sexta-feira, 12 de abril de 2013

RENOVAÇÃO DO COMPROMISSO COM A DEFESA DE PORTUGAL

Fortalecer o vínculo da Nação com as suas Forças Armadas, eis o desígnio patriótico que nos mobiliza a todos os que nos queremos juntar na defesa da identidade de Portugal, hoje mais uma vez ameaçada.

Um dos mais significativos contributos para o ressurgir deste vínculo, tem acontecido nos países nossos aliados, através do convite aos militares licenciados para que colaborem de novo com o Ramo Militar onde prestaram serviço, mas agora de forma voluntária e empenhada, transmitindo nos seus tempos livres às jovens gerações nas Escolas, a cultura de Segurança, a adesão à Ordem Internacional e o compromisso com a Defesa da Pátria, valores que adquiriram enquanto vestiram a farda militar. Existem há décadas nos países da Aliança Atlântica com o nome de Reservistas voluntários.

O movimento mundial dos jovens Cadetes do Mar e Cadetes do Exército nas Escolas, que Portugal integrou faz três anos e desenvolve já formação em sete estabelecimentos de ensino, para que se possa expandir a todo o território, precisa de contar privilegiadamente com estes cidadãos patriotas, espalhados pelo país, que aceitem hoje voltar a colaborar com o seu Ramo, a Marinha, o Exército ou a Força Aérea, formando assim cada vez mais jovens nas Escolas.

As instituições cívicas e patrióticas hoje reunidas em Portugal em torno desta causa, convidaram este ano os nossos aliados Franceses a testemunhar entre nós, as suas boas práticas nesta matéria.

É pois com base segura que solicitamos às Forças Armadas de Portugal que criem também uma reserva cidadã com os seus militares licenciados, sem custos adicionais para os Ramos, mas valorizando o seu papel através da imagem de representação do respectivo Ramo nas Escola, autorizando para tal que estes Reservistas voluntários, voltem a usar com orgulho o uniforme militar, que todos eles aliás já antes envergaram na defesa da Pátria.

 
 
Convidam-no(a) assim a participar neste primeiro dia de apelo aos Reservistas de Portugal, demonstrando com a sua presença e solidariedade a confiança e a esperança nesta verdadeira reserva da defesa da nossa Soberania, associando-se ainda à evocação dos 150 anos da Medalha Militar em Portugal: Grupo de Amigos do Museu de Marinha (gestor dos Cadetes do Mar); Ligas dos Amigos dos Museus Militares de Lisboa e do Porto (gestoras dos Cadetes do Exército); Academia Falerística de Portugal; Associação de Jovens Auditores para a Defesa, Segurança e Cidadania; Associação de Professores de História; Associação de Fuzileiros; Associação de Amigos do Arquivo Distrital do Porto; Associação de Recriação Histórica Espada Lusitana; Associação Napoleónica Portuguesa; Associação de Jogos de Simulação de Portugal; Associação PtNauticmodel; Escola de Actividades Náuticas de Cascais; e instituições cooperantes, Comissão Portuguesa do Atlântico; Instituto D. João de Castro; Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica; Instituto Superior de Estudos de Segurança da Universidade Lusófona; Escola Superior Náutica Infante D. Henrique, Confraria Marítima de Portugal.
 
PROGRAMA DO DIA DO RESERVISTA
28 de Abril de 2013, 15 horas, Universidade Lusíada
 
Preside S. Exª. o General António Ramalho Eanes
Presença dos Chefes de Estado-Maior dos Ramos
 

PAINEL DE APELO AOS RESERVISTAS DE PORTUGAL
15h00 – La Reserve Citoyenne
      Contre-Amiral Antoine de Roquefeuil,
      Secrétaire Général du Conseil Superieur de la Reserve Militaire

 15h30 – Le Devoir de Mémoire, les “Cadets de la Défense”
      Général Yves Beraud, Directeus Général de Civisme Défense Armées Nation

 15h45 – Apelo ao Voluntariado Reservista – Assinatura de Protocolos
      Comandante Bellem Ribeiro, Relações Internacionais dos Cadetes de Portugal

 16h00 – Apoio conceptual da Comissão Portuguesa do Atlântico
      Vice-Almirante Alexandre Reis Rodrigues, Vice-Presidente da CPA

 16h10 – Apoio conceptual do Instituto D. João de Castro
      Professor Adriano Moreira, Presidente do Conselho de Fundadores

16h20 – Supervisão do IDN à formação de Cadetes Voluntários da Defesa
      Major-General Rodrigues Viana, Director do Instituto de Defesa Nacional

16h30 – Intervenção de S. Exª. o Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada
      Almirante José Carlos Saldanha Lopes

16h40 – Intervenção de S. Exª. o General Chefe do Estado-Maior do Exército
       General Artur Pina Monteiro

16h50 – Intervenção de S. Exª. o General Chefe do Estado-Maior da Força Aérea
       General José António Araújo Pinheiro

17h00 – Intervenção de S. Exª. o General António Ramalho Eanes

17h10 – Debate

COMEMORAÇÕES CENTENÁRIAS DOS SÍMBOLOS DE RECONHECIMENTO DO MÉRITO

17h30 – Evocação dos 150 anos da criação da Medalha Militar em Portugal
       Professor Nuno Oliveira, Dr. Paulo Estrela, Direcção da Academia Falerística de Portugal
 
17h45 – Inauguração da Exposição da Medalha Militar (AFP)

domingo, 7 de abril de 2013

SEM COMENTÁRIOS

Boa imagem do Regime e assunto a condizer "Inventário".
A pedir um Inventário do Regime?

«A presente lei aprova o regime jurídico do processo de inventário, altera o Código Civil, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 47 344, de 25 de novembro de 1966, e alterado pelos Decretos -Leis n.os 67/75, de 19 de fevereiro, 201/75, de 15 de abril, 261/75, de 27 de maio, 561/76, de 17 de julho, 605/76, de 24 de julho, 293/77, de 20 de julho, 496/77, de 25 de novembro, 200 -C/80, de 24 de junho, 236/80, de 18 de julho, 328/81, de 4 de dezembro, 262/83, de 16 de junho, 225/84, de 6 de julho, e 190/85, de 24 de junho, pela Lei n.º 46/85, de 20 de setembro, pelos Decretos -Leis n.os 381 -B/85, de 28 de setembro, e 379/86, de 11 de novembro, pela Lei n.º 24/89, de 1 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 321 -B/90, de 15 de outubro, 257/91, de 18 de julho, 423/91, de 30 de outubro, 185/93, de 22 de maio, 227/94, de 8 de setembro, 267/94, de 25 de outubro, e 163/95, de 13 de julho, pela Lei n.º 84/95, de 31 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 329 -A/95, de 12 de dezembro, 14/96, de 6 de março, 68/96, de 31 de maio, 35/97, de 31 de janeiro, e 120/98, de 8 de maio, pelas Leis n.os 21/98, de 12 de maio, e 47/98, de 10 de agosto, pelo Decreto -Lei n.º 343/98, de 6 de novembro, pelas Leis n.os 59/99, de 30 de junho, e 16/2001, de 22 de junho, pelos Decretos--Leis n.os 272/2001, de 13 de outubro, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, e 38/2003, de 8 de março, pela Lei n.º 31/2003, de 22 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 199/2003, de 10 de setembro, e 59/2004, de 19 de março, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 263 -A/2007, de 23 de julho, pela Lei n.º 40/2007, de 24 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 324/2007, de 28 de setembro, e 116/2008, de 4 de julho, pelas Leis n.os 61/2008, de 31 de outubro, e 14/2009, de 1 de abril, pelo Decreto -Lei n.º 100/2009, de 11 de maio, e pelas Leis n.os 29/2009, de 29 de junho, 103/2009, de 11 de setembro, 9/2010, de 31 de maio, 23/2010, de 30 de agosto, 24/2012, de 9 de julho, 31/2012 e 32/2012, de 14 de agosto, o Código do Registo Predial, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 224/84, de 6 de julho, e alterado pelos Decretos -Leis n.os 355/85, de 2 de setembro, 60/90, de 14 de fevereiro, 80/92, de 7 de maio, 30/93, de 12 de fevereiro, 255/93, de 15 de julho, 227/94, de 8 de setembro, 267/94, de 25 de outubro, 67/96, de 31 de maio, 375 -A/99, de 20 de setembro, 533/99, de 11 de dezembro, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, 38/2003, de 8 de março, e 194/2003, de 23 de agosto, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 263 -A/2007, de 23 de julho, 34/2008, de 26 de fevereiro, 116/2008, de 4 de julho, e 122/2009, de 21 de maio, pela Lei n.º 29/2009, de 29 de junho, e pelos Decretos -Leis n.os 185/2009, de 12 de agosto, e 209/2012, de 19 de setembro, o Código do Registo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 131/95, de 6 de junho, com as alterações introduzidas pelos Decretos--Leis n.os 36/97, de 31 de janeiro, 120/98, de 8 de maio, 375 -A/99, de 20 de setembro, 228/2001, de 20 de agosto, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, 113/2002, de 20 de abril, 194/2003, de 23 de agosto, e 53/2004, de 18 de março, pela Lei n.º 29/2007, de 2 de agosto, pelo Decreto -Lei n.º 324/2007, de 28 de setembro, pela Lei n.º 61/2008, de 31 de outubro, pelos Decretos -Leis n.os 247 -B/2008, de 30 de dezembro, e 100/2009, de 11 de maio, pelas Leis n.os 29/2009, de 29 de junho, 103/2009, de 11 de setembro, e 7/2011, de 15 de março, e pelo Decreto -Lei n.º 209/2012, de 19 de setembro, e o Código de Processo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 44 129, de 28 de dezembro de 1961, e alterado pelo Decreto -Lei n.º 47 690, de 11 de maio de 1967, pela Lei n.º 2140, de 14 de março de 1969, pelo Decreto -Lei n.º 323/70, de 11 de julho, pelas Portarias n.os 642/73, de 27 de setembro, e 439/74, de 10 de julho, pelos Decretos -Leis n.os 261/75, de 27 de maio, 165/76, de 1 de março, 201/76, de 19 de março, 366/76, de 15 de maio, 605/76, de 24 de julho, 738/76, de 16 de outubro, 368/77, de 3 de setembro, e 533/77, de 30 de dezembro, pela Lei n.º 21/78, de 3 de maio, pelos Decretos -Leis n.os 513 -X/79, de 27 de dezembro, 207/80, de 1 de julho, 457/80, de 10 de outubro, 224/82, de 8 de junho, e 400/82, de 23 de setembro, pela Lei n.º 3/83, de 26 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 128/83, de 12 de março, 242/85, de 9 de julho, 381 -A/85, de 28 de setembro, e 177/86, de 2 de julho, pela Lei n.º 31/86, de 29 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 92/88, de 17 de março, 321 -B/90, de 15 de outubro, 211/91, de 14 de junho, 132/93, de 23 de abril, 227/94, de 8 de setembro, 39/95, de 15 de fevereiro, e 329 -A/95, de 12 de dezembro, pela Lei n.º 6/96, de 29 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 180/96, de 25 de setembro, 125/98, de 12 de maio, 269/98, de 1 de setembro, e 315/98, de 20 de outubro, pela Lei n.º 3/99, de 13 de janeiro, pelos Decretos -Leis n.os 375 -A/99, de 20 de setembro, e 183/2000, de 10 de agosto, pela Lei n.º 30 -D/2000, de 20 de dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 272/2001, de 13 de outubro, e 323/2001, de 17 de dezembro, pela Lei n.º 13/2002, de 19 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 38/2003, de 8 de março, 199/2003, de 10 de setembro, 324/2003, de 27 de dezembro, e 53/2004, de 18 de março, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 76 -A/2006, de 29 de março, pelas Leis n.os 14/2006, de 26 de abril, e 53 -A/2006, de 29 de dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 8/2007, de 17 de janeiro, 303/2007, de 24 de agosto, 34/2008, de 26 de fevereiro, e 116/2008, de 4 de julho, pelas Leis n.os 52/2008, de 28 de agosto, e 61/2008, de 31 de outubro, pelo Decreto -Lei n.º 226/2008, de 20 de novembro, pela Lei n.º 29/2009, de 29 de junho, pelos Decretos -Leis n.os 35/2010, de 15 de abril, e 52/2011, de 13 de abril, e pelas Leis n.os 63/2011, de 14 de dezembro, 31/2012, de 14 de agosto, e 60/2012, de 9 de Novembro».
 
Brevemente será parida uma nova lei que enriquecerá este texto.

A velha nota de 100$00

Lembra-se da velhinha nota de 100$00?
Então recorda o que podia fazer com ela há 40 Anos ...
Comíamos um frango de churrasco no Bom Jardim                          20$00
Víamos uma matinée no Cinema S. Jorge (Música no Coração)     10$00
Bebíamos 2 ginginhas no Rossio                                                            3$00
Comíamos 2 sandes de presunto no Solar dos Presuntos                 6$00
Jantar no Parque Mayer (Sardinhas Assadas)                                  17$50
Assistíamos a uma Revista à Portuguesa no Parque                       16$00
Telefone para dizer que tínhamos perdido o último barco                1$00
Dormir numa pensão com pequeno-almoço incluído                        5$00
O resto da nota dava para ir de carro eléctrico                                 1$50
TOTAL                                                                                                      100$00

Hoje ... 100$00 são € 0,50 e dá para uma simpática (???) gorjeta!
Os tempos são outros, diferentes realidades, e o valor do dinheiro também ...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

OS 520 ANOS DE CRISTÓVÃO COLON EM LISBOA…

“O que hoje não sabemos, amanhã saberemos”
Garcia de Horta, 1563

Entre 3 e 14 de Março de 2013, decorreram singelas comemorações relativas ao 520º aniversário da chegada de Cristóvão Colon (CC) a Lisboa, no regresso da sua 1ª viagem oficial às Antilhas.


Poder-se-á perguntar porque se quis aproveitar este número aparentemente estranho e “pouco redondo” (520), para realizar semelhante evento?

A resposta é simples: até hoje nenhuma entidade oficial, em Portugal, as intentou levar a cabo e todas as iniciativas individuais ou de grupo que, porventura, tenham existido nunca chegaram a ser concretizadas.[1]

Deste modo, três prestimosas instituições da cultura, a Academia Portuguesa da História, a Academia de Marinha, a Comissão Portuguesa de História Militar (CPHM) e, ainda, uma jovem associação cujo objecto social é a divulgação, estudo e defesa da portugalidade do famoso Almirante - a Associação Cristóvão Colon - concertaram esforços a fim de darem corpo a uma evocação de que a esmagadora maioria dos portugueses não retém a mais pequena memória.

A iniciativa foi corada de sucesso como sempre acontece quando as boas vontades e intenções conseguem ultrapassar as discussões estéreis, os defeitos da natureza humana e os “velhos do Restelo”.

Poderá questionar-se se o evento, em causa, merece ser comemorado e com que relevo.

Podemos, simplesmente dizer, que esta viagem é um marco fundamental em todos os livros de História, em qualquer parte do mundo[2] ; que CC é uma figura incontornável da História Universal, cuja vida está envolta em mais mistérios do que certezas - e que entre estes mistérios existe este, que é o de ter uma explicação cabal das razões que o trouxeram a Lisboa e o levaram a ir falar com o Rei de Portugal e com a Rainha (em separado); pelo facto incontroverso de que tudo o que CC sabia de relevante para as navegações que efectuou, o ter aprendido em Portugal e com portugueses e, finalmente, porque foi na sequência desta visita que tiveram início as conversações que levaram à assinatura do Tratado de Tordesilhas, que é outro marco incontornável da Política, da Diplomacia e das Relações e do Direito Internacional, a nível global.

Se tudo isto não é relevante…

E foi sobre os dias da estadia da caravela “Nina”, em Lisboa que se procurou fazer incidir o teor das comemorações, acompanhando o que vem escrito no diário de bordo e em relatos de cronistas da época.

Neste âmbito realizou-se uma primeira sessão no Museu do Mar, em Cascais, terra em que CC terá fundeado no dia 4 de Março de 1493, depois de ter avistado a “Roca” no dia anterior.

Seguiu-se uma sessão (7/3) no Palácio da Independência, em Lisboa, sede da CPHM; outra em Vale do Paraíso (9/3), onde CC se encontrou durante dois dias e meio com D. João II (cuja Junta de Freguesia também decidiu comemorar o evento); uma quarta sessão em Vila Franca de Xira (10/3), a 10 Km do Convento de Santo António da Castanheira, local do encontro de CC com a Rainha D. Leonor, a pedido desta, na tarde do dia em que se despediu do Rei.

Finalmente a sessão de encerramento (14/3), na Academia de Marinha, em Lisboa, cidade de onde CC partiu para Palos, nesse mesmo dia, mas de 1493, passando ainda nas imediações de Faro.

Perdoar-se-á a imodéstia do exemplo, mas estas quatro diferentes entidades conseguiram, no curto espaço de tempo de sete semanas, planear, organizar e levar e efeito – sem pedir subsídios fosse a quem fosse – cinco sessões (em cinco locais e com cinco presidências diferentes) com 10 oradores, duas visitas guiadas (convento de S. António da Castanheira – hoje propriedade privada – uma joia arquitetónica e cultural, em quase total ruína e que bem merecia uma recuperação; e a Igreja de Nossa Senhora do Paraíso, em Vale do Paraíso, que pertenceu às comendadeiras da Ordem de Santiago, onde seguramente CC esteve e orou, na capela original)[3].

O que se relatou contou, ainda, com a empenhada colaboração de três Camaras Municipais, Cascais, Azambuja e Vila Franca, que cederam instalações apropriadas ao evento.

As cinco sessões contaram com um total de cerca de 400 presenças.

Tudo isto - é bom referi-lo - foi conseguido a custo “zero”. Mesmo que os leitores não acreditem.

Estamos satisfeitos, mas não descansados.

Falta perpetuar para contemporâneos e vindouros, nacionais e estrangeiros, esta passagem de Colon por Portugal - que a controvérsia histórica confirma, para já, a sua permanência entre nós durante o período de 1474 e 1484, tendo casado com a nobre portuguesa Filipa Moniz Perestrelo, provavelmente, em 1479, sendo tudo o mais praticamente desconhecido.

Tal desiderato pode ser atingido por três vias simples e pouco dispendiosas: a existência de um “marco” algures na zona histórica do Restelo ou da Ribeira das Naus, onde a “NINA” terá atracado a 6 de Março de 1493 e que assinale o facto; a existência de uma exposição iconográfica no Museu de Marinha, à altura da importância do Almirante Colon e da sua ligação histórica a Portugal e aos portugueses; a elaboração de um roteiro histórico/turístico, assinalando todos os locais que se sabe terem sido passagem ou permanência daquele que o Papa Alexandre VI chamou, em bula, de Cristófõm Colon.[4]

Por último é necessário persistir na investigação séria e fundamentada sobre tudo o que envolva a vida deste personagem da História de modo a colocar no devido lugar as peças de um complexo puzzle em que nos enredou.

E onde se possa, finalmente, dar cumprimento à citação latina – de sua autoria - que ornamenta o seu túmulo oficial, em Sevilha: “Em vós, Senhor, esperei! Não serei confundido eternamente”.[5]

Afinal, como dizia o Poeta “navegar é preciso, viver não é preciso”!

____________________

[1] Excepção feita para uma pequena comemoração efectuada na Ilha de Santa Maria (Açores) aquando dos 500 anos da mesma viagem de regresso, em que CC aportou à ilha.
[2] Apesar da 1ª viagem de Vaso da Gama lhe ter sido superior em todos os domínios…
[3] Não deixa de ser curioso registar que nesta Igreja existia uma devoção a Nª Senhora do Ó, que se celebra a 18/12. Ora lendo o diário de bordo desse dia pode ler-se que o almirante mandou, justamente, comemorar essa devoção!
[4] Bula "Inter Coetera II", de 4 de Maio de 1493. O nome está escrito em português, não em italiano, castelhano ou latim.
[5] “In Te, Domine, speravi non confundar in aeternum”, Salmo 30,2 Eclesiástico ou Ben Sirá 2, 12.

quinta-feira, 28 de março de 2013

DESOBEDIÊNCIA CIVIL PRECISA-SE!

“Quando não se sabe para que porto se navega, nenhum vento é favorável”
Séneca

Em anterior escrito dissertámos sobre a saída mais viável para a crise política em Portugal, e que passaria por dissolver a Assembleia da República e encontrar um governo fora do quadro partidário, dado que os partidos se têm comportado como autênticos tumores malignos que têm corroído o todo nacional. Esta solução só poderá ser posta em prática pelo PR e poderá ter que ser acompanhada pelo estabelecimento do estado de sítio.
 
Para o caso de haver compatriotas que ainda não se deram conta, vivemos uma situação de verdadeira emergência nacional e não saíremos dela mantendo a “normalidade democrática”, já que o “sistema” é, em grande parte responsável por termos chegado a este poço sem fundo onde caímos. Além do mais o sistema encontra-se bloqueado.
 
A outra parte da responsabilidade cabe aos protagonistas políticos, o que é configurado na sua patente falta de patriotismo, cupidez, ignorância, desconhecimento do país e corrupções várias.
 
Tal facto configura o principal problema que temos no país que é a falha grosseira na preparação, recrutamento e escolha das “elites” que vão ocupar os principais lugares de liderança nos diferentes sectores da vida nacional.
 
Em cima de tudo isto, temos a falta de autoridade (cujas causas não vamos hoje abordar).
 
Ora com uma maioria de gente mal preparada (não entremos noutras áreas) – que os resultados têm comprovado – e sem autoridade - onde todas as decisões entroncam - o país é um barco à deriva e a meter água por todos os lados.
 
Não posso ser mais claro, a não ser listando as principais figuras – a maioria das quais se têm mantido no palco do poder – e respectivas “obras”, que têm conduzido a Nação até nenhures.
 
Como se poderá, então pressionar as forças políticas a arrepiarem caminho e o PR a actuar em consonância e que, no nosso caso passa por reinventar um sistema político mais próximo do democrático e representativo da Nação (passe o pleonasmo); servido por gente capaz e proba, ao serviço de Portugal e não de interesses estranhos, organizações internacionalistas ou de sociedades secretas, que não têm nada a ver connosco?
 
E, já agora, tenham uma “Ideia” do e para o País, façam o que dizem e digam o que pensam; dêem o exemplo e sejam coerentes, não abrindo excepções para o que proclamam e legislam, como é o caso da recente e vergonhosa cedência à ameaça de greve na TAP/SATA!
 
O tempo urge e por cada dia que passa ficamos mais desgraçados.
 
Há que actuar com discernimento e inteligência.
 
No estado actual de decomposição política, económica, financeira e social, em que nos encontramos – e antes que a situação piore, pois só pode piorar (veja-se o recente caso da RTP que se tornou numa pia, onde os figurões deste regime, tornado fétido, vão deixar os seus miasmas) – parece-nos que a maneira menos má de actuar será pela desobediência civil, pacífica.
 
Antes que tudo isto resulte em tiros.
 
Torna-se, todavia, necessário executar um lote de acções que “os” atinjam onde lhes doa.
 
Daremos alguns exemplos.
 
Em primeiro lugar, não ir votar. Não indo votar obriga-se a repensar todo o sistema e impede – se os partidos políticos de receberem subsídio por cada voto.
 
Não pagar o IMI. Não pagando o IMI responde-se coletivamente a um esbulho, mas para dar resultado (como em tudo) é necessário que haja muita gente a fazer o mesmo.
 
Não entregar a declaração de IRS e IRC: se o Estado nos confisca os vencimentos unilateralmente, nós temos o direito de lhes fazer o mesmo.
 
Não afrontar as forças de segurança, antes abraçá-las, convidá-las para um café, etc.. “Invada-se” as esquadras com grupos pequenos e preencha-se uma queixa contra os políticos que nos andam a extorquir e contra a Comissão Europeia, o FMI, o BCE!
 
Fazer greves de abstinência a produtos de empresas estatais: não comprar/gastar determinados produtos, como sejam os combustíveis, luz, água, etc.; deixar de pagar massivamente as portagens, a taxa de TV, alguns produtos bancários.
 
Não insultar os políticos, dá uma imagem de desordem e de falta de educação; é melhor optar por não lhes falar, não os cumprimentar, não os convidar, não estar em nenhum evento em que um deles esteja presente.
 
Não devemos, fazer coisas que nos possam prejudicar individual e colectivamente, como seja fazer greves. As greves destinam-se a resolver, em última instância, problemas laborais. Ora os problemas que temos não têm nada a ver com isso. Com as greves estamos a prejudicar o que resta da economia, a aumentar os prejuízos e a voltar partes da população, umas contra as outras. Divide, não une, e as consequências voltam-se contra todos nós.
 
E, se repararem bem, não afecta nada os políticos e a sua acção, que são os principais responsáveis por tudo o que se tem passado.
 
Encare-se tudo isto como uma guerra, e estamos de facto em guerra. Estamos a ser “atacados” de fora com conivências internas. E estamos atolados numa crise, não numa crise financeira, mas sim numa crise muito mais complexa e abrangente, que sem se especificar pode ser esquematizada da seguinte maneira: a crise financeira criada pela corrupção e ganancia de uns e pela incompetência de outros (ninguém viu, ouviu, percebeu) – tudo servido por pessoas de carne e osso e respectivas organizações – originou uma crise económica, ambas derivadas de uma crise da política, por sua vez originada numa crise moral. De falta de princípios, de valores, de virtudes, de se ter relativizado tudo (ao ponto de cada um de nós se poder considerar “Deus”). E de tudo ter passado a ser negócio.
 
Deem-se as voltas que se quiserem, que sem se atacar as raízes do mal, em vez dos seus efeitos, não se conseguirá resolver nada.
 
Há que encontrar liderança adequada e pôr mãos à obra.
 
Pois o tempo urge, e por cada dia que passa ficaremos mais desgraçados.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Extraordinário e muito tocante!

É difícil comentar esta fotografia, é mais fácil usar as palavras dos que sabem…

“Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.”
Clarice Lispector