugar, não ir votar. Não indo votar obriga-se a repensar todo o sistema e impede – se os partidos políticos de receberem subsídio por cada voto.
 
Não pagar o IMI. Não pagando o IMI responde-se coletivamente a um esbulho, mas para dar resultado (como em tudo) é necessário que haja muita gente a fazer o mesmo.
 
Não entregar a declaração de IRS e IRC: se o Estado nos confisca os vencimentos unilateralmente, nós temos o direito de lhes fazer o mesmo.
 
Não afrontar as forças de segurança, antes abraçá-las, convidá-las para um café, etc.. “Invada-se” as esquadras com grupos pequenos e preencha-se uma queixa contra os políticos que nos andam a extorquir e contra a Comissão Europeia, o FMI, o BCE!
 
Fazer greves de abstinência a produtos de empresas estatais: não comprar/gastar determinados produtos, como sejam os combustíveis, luz, água, etc.; deixar de pagar massivamente as portagens, a taxa de TV, alguns produtos bancários.
 
Não insultar os políticos, dá uma imagem de desordem e de falta de educação; é melhor optar por não lhes falar, não os cumprimentar, não os convidar, não estar em nenhum evento em que um deles esteja presente.
 
Não devemos, fazer coisas que nos possam prejudicar individual e colectivamente, como seja fazer greves. As greves destinam-se a resolver, em última instância, problemas laborais. Ora os problemas que temos não têm nada a ver com isso. Com as greves estamos a prejudicar o que resta da economia, a aumentar os prejuízos e a voltar partes da população, umas contra as outras. Divide, não une, e as consequências voltam-se contra todos nós.
 
E, se repararem bem, não afecta nada os políticos e a sua acção, que são os principais responsáveis por tudo o que se tem passado.
 
Encare-se tudo isto como uma guerra, e estamos de facto em guerra. Estamos a ser “atacados” de fora com conivências internas. E estamos atolados numa crise, não numa crise financeira, mas sim numa crise muito mais complexa e abrangente, que sem se especificar pode ser esquematizada da seguinte maneira: a crise financeira criada pela corrupção e ganancia de uns e pela incompetência de outros (ninguém viu, ouviu, percebeu) – tudo servido por pessoas de carne e osso e respectivas organizações – originou uma crise económica, ambas derivadas de uma crise da política, por sua vez originada numa crise moral. De falta de princípios, de valores, de virtudes, de se ter relativizado tudo (ao ponto de cada um de nós se poder considerar “Deus”). E de tudo ter passado a ser negócio.
 
Deem-se as voltas que se quiserem, que sem se atacar as raízes do mal, em vez dos seus efeitos, não se conseguirá resolver nada.
 
Há que encontrar liderança adequada e pôr mãos à obra.
 
Pois o tempo urge, e por cada dia que passa ficaremos mais desgraçados.